Deixa a Vida Me Levar… vai mostrar os bastidores da vida de um dos maiores sambistas do Brasil
Deixa a Vida Me Levar…
Para quem nasceu no Brasil, não tem como não ouvir o refrão desse hino sem se pegar cantando junto. A clássica canção de Eri do Cais e Serginho Meriti, consagrada na voz de Zeca Pagodinho, marcou a música brasileira e segue sendo um hit, mesmo após mais de duas décadas.
Agora, o título da música também nomeia a cinebiografia de um dos maiores cantores e compositores do Brasil. Deixa a Vida Me Levar, que será estrelado por Mosquito, vai mostrar os bastidores de Zeca Pagodinho, narrando as histórias e as relações que marcaram o ícone da música brasileira.
Foto: reprodução/@glitgroup
O projeto começou as filmagens na última segunda (04), no Rio de Janeiro, e as primeiras cenas foram rodadas no Hélênico, no Rio Comprido, e na Serrinha, territórios emblemáticos da cultura do samba e fundamentais para a construção da narrativa do longa.
Arlindinho também está confirmado no elenco. Ele dará vida ao renomado sambista e seu pai, Arlindo Cruz. O músico, que faleceu em outubro de 2025, foi essencial na trajetória de Zeca – além de parceiros de carreira, eram grandes amigos.
O roteiro é baseado no livro Zeca: Deixa o Samba Me Levar, de Jane Barbosa e Leonardo Bruno. A obra biográfica, que faz parte da série Samba Book, acompanha os mais de 30 anos de carreira de Zeca Pagodinho e suas histórias para além da música, indo dos subúrbios do Rio de Janeiro até a fama nacional.
Quem vai fazer Zeca Pagodinho?
Pedro Assad, conhecido pelo nome artístico Mosquito, cresceu na Zona Norte do Rio de Janeiro. O sambista começou a cantar ainda jovem e, como grande admirador de Zeca Pagodinho, encontrou no artista uma referência direta para seu estilo.
Arlindinho, Mosquito e Silvio Guindane. Foto: Divulgação/Paris Filmes/RioFilme
Mosquito foi reconhecido por grandes nomes do samba, como Arlindo Cruz, Dudu Nobre, Xande de Pilares e Jorge Aragão, além de ter dividido música com o próprio Zeca no álbum de estreia Ô Sorte.
Já Arlindinho, músico e cantor com trajetória consolidada, interpreta seu próprio pai, Arlindo Cruz. A escolha de artistas com forte ligação com o universo retratado reforça a proposta do filme de construir uma narrativa com autenticidade, vivência e conexão musical.
Silvio Guindane e Roberto Faustino por trás do filme de Zeca Pagodinho
A direção do longa é de Silvio Guindane, com trajetória consolidada no audiovisual brasileiro. Guindane dirigiu Mussum, O Filmis, vencedor do Festival de Gramado de 2023, no qual conquistou sete Kikitos, incluindo Melhor Filme.
O roteiro é assinado por Roberto Faustino, que conta com mais de 35 anos de experiência em TV e cinema, como executivo, produtor, diretor e roteirista. Em Deixa a Vida Me Levar…, ele atua como coprodutor, ao lado Marco Altberg, fundador e CEO da Indiana Produções.
Mosquito, Silvio Guindane, Arlindinho e Marco Altberg. Foto: Divulgação/Paris Filmes/RioFilme
O longa tem patrocínio da Ambev e da Naturgy, distribuição da Paris Filmes e coprodução da Claro, Riofilme, FSA/Ancine.
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Para te ajudar a dimensionar esse evento cinematográfico, confira os principais motivos para você assistir O Diabo Veste Prada 2 nos cinemas
Quase duas décadas depois de marcar toda uma geração, O Diabo Veste Prada ganha uma sequência que vai muito além da nostalgia. O novo filme traz de volta personagens icônicos, mas também atualiza a história para um mundo completamente diferente – onde a moda, a mídia e o poder já não funcionam como antes.
Se você ainda está em dúvida se vale a pena conferir O Diabo Veste Prada 2 nos cinemas, aqui vão cinco motivos que mostram por que essa sequência merece a sua atenção.
O retorno de personagens icônicos
Foto: reprodução/Exame
Um dos maiores atrativos da sequência é, com certeza, o reencontro entre Miranda Priestly, Andy Sachs e Emily Charlton. Interpretadas por Meryl Streep, Anne Hathaway e Emily Blunt, respectivamente, as personagens voltam em novas fases da vida – mais maduras (será?), poderosas e cheias de conflitos.
