Romance ambientado no circuito profissional de tênis acompanha dois atletas divididos entre a pressão da fama, a busca pelo título e uma relação inesperada
A Intrínseca lança, em agosto, Abrindo o Jogo, romance de estreia do norte-americano Edward Schmit que combina tensão esportiva, romance e uma discussão sensível sobre saúde mental e representatividade LGBTQIAPN+ no tênis profissional. Elogiado por veículos como Vogue e The Cut, o livro chega ao Brasil apenas dois meses após o lançamento nos Estados Unidos, onde já figura entre as listas de mais vendidos.
A obra acompanha Austin Hardy, jovem tenista em ascensão que sempre viveu sua sexualidade com naturalidade. Assumido desde a adolescência e apoiado pela família, ele nunca imaginou que ser um homem gay no esporte profissional se tornaria o principal foco da atenção da mídia. À medida que sua carreira ganha destaque, Austin passa a ocupar o lugar de símbolo da representatividade no tênis, enquanto enfrenta comentários preconceituosos e ataques nas redes sociais.

Em preparação para o US Open, um dos torneios mais importantes do circuito internacional, Austin sofre uma crise de ansiedade durante um treino e desmaia em quadra. Quem o ajuda é Diego Cruz, segundo colocado do ranking mundial e um dos atletas mais admirados do esporte. O encontro inesperado dá início a uma amizade que cresce em meio à pressão da competição, aos treinamentos intensos e à proximidade constante entre os dois jogadores.
À medida que passam mais tempo juntos, Austin e Diego criam uma conexão que vai além da amizade e se intensifica justamente às vésperas de um confronto decisivo no torneio. O romance, porém, levanta uma pergunta inevitável: até que ponto uma relação afetiva pode interferir na busca pelo título e na carreira de dois atletas submetidos à pressão máxima do esporte de elite?
Mais do que uma história de amor, Abrindo o Jogo coloca a saúde mental no centro da narrativa. Ao perceber que sua ansiedade afeta diretamente seu desempenho em quadra, Austin decide procurar ajuda profissional. Inicialmente resistente, ele passa a encarar o cuidado psicológico como parte essencial de sua trajetória pessoal e esportiva.

Com um olhar acolhedor e contemporâneo, Edward Schmit constrói um romance que discute vulnerabilidade, identidade e autocuidado sem abrir mão do ritmo envolvente de um sport romance (tradução livre: romance esportivo). A obra reforça a importância de falar sobre saúde mental no esporte de alto rendimento e amplia o espaço para protagonistas LGBTQIAPN+ masculinos em um universo ainda marcado por padrões heteronormativos.
Sobre o autor

Edward Schmit vive em Nova York e já atuou no teatro, no design gráfico e na direção criativa. Ativista da saúde mental, trabalha há mais de sete anos no terceiro setor. Abrindo o jogo é seu primeiro romance e reúne três temas centrais de sua trajetória: histórias de amor LGBTQIAPN+, conscientização sobre saúde mental e o universo do tênis profissional.
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Texto revisado por Luana Chicol









