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Magia, o Musical faz suas últimas apresentações no IBT

Desenvolvida entre Brasil, Estados Unidos e Caribe, a produção original brasileira combina fantasia, crítica social e trilha latino-caribenha em uma fábula contemporânea sobre desigualdade e identidade 

Uma ilha onde desejos se realizam, mas nunca sem custo. É a partir dessa premissa que se desenvolve Magia, o Musical, espetáculo autoral que entra em suas últimas apresentações, marcando a primeira produção da Girassol Produções em parceria com Marília Lopes, em cartaz no novo Centro Cultural IBT – Instituto Brasileiro de Teatro, em São Paulo, com temporada até 12 de maio, sessões às terças e, ocasionalmente, às quartas, e ingressos à venda pela Sympla. Na trama, a montagem conduz o público por uma história fantástica atravessada por temas como desigualdade social, opressão e identidade cultural.

Escrito por Nathan Leitão e Letitia Bullard, o musical parte de um universo ficcional para construir uma alegoria sobre o funcionamento das estruturas sociais. Na trama, a ilha de Tekoha abriga uma fonte mágica capaz de realizar desejos: ao completar 17 anos, cada cidadão tem um pedido atendido. O que se apresenta como privilégio, no entanto, revela uma lógica invisível, já que, a cada desejo concedido, algo de igual valor é retirado da ilha vizinha, Deyo.

É nesse contexto que surge Leilani, jovem habitante de Deyo que atravessa fronteiras em busca da magia capaz de salvar a vida de seu pai. Sua jornada, ao mesmo tempo íntima e política, conduz a história por uma pergunta central: o que é, afinal, a verdadeira magia em uma sociedade que naturaliza desigualdades e sustenta seus próprios desequilíbrios?

Com direção de Samuel Gonçalves, que conta com Mafê Alcântara como assistente de direção e diretora residente, direção musical assinada por Nathan Leitão, em parceria com Felipe Sushi, e coreografia de Julia Sanchis, o espetáculo articula diferentes camadas de linguagem para construir uma encenação que equilibra fantasia, ritmo e reflexão. A condução criativa se ancora em um processo colaborativo que atravessa desde a concepção até a realização em cena.

Mais do que um espetáculo de fantasia, Magia se organiza como uma construção de camadas, em que o encantamento visual convive com uma reflexão sobre pertencimento, acesso e identidade. A encenação sustenta esse equilíbrio ao propor uma experiência que transita entre o imaginário e a observação crítica do mundo contemporâneo.

O projeto nasce de um encontro artístico e cultural. Nathan Leitão Letitia Bullard se conheceram durante o mestrado em Composição para Teatro Musical na Berklee College of Music, em Nova York, onde identificaram pontos de contato entre suas origens, brasileira e bahamense. A partir desse diálogo, desenvolveram uma mitologia própria, atravessada por referências culturais diversas e por uma investigação sobre dinâmicas sociais compartilhadas entre diferentes territórios.

Desde então, Magia vem sendo desenvolvido em um circuito internacional de formação e experimentação. O musical participou de showcases em Nova York com instituições como New York Theater Barn e Prospect Musicals, integrou o NAMT em 2025 e passou por processos de desenvolvimento na Syracuse University e na Manhattan School of Music. Atualmente, a obra segue em aceleração pela Yale University, etapa que impulsionou a realização simultânea de montagens no Brasil e nas Bahamas em 2026.

Foto: divulgação/Verônica Aleixo

Essa circulação amplia o alcance do projeto e reforça sua vocação de dialogar com diferentes públicos a partir de uma história que, embora fantástica, se ancora em experiências reais. A estreia brasileira também carrega um dado central: sua realização só foi possível por meio de financiamento coletivo, mobilizando uma rede de centenas de apoiadores e evidenciando o caráter independente da produção.

Em cena, o espetáculo reúne nomes reconhecidos do teatro musical brasileiro e uma nova geração de intérpretes. Laura Castro vive Leilani e também integra a produção do espetáculo, ao lado de Gigi Debei e Marília Lopes, que acumulam funções entre a produção e o elenco. No palco, Marília Lopes interpreta Yara, ao lado de Aline Serra como Deanna, João Ferreira como João Doidão, Ivan Parente como Ivo, Yudchi como Kadu, Gigi Debei como Sadé e Abrahão Costa como Azuri. A encenação se apoia ainda em uma estrutura que inclui covers, swings e ensemble, com Nayara Venâncio, Nicole Luz, Eddy Norole, Gabriel Kadu, Nicolas Mencalha, Sarah Macedo, Helena Bemelmans, Douglas Motta e Jeison Lopes, além de Ana Catharina Goulart, que atua também como assistente de coreografia e dance captain.

A musicalidade do espetáculo é executada ao vivo, com regência e teclado de Sarah Moreira, ao lado de Thiago Guimarães, no violão e baixo, e Kayo Vidal e Lukas Felli, que se alternam nas sessões na percussão, além da preparação vocal de Pedro Copetti. A partir dessa base, a trilha ganha corpo ao misturar ritmos brasileiros como samba, rap, funk e bossa nova a influências afro-latinas e caribenhas, criando uma identidade sonora que atravessa a encenação e sustenta o ritmo da história em cena.

O universo visual se constrói a partir do figurino de Allan Ferc e do visagismo assinado por Dicko Lorenzo e Matte Gadelha, em diálogo com a cenografia de César Augusto e o desenho de luz de Gabriel Gonçalves. O desenho de som de Guilherme Zomer completa a experiência sensorial da encenação, potencializada pela configuração do Palco Praça, espaço de caráter mais intimista, com cerca de 160 lugares, que favorece a proximidade e a relação direta entre cena e público.

Pensado como uma experiência acessível e envolvente para diferentes faixas etárias, Magia, o Musical se apresenta como uma porta de entrada para novos espectadores no teatro, ao mesmo tempo em que oferece densidade temática suficiente para dialogar com públicos já familiarizados com o gênero. Ao articular entretenimento e reflexão sem recorrer a simplificações, a obra propõe um deslocamento: olhar para o extraordinário não como fuga, mas como uma forma possível de ler e repensar o mundo ao redor.