Além delas, Stanley Tucci também retorna como Nigel em O Diabo Veste Prada 2, reforçando a sensação de nostalgia e de reencontro com os personagens que fizeram parte dos nossos maiores sonhos jornalísticos dos anos 2000.
Uma história que reflete o mundo atual
Foto: reprodução/Rolling Stone Brasil
A trama de O Diabo Veste Prada 2 se passa 20 anos após o primeiro filme e mostra a revista Runway enfrentando dificuldades em um cenário dominado pelo digital. Miranda precisa lidar com a queda de influência da mídia tradicional, enquanto Andy retorna ao universo da moda em um momento crítico.
O longa usa esse contexto para discutir temas atuais como crise do jornalismo, impacto das redes sociais e transformação do mercado – tornando a narrativa mais relevante do que nunca.
O filme de 2006 foi um sucesso absoluto, então a ideia de uma sequência se tornou tão sedutora quanto óbvia. No entanto, a equipe original decidiu deixar seus personagens descansarem até que surgisse uma ideia que valesse a pena. E foi justamente essa passagem de tempo a responsável pelo surgimento dela: “A questão de como Miranda Priestly conduziria a ruína de seu império se tornou fascinante para nós. Por quanto tempo você continua fazendo isso? Quando chega a hora de parar?”, explicou o diretor.
Choque entre gerações e novas dinâmicas de poder
Foto: reprodução/Adoro Cinema
Se antes Miranda era considerada uma figura intocável, agora ela precisa se adaptar a um mundo onde dados, algoritmos e investidores têm tanto poder quanto o bom gosto editorial. Um mundo em que nem todos aceitam bem um chefe como ela e em que sua nova assistente – interpretada por Simone Ashley – precisa lembrá-la de falas e atitudes consideradas preconceituosas e intolerantes nos dias de hoje.
A dinâmica entre as personagens também muda. Emily, antes assistente de Miranda, surge como uma figura influente no mercado de luxo, invertendo papéis e criando novos conflitos.
Além de evoluir a personagem de Miranda, esse contraste entre passado e presente adiciona camadas à história e evita que O Diabo Veste Prada 2 seja apenas uma repetição de sua antiga trama.
Nostalgia na medida certa
Foto: reprodução/CNN Brasil
O filme resgata elementos clássicos de seu universo – como o humor ácido, os bastidores da moda e os looks impecáveis –, mas sem depender apenas disso.
O Diabo Veste Prada 2 equilibra referências ao original com uma identidade própria, funcionando tanto para fãs antigos quanto para novos espectadores. É o tipo de continuação que respeita seu legado, mas não fica presa a ele.
Uma crítica elegante (e atual) ao mercado da moda e da mídia
Foto: reprodução/Observatório do Cinema
Mais do que uma comédia ambientada no mundo fashion, O Diabo Veste Prada 2 também funciona como um comentário sobre as transformações da indústria.
O filme mostra a perda de espaço das revistas, o ganho de autonomia das marcas e a mudança na lógica de consumo – tudo isso sem perder o tom irônico e sofisticado que marcou o primeiro longa.
Essa abordagem dá profundidade à história e faz com que ela vá além do entretenimento superficial.
Foto: reprodução/iMDb
O Diabo Veste Prada 2 prova que ainda há muito a se explorar nesse universo. Ao mesmo tempo em que entrega o glamour e o sarcasmo que conquistaram o público, o filme também se reinventa ao dialogar com os desafios contemporâneos.
A sequência se posiciona como mais do que um simples revival, é uma atualização inteligente de uma história que foi, é e sempre será relevante.
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Autora fala sobre solidão, saúde mental e os desafios invisíveis da maternidade
A maternidade, por muito tempo, foi retratada como um território quase intocável, cercado por idealizações de amor incondicional, plenitude e realização. No entanto, experiências reais têm revelado camadas mais complexas – e muitas vezes silenciadas – desse processo, atravessadas por exaustão, solidão e ausência de suporte. Em meio a esse cenário, narrativas que tensionam esse imaginário ganham força na literatura contemporânea, abrindo espaço para discussões urgentes sobre saúde mental, sobrecarga feminina e os papéis socialmente atribuídos às mulheres.
