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Foto: divulgação/Prime Video

Crítica | O desenrolar da série documental A Mulher da Casa Abandonada

O Entretê já assistiu à produção do streaming e fez todos os apontamentos que você precisa levar em consideração ao ver a série

Lançada na última sexta-feira, 15 de agosto, a série documental A Mulher da Casa Abandonada explora novos aspectos do caso que ganhou notoriedade nacional, mas não necessariamente agrega novidades para os fãs.

A Mulher da Casa Abandonada retoma a história do podcast de mesmo nome, produzido pelo jornalista Chico Felitti e lançado em 2022, que aborda a história de Margarida Bonetti, acusada, juntamente ao seu ex-marido, de agredir e manter ilegalmente a trabalhadora doméstica brasileira Hilda Rosa dos Santos nos Estados Unidos, durante os anos 2000. 

O caso, que na época teve grande repercussão jurídica nos Estados Unidos, gerou intensos debates e levou à criação de uma lei que protege vítimas de trabalho forçado, permitindo que trabalhadores que denunciam abusos possam permanecer legalmente naquele país.

O momento mais comovente e difícil de assistir de todo o documentário e, com certeza, o ponto mais importante da série dirigida por Katia Lund, é uma entrevista exclusiva com a vítima, Hilda Rosa dos Santos, que contou, com detalhes, algumas das agressões físicas e psicológicas que sofreu durante os anos de trabalho análogo a escravidão.

No podcast original, Felitti conversa rapidamente com Hilda por telefone. Na ocasião, ela não quis falar sobre o caso. Desta forma, o documentário ilumina algumas questões importantes sobre o caso, mas que ficaram de fora anteriormente.

Assista ao trailer: https://www.youtube.com/watch?v=_xNZbzQboLo

Outra novidade abordada na série é a descoberta do esconderijo de Margarida Bonetti durante os anos em que o processo criminal era vigente nos Estados Unidos. Entre os anos de 2000 e 2010, Margarida se escondeu em uma edícula, aos fundos de uma casa em um bairro de classe média em Campinas, alugada sob nome falso. Quando o processo transcreveu, Margarida se mudou para o casarão da família, em São Paulo, o mesmo que chamou a atenção do jornalista Chico Felitti.

Contudo, a produção não avança em outros pontos. A acusada, Margarida Bonetti, seu ex-marido, Renê Bonetti, e outros familiares não deram suas versões para a produção, as poucas falas de Margarida foram retiradas do podcast e foram apresentadas junto a encenações que pouco somaram ao documentário e que deram um aspecto caricato para Margarida, de forma desnecessária. 

Foto: divulgação/Prime Video

Também foi abordada a comoção nacional causada após o lançamento do podcast, em 2022. Na época, curiosos transformaram o casarão de Higienópolis em ponto turístico e pessoas revoltadas com o caso também fizeram protestos no local. Mas estes fatos pouco importam para o desenrolar da história e parecem deslocados no primeiro episódio da série.

Apesar disso, a série documental original do Prime Video tem obtido bons resultados e alcançou o segundo lugar no ranking de mais assistidos no Brasil, mantendo o tom investigativo do podcast, algo que, com certeza, irá agradar aos fãs que tanto esperaram pelo lançamento.

Lund, além de dirigir, atuou como produtora executiva, enquanto Livia Gama e Yasmin Thayná dirigiram os três episódios. A série foi produzida por Gil Ribeiro, Marcia Vinci e Margarida Ribeiro e roteirizada por Tainá Muhringer, Fernanda Polacow, Henrique dos Santos, Mari Paiva e Karolina Santos. Chico Felitti foi consultor criativo e produtor executivo.

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Texto revisado por Cristiane Amarante

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