A montagem conta com o apoio de Casa da Dança, Bake Bun, Radar Sound, IBT, HAYA, Sala Palco, Mari Maria, Broadway Experience e Stone Art Films, além do patrocínio de Hera Casting, Padoca Delas, Ebla Skincare, Brasil Classical e LML Contabilidade.

 

Serviço

Local: Instituto Brasileiro de Teatro – IBT

Endereço: Av. Brigadeiro Luís Antônio, 277 – Bela Vista – São Paulo/SP

Temporada: 17/03/2026 a 12/05/2026

Sessões: Terças-feiras semanais e Quartas-feiras ocasionais, às 20h

Abertura da casa: 60 minutos antes

Duração: 135 minutos (com intervalo)

Classificação: Livre

Lotação máxima: 160 Pessoas

 

Acessibilidade

algumas sessões contarão com intérprete de Libras. As datas serão divulgadas previamente nas redes sociais oficiais do espetáculo: @magiaomusical.

O local possui acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida.

 

Ingressos

Rahiti (arena – inteira): R$ 100,00

Rahiti (arena – meia-entrada): R$ 50,00 (conforme legislação vigente)

Yara (mezanino): R$ 100,00

Yara (mezanino meia-entrada): R$ 50,00 (conforme legislação vigente)

Manga (mezanino – visão parcial) R$ 80,00

Manga (mezanino – visão parcial meia-entrada) R$ 40,00 (conforme legislação vigente)

João Doidão (mezanino em pé): R$ 40,00 (preço único) ***A escolha por esse formato de ingresso é uma decisão exclusiva da produção do musical MAGIA. O IBT (Instituto Brasileiro de Teatro) não possui qualquer relação com essa definição, exigência ou determinação.

*** AS VENDAS DE INGRESSO DESTE ESPETÁCULO SÃO APENAS PELO SYMPLA.

***É OBRIGATÓRIA a apresentação de documento comprobatório para meia-entrada.

 

Informações importantes

Os assentos são ocupados por ordem de chegada.

Ingressos com visão parcial não poderão ser trocados.

Chegue com antecedência.

NÃO SERÁ PERMITIDA A ENTRADA NA ARQUIBANCADA APÓS O INÍCIO DO ESPETÁCULO.

Por se tratar de um teatro em formato semi-arena, os espaços de circulação também compõem a área de acomodação do público. Após o início da apresentação, não é possível a entrada sem comprometer a experiência artística e a segurança da plateia e do elenco.

***TODA SESSÃO PODE SOFRER ALTERAÇÕES NA ESCALAÇÃO DO ELENCO!

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Texto revisado por Angela Maziero Santana

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Livros Notícias

Mulher marca estreia literária de Tatiana Carina

Autora lança obra de poesia e promove tarde autógrafos com roda de samba no Alfa Bar

A autora Tatiana Carina lança seu primeiro livro de poesias intitulado Mulher, obra que reúne poemas que abordam temas como afetos, memória e identidade, com linguagem direta e abordagem intimista. A publicação marca sua chegada ao cenário literário, destacando uma escrita sensível e acessível.

Sob uma perspectiva contemporânea, o livro convida o leitor a refletir sobre experiências cotidianas a partir de um olhar pessoal, mas também universal. A narrativa poética se constrói a partir de vivências e observações que dialogam com diferentes públicos.

Além do lançamento, Tatiana Carina também promove uma tarde de autógrafos no dia 2 de maio, no Alfa Bar, às 14h, com direito à roda de samba. O evento será aberto ao público e contará com momentos de interação com a autora.

Sobre a autora
Mulher
Foto: divulgação/Tatiana Carina/Entretetizei

Tatiana Carina é jornalista cultural, artista e escritora. Mulher marca sua estreia em publicação solo, após participar do livro Pílulas em um Novo Mundo (2023), com o conto autoral, Maria e a visita à Lua. 

Sua escrita se destaca pela sensibilidade e pela construção de uma poesia que atravessa experiências cotidianas e emocionais, conectando o leitor a temas universais por meio de uma linguagem direta e contemporânea.

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Texto revisado por Cristiane Amarante

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Entrevistas Notícias

Entrevista | Marisol Marcondes brilha como Alex em Flashdance – O Musical

Atriz fala sobre o mergulho na personagem, os desafios físicos no palco e como construiu sua própria versão de Alex Owens

À frente de um dos papéis mais icônicos da cultura pop, Marisol Marcondes assume o desafio de dar vida a Alex Owens em Flashdance – O Musical, em cartaz no Teatro Claro MAIS SP

Marisol é uma atriz, cantora e dubladora brasileira. Recentemente integrou o elenco da peça O Mercador de Veneza, de Shakespeare, e dos musicais Clara Nunes – A Tal Guerreira (2025) e Cabaret-Kit Kat Club (2024).

Mais do que revisitar um clássico dos anos 1980, a atriz entrega uma versão própria da personagem – carregada de energia, personalidade e novas referências.

Marisol mantém a essência impulsiva e sonhadora de Alex, mas adiciona camadas contemporâneas que dialogam com o público atual. Em entrevista ao Entretê, ela detalha os bastidores dessa preparação e os desafios de sustentar um dos papéis mais exigentes do teatro musical.

Flashdance - O Musical
Foto: reprodução/portal IN

Entretetizei: Como foi o seu processo de preparação para dar vida a essa personagem? Você assistiu ao filme antes? Se sim, quais elementos dela no filme você buscou trazer para os palcos e quais inovações sua interpretação trouxe?

Marisol: Gosto sempre de ir na origem da história, então fui realmente buscar no filme ao invés de procurar conhecer o musical. Busquei os elementos que julguei serem os principais e mais característicos da Alex, como sua energia impulsiva e às vezes explosiva e de inovação. Propus ela ser fã do Michael Jackson, pois certamente ela seria, uma vez que no filme mostra que ela aprecia a cultura hip-hop e também por ela dançar jazz (mesmo que sem se dar conta do estilo que dançava).

E: O filme, Flashdance, não é um musical, então, apesar de já ter sido encenado com sucesso em diversos países, houve alguma cena musical que você achou que não funcionaria no início, mas que te surpreendeu positivamente?

M: Não, não. Tudo me pareceu que funcionaria já de cara.