É nesse contexto em que se insere Não Me Chame de Mãe(2025). Na trama, enquanto a pandemia de Covid-19 se alastra pelo país, a mãe de uma menina é abandonada pelo companheiro e passa a enfrentar, sozinha, uma série de desafios. Entre dificuldades financeiras, o isolamento social e o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista da filha, essa mulher se vê diante da necessidade de reconhecer a própria força e tomar decisões difíceis, cujas consequências reverberam em todas as vidas ao seu redor.
Foto: divulgação/Aspas e Vírgulas/Entretetizei
A autora Adriana Moro é enfermeira, escritora e pesquisadora, com uma trajetória consolidada na área da saúde. Pós-doutora em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) e doutora em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com estágio doutoral no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, em Portugal, ela também possui mestrado em Desenvolvimento Regional e Políticas Públicas, além de especializações em áreas como cuidados intensivos neonatais, saúde mental e acupuntura. Na literatura, Adriana apresenta um olhar sensível sobre as complexidades da vida cotidiana, e seu romance de estreia se destaca pela força narrativa e pela capacidade de provocar reflexões profundas no leitor.
Em entrevista ao Clube do Entretê, Adriana Moro compartilhou detalhes sobre o processo de criação do livro, as inspirações por trás da protagonista e a importância de abordar temas como maternidade atípica, abandono e julgamento social na literatura.
Foto: divulgação/Aspas e Vírgulas
Entretetizei: Como começou a sua trajetória no mundo da escrita e em que momento você percebeu que queria seguir também pela literatura?
Adriana Moro: Minha carreira na escrita começa na infância. Sempre gostei de escrever. Escrevo poemas e histórias desde que aprendi a escrever. Mas a escrita profissional acabou acontecendo por um impulso dado por meus alunos da graduação. Eu lecionei durante 15 anos, desde o ano de 2008, no curso de Enfermagem, e sempre ensinei muito por histórias, pois sempre amei ler e escrever.
Naquela época os alunos me diziam que eu devia escrever um livro com as histórias que eu contava. O que aconteceu em 2015, durante o período de doutorado sanduíche que fiz em Coimbra (Portugal). Lá, tive a oportunidade de cursar uma disciplina de escrita criativa e também ser incentivada por minha professora da época a transformar tudo aquilo que escrevia intimamente em um livro. Foi assim que surgiu meu primeiro livro de crônicas As Meninas que Nunca Perderam a Graça, lançado em 2016, em Portugal, pela editora Chiado.
Foi esse o pontapé para começar a contar as histórias que atravessam o meu fazer profissional na saúde. O romance surge em um momento mais maduro, após o término do pós-doutorado, quando tive a oportunidade de parar e me dedicar a uma história mais longa, cujo objeto seria um assunto que me dizia respeito em primeira pessoa. Além disso, precisaria ser em formato de livro, pois os artigos acadêmicos não alcançam o público que precisavam ler sobre a solidão da maternidade. Acho que a escrita desse livro foi estratégica no que concerne a colocar na mesa o que aconteceu com mães e suas crianças durante a pandemia e o quanto todos estão adoecidos por causa disso.
E: Sua carreira na área da saúde, especialmente ligada à saúde mental, influencia a forma como você constrói suas histórias? Qual é a importância de trazer essas realidades para a literatura?
AM: Influencia muito. Muitos dos leitores que optam por esse tipo de literatura, podem não ter contato com essa realidade ou têm e, talvez, não se dêem conta disso. Quando a escrita levanta o problema, promove a discussão e o início de possibilidade de mudança, tanto individual como coletiva, acredito que a leitura possa inquietar e esse já é um começo.
E: Seu mais recente romance, Não me Chame de Mãe, já provoca impacto a partir do título. O que motivou essa escolha e que reflexão você quis despertar nos leitores desde o primeiro contato com o livro?
AM: O título me saltou aos olhos quando eu estava escrevendo a cena em que a personagem grita para não a chamarem de mãe. Ela estava exausta e era exatamente isso que eu gostaria que o leitor sentisse: a exaustão daquela mulher. Não era o objetivo escrever um livro que falasse somente sobre mães de crianças atípicas, mas, sim, da complexidade que é a vida feminina em cenários de insegurança.
E: O romance mergulha na experiência de uma mãe que enfrenta a maternidade praticamente sozinha. Como foi construir essa protagonista e desenvolver uma narrativa tão atravessada por sentimentos de solidão e abandono?
