Com ritmo devagar e sem clímax, a obra não desperta interesse no público
O filme A Favorita do Rei, dirigido, coproduzido e estrelado por Maïwenn, conta a história de Jeanne du Barry, uma inteligente jovem francesa que nasceu em origem humilde e que foi forçada a se prostituir, até o dia em que chamou atenção do Rei Luís XV (Johnny Depp). O rei, encantado pela beleza de Jeanne, a toma como sua favorita, um tipo de amante oficial, um romance que chocou a sociedade francesa.
Maïwenn tenta retratar Jeanne como uma mulher forte e disruptiva, que não se importa com as normas impostas pela sociedade parisiense da época. Contudo, em determinado momento da obra, a personagem praticamente implora pela aprovação de outros membros da corte francesa.
Além disso, é difícil criar empatia por qualquer personagem considerando que roteiro e montagem são monótonos e entediantes. Em muitos momentos, o uso de narração é necessário para dar maior profundidade aos personagens, algo que a história não consegue fazer por si só.
O rei, personagem de Johnny Depp, que finalmente abriu mão de personagens caricatos à la Jack Sparrow, tem poucas falas, algo que afeta o romance da história, que não passa de algo morno.

O destaque da obra é a atuação de Benjamin Lavernhe como La Borde. O personagem encanta o público pela sua simplicidade e carinho criado por Jeanne. Outro ponto alto é a direção de fotografia, mas considerando que o filme se passa, principalmente, no Palácio de Versalhes, uma fotografia além de esplêndida era impossível.
Outro ponto que deve ser abordado é o uso de frases de efeito, que deixam a obra com um ar piegas. Além disso, a obra tenta satirizar alguns costumes da época, como a forma de se retirar na frente do rei, contudo o uso repetitivo da piada acaba perdendo a graça antes da metade do filme.
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Texto revisado por Alexia Friedmann