Flashdance - O Musical
Foto: reprodução/portal IN

E: O que você acha que torna a produção de Flashdance única em comparação com outras que você já fez ou assistiu?

M: O clima lá é bem família.

E: Como foi sua preparação física para equilibrar os números musicais vocais com a coreografia exigente?

M: Tá sendo ainda, pois, como foi pouco tempo de ensaio, ainda me sinto adequando o fôlego. Mas tenho feito muito cardio para aumentar a resistência. 

E: Qual foi seu maior desafio durante a preparação e quanto tempo levou pra você encontrar um pouco de Alex em você? 

M: Certamente o maior desafio é o fôlego. Administrar a respiração das coreografias absolutamente velozes e incríveis do Tutu Morasi e as trocas insanamente rápidas para conseguir cantar as músicas é um dos maiores desafios artísticos que já passei. Acho que levei alguns minutos apenas para encontrar um pouco da Alex em mim, pois temos muito em comum. 

Flashdance - O Musical
Foto: reprodução/portal IN

E: O quanto de Alex você diria que existe em você hoje?

M: Eu diria que existe muito da Alex em mim hoje e isso me deixa bem feliz. Sempre aprendo muito com cada personagem que faço. 

Entre fôlego, emoção e reinvenção, Marisol Marcondes transforma Alex Owens em algo que vai além da nostalgia. Sua interpretação não se limita a homenagear o passado, mas constrói uma ponte com o presente – onde a personagem ganha novas referências, novas camadas e ainda mais força.

No palco, isso se traduz em uma performance que exige técnica e entrega na mesma medida. Fora dele, revela uma atriz em constante evolução, que encontra em cada personagem uma oportunidade de se redescobrir. Em Flashdance – O Musical, essa troca é evidente: Marisol dá vida a Alex, mas também leva um pouco dela consigo – e é justamente nesse encontro que o espetáculo encontra sua maior potência.

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Texto revisado por Alexia Friedmann

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Cultura turca Notícias

Kuruluş Orhan chega ao fim no episódio 26

Dizi histórica da Bozdağ Film se despede após uma temporada; nova produção já está em desenvolvimento

 

A dizi histórica Kuruluş Orhan (2025), exibida nas noites de quarta-feira, chegará ao fim no episódio 26, caso não haja mudanças de última hora. A produção vinha despertando expectativa do público sobre uma possível segunda temporada, mas a decisão de encerramento já foi definida.

Foto: reprodução/ATV

A trama, uma das apostas da Bozdağ Film, foi dirigida por Bülent İşbilen e estrelada por Mert Yazıcıoğlu, no papel de Orhan Bey. A série acompanhou a trajetória do personagem em uma narrativa histórica, que conquistou audiência ao longo da exibição.

Foto: reprodução/ATV

Segundo a jornalista Birsen Altuntaş, a produção deve manter o encerramento previsto no episódio 26, sem mudanças no planejamento atual. O desfecho marca o fim da primeira fase da obra, que ainda gerava especulações sobre continuidade.

Foto: reprodução/Bengü Türk
Aşk ve Taht vem aí

Com o encerramento de Kuruluş Orhan, a Bozdağ Film já prepara sua próxima produção: Aşk ve Taht, que será dirigida pelos irmãos Taylan e exibida pela ATV. A nova série deve ocupar o espaço deixado pela atual produção na grade.

Foto: reprodução/TGRT Haber

O movimento reforça a estratégia do estúdio em manter presença forte no gênero de dramas históricos, que se consolidaram como um dos principais produtos de exportação da teledramaturgia turca.

 

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Texto revisado por Kalylle Isse

 

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Cinema Notícias

Comédia romântica Trago Seu Amor ganha trailer oficial

Com Giovanna Grigio e Diego Martins, longa acompanha magias e amores inesperados

A comédia romântica Trago Seu Amor, protagonizada por Giovanna Grigio (Chiquititas, 2013) teve seu trailer oficial divulgado nesta quinta (30) pela H2O Films. O longa é uma produção da TvZero e estreia nos cinemas no dia 11 de junho

Na trama, o público conhece Mia (Giovanna Grigio), uma bruxa egocêntrica que lucra com um dom inusitado: seu beijo faz os clientes se apaixonarem pelo ex. Com a ajuda do fiel amigo Ariel (Diego Martins), ela lida com os Miados, uma legião de clientes em que o feitiço falhou e acabaram obcecados por ela mesma.

A grande confusão começa quando ela tenta ajudar Yuri (João Manoel) a reconquistar René (Jê Soares), antes que a ex-namorada vá morar fora do país. Mas o feitiço vira contra a feiticeira e a própria Mia se apaixona por René, descobrindo que a jovem também é uma bruxa. 

Com leveza, humor e diversidade, Trago Seu Amor aborda diferentes formas de afeto e desejo, além de trazer os perrengues de quem está apaixonado ou se apaixonando pela primeira vez. O elenco jovem, com forte presença nas redes sociais, reforça o tom atual do longa, com uma direção de arte marcada por cenários e figurinos vibrantes e uma trilha sonora que dialoga com o público.

Com participações especiais de Cauã Reymond, Lorena Comparato e Cláudio Gabriel, o filme conta com a distribuição da H2O Films. A direção ficou por conta de Claudia Castro (Ela Disse, Ele Disse, 2019), e a criação e o roteiro, de Letícia Fudissaku.

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Leia também: As Dez Vantagens de Morrer Depois de Você ganha cartaz oficial 

 

Texto revisado por Alexia Friedmann

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Cinema Crítica Notícias

Crítica | 2DIE4: 24 Horas no Limite transforma velocidade em linguagem cinematográfica

Primeiro filme brasileiro em IMAX aposta na imersão radical e em tecnologia de ponta para colocar o espectador dentro de Le Mans

2DIE4: 24 Horas no Limite chega aos cinemas nesta quinta-feira (30) e trata-se do primeiro filme brasileiro concebido para o formato IMAX, e isso não é apenas um detalhe de exibição – é o próprio coração da experiência. Dirigido pelos irmãos André e Salomão Abdala, o longa não quer apenas contar uma história, mas transportar o espectador diretamente para dentro de um carro de corrida a mais de 300km/h.