AM: Foi inquietante no início. Há muita resistência em separar a divindade da maternidade daquilo que realmente a mulher sente e até tem vergonha de falar, pois agora ela é mãe e precisa ser forte. Como se no momento em que se ganha este bebê, se recebe um bastão de força absoluta.
A personagem foi construída em camadas e como, todas nós, tem suas nuances positivas e negativas. Nem todo mundo é bom o tempo todo e foi nessa máxima que eu a construí. A protagonista foi ganhando forma principalmente durante o meu próprio puerpério, cheio de amor, mas com várias dificuldades, emoções boas e ruins. Enquanto escrevia, sentia muitas das sensações que passei para ela. E quando pensei nas dificuldades que ela passaria com a ausência de um companheiro, de uma rede de apoio – o contrário do que eu tinha –, pensei em todas as mulheres nesta situação que atendi ao decorrer da minha carreira profissional de 24 anos atendendo no Sistema Único de Saúde brasileiro.
Mas posso dizer que tomei muito cuidado para transferir ao papel a compaixão que sinto pelo ser humano em sofrimento. Ela me ajudou a escrever aquilo que é necessário sem expor. Contar isso tudo que vivi e vi, por meio da escrita, foi como um compromisso da minha parte como mãe e mulher.
E: A história dialoga com temas como maternidade atípica, ausência de rede de apoio e julgamento social. Durante a escrita, houve algum aspecto dessa realidade que mais te marcou ou surpreendeu?
AM: O aspecto que mais me marcou é o forte sentimento de culpa que as mães que recebem o diagnóstico de qualquer alteração na saúde do filho têm. Elas acabam abandonando o seu próprio cuidado para dedicar-se ao filho. Esta personagem passa pelo duplo abandono, pois abandona a si mesma como pessoa merecedora de cuidados, assim como o abandono do companheiro, que não sabemos por quais motivos a deixou.
Apesar de ser ficção, é a dura realidade que verificamos no dia a dia nos acolhimentos de saúde mental. Lá em 2006, em uma pesquisa com mulheres que receberam o diagnóstico de um filho com Síndrome de Down, já percebemos isso. As mulheres entrevistadas relataram que alguns dos companheiros as abandonaram porque elas precisam dedicar-se mais aos cuidados do filho “especial”, assim como alguns até mesmo recusavam-se a reconhecer a paternidade alegando adultério pela condição diferente da face das crianças, olhos puxados e etc.
Parecem ser situações absurdas, mas ainda vemos coisas assim acontecendo. Quando a água começa a entrar, muitos companheiros pulam do barco, inclusive sem auxiliar financeiramente a mulher e, infelizmente, o Estado ainda não tem políticas públicas suficientes e eficazes para auxiliar no cuidado dessas crianças. Consequentemente, as próprias mulheres são esquecidas nas recepções dos consultórios médicos, sendo reduzidas apenas a ser “a mãe de fulano” e ainda se culpam por isso.
E: Embora seja uma obra de ficção, o livro ecoa experiências muito concretas vividas por muitas mulheres. Em algum momento você sentiu a responsabilidade de representar essas histórias com um cuidado especial?
AM: Sim. Existe o medo de que os leitores não entendam o personagem ou que as pessoas que vivenciam a situação não se sintam representadas. Como fiz muita pesquisa para compor a personagem, além da vivência de cuidadora dessas mulheres, não queria criar um estereótipo de mãe coitadinha. Fiquei muito receosa e, até depois do lançamento, perdurou a insegurança. Somente depois que o livro começou a ser lido e os feedbacks positivos começaram a chegar, principalmente de mulheres que têm filhos atípicos, passei a ter uma sensação de dever cumprido.
E: Em Não me Chame de Mãe, a maternidade aparece distante da visão idealizada que costuma dominar o imaginário social. Você acredita que a literatura pode ajudar a ampliar ou transformar esse debate?
AM: Certamente. No momento que as pessoas se deparam com uma personagem como a que descrevi, a tendência é que gere reflexão, assim também pode melhorar no cuidado, na forma como percebemos essas mulheres em todas as esferas da sociedade. As que passam por situação semelhante também podem se reconhecer no livro e ver que não estão só, estimulando a busca por ajuda. Ganham ambos os lados. É um dos objetivos: impactar socialmente e provocar reflexão e mudanças.
