Sucesso literário, saga de Pedro Ivo expande seu universo com a HQ O Sexto Poder e uma adaptação de Fernando Meirelles
O super-herói mais brasileiro que temos! Cidadão Incomum, a saga de ficção científica criada por Pedro Ivo, está conquistando novas mídias: a história já chegou aos quadrinhos e, em breve, ganhará as telas do cinema.
O protagonista é Caliel, um jovem aspirante a ator que, de repente, descobre que pode quebrar as leis da física e decide se tornar um super-herói na vida real. Agora, ele vai enfrentar a desigualdade, a mídia e o peso de ser extraordinário em um país que pune quem sai da linha.
Por trás da saga que colocou São Paulo no mapa dos super-heróis, está o roteirista, escritor e quadrinista Pedro Ivo. Ele também é coautor do suspense sobrenatural Entre Mundos, escrito em parceria com Rodrigo de Oliveira, que também será adaptado: o livro já está em processo de adaptação para série, com o ator Jean Paulo Campos confirmado no papel principal.

Publicado pela Conrad Editora, o romance conquistou o público e a crítica por misturar ficção científica, crítica social e realismo urbano. O próprio autor define a essência da história: “A saga do Cidadão Incomum é sobre o que acontece quando a gente sai da bolha, do nosso mundinho”.
A trama virou objeto de estudo em universidades e foi selecionada pelo Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) de 2020, entrando para o acervo de escolas públicas de todo o país. Depois de dois romances lançados, O Cidadão Incomum (2016) e O Cidadão Incomum 2 – Surreal (2023), veio a HQ O Sexto Poder, de 240 páginas, lançada em abril de 2024.
O projeto não se destaca apenas pela crítica social, mas também pela representatividade: ao lado de Caliel, surge Tito, o primeiro super-herói trans dos quadrinhos brasileiros, capaz de distorcer a percepção da realidade.
A relevância da obra chamou a atenção dos grandes estúdios. Cidadão Incomum deve ganhar uma adaptação para as telonas, desenvolvida pela O2 Filmes. A produção é de Fernando Meirelles, cineasta indicado ao Oscar por Cidade de Deus (2002), e Marcus Alqueres fica responsável pela direção associada.
“Tinha alguma coisa na Kriptonita ou em Gotham City que não me deixava embarcar totalmente, mas a brasilidade do Cidadão Incomum muda tudo. É outra experiência”, diz Fernando Meirelles sobre o projeto.
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Texto revisado por Ketlen Saraiva @lapidando_palavras