2DIE4
Foto: divulgação/O2 Play

Acompanhando o piloto Felipe Nasr durante as icônicas 24 Horas de Le Mans, o filme abandona qualquer estrutura documental tradicional. Não há entrevistas, narração explicativa ou contextualizações didáticas. Em vez disso, o que vemos na tela é uma aposta radical na imersão: imagem, som – e que baita som! – e tempo real como ferramentas narrativas.

E nesse aspecto, 2DIE4 é impressionante.

2DIE4
Foto: divulgação/O2 Play

A produção – realizada por uma equipe enxuta de apenas oito pessoas – utiliza tecnologias raríssimas, como câmeras 8K adaptadas e lentes de exclusivo Sistema 65, criando uma profundidade de campo e uma nitidez que fazem cada curva, vibração e troca de marcha parecerem palpáveis. E o uso do formato IMAX amplia completamente essa sensação de confinamento dentro do cockpit e reforça a tensão física da corrida.

Há também um mérito importante na decisão de não roteirizar os acontecimentos. Ao abrir mão de uma estrutura ficcional tradicional, os diretores se colocam à mercê da própria imprevisibilidade do automobilismo – e isso dialoga diretamente com o tema central em torno do filme: o risco.

2DIE4
Foto: divulgação/O2 Play

Quando questionado sobre o fato de não ter sido escrito um roteiro antes das gravações, apenas depois, André Abdala afirmou: “Nós queríamos fazer o filme mais autêntico possível. E o que é mais real do que uma corrida real,com um piloto real, com consequências reais? Eu tenho o casting perfeito também. O mecânico, eu não tenho que ensinar ele como apertar a roda, ele tá apertando pela vida dele porque ele quer ganhar a corrida. Então existiam dois pontos. O primeiro é a realidade de que a gente teria um casting perfeito e a gente poderia gravar nas vinte e quatro horas de Le Mans, o que nos traria drama o suficiente. As pessoas que estão ali, não estão pelo dinheiro, você não recebe nada por ganhar a corrida. É pela honra de escrever seu nome na história.

No entanto, é justamente essa fidelidade ao real que se torna o principal limite da obra cinematográfica.

2DIE4
Foto: divulgação/O2 Play

Sem uma construção dramática definida, o filme acaba refletindo a própria lógica da corrida – e nem toda corrida oferece um arco narrativo que sustente, sozinho, a progressão emocional esperada no cinema. O desfecho surge de forma mais abrupta do que impactante, deixando a sensação de que a jornada poderia ter explorado com mais força seu potencial de clímax.

Ainda assim, 2DIE4 não parece interessado em seguir regras.

Para os diretores, o filme é mais do que qualquer rótulo, qualquer definição. “Nós fizemos um filme que foi gravado com oito pessoas, é nosso primeiro filme brasileiro em IMAX. Nós fizemos um filme que quase ficou sem budget. Ele não foi roteirizado, é uma história real. […] Ele é um documentário ou ele é um filme de ação? Eu não quero fazer isso, eu quero trazer uma experiência para a audiência. Um filme de ação com cenas reais.”, declarou Salomão Abdala

“O motivo pelo qual nós fizemos esse filme é que nós queremos que as pessoas vejam o quanto, o quão importante é você ser resiliente no seu sonho. Todo mundo vai falar não, vai tudo parecer impossível, só que se você continuar tentando você chega lá. […] Todo mundo falou que era impossível fazer o filme ser IMAX, a gente bateu lá na porta e conseguimos. Também nos fez os diretores mais jovens da história a fazer, como brasileiros, e eu tenho muito orgulho disso. Quero mostrar que não existe impossível, você escreve a sua própria história”, finalizou André

2DIE4
Foto: divulgação/O2 Play

Mais do que um documentário esportivo, o filme se apresenta como uma experiência sensorial que desafia formatos e coloca o Brasil em um novo patamar técnico dentro do audiovisual. 

Distribuído pela O2 Play, o longa oferece algo mais raro do que muitos outros em cartaz: uma imersão quase física na velocidade.

2DIE4: 24 Horas no Limite já está em cartaz nos cinemas do Brasil.

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Leia também: Crítica | O Diabo Veste Prada 2 é o exemplo perfeito de como uma continuação deve ser 

 

Texto revisado por Luana Chicol.

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Entrevistas Notícias

Entrevista | Breezia dá voz à dor coletiva do luto por quem está vivo em novo single

Entre a crueza dos sentimentos e o caos sonoro, a artista explora a complexidade de amar e perder enquanto inaugura o conceito de seu primeiro álbum

Breezia abre as portas de seu universo particular com o single Não Sei o que Sentir Sobre Você, o marco zero de seu primeiro álbum conceitual. Fugindo de fórmulas prontas, a artista mergulha na complexidade do luto por alguém que ainda vive, explorando o vácuo emocional e a confusão que restam após o fim de um ciclo. Em entrevista exclusiva, ela revela que a canção não busca respostas prontas, mas sim validar a dúvida e o tempo necessário para processar sentimentos que a sociedade, muitas vezes, nos pressiona a superar rápido demais.

A sonoridade, produzida por Lucas Marmitt, reflete esse estado de espírito ao contrastar sintetizadores etéreos com momentos de puro caos e distorção. Breezia explica que essa dualidade traduz a tentativa de máquinas soarem humanas e orgânicas, criando uma atmosfera que ela define como ‘retrô futurista’. Inspirada pela ficção científica clássica e pela genialidade de David Bowie, a artista utiliza essa estética para materializar o pequeno planeta onde sua narrativa se ambienta, unindo som e imagem em uma experiência catártica.

Ouça o single:

Para Breezia, o lançamento é uma vocalização de uma dor coletiva e o reflexo de um processo criativo pautado pela liberdade e verdade artística ao lado da Ametista Music. Ao compartilhar suas vivências de forma crua, ela se conecta com o público através da vulnerabilidade, lembrando que, embora ciclos se encerrem e causem um vazio profundo, a vida tende a ser gentil novamente. Confira a seguir os detalhes sobre a criação desse novo mundo:

Entretetizei: Por que, dentre todas as faixas do álbum, Não Sei o que Sentir Sobre Você foi a escolhida para apresentar o universo da Breezia ao público? 