E: Depois de escrever esse romance e revisitar tantas histórias de solidão, cuidado e resistência, que reflexões você espera que os leitores levem consigo ao terminar o livro?
AM: O livro é uma crítica social à redução da mulher à maternidade. Dessa forma, acredito que este livro aponta pistas de como podemos ter um olhar mais empático com as mulheres em situação de maternidade. Lendo Não Me Chame de Mãe, todos teremos contato com a falta de políticas públicas de cuidado em relação à cuidadora, repensar a falta de olhar empático para um lugar que não conhecemos e além de não ajudarmos, julgamos. Também rever o papel do homem quanto pai e a sua responsabilização no cuidado, assim como exercitar a ética e moral quando formos falar de um corpo que não é o nosso.
Foto: divulgação/Aspas e Vírgulas
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Com ZAP como destaque, projeto reúne 12 faixas e reforça a identidade criativa do grupo no K-pop
O grupo feminino de k-popBilllie finalmente deu um passo importante na carreira com o lançamento de seu primeiro álbum completo, The Collective Soul and Unconscious: Chapter Two. A produção marca uma nova fase na construção narrativa e sonora das artistas.
O comebackdas artistascomeçou ainda em janeiro, como pré-lançamento deCloud Palace ~ False Awakening, que já dava um spoiler do tom mais denso e conceitual adotado pelo projeto. O grupo, já popular por investir em histórias complexas e estéticas bem definidas, reforça nas novas faixas sua identidade como um dos grupos mais criativos da nova geração do K-pop.
O álbum conta com 12 canções, incluindo cinco remixes, e abre com $ECRET no More, uma espécie de continuação direta de Everybody’s Got a $ECRET, presente em um trabalho anterior do grupo. A faixa conta com colaborações de nomes de peso, como o produtor Jake K, o hitmaker Andreas Öberg e a compositora Maria Marcus. Além disso, MOON SUA participa da composição, o que oferece ainda mais profundidade emocional à música.
A grande aposta do projeto é a faixa-título ZAP, que abrange a ideia central do álbum: silenciar ruídos externos e encarar o próprio eu de forma honesta. A música expõe uma mensagem de autonomia e identidade, reiterando a necessidade de esquecer o passado e focar no presente.
Assista ao vídeoclipe oficial de ZAP:
Outro destaque é WORK, faixa secundária do álbum, que também conta com participação de MOON SUA na letra. A música incentiva os ouvintes a refletirem e enxergarem suas imperfeições como parte única de quem são.
Já TBD, quarta faixa do disco, explora um tipo de relacionamento ainda indefinido, sem rótulos claros, mas carregado de sentimentos. Com participação de SIYOON e HARAM na composição, a música traduz a incerteza emocional e a escolha consciente de lidar com ela.
Em declarações sobre o lançamento, as integrantes compartilharam a preocupação com cada detalhe do álbum e a importância desse momento na trajetória do grupo, além de agradecerem aos fãs pelo apoio desde o debut.
Com o lançamento, Billlie inicia agora a fase de promoções com ZAP e WORK, consolidando este comeback como um dos mais importantes da carreira do grupo até aqui.
Ouça The Collective Soul and Unconscious: Chapter Two aqui:
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Boy band sul-coreana aposta em turnê extensa pelo país, mistura de estilos e conexão direta com fãs para conquistar o público brasileiro
Se você curte K-pop, já deve ter notado: o Brasil virou parada quase obrigatória para artistas sul-coreanos. E agora é a vez do NTX entrar nessa rota com uma turnê bem ambiciosa pela América Latina; e com um detalhe importante: 13 dos 15 shows acontecem no Brasil, enquanto os outros incluem Chile e Argentina.
Ao todo, o grupo vai passar por 15 cidades, indo além do básico de sempre. Tem capitais, claro, mas também outros polos importantes, numa tentativa de chegar mais perto dos fãs em diferentes regiões. Para um grupo que ainda tá crescendo fora da Coreia, isso diz muito: o NTX quer construir uma base sólida por aqui, no contato direto, cidade por cidade.
A turnê também chega na hora certa. Depois de alguns anos se encontrando dentro do K-pop, com mudanças na formação, realities e novos lançamentos, o grupo agora aposta pesado nos shows ao vivo pra se conectar com o público internacional. E, nesse cenário, o Brasil aparece como um dos mercados mais importantes.
