Entre estreias e retornos marcantes, a produção feminina se destacou e definiu os rumos da música nacional neste ano
Chegamos ao final do ano e, com ele, a certeza de que a cena musical brasileira foi dominada por artistas que vão da MPB ao pop e do R&B ao rap. Em 2025, o cenário musical se destacou pela presença de mulheres da nova geração, com lançamentos de álbuns que misturam diferentes gêneros e que exploram a força, a pluralidade e a representatividade da música nacional.
UAbaixo destacamos os cinco álbuns brasileiros que marcaram este ano.
Carol Biazin – No Escuro, Quem É Você?

A cantora e compositora Carol Biazin se firma como uma das vozes mais promissoras da atualidade. Com forte influência do pop e do R&B, ela lançou nesse ano a segunda parte do álbum No Escuro, Quem é Você?, explorando temas como o amor sáfico, os amores líquidos, a sensualidade, os relacionamentos e até a religião.
Carol Biazin se destaca pela versatilidade, pela força feminina e pela representatividade dentro da comunidade LGBTQIAPN+.
Marina Sena – Coisas Naturais

Coisas Naturais é o terceiro álbum de estúdio da cantora e compositora mineira Marina Sena e se apresenta como um dos projetos mais potentes da música brasileira e da cena da MPB. Com 13 faixas, o trabalho traz colaborações da ítalo-brasileira Gaia e da portuguesa Nenny. Em Tokitô, a artista mistura diversos ritmos que enaltecem a cultura brasileira, como o reggaeton, o samba e o funk.
Com uma voz forte e marcante, a cantora explora novas sonoridades, que se destacam pela sua liberdade criativa. Mais do que ritmo, Marina Sena entrega poesia com delicadeza.
Anavitória – Claraboia

A dupla brasileira, formada por Ana Caetano e Vitória Falcão, lançou neste ano seu sexto álbum de estúdio intitulado Claraboia, que possui 20 faixas criadas em uma espécie de retiro criativo.
O álbum se apresenta como um projeto sensível e intimista, guiado por voz e violão. O projeto sucede Esquinas, lançado em 2024, e conta com participações de Rubel e Bruno Barle, que, além de dar a voz, compôs Isso é Deus especialmente para a dupla.
Claraboia é um álbum delicado, que carrega memórias e cria uma atmosfera particular. A dupla vem se consolidando como uma das mais potentes da nova geração da música brasileira.
Ajúliacosta – Novo Testamento

A rapper Júlia Costa, mais conhecida como Ajúliacosta, se destacou como uma das vozes mais autênticas da nova geração. Com 11 faixas que buscam conscientizar outras mulheres sobre seus valores e potenciais, o álbum Novo Testamento adota uma estética tão política quanto suas letras, que abordam temas como empoderamento feminino, crítica social e perspectivas da mulher negra na sociedade, mesclando gêneros como o rap, o trap e o R&B.
O álbum serve como um mantra e marca uma fase inovadora na carreira da artista, consolidando sua identidade no cenário musical.
Urias – Carranca

Carranca é o terceiro álbum de estúdio da cantora e compositora Urias. O álbum conta com
14 faixas e aborda temas como ancestralidade, religiosidade e decolonialidade, três manivelas que giram esse projeto de forma magistral.
A construção do álbum é histórica e visceral, trazendo uma simbologia ligada à liberdade, à brasilidade e à resistência em músicas como Etiópia e Vontade de Voar.
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Texto revisado por Sabrina Borges de Moura.









