Romance será levado às telas em produção nacional que aposta na força emocional da narrativa sobre luto, culpa e amadurecimento
O diálogo com a literatura contemporânea no cinema brasileiro segue crescendo e, desta vez, o romance juvenil Sozinha (2022), da escritora Keka Reis, será adaptado para as telas. O projeto promete transformar uma história íntima em uma experiência coletiva e sensível no audiovisual.
Um dos pontos chaves nessa adaptação será a participação da autora, que trabalhará diretamente com o roteiro ao lado de Mirtes Santana, o que reforça a intenção de preservar a essência da obra original.

Uma história sobre culpa, perda e crescimento
Publicado originalmente para o público jovem em 2022, Sozinha acompanha a história de Rosa, uma adolescente de 15 anos marcada por uma relação intensa e conflituosa com sua mãe, Julieta.
Quando Julieta morre repentinamente após um aneurisma, a narrativa ganha contornos dramáticos e muda completamente o rumo da vida da protagonista. O peso emocional ainda é intensificado quando percebemos que, pouco antes da morte de sua mãe, durante uma discussão, Rosa havia desejado que ela morresse.
A partir desse ponto, a obra mergulha no luto, na culpa e no amadurecimento precoce da personagem, construindo uma jornada emocional que dialoga diretamente com experiências reais de muitos jovens leitores.

Sozinha chega aos cinemas como uma oportunidade de transformar uma dor individual em uma experiência coletiva. Ao levar para as telas uma história com o peso emocional da trama de Keka Reis, o filme tem potencial para, além de emocionar, provocar reflexões profundas sobre relações familiares e crescimento pessoal.
O projeto está em fase de desenvolvimento e a produção ficará por conta das empresas +Galeria e Chatrone, nomes já atuantes no mercado audiovisual.
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Texto revisado por Sabrina Borges de Moura










