Após um hiato, Mike Tulio e Guto Oliveira resgatam a essência da dupla com um trabalho que marca uma fase mais íntima e independente
Após dois anos de um silêncio criativo que despertou curiosidade e expectativa dos fãs, a dupla OUTROEU retorna com força total e anuncia o lançamento do single Viver de Carinho, marcado para o dia 15 de maio. A faixa representa o início de uma nova fase na carreira de Mike Tulio e Guto Oliveira, abrindo caminho para o quarto álbum do duo, intitulado QUARTO.
Gravada apenas com violão e vozes, Viver de Carinho nasceu em um momento de reconexão entre os dois músicos. A simplicidade da música definiu não só a sonoridade do novo álbum, mas também reafirmou a identidade da OUTROEU. Longe dos grandes estúdios e agora como artistas independentes, Mike e Guto decidiram voltar ao ponto de partida, confiando apenas na força da música e no vínculo com o público.
Com uma trajetória marcada por parcerias de peso, presença em trilhas sonoras e milhares de streams, a dupla consolida sua posição no cenário da música brasileira. Agora, com o novo projeto, prometem uma experiência ainda mais íntima, próxima e verdadeira, como se cada canção fosse um convite para sentar e ouvir ao lado deles, na sala de casa. Ao Entretê os meninos falaram sobre liberdade criativa e o futuro. Confira:
Entretetizei: O single Viver de Carinho marca uma nova fase para vocês. O que esse momento representa na trajetória da OutroEu?
OUTROEU: Sim, marca um momento novo pra gente, pessoalmente e de muita força. Acho que esse momento é sobre resiliência também. Praticamente completam dez anos que estamos juntos e foram muitas jornadas, produções, aprendizados que nos trouxeram até aqui. Me parece que esse single abre as portas pro que a gente fez de mais potente com as nossas canções. Acho que a experiência que tivemos nos anteriores ajudou muito a chegarmos nesse entendimento.
E: Vocês falam sobre “recomeçar sem amarras”. O que vocês sentem que aprenderam nesse silêncio criativo dos últimos dois anos?
OE: Acho que o “silêncio” foi mais sobre os lançamentos mesmo, porque a OUTROEU continuou trabalhando, fazendo shows — inclusive a tour com os Imagine Dragons depois do último álbum — teve música em novela no ano passado, além disso, permanecemos compondo muito.
Mas sim, essa leve pausa dos lançamentos acho que serviu como um “reset” interno. Foi o tempo necessário pra nós e pra que as coisas pudessem acontecer. As canções fluíram, tivemos nosso tempo pra processar os últimos anos e agora temos a posição pra estarmos aqui de volta.
Sentimos que o mundo digital “acelerou o ritmo” demais desde que começamos a carreira, e esse nosso trabalho de agora vem um pouco puxando a corda pra esse lado mais humano de se fazer música.
Pra canção sair com a intensidade de uma música que a gente ama de verdade. Pro álbum ter uma curadoria mais forte. De maneira objetiva, mas sem perder a bússola das coisas.

E: Como foi o reencontro com a produção independente depois de saírem da gravadora?
OE: Então, pra nós, essa coisa de gravadora sempre esteve num lugar confortável, em termos de interferência da parte deles — todas sempre confiaram em nós pra música. Por isso, em termos de produção das canções, não mudou nada. Talvez em termos de produção das faixas em estúdio. Porque sempre fazíamos com algum produtor junto, o que era muito legal por ter tido a visão da escola de cada um.
Mas esse álbum já foi 100% OUTROEU com a mão na massa nesse sentido. Então tem algumas diferenças, sim, mas no final foi ótimo ter enfrentado o processo todo de frente mais uma vez. Estamos com aquele sentimento do primeiro álbum.
E: Vocês começaram no Superstar e hoje acumulam milhares de streams. O que mudou — em vocês e na música — desde aquele primeiro palco?
OE: A música mudou tudo. A música construiu a realidade que estamos vivendo hoje. Os dois mais estruturados um pouco, podendo dar mais esse passo importante, mais tranquilos com as adversidades que vão aparecendo. Com mais vontade, do que no início, de acertar, sabendo como trabalhar melhor. E ainda com muita estrada pra se construir com a OUTROEU.
Acho que os streams acabam funcionando como combustível pra gente continuar com a mesma gratidão e foco em fazer mais. Sinto também que os streams são o resultado dessa matemática mental e poderosa que é o mundo das ideias e das composições. A gente pensa muito sobre isso — de como acertar de coração. E quando realmente o coração confirma, você vê se confirmando por aí. Só agradecemos e nos esforçamos mais.
E: Vocês acham que, com QUARTO, estão convidando o público para dentro de um espaço mais vulnerável e pessoal da vida de vocês?
OE: Sim, com certeza. Essa leva de músicas é muito sobre a essência da gente. Por isso, até as escolhas de arranjos. A ideia é como se estivéssemos perto da pessoa que apertou o play. E as canções são todas muito sinceras.
E: Com esse novo projeto, vocês sentem que essa é a fase mais autêntica da carreira agora?
OE: Sem dúvidas. Apesar de termos um carinho por todas as partes da nossa carreira, agora é o nosso momento mais ajustado para nós. Estamos com um sentimento muito bom de estarmos no lugar certo, fazendo o que deveríamos estar fazendo.
E: E por fim, qual é a maior mensagem que vocês gostariam que as pessoas levassem do novo álbum?
OE: Sinto que esse álbum é sobre resiliência. E sobre a força que existe na música feita com sentimento, com cuidado e propósito. Espero que traga conforto e muitos momentos felizes pra quem estiver ouvindo a “Viver de Carinho”.
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Texto revisado por Cristiane Amarante