Breezia: Ela ambienta muito bem o meu planeta, a primeira frase do primeiro verso já coloca todo mundo do meu lado. Após essa introdução, já consigo desenvolver exatamente o sentimento de confusão que estou tendo, com a ajuda do instrumental, que é quase uma voz complementar a minha. Ela é perfeita para resumir o álbum, se precisássemos fazer isso.

Foto: reprodução/Toni Ferreira

E: Como tem sido o feedback do público em relação a esse novo single? 

B: Lançando Não Sei o que Sentir Sobre Você, conclui que nenhuma experiência é singular. Eu me conectei com tantas pessoas que se identificaram com a escrita, que se viram dentro daquela situação; foi uma experiência incrível. Eu notei que vocalizei um sentimento que muita gente teve, mas não soube verbalizar.

E: Vivemos em uma sociedade que nos pressiona a “superar rápido”. Não Sei o que Sentir Sobre Você valida o tempo da dúvida. Você acredita que a música pode ajudar as pessoas a aceitarem suas próprias confusões internas?

B: Completamente. Eu não busco resposta nenhuma com minhas composições, muito pelo contrário, busco validar as dúvidas. Tem coisas que simplesmente não se resolverão agora, nem daqui a um ano, ou talvez nunca. Há beleza nisso, precisamos da benção da dúvida às vezes.

E: Como essa parceria com a Ametista Music influenciou a liberdade criativa para você criar um álbum conceitual, algo que muitas vezes é visto como ‘arriscado’ no mercado atual?

B: Eu passo mais tempo no estúdio do que com minha família, sem dúvida alguma, e isso é graças a minha conexão com o Lucas Marmitt e essa compatibilidade criativa que temos desde sempre. O Marmitt me dá completa liberdade de compartilhar minhas vivências durante nosso trabalho, ele se importa em se certificar de que eu estou lançando o que soa genuíno pra mim e pra ele, não só pra agradar um público específico. No final, é sobre sustentar nossa verdade, a Ametista reforça muito essa ideia, e eu vivo ela durante minhas criações muito vividamente.

E: O visualizer tem uma forte inspiração na ficção científica dos anos 50 e 60. O que mais te atrai nessa estética “retrô futurista” e como ela conversa com a sua música?

B: Total! Eu sinto que o que chamamos de “retrô” é, na verdade, o que nunca fica ultrapassado, o que sempre vai perdurar independente da passagem de tempo. Minha referência direta sempre será o David Bowie, que traz com ele essa força da nostalgia, mas nunca de um prazo de validade. Então na minha música e nos meus visuais, gosto de replicar as coisas que eu admiro e amo, e essa estética é minha paixão! 

E: Hoje, a imagem é indissociável da música. Você já cria as canções pensando no universo visual ou a estética surge depois que a melodia está pronta?

B: Muito dificilmente tenho qualquer ideia antes do trabalho pronto, gosto muito de deixar as faixas contarem a história delas pra mim. Quando terminamos a magia de criar a música, a estética dela já parece ser muito clara ao nosso olhos, nunca tivemos embates sérios sobre o que seria, sempre concordamos bastante sobre a cara que aquela música tem.

E: Qual recado você daria para alguém que, assim como a protagonista da sua música, está atravessando o “luto por alguém que ainda está vivo“?

B: Assim como as pessoas mudam, você também vai mudar, e a vida tende a ser gentil com você de novo. Não se permita ficar num lugar de questionamento, de “e se” pra sempre, ciclos se encerram. Tudo acontece por um motivo.

Já ouviu o novo single da artista? O que achou da entrevista? Conta tudo para a gente nas redes sociais do Entretetizei (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!

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Texto revisado por Angela Maziero Santana

 

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Companhia Ensaio Aberto abre temporada no Rio com O Dragão, de Eugène Schwartz

Espetáculo estreia dia 1° de maio, levando ao palco a crítica política à tirania e ao conformismo

Há 400 anos, uma cidade é dominada e enganada por um dragão de três cabeças. Um conto de fadas para adultos, uma fábula que narra a história de um povo que não conhece a verdadeira liberdade.

Não se conta um conto de fadas para esconder, mas para revelar”, diz o autor e escritor russo Eugène Schwartz, que iniciou a dramaturgia de O Dragão às vésperas da Segunda Guerra Mundial. Em 1939, Hitler e Stalin assinam o pacto germano-soviético, um pacto de não agressão (um pacto de “paz”). Era meia-noite no século. Em 1941, Hitler quebrou o pacto com a Operação Barbarossa, invadindo a Rússia e abrindo a segunda frente de batalha da Segunda Guerra Mundial. No final de 1941, Stalingrado é sitiada pelos alemães. O destino do mundo está sendo disputado nos vastos espaços da União Soviética. Schwartz retomou a ideia em 1943, quando foi banido, junto com toda a Companhia do Teatro de Comédia de Leningrado, para a hoje cidade de Duchambé, no Tajiquistão, e, em um ano, concluiu O Dragão.

A montagem da Companhia Ensaio Aberto, com direção de Luiz Fernando Lobo, leva à cena o encantamento e a imaginação dos contos fantásticos, as cores de Chagall e a potência histórica de uma memória de luta ancorada em nossa realidade. A estreia será no dia 1º de maio de 2026, sexta-feira, em um grande dispositivo cênico, criado pelo cenógrafo J. C. Serroni, no Armazém da Utopia. A temporada vai até 8 de junho, com sessões de sexta a segunda, sempre às 20h. 

“O Dragão é uma peça que, apesar de escrita em 1943, traz de volta as conquistas do teatro russo-soviético dos anos 20 e dos anos 30. Um texto profundamente político, no qual a fantasia tem um papel fundamental. O espetáculo é oportuno e necessário, especialmente quando nos encontramos na iminência de uma possível 3ª Guerra Mundial e assistimos passivamente ao assassinato de milhares de civis em Gaza, no Líbano e em outras partes do mundo”, afirma o diretor.

