O álbum chegou essa semana às plataformas digitais
O cantor e compositor carioca ALÊ estreou seu primeiro álbum autoral de estúdio. Intitulado Ama Eu, o trabalho lançado pela Altafonte Brasil materializa o grande esforço do artista que, com apenas um ano de estrada, coleciona grandes feitos, como o lançamento de diversos singles (três deles ficaram no top 10 das rádios pop nacionais), visualizers e videoclipes, além da realização de shows pelos quatro cantos do país e parcerias com grandes personagens da indústria do pop nacional e internacional.
“Esse álbum, apesar de super pop, tem um ‘Q’ de experimental. Ele é fruto do meu background artístico, mas, também, do encontro com grandes parceiros. TH4I é um dos que trouxeram referências de músicas regionais do Brasil, dentre elas, o piseiro. Ele e outros amigos, com os quais fiz alguns camps (encontros de produção) de composição, me abriram os olhos para experimentar e ousar. E, assim, nasceu, depois de anos sonhando, o Ama Eu”, conta ALÊ.
O álbum, que chegou às plataformas digitais no último dia 17, precisamente às 00h01, contém 12 faixas autorais, sendo cinco delas totalmente inéditas. Foi produzido por nomes como o de TH4I, responsável por assinar os trabalhos de Luísa Sonza, Kevin O Chris, Pocah e Rebecca, e mixado e masterizado por Matheus Braz, vencedor do último Grammy com Beyoncé, e João Milliet, que trabalhou com Sandy, Vitão, Manu Gavassi, Liniker, dentre outros.
Lançadas como singles ao longo de 2024 e 2025, Bailar, Te Deixar, Deixa Florescer, Caso Proibido, Seu, Furacão e a recente Espaço Sideral já fizeram a cabeça dos fãs, que, agora, são convidados a se reconhecerem em novas histórias, se perderem em outras batidas e se (re)encontrarem em palavras antes não ditas.
Na primeira canção inédita do álbum, Carin (De ALÊ, TH4I, King, Timbó, Jamé e Bruna Souza), a paixão e o calor ganham corpo. “Beijos com sabor verão, eu gosto assim… Teu cheiro no meu travesseiro deixou saudades” é o que diz ALÊ nessa charmosa bossa dançante, que também convida: “Deita no meu colo que eu vou te dar ‘carin’!”.
Em Narnia, um caliente reggaeton composto ao lado de Jenni Mosello, Lucas Vaz e Renato Frei, o flerte com a fantasia e a ironia dos “quase amores” são nítidos. “Passei a noite toda pensando naquele quase beijo. Sobrou desejo. Só faltou confiar”, canta em tom biográfico.
Na dançante Como é que pode (ALÊ, TH4I, Jamé, Luana Costódio Berti e Renato Messas), o amor parece chegar sem pedir licença, feito um susto bom. “Como é que pode? Esse danadinho tá virando o meu love. Como é que pode? Quando você chega, meu coração explode”, dispara em mais um potente e despretensioso refrão.

E na sofrente e com acentos de piseiro, Veneno, do mesmo time de compositores (com a adição de Luana) de “Como é que pode”, outra face desse mesmo amor é apresentada pelo artista: o vício que arde e machuca, mas que também atrai. “Viciei no teu veneno e agora sempre dói”, canta, como se estivesse dançando entre a dor e o desejo.
Por fim, na faixa-título Ama Eu, escrita com Jenni, Lucas e Douggie, ALÊ mergulha fundo num delicado tom confessional, no qual a vulnerabilidade e autodescoberta se entrelaçam perfeitamente. “Nunca me ensinaram a amar… é tentativa e erro, e eu erro tentando te amar”, revela ele, expondo fragilidades emocionais em um registro íntimo e contemporâneo que puxa o álbum como single.
“O legal deste trabalho é que ele tem, para cada uma das 12 canções, um visualizer. Estes conteúdos já estão disponíveis no YouTube”, diz ALÊ.
Ansioso, no melhor sentido, para mostrar as novas canções, o artista volta aos palcos dois dias depois de lançar Ama Eu. Na sexta-feira, 19, às 20h30, ele aporta no Manouche, charmosa casa noturna localizada no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio, para um celebrar, em grande estilo, mais uma conquista.
Estritamente fechado a convidados e profissionais da imprensa e da indústria do show business, o show, dirigido por Pablo Falcão e com desenho de luz de Cadu Fávero, contará com a participação dos músicos Vella, no baixo e na direção musical; Gê Fonseca, nos teclados; Gui Fonseca, nas guitarras; e Marcella Terra, na bateria.
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Texto revisado por Simone Tesser @simone_alleotti









