Trazendo personagens antes coadjuvantes para o protagonismo, o novo filme da Marvel surge como uma chance de reconquistar o público
Lançado nos cinemas brasileiros em 2 de maio, Thunderbolts vem gerando intensos comentários nas redes sociais desde sua estreia. Após uma sequência de lançamentos criticados no MCU, a Marvel aposta mais uma vez em uma tentativa de reconciliação com o público, que ainda espera por algo à altura de Vingadores: Ultimato. No novo filme, o estúdio reúne personagens controversos e adota um tom mais sombrio — mas resta saber se essa é, de fato, a jogada certa para reconquistar os fãs.
À primeira vista, a proposta de Thunderbolts pode parecer simples: uma equipe nada convencional de anti-heróis se vê presa em uma armadilha mortal e precisa traçar um plano conjunto para escapar da situação. No entanto, a missão mal sucedida os obriga a encarar de frente os fantasmas do passado — e a confrontar as consequências de suas escolhas sombrias.
É fato que a experiência de assistir pela primeira vez a Vingadores: Ultimato ou Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa dificilmente será repetida. Ainda assim, a nova aposta do MCU surge como um presente para os fãs que aguardavam ansiosamente por uma redenção da Marvel. Apelidados pelo próprio estúdio de “novos Vingadores”, os personagens reacenderam o entusiasmo por um universo que parecia enfraquecido — e demonstraram ter grande potencial para os rumos dessa nova fase.
Os anti-heróis e anti-heroínas demonstram sintonia em cena e conseguem transmitir a sensação de um grupo unido, carismático e com forte senso de família — algo já visto em outras formações do MCU, mas agora apresentado sob um novo tom, com identidade própria. Há originalidade.
A dinâmica entre eles equilibra bem o drama e o humor, sem parecer forçada ou uma tentativa desesperada de fazer o público rir para disfarçar a ausência de enredo — como já aconteceu em títulos anteriores, a exemplo de Thor: Ragnarok. O grupo tem personalidade, carrega a energia de verdadeiros heróis e exibe uma química convincente. Uma aposta promissora para o futuro da franquia e possíveis aparições nos próximos filmes do universo Marvel.
Dois grandes destaques do elenco são Florence Pugh, no papel de Yelena, e Lewis Pullman, como Sentinela. A dupla entrega uma performance marcante, com destaque especial para Pullman, cujo personagem apresenta um desenvolvimento notável em cena — principalmente na construção como vilão. Tudo indica que esse lado ainda será mais explorado nas próximas produções, e é exatamente isso que o público deseja ver.
Vale ressaltar que o filme, responsável por encerrar a fase cinco do MCU, conta com duas cenas pós-créditos — sendo a última a mais empolgante, abrindo caminho para a aguardada chegada do Quarteto Fantástico. Mais uma promessa de reacender o interesse dos fãs por esse universo.
Diante disso, fica a pergunta: estaria a Marvel finalmente reencontrando suas origens?
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Texto revisado por Karollyne de Lima