Foto: divulgação/Thiago Gouveia

Beth Filipecki e Renaldo Machado assinam os figurinos, Cesar de Ramires a iluminação e Felipe Radicetti a direção musical e trilha original. A preparação corporal é de Luiza Moraes, e a parte da acrobacia aérea leva a assinatura de Adelly Costantini e Lana Borges. O grande dragão, a máscara do gato e outros adereços foram confeccionados por Eduardo Andrade, enquanto Cláudio Baltar é o responsável por ter projetado a traquitana em que Lancelot e o Dragão de seis metros sobrevoam a plateia. Em cena, 24 atores se revezam, entre personagens e o coro operário, lanceiros e tropa de choque. O diretor Luiz Fernando Lobo faz o dragão, Leonardo Hinckel é Lancelot, Tuca Moraes, o gato; Luiza Moraes, Elsa; Gilberto Miranda, Carlos Magno; Claudio Serra, o burgomestre, e Mateus França, Henrique. 

A tradução da peça é da escritora Maria Julieta Drummond de Andrade. Tuca Moraes assina a direção de produção, Aninha Barros a produção executiva. O espetáculo é patrocinado pela Petrobras, via Lei Rouanet, Lei de Incentivo Fiscal à Cultura. Onde tem cultura, tem Governo do Brasil. O projeto tem o apoio da CSN – Companhia Siderúrgica Nacional, por meio da Lei de Incentivo à Cultura do Estado do Rio de Janeiro (ICMS), da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Secec). 

Ficha Técnica

O Dragão, de Eugène Schwartz

Direção: Luiz Fernando Lobo

Direção de produção: Tuca Moraes

Conselheira Artística: Iná Camargo Costa

Cenografia e espaço cênico: J.C. Serroni

Iluminação: Cesar de Ramires

Figurino: Beth Filipecki e Renaldo Machado

Música original e direção musical: Felipe Radicetti

Preparação corporal: Luiza Moraes

Criação Dragão Alado, Máscara do gato e luva do dragão: Eduardo Andrade/Arte5

Desenho de som: Branco Ferreira

Efeito aéreo do dragão e Lancelot: Cláudio Baltar

Coordenação de Produção executiva: Aninha Barros

Assistente de direção: Paola de Paula

Assistente de produção: Gabriel Alvarenga, Kyara Zenga e Théo de Figueiredo

Produção de set: Fellipe Rodrigues

Operação de luz e técnico de luz: Pedro Passini

Operação de som: Branco Ferreira

Microfonista: Luiza Jacinto

Rigger Operação dragão (tirolesa) e técnico de segurança rapel: Tadeu Lima

Rigger eletricista e técnico de segurança Lancelot: Thiago Rocha Roldão

Técnico de Palco: Valdeir Baiano

Elenco

Luiz Fernando Lobo: Dragão

Leonardo Hinckel: Lancelot

Tuca Moraes: Gato

Gilberto Miranda: Carlos Magno

Claudio Serra: Burgomestre, Coro Operário

Luiza Moraes: Elsa, Coro Operário, Equilibrista, Dança Vertical

Matheus França: Henrique, Coro Operário

Grégori Eckert: Tecelão, Coro Operário, Pirofagia, Rapel, Lanceiro, Tropa de Choque

Anderson Primo: Tecelão, Coro Operário, Lanceiro, Tropa de Choque

Rossana Russia: Tecelã Cantora, Coro Operário, Lanceiro, Tropa de Choque

Ana Clara Assunção: Tecelã, Coro Operário, Pirofagia, Rapel, Lanceiro, Tropa de Choque

Du Machado: Violinista, Coro Operário, Lanceiro, Tropa de Choque

Gabriel Ribeiro: Ferreiro, Coro Operário, Rapel, Lanceiro, Tropa de Choque

Marcus Liberato: Chapeleiro, Coro Operário, Lanceiro, Tropa de Choque

Kyara Zenga: Coro Operário, Amiga da Elsa, Lacaia, Rapel

Bibi Dullens: Coro Operário, Amiga da Elsa, Lacaia

Mateus Pitanga: Coro Operário, Chefe da Prisão, Rapel, Lanceiro, Tropa de Choque

Rafael Telles: Coro Operário, Jardineiro, Lanceiro, Tropa de Choque

Lucas Menezes: Coro Operário, Lacaio, Pirofagia, Rapel, Lanceiro

Daniel De Mello: Coro Operário, Lanceiro, Tropa de Choque

Dani Arreguy: Coro Operário, Lanceiro, Tropa de Choque

Jorge Guerreiro: Coro Operário, Lanceiro, Tropa de Choque

Lua Vicentini: Coro Operário, Rapel, Lanceiro, Tropa de Choque

Thaise Oliveira: Coro Operário

Sinopse
A peça do dramaturgo russo Eugène Schwartz conta a história das batalhas contra os dragões que se espalham por todas as partes do mundo. Com as armas forjadas pela classe operária, Lancelot luta para cortar as três cabeças de um dragão que mantém uma cidade dominada há 400 anos.

Serviço

Estreia: 1º de maio de 2026

Local: Armazém da Utopia (Armazém 6, Cais do Porto, s/n)

Lotação: 300 lugares

Horário: Sextas, sábados, domingos e segundas, às 20h | Abertura da casa 1h antes do início do espetáculo

Temporada: 1º de maio a 8 de junho de 2026

Classificação indicativa: 12 anos

Duração: 105 minutos

Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia) | Ingressos a valores sociais para grupos pelo Whatsapp (21) 97976-0046

Vendas: www.sympla.com/armazemdautopia ou pelo WhatsApp: (21) 97976-0046 

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Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

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Com Nívea Maria e Regiane Alves, e direção de Pedro Neschling, Querida Mamãe estreia dia 1º de maio no Teatro dos 4

A nova adaptação do premiado texto de Maria Adelaide Amaral reúne pela primeira vez em cena duas atrizes consagradas, que darão vida a conflitos intensos entre mãe e filha

Há relações que se constroem no amor, mas também nas ausências, nos desencontros e nas palavras que nunca foram ditas. Querida Mamãe, de Maria Adelaide Amaral, ganhará nova montagem, com estreia marcada para 1º de maio, no Teatro dos 4 (Shopping da Gávea), sob a direção de Pedro Neschling e protagonizada por Nívea Maria e Regiane Alves, que dividem o palco pela primeira vez. Em cena, o conflito ganha forma no encontro entre duas mulheres atravessadas por diferenças profundas: de um lado, uma mãe marcada por valores conservadores e pela dureza da vida; de outro, uma filha que busca existir com mais liberdade, inclusive em sua maneira de amar. 