Datas da turnê no Brasil
A agenda tá intensa e bem espalhada ao longo de pouco mais de um mês. Olha só:
Belém: 28/06
Goiânia: 02/07
Brasília: 04 e 05/07
Curitiba: 08/07
Buenos Aires: 10/07
Chile: 12/07
Rio de Janeiro: 15/07
Fortaleza: 19/07
Recife: 21/07
João Pessoa: 22/07
Belo Horizonte: 26/07
Manaus: 28/07
Porto Alegre: 31/07
São Paulo: 01/08
Blumenau: 02/08
Foto: divulgação/kbeat
Mas afinal, quem é o NTX?
O NTX (엔티엑스) debutou em março de 2021 pela Victory Company com o EP Full of Lovescapes e a música Kiss The World. Hoje, o grupo tem oito integrantes: Hyeongjin, Yunhyeok, Jaemin, Changhun, Hojun, Rawhyun, Eunho e Seungwon.
Antes mesmo da estreia oficial, eles já vinham se apresentando ao público com o projeto The Opening, soltando músicas e performances aos poucos pra mostrar quem eram. Em um mercado competitivo como o K-pop, esse tipo de construção gradual faz diferença.
Alguns membros já tinham experiência desde cedo. O Seungwon, por exemplo, já foi modelo infantil e ator, e o Eunho também trabalhou como modelo quando era criança. Isso ajuda a explicar a naturalidade deles no palco.
Uma trajetória cheia de mudanças
Desde o começo, o NTX passou por várias fases, o que é bem comum no K-pop. Teve troca de integrantes, participação em programas e vários lançamentos até o grupo ir encontrando sua identidade.
Um momento que chamou bastante atenção aconteceu em 2021, quando o Jiseong participou do reality The Wild Idol. Ele ficou em terceiro lugar e acabou debutando em outro grupo, o TAN. Isso deu visibilidade pro NTX, mas também criou uma situação diferente. Depois, ele entrou em hiato e saiu oficialmente do grupo em 2024.
Também teve a saída do Gihyun em 2022, por motivos pessoais. Apesar do impacto, essas mudanças acabaram marcando uma nova fase, com o grupo tentando se reinventar e manter os fãs por perto.
Em 2023, eles participaram do programa Peak Time, competindo como Equipe 2:00, e chegaram até as fases finais. Isso ajudou bastante a aumentar a visibilidade, principalmente fora da Coreia.
Mesmo sem vencer, o saldo foi positivo: mais gente passou a conhecer o grupo, suas performances e estilo. E eles continuaram lançando música, com projetos como Odd Hour, Hold X, e mais recentemente Over Track e Proto Type, já em 2025.
O estilo do NTX hoje
Musicalmente, o NTX segue a linha do K-pop atual, misturando hip hop, pop e elementos eletrônicos. Mas o grande destaque é a performance.
As coreografias são bem intensas e sincronizadas, e as músicas variam entre faixas mais animadas e outras mais emocionais. Essa mistura ajuda a atingir diferentes públicos.
Eles ainda estão construindo uma identidade mais sólida, mas os últimos lançamentos mostram que o caminho está ficando mais claro. Dá até pra comparar com grupos como Stray Kids, TXT e ENHYPEN, que também apostam forte em performance e conceito.
Por que o Brasil?
Não é à toa que o NTX tá investindo tanto aqui. O Brasil virou um dos mercados mais fortes para o K-pop fora da Ásia, com fãs super engajados, muito consumo de conteúdo e presença forte nas redes.
Ao marcar 15 shows no país, o grupo mostra que não quer só passar por aqui, mas realmente criar uma conexão com o público brasileiro. E escolher cidades fora do eixo tradicional reforça ainda mais isso.
Essa estratégia também acompanha uma tendência maior do K-pop, que vem explorando novos lugares e descentralizando turnês. Pra gente, significa mais shows; pra eles, mais oportunidade de crescer.
O que esperar dos shows:
Pra quem ainda não conhece o NTX de perto, essa turnê pode ser a porta de entrada perfeita. No K-pop, o palco é tudo, é ali que muita gente vira fã de vez.
A expectativa é de shows com coreografias marcantes, um setlist variado e momentos de interação com o público.
E tem um fator que sempre conta a favor: a energia dos fãs brasileiros. Shows de K-pop aqui costumam ser intensos, barulhentos e cheios de emoção, e isso sempre chama a atenção dos artistas. Para um grupo em ascensão, esse tipo de recepção pode fazer toda a diferença no futuro.
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