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Foto: divulgação / Sinny Comunicação / Sessão Vitrine Petrobras

Crítica | A Natureza das Coisas Invisíveis: quando enfrentamos a nossa própria finitude

Longa-metragem é uma narrativa sobre amizade e amadurecimento pelo olhar de duas crianças 

A Natureza das Coisas Invisíveis, filme brasileiro-chileno que estreou dia 27 de novembro, narra de uma forma delicada e sensível uma história sobre morte, resignação, afetos e espiritualidade. Com direção e roteiro de Rafaela Camelo, a produção foi selecionada para o 53° Festival de Cinema de Gramado – sendo laureada na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante, para Aline Marta Maia, e com o Prêmio Especial do Júri. O elenco ainda conta com Laura Brandão, Serena, Larissa Mauro e Camila Márdila.

Filmado pela perspectiva de duas crianças, a trama começa no ambiente triste de um hospital. Glória (Laura Brandão) tem apenas dez anos e é obrigada a passar suas férias ali, já que a mãe trabalha no local. 

A menina passa os dias entediada, embora encontre algum consolo na amizade com alguns pacientes. Ela também guarda um incômodo: precisou realizar um transplante de coração, e agora parece estar sendo inundada de sentimentos que não são seus. 

É então que conhece Sofia (Serena), uma menina que está acompanhando a bisavó, embora acredite que o hospital não é a melhor opção para a recuperação da idosa. Glória e Sofia iniciam uma amizade, exploram o ambiente enquanto fazem confidências e reflexões sobre vida e morte. 

A descoberta da finitude
Foto: divulgação / Sinny Comunicação / Sessão Vitrine Petrobras

Ao se depararem todos os dias com a morte, as meninas começam a fazer perguntas que, inevitavelmente, todos têm em determinado momento da vida. Indagações como “O que é a morte?”, “Para onde vamos quando morremos?” e “Como vamos morrer?” começam a rondar as mentes curiosas das crianças. Glória é tímida, inocente e precisa lidar com questões de autoaceitação e inadequação com relação ao próprio corpo. É justamente no encontro com Sofia, uma jovem independente, inteligente e de gênio forte, que Glória passa a questionar o mundo à sua volta. 

A morte é um assunto difícil de ser abordado até entre os adultos. No entanto, as personagens encontram, por meio de brincadeiras e observações, uma forma leve de encarar a realidade que as cerca. O caminho para se entender sobre a nossa finitude pode ser dolorido, mas Glória e Sofia o fazem naturalmente, conforme amadurecem ao longo do filme. 

Quando a espiritualidade encontra o afeto
Foto: divulgação / Sinny Comunicação / Sessão Vitrine Petrobras

O que é a espiritualidade, senão o invisível que não conseguimos explicar? Essa questão é bem forte em A Natureza das Coisas Invisíveis, ao realizar uma representação das tradições e crenças passadas de geração em geração. A bisavó de Sofia, uma mulher bastante religiosa, é também uma ponte entre as personagens e esse novo mundo que estão conhecendo. 

Neste momento, é possível notar como a espiritualidade se mescla com o afeto entre mulheres de uma mesma família. E, como as rezas e benzimentos não são apenas uma forma de expressar a fé, mas também uma maneira genuína de amor.

Já assistiu ao filme A Natureza das Coisas Invisíveis? O que achou? Conta para a gente e siga o Entretê nas redes sociais (Instagram, X e Facebook) para mais conteúdos sobre entretenimento e cultura.

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Texto revisado por Angela Maziero Santana 

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