Em Querida Mamãe, Maria Adelaide Amaral transforma a intimidade entre mãe e filha em matéria dramática de alta voltagem emocional, revelando, com delicadeza e contundência, as contradições de um vínculo forte e capaz de acolher e ferir na mesma medida. A peça segue até 31 de maio, sexta e sábado, às 20h; e domingo, às 19h

Inspirado na relação de Maria Adelaide Amaral com a sua mãe, o texto é um dos mais premiados da dramaturgia da autora (recebeu os prêmios Molieré, Mambembe e Shell de melhor texto, além dos prêmios Governador do Estado de São Paulo, Ziembinski, APCA e APETESP), e mergulha com profundidade nas camadas do universo feminino, reafirmando uma das suas marcas mais potentes: a criação de mulheres fortes, complexas, contraditórias e profundamente humanas. No palco, Ruth (Nívea) e Helô (Regiane), duas grandes presenças femininas, se reencontram em um apartamento povoado por lembranças, ressentimentos e afetos mal resolvidos. 

O texto é maravilhoso. A forma como as dificuldades de comunicação, as delicadezas e as nuances são colocadas, a quantidade de camadas que há por trás do que é dito e do que não é dito, tudo é muito rico. E quando você tem duas atrizes como essas, você pode justamente encontrar, reencontrar e buscar caminhos múltiplos. Eu tenho a sensação de que essa peça nunca vai ser a mesma dois dias seguidos”, afirma o diretor Pedro Neschling. 

A montagem marca, também, um encontro simbólico entre duas intérpretes que já passaram por universos dramatúrgicos de Maria Adelaide Amaral na televisão e que, agora, se aproximam no teatro por meio de um texto que fala, com rara sensibilidade, sobre heranças emocionais, incompreensões e tentativas de reparo. 

Essa é a primeira vez que trabalhamos juntas. Sempre acompanhei e admirei o trabalho da Nívea, e tem sido muito especial trocar com uma atriz tão experiente, e ao mesmo tempo tão aberta a ouvir e compartilhar. É uma realização profissional trabalhar com uma pessoa que está tão presente na nossa memória afetiva”, diz Regiane Alves. 

A identificação com o público, segundo Nívea Maria, nasce justamente da densidade com que a autora constrói essas personagens. “A identificação da mulher-mãe nessa peça é com tudo, com todas as situações, com todas as relações, com todas as opiniões, com todos os preconceitos e com todas as aceitações. Porque a mulher é uma pessoa muito complexa e a peça mostra isso”, afirma a atriz. 

Já Regiane chama a atenção para a identificação que sente com as personagens, tanto como mãe, quanto filha: “Na peça, eu vivo a filha, mas, na vida real, também sou mãe. Então, há falas e atitudes no texto que eu já vivenciei com o meu filho. É uma reflexão importante para entender esses conflitos e conseguir enxergar os dois lados, o de mãe e o de filho”, completa.

Foto: divulgação/Leo Aversa

Para o diretor, a montagem também dialoga diretamente com o presente. “É um espetáculo muito feminino. É importante e oportuno tê-lo em cena nesse momento em que mais do que nunca estamos enxergando a importância da luta das mulheres por seus direitos, por sua liberdade, pelo respeito. Serve para alimentar o diálogo e a compreensão”, comenta. 

Ao colocar frente a frente duas mulheres atravessadas por visões opostas, mas unidas por um vínculo incontornável, Querida Mamãe convida o público a olhar de perto para os afetos que moldam a vida adulta. Entre dor, amor, repressão, desejo e expectativa, a peça toca em zonas sensíveis e reconhecíveis, fazendo da história de Ruth e Helô um espelho de muitas famílias. 

SINOPSE

Em Querida Mamãe, Ruth (Nívea Maria) e Helô (Regiane Alves) se veem diante de um reencontro atravessado por memórias, mágoas e afetos. Entre conflitos do presente e marcas deixadas pelo passado, mãe e filha expõem suas diferenças, fragilidades e tentativas de reconexão, em uma história sensível e profunda sobre os laços familiares, os silêncios que afastam e o amor que insiste em permanecer. 

FICHA TÉCNICA

Com Nívea Maria e Regiane Alves

Texto: Maria Adelaide Amaral

Direção: Pedro Neschling

Assistente de Direção: Isabela Faleiro

Direção de Movimento e Coreografia: Toni Rodrigues

Cenografia: Beli Araújo

Desenho de Luz: Fernanda Mantovani

Trilha Sonora Original: Rodrigo Marçal

Figurino: Antônio Rocha

Assessoria de Imprensa:

Comunicação e Marketing: Lucas Sancho, Fernando Gouvêa

Mídias sociais: Fernanda Piloto

Tráfego pago: Rodrigo Gonzaga

SAC: Carinne Namba

Produção Executiva: Xandy

Direção de Produção: Miçairi Guimarães e Sandro Chaim

Realização: Magic Arts 

SERVIÇO

Querida Mamãe

Estreia: 1º de maio de 2026 (sexta-feira)

Temporada: de 1 a 31 de maio de 2026

Sessões: sexta e sábado, às 20h; domingo, às 19h

Local: Teatro dos 4 – Shopping da Gávea

Endereço: Rua Marquês de São Vicente, 52 – Gávea

Ingressos: R$ 140 (inteira) e R$ 70 (meia-entrada)

Duração: 75 minutos

Classificação indicativa: 12 anos

Gênero: Comédia

Vendas: Sympla e bilheteria do teatro

Informações: (21) 2239-1095 / 97309-6234
Antecipados: https://bileto.sympla.com.br/event/118586/d/375659/s/2506492

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Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

 

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Especial | Novelas brasileiras que fizeram sucesso na Turquia

Antes das dizis conquistarem o público brasileiro, as novelas do Brasil já eram exibidas na Turquia

Por Mariana Chagas e Débora Lima

Muitas dizis turcas conquistaram o público do Brasil, mas você sabia que novelas brasileiras também são um sucesso na Turquia? Desde as mais antigas, como Escrava Isaura (1976), até fenômenos recentes, como a adaptação de Avenida Brasil (2012), diversas produções brasileiras passaram na televisão turca e marcaram gerações.

