A novela foi inserida na grade do SBT pela oitava vez e, este ano, não foi para atender ao pedido do público, mas colocada para fins estratégicos
Realocada em março deste ano, a decisão se baseia em dados de audiência que comprovam o sucesso contínuo da trama. Em sua segunda reapresentação, por exemplo, A Usurpadora (1998) chegou a registrar 13 pontos no Ibope, aproximando-se da Globo, que marcou 20 pontos na mesma faixa horária em 2007. Para a TV aberta, esse desempenho é considerado expressivo e justifica a aposta frequente do SBT na novela.
Além disso, o atual cenário da dramaturgia tem gerado críticas. Parte do público mostra insatisfação com os novos formatos e narrativas, o que reforça o apelo das tramas clássicas, com enredos conhecidos e personagens marcantes. Nesse contexto, reprisar A Usurpadora é uma jogada certeira: resgata a nostalgia, mantém a audiência fiel e reafirma que, muitas vezes, o entretenimento televisivo se sustenta melhor quando respeita fórmulas já consagradas, em vez de arriscar mudanças pouco estudadas.

Qual o enredo da novela?
A trama das irmãs gêmeas Paulina e Paola, que se destacam por suas personalidades diferentes, sendo Paola a vilã audaciosa e Paulina uma moça simples e muito bondosa, mostra que elas foram separadas pela mãe, protagonizada pela atriz Nuria Bages. Ela coloca a irmã Paola para adoção, mas a mesma tem sorte ao ser adotada por uma família rica, os Montaner.
Paola foi beneficiada por uma vida cheia de facilidades, e na vida adulta se casa com um galã, Carlos Daniel Bracho. Ao longo da novela, ela mantém vários casos com outros homens, ao contrário de Paulina, que tem uma vida extremamente difícil e dedicada a cuidar de sua mãe doente. A história então toma um rumo diferente quando Paulina encontra, por acaso, a sua irmã milionária. Até então elas não sabiam da existência uma da outra, e assim os papéis se invertem, tornando a novela ainda mais interessante.
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Texto revisado por Cristiane Amarante









