O artista concluiu a entrega de seu projeto mais íntimo e convida o público para a nova turnê
O cantor e compositor Di Ferrero acaba de concluir a entrega do seu mais novo álbum, SE7E. O projeto, que vinha sendo revelado ao público aos poucos ao longo do último ano, teve o seu ciclo de lançamentos finalizado no dia 21 de maio. O formato escolhido costura os caminhos abertos pelo artista recentemente, transformando o atual momento de sua carreira em uma obra ampla e totalmente conectada.
Para selar essa fase e completar a narrativa do disco, a última parte do projeto chegou acompanhada de três faixas inéditas: Deixa Sonhar – com participação de Jenni Mosello –, Fim do Mundo e Cuida.

Unindo a estética do rock alternativo e do pop punk com letras pessoais, a obra, agora completa, consolida a identidade de Di Ferrero em sua jornada solo.
A construção da obra
O processo criativo do álbum foi marcado por um período de muita introspecção e reflexões sobre a própria vida. “Como artista, sempre busco traçar um novo caminho, algo que faça sentido para encerrar um ciclo ou iniciar um momento totalmente inédito. No SE7E, vivi uma fase pensando justamente nas coisas que eu precisava deixar para trás”, explica Di Ferrero.
O cantor revela que o alinhamento das faixas foi pensado para que elas conversem entre si do início ao fim. “Tem umas reflexões bem sinceras que nasceram de horas de conversas com os amigos que compuseram o álbum comigo. Fomos fazendo a música juntos, então foi tudo muito visceral”, conta.

O fechamento do ciclo de lançamentos
A estratégia de disponibilizar o trabalho em partes permitiu que os fãs absorvessem a história gradativamente. “Foi um projeto diferente porque acabou sendo lançado aos poucos. Estou há um ano trabalhando nele, e agora vem o encerramento com essas três músicas. O legal de dividi-lo em três partes foi poder ouvir na sequência e perceber exatamente o que ainda faltava”, destaca.
Segundo ele, a escolha das últimas três músicas não foi por acaso, mas sim para preencher as lacunas sonoras que a sequência exigia após um ano de trabalho. “Acho que faltava uma faixa um pouco mais para frente e dançante, que no caso é Fim do Mundo; uma mais profunda, como Cuida; e outra que fosse mais solar, para cima e feliz, que é Deixa Sonhar”, detalha Di Ferrero.
Turnê SE7E
Assim como o álbum, o show ao vivo também foi construído em etapas. SE7E foi desenhada para transportar essa mesma narrativa para os palcos, tendo começado inicialmente focada nas primeiras músicas lançadas (na época, tratadas como um EP). Agora, com o disco completo, o espetáculo itinerante também ganha sua forma final.
A experiência ao vivo promete ser imersiva desde o primeiro segundo. “A própria intro do show funciona como um portal para a primeira música, Universo Paralelo, que também abre o disco. Então, a apresentação conta uma história conectada com o álbum”, diz.
Amadurecimento desde o NX Zero
A evolução desde os tempos em que liderava uma das maiores bandas do país é evidente nas entrelinhas da nova fase. O projeto, além de uma vitória musical, simboliza um grande amadurecimento pessoal, ajudando o cantor a lidar com a gestão do próprio tempo e a se afastar de relações marcadas pelo apego emocional.

Refletindo sobre sua trajetória, o músico enxerga a finalização do álbum como um verdadeiro divisor de águas, que o fez explorar suas sensações de forma honesta. “Esse projeto me mudou como pessoa e artista. Acho que a palavra certa para definir tudo isso é ‘transformador’, até porque o 7 é um número cabalístico de renovação e eu sinto que passei por isso agora”, conclui.
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Texto revisado por Sabrina Borges de Moura