Essa troca não acontece à toa. O Brasil é reconhecido mundialmente pelas suas novelas, consolidando-se como um dos principais países exportadores do gênero. Só a história de Nina (Débora Falabella) e sua madrasta Carminha (Adriana Esteves) foi vendida para mais de 140 países. 

Os números mostram o potencial que os roteiristas brasileiros têm de construir narrativas envolventes que encantam em todos os cantos do mundo. Essas novelas, inclusive, já chegaram a grandes premiações internacionais. Caminho das Índias (2009) é um exemplo: escrita por Glória Perez, a obra venceu o Emmy Internacional 2009 na categoria de Melhor Telenovela.

Novelas brasileiras entre as principais na Turquia

A novela Escrava Isaura, exibida pela TV Globo, é uma das produções brasileiras que mais marcou o público turco. O romance de 1976, traduzido como Köle Isaura, foi ao ar na TRT e ganhou enorme popularidade no país, tornando-se a telenovela mais querida na Turquia entre 1985 e 1986.

Cena de Escrava Isaura
Foto: reprodução/ Globoplay

Protagonizada por Lucélia Santos e Rubens de Falco, a trama, que foi vendida para mais de 80 países, acompanha Isaura em sua luta pela liberdade e pelo amor. As músicas-tema da novela se popularizaram na Turquia durante o período. Uma reportagem turca afirma que um dos motivos da fama de músicas latinas no país são as melodias e ritmos parecidos com o estilo mediterrâneo.

Outro sucesso da TV Globo é Por Amor, exibida entre 1997 e 1998. A novela chegou à Turquia com o título Her Şey Sevgi İçin (tradução livre: Tudo por Amor), além de ser transmitida em mais de 70 países. Protagonizada por Regina Duarte e Gabriela Duarte, as duas também interpretaram mãe e filha na trama.

Cena de Por Amor
Foto: reprodução/Globo

Sinhá Moça (2006), traduzida como Küçük Hanım, e A Sucessora (1978), conhecida na Turquia como Unutulmayan Kadın, constam na lista de séries estrangeiras exibidas pela TRT no país, mostrando como as décadas de 80 e 90 foram marcadas pela exibição das obras brasileiras nas televisões turcas.

Cena de Sinhá Moça
Foto: reprodução/Globo
Cena de A Sucessora
Foto: reprodução/Globo
Artistas turcos falam de novelas brasileiras

A fama das novelas do Brasil é tanta que diversos atores turcos queridinhos pelo público já confessaram ter assistido a essas produções enquanto cresciam. 

Um exemplo é Can Yaman, famoso por interpretar Ferit Aslan em Dolunay (2017) e Can Divit em A Sonhadora (Erkenci Kuş, 2018). O artista comentou, em sua vinda para o Brasil, que assistia às novelas brasileiras ao lado de sua avó enquanto passava as férias escolares em Bodrum, no sudoeste da Turquia.

As novelas brasileiras sempre passaram muito na Turquia. Nasci e cresci assistindo. Nessa época, todas as mulheres eram obcecadas pelas novelas brasileiras”, declarou o artista na coletiva de imprensa para o lançamento de El Turco (2025).

Can Yaman no Brasil
Foto: reprodução/Nathan Pancote/Globoplay

Demet Özdemir, outro nome de destaque do audiovisual turco, também afirmou ter memórias de crescer assistindo a essas produções. A atriz acredita que esse sucesso se dá porque brasileiros e turcos são parecidos em muitos aspectos.

Em entrevista à CNN Brasil, Demet contou que teve contato com programas brasileiros ainda na infância e relembrou o impacto dessas produções em sua formação cultural. “Eu ainda me lembro de alguns programas de TV brasileiros que cresci assistindo. Mesmo que possam haver diferenças culturais, somos muito próximos”, afirmou a atriz.

Can Yaman e Demet Özdemir juntos em A Sonhadora
Foto: divulgação/Gold Film/Star TV

Conhecida por protagonizar produções como Táticas do Amor (Ask Taktikleri, 2022), da Netflix, e Meu Lar, Meu Destino (Dogdugun Ev Kaderindir, 2019), a artista também destacou que o sucesso das dizis ao redor do mundo está ligado à identificação emocional do público com as histórias, independentemente da origem. 

Acho que o segredo é ser capaz de testemunhar histórias e personagens dos quais você pode se sentir próximo, não importa de quão longe eles sejam”, declarou.

Avenida Brasil é adaptada para versão turca

A força de Avenida Brasil continua atravessando fronteiras mais de uma década após seu sucesso na televisão brasileira. A novela, um dos maiores fenômenos da teledramaturgia nacional, ganhou uma versão turca que foi ao ar em 2025 no canal turco NOW, nomeada de Leyla: Hayat… Aşk… Adalet… (no Brasil: Leyla – Sombras do Passado).

Cena de Avenida Brasil
Foto: reprodução/Globo

A Globoplay trouxe a dizi para o seu catálogo em novembro do ano passado, e a produção também passou a integrar a programação do canal Globoplay Novelas em 15 de dezembro.

A trama acompanha Leyla (Cemre Baysel), personagem equivalente à Nina da versão brasileira, que retorna anos depois em busca de vingança contra Nur (Gonca Vuslateri), figura inspirada na icônica Carminha. 

Cena de Leyla
Foto: reprodução/dizilah

Com 127 episódios, a produção turca mantém a essência dramática de Avenida Brasil, apostando em reviravoltas intensas, conflitos familiares e uma jornada de vingança. Já o elenco conta com nomes famosos no país, como Cemre Baysel, Alperen Duymaz e Gonca Vuslateri. 

A adaptação reforça o alcance internacional do formato criado no Brasil, além de evidenciar o crescimento de produções turcas nos streamings brasileiros, fortalecendo o intercâmbio entre as duas indústrias audiovisuais – e dando origem a boas histórias que conquistam o mundo inteiro.

Você sabia do sucesso das novelas brasileiras na Turquia? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!

 

Leia também: Novelas verticais: entenda o novo formato de produção que está fazendo sucesso entre telespectadores do mundo inteiro

 

Texto revisado por Angela Maziero Santana 

 

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