Saiba como os avanços legais e movimentações sociais podem ajudar no fortalecimento da luta LGBT
Há 35 anos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) desvinculou a homossexualidade da lista de doenças mentais. A partir desse momento, o dia 17 de maio se tornou sinônimo de força e resistência dentro da Comunidade LGBTQIAPN+.
A exclusão da homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças (CID), colaborou para o fortalecimento do movimento LGBT na sociedade e faz com que as sexualidades e identidades de gênero sejam protegidas por lei.
Brasil e LGBTfobia
Mesmo com os avanços legais que protegem e garantem os direitos da comunidade LGBTQIAPN+, o Brasil lidera há 16 anos o ranking mundial de países que mais matam LGBTs. As mortes, em sua maioria, são de pessoas trans — ainda que a transfobia seja crime desde 2019.
Para além de violências físicas, inúmeras microagressões estão inseridas no cotidiano social. Algumas delas moram em “piadas”, na discriminação, mesmo que velada, nos ambientes de trabalho ou lazer, nas relações familiares que se desestabilizam com a descoberta do “filho gay”, nos termos ofensivos, no tom pejorativo e até mesmo nos olhares nada discretos.
Tendo em vista que os preconceitos e agressões dificultam a liberdade de ser quem é, muitos núcleos, projetos, coletivos e ONGs são criados para acolher e humanizar a existência de pessoas LGBTs. Conheça o trabalho de algumas delas:
- Casarão de Luana Muniz — Localizado no coração da Lapa, bairro boêmio do Rio de Janeiro, o casarão promove acolhimento e atividades socioculturais para mulheres trans e travestis.
- Casa Nem — Também localizado no Rio de Janeiro, o espaço oferece acolhimento para pessoas da comunidade LGBTQIAPN+ em situação de vulnerabilidade.
- Casa 1 — Situada em São Paulo, a Casa 1 é um centro de cultura e acolhimento que conta com uma extensa programação de oficinas, encontros e atividades para jovens LGBTs entre 18 e 25 anos.
- Eternamente SOU — Organização que atua em prol dos direitos e acolhimentos de pessoas LGBTs idosas, oferecendo atendimento psicológico, assessoria jurídica e atendimento social.
Ainda que existam incontáveis movimentos e ações que impulsionam a evolução social, ainda há muito o que ser feito para que o Brasil se torne um país menos violento e LGBTfóbico, principalmente para que vidas sejam salvas.
Vitórias e celebrações
Nem só de luta e resistência é feita essa data. Ela também é um importante marco de celebração, reconhecimento e dignidade de toda a comunidade. Através dela, cresceu o espaço de visibilidade e legitimidade para as histórias e conquistas de pessoas LGBTs.
Toda e qualquer vitória de grupos minoritários pode também ser considerada uma chance de ampliar políticas públicas, possibilitando que seus membros, por meio de movimentações sociais, levem até o poder público leis contra discriminação, projetos de inclusão e, entre muitas outras soluções, a igualdade.
A partir disso, movimentos como eventos, manifestações, paradas e encontros ganham ainda mais força, criando espaços seguros para a celebração das identidades, individualidades e a possibilidade de explorar também experiências coletivas.
Para além de um símbolo, o Dia Internacional Contra a LGBTfobia é também uma importante ferramenta de transformação sociocultural que visa o respeito, a empatia, a igualdade e a justiça para essa minoria.
Você faz parte da comunidade LGBT ou apoia as causas que a envolvem? Conta pra gente suas experiências nas redes sociais — Insta, Facebook e X — e aproveite para nos seguir e ficar por dentro das novidades do mundo do entretenimento.
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Texto revisado por Bells Pontes









