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Cidinha da Silva lança livro sobre lições aprendidas com Sueli Carneiro: “Amor, justiça e ancestralidade”

Autora premiada reúne reflexões potentes após mais de 30 anos de convivência com a maior pensadora negra brasileira viva

Na obra Só Bato em Cachorro Grande, Do Meu Tamanho ou Maior – 81 Lições do Método Sueli Carneiro (2025), a escritora mineira Cidinha da Silva compartilha aprendizados colhidos ao longo de mais de três décadas ao lado da filósofa e ativista Sueli Carneiro, referência incontornável do pensamento negro brasileiro.

Imagem: reprodução/Grupo Editorial Record

O livro, publicado pela Editora Rosa dos Tempos, integra as comemorações pelos 75 anos de Sueli, celebrando não apenas sua trajetória intelectual, mas também a relação profunda entre duas mulheres negras que caminham lado a lado na luta por justiça social.

Organizada em 81 lições breves, a obra vai além de uma homenagem: é um gesto de escuta, memória e continuidade. Cidinha, conhecida por sua escrita afiada e poética, sistematiza o que chama de “Método Sueli Carneiro”, um conjunto de ensinamentos que revelam força, ética e afeto.

Frases como “A fúria é banta” e “Não abra espaço com os cotovelos” se transformam em chaves para refletir sobre ativismo, posicionamento político e espiritualidade negra.

O que Cidinha da Silva, sagazmente, denominou Método Sueli Carneiro (Método SC) é um olhar sobre Sueli, sobre si mesma e sobre os caminhos que ambas trilham e trilharam, juntas e individualmente, nas lutas, nos encontros, na vida”, escreve Wanderson Flor do Nascimento, professor da UnB e autor do prefácio da obra.

O livro conta ainda com texto de orelha da escritora Tatiana Nascimento e posfácio do professor Eduardo Oliveira (UFBA). Para Eduardo, a publicação é, acima de tudo, uma declaração de amor: “Amor na clave da justiça. E mais! Amor como demanda no território da formação política.

Com 208 páginas, a obra chega às livrarias pelo Grupo Editorial Record, sendo o 23º livro de Cidinha da Silva e consolidando sua voz como uma das mais importantes da literatura contemporânea brasileira.

A autora já foi premiada pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) com o infantil O Mar de Manu (2021) e também recebeu o Prêmio Biblioteca Nacional, em 2019, pelo livro de contos Um Exu em Nova York (2018).

Cidinha é uma das autoras confirmadas na Feira do Livro de São Paulo e terá participação de destaque na Casa Record durante a FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty), reforçando seu protagonismo na cena literária nacional.

Honrar nossas mais velhas é um ato de amor. Só não se esqueça de que, sem justiça, amor nenhum existe”, lembra Tatiana Nascimento, na orelha do livro, sintetizando o espírito que atravessa as páginas.

Sobre a autora

Cidinha da Silva (Belo Horizonte, 1967) é escritora, cronista, dramaturga e gestora cultural.

Imagem: reprodução/Nuno Biazzo

Publicou 22 livros e organizou obras fundamentais sobre relações raciais no Brasil. Quatro de suas obras foram selecionadas para o PNLD, e seus textos já foram traduzidos para o espanhol, francês, catalão, inglês e italiano.

Além disso, colabora com o jornal literário Rascunho e estreia agora na Editora Rosa dos Tempos com uma obra que une memória pessoal e formação política.

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Texto revisado por Laura Maria Fernandes de Carvalho

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