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Créditos: Gustavo de Freitas Lara

Meu Remédio: espetáculo solo de Mouhamed Harfouch chega a São Paulo com relatos íntimos e comoventes

Sucesso de público e crítica há mais de seis meses no Rio de Janeiro, o monólogo reúne memória, ancestralidade e música em uma reflexão que diverte e emociona sobre identidade e aceitação

Após conquistar o público mineiro e carioca, o monólogo autobiográfico Meu Remédio estreia pela primeira vez em São Paulo, no Teatro Santos Augusta, no dia 30 de agosto, para uma curta temporada com ingressos já à venda pelo site da Sympla. Escrito, produzido e protagonizado por Mouhamed Harfouch e com direção de João Fonseca, o espetáculo parte da premissa de que “todo nome guarda uma história pra contar” – e, a partir dela, mergulha em memórias, identidades e afetos.

A peça estreou em 2024, em Juiz de Fora (MG), com três apresentações especiais, e seguiu para o Rio de Janeiro, onde permaneceu por mais de seis meses em cartaz, passando por cinco diferentes palcos da cidade – uma jornada marcada por casas cheias, críticas positivas e fortes conexões com o público.

O espetáculo propõe um mergulho pessoal, mas com ressonância coletiva: com doses equilibradas de humor e drama, Harfouch revisita momentos marcantes de sua trajetória, explorando temas como identidade, pertencimento, ancestralidade e auto aceitação. A obra marca também um momento especial de reinvenção artística e pessoal, celebrando os 30 anos de carreira do ator, que acumula mais de 40 produções teatrais, além de novelas como Pé na Jaca, Cordel Encantado, Amor à Vida e Órfãos da Terra, séries como Rensga Hits e Betinho – No Fio da Navalha, e filmes como Uma Pitada de Sorte e Nosso Lar 2. Sua trajetória inclui ainda musicais como Querido Evan Hansen, vencedor do prêmio de Destaque Elenco no Prêmio Destaque Imprensa Digital 2024, e Ou Tudo ou Nada, que lhe garantiu uma indicação ao Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Ator em 2016.

Meu Remédio nasce da minha vontade de entender e compartilhar a relação com o meu nome, com minha história de vida, com a mistura de culturas que carrego. Sou filho de imigrantes – sírios por parte de pai e portugueses por parte de mãe. Crescer com um nome tão emblemático em um Brasil dos anos 70, em que o preconceito e a dificuldade de aceitação eram muito presentes, não foi fácil. A peça é uma comédia, mas carrega uma reflexão sobre aceitação e pertencimento, sobre entender que, muitas vezes, o maior remédio é aceitar quem somos“, explica Harfouch, que busca, com o espetáculo, tocar o coração do público ao falar, sobretudo, como cada ser é único e especial em sua individualidade, origem e essência.

Créditos: divulgação/Claudia Ribeiro

A ideia da peça começou a germinar ainda durante as gravações da novela Órfãos da Terra, da TV Globo, quando o ator foi levado a revisitar suas raízes e encarar memórias profundas. Mas foi durante a turnê com a peça Quando Eu For Mãe Quero Amar Desse Jeito, ao lado de Vera Fischer, que esse processo se intensificou, levando-o a necessidade de transformar tudo isso em arte. O mergulho em suas camadas mais íntimas resultou em meses de escrita intensa e no enfrentamento de um novo desafio: somar à entrega emocional do palco, a coragem de assumir também a produção do próprio espetáculo.

Já tinha produzido no começo da minha carreira, mas agora, com mais maturidade, me senti mais preparado para enfrentar esse desafio. Produzir e atuar ao mesmo tempo é uma tarefa árdua. A maior dificuldade foi lidar com as duas funções e ainda me manter fiel à ideia que queria transmitir. Mas, com o apoio de grandes amigos e parceiros como Tadeu Aguiar e Eduardo Bakr, senti que tínhamos força para fazer isso acontecer”, revela ele.

A parceria com o diretor João Fonseca foi decisiva para o tom do espetáculo. Com um histórico de montagens de grandes biografias musicais nacionais e internacionais, como Tim Maia, Cazuza, Cássia Eller, Elvis Presley, Tom Jobim e Djavan, Fonseca foi o responsável por equilibrar delicadeza e comicidade. “João Fonseca é um amigo e um grande diretor. Ele segurou a minha barra de maneira sensível e honesta, e acreditou no meu projeto desde o início. Sem ele, não sei se teria conseguido fazer essa transição entre o autor e o ator de forma tão tranquila“, comenta Harfouch, que já havia trabalhado com o diretor anteriormente no monólogo online Homem de Lata, fruto da pandemia.

Misturando elementos autobiográficos e ficcionais, a peça, que já na escolha do título faz referência a uma situação vivida com o seu nome de batismo – e que é explicada em cena -, apresenta um monólogo íntimo, costurado a algumas canções, entre hits e paródias, cantadas e tocadas ao vivo por ele, marcando transições importantes da narrativa, onde o autor recria personagens que representam figuras significativas nas duas primeiras décadas da sua vida, mantendo, ao mesmo tempo, a privacidade de sua própria história.

Com uma abordagem sensível e profunda, a obra convida o público a refletir sobre a importância da auto compreensão e do existir de cada um. Meu Remédio destaca como o nome, muitas vezes imposto, carrega histórias que conectam o indivíduo ao passado e iluminam seu futuro, e convida a todos a olhar para dentro, entender melhor a própria caminhada e perceber como a arte pode ser um remédio. Como ele mesmo afirma: “Um nome nunca é só um nome. É uma jornada, fala dos que vieram e dos que virão. Poder enxergar melhor os caminhos de fora e nossos desejos é algo que me move. ‘Meu Remédio’ foi um ponto de partida, pois aceitar quem somos é curativo e a arte salva”, finaliza.

Ficha Técnica:

Idealização, produção e texto: Mouhamed Harfouch

Elenco: Mouhamed Harfouch

Direção: João Fonseca

Figurinos: Ney Madeira e Dani Vidal

Iluminação: Daniela Sanchez

Cenógrafo: Nello Marrese

Produtora Executiva: Valéria Meirelles

Coordenação Geral: Edmundo Lippi

Assessoria: GPress Comunicação

SERVIÇO:

Meu Remédio

Local: Teatro Santos Augusta
Alameda Santos, 2159 – Jardim Paulista, São Paulo – SP, 01419-100

Temporada: 30 de agosto a 28 de setembro

Sessões: Sábado às 20h | Domingo às 18h

Valor: Plateia R$120 (inteira) e R$60 (meia) | Balcão R$100 (inteira) e R$50 (meia)

Vendas: Bilheteria Local e site Sympla
Duração: 75 minutos

Classificação: 10 anos

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Texto revisado por Larissa Couto

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