Autora nacional fala sobre recomeços, medos e representatividade em romance jovem que conquistou leitores
Em lançamento pela Editora Mundo Cristão, o novo livro de Camilla Bastos acompanha Olivia, uma adolescente prestes a completar 17 anos que aceita passar as férias em Nova York com o pai ausente, depois de mais de uma década de distanciamento. O reencontro, longe de ser simples, desperta memórias mal resolvidas, desconfortos e feridas emocionais que a jovem acreditava ter deixado para trás.

O Sol Nunca se Põe (2026) é uma narrativa sensível sobre enfrentar o passado, reconstruir laços familiares e aprender a dar novos passos mesmo com medo.
Em entrevista ao Entretetizei, a autora contou que o impulso para escrever o livro nasceu da vontade de se ver representada nas histórias que lia. “Por muito tempo procurei me encontrar em livros, queria me sentir representada e vista nas histórias de romance e, durante muitos anos, não me encontrei. […] Queria que outras garotas brasileiras se vissem na Olivia”, afirma.
Uma jornada de identificação e esperança
Ao construir a protagonista, Camilla buscou criar uma personagem profundamente humana, capaz de refletir as emoções e inseguranças de quem lê. Segundo ela, o principal objetivo era que o público encontrasse acolhimento na narrativa.
“Queria que as leitoras encontrassem na Olivia alguém como elas, com alegrias e dores, sonhos e frustrações e que, através de suas novas descobertas, sentissem que há esperança para elas também”, explica.
A autora destaca que a trajetória da personagem traz uma mensagem direta sobre coragem e tentativa: “Se não tentarmos, se não nos arriscarmos, não saberemos se daria certo ou não. Então, é melhor aproveitar as oportunidades que aparecem, mesmo que o medo nos acompanhe na jornada”.
Bastidores emocionais da escrita
Entre os momentos mais marcantes do processo, Camilla relembra a cena do reencontro entre Olivia e o pai, após anos de distância. “Passei um dia inteiro escrevendo um trecho que hoje mal ocupa uma página, mas que precisava ser carregado do misto de sentimentos que ela sentia”, conta.
A autora também revela que o crescimento da personagem acabou refletindo seu próprio processo pessoal: “Um dos meus maiores medos, de nunca mais conseguir escrever um livro, foi enfrentado ao lado da Olivia. […] Aprendemos que coragem não é ausência de medo, mas sim ir atrás do que queremos apesar dele”.
A trilha sonora do livro
A música tem papel importante na construção emocional da obra, aparecendo inclusive no início dos capítulos. Entre as referências, Camilla cita a cantora Taylor Swift, cuja canção Wildest Dreams inspirou um dos momentos da narrativa.
“É um capítulo em que o tempo da música foi milimetricamente calculado para acompanhar o ritmo de leitura”, revela.
Uma história sobre receios, sonhos e recomeços
Para a autora, a essência do livro está na possibilidade de recomeçar, mesmo em meio às incertezas. “Recomeços são bem incertos e cheios de expectativas e ansiedades, mas, depois de toda a tempestade, o Sol aparece de volta. […] Nenhuma tempestade dura para sempre.”
Camilla define O Sol Nunca se Põe como uma história “para jovens, de idade ou de coração, que amam romances leves e profundos”, especialmente aqueles que buscam conforto em narrativas sobre crescimento, família e novos começos.
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Texto revisado por Alexia Friedmann










