Último trabalho da banda mostra amadurecimento e crescimento, com letras mais profundas e canções que trazem a essência do grupo, mesmo com nova formação
Há dez anos, a One Direction lançava o seu quinto e último álbum antes de uma pausa das atividades em grupo que dura até hoje. Made In The A.M., o primeiro disco da banda lançado meses após a saída de Zayn Malik, traz a novidade da formação com quatro integrantes – Harry, Liam, Louis e Niall – mas carrega também um gostinho de despedida.
Os primeiros passos de que um novo álbum viria aconteceu em julho de 2015, com o lançamento surpresa do single Drag Me Down. No clipe, gravado no Centro Espacial da NASA, os integrantes da banda aparecem como astronautas e se preparam para se aventurar no espaço.
Escrita por Jamie Scott, Julian Bunetta e John Ryan, nomes já conhecidos por colaborarem nos dois álbuns anteriores da 1D, a canção pop rock traz uma batida mais animada, se comparado aos singles do antecessor Four, e um toque de amadurecimento ao som do grupo. Aqui, cada integrante também teve o seu momento de brilhar.
Se após a saída de Zayn os fãs se questionaram sobre o futuro do grupo, especialmente com o espaço deixado pelo timbre marcante de Malik, o novo single mostrou que, mesmo com um integrante a menos, o grupo era capaz de se reinventar e seguir com a mesma essência.
Meses depois, a banda anunciou o segundo single do álbum, Perfect, escrito com a participação de Louis e Harry, junto com Jacob Kasher, John Ryan e Maureen Anne McDonald.
Lançado no dia 13 de novembro de 2015, Made In The A.M. conta com 17 canções, com participação da composição dos membros em grande parte das faixas.
Abrindo o disco com força, Hey Angel apresenta perfeitamente a energia do álbum, com um refrão que lembra Millennium, de Robbie Williams, ou a famosa Bitter Sweet Symphony do The Verve. A canção também traz as vozes mais presentes de Louis e Niall, que também aparecem muito mais nas faixas seguintes do álbum.
Infinity diminui o ritmo após as três primeiras músicas e traz uma energia mais sentimental, com início tímido, mas que explode na ponte. What a Feeling é um dos destaques desse projeto por apresentar uma energia nova para o grupo. Com uma produção que remete aos anos 1980, a música traz uma influência de Fleetwood Mac, como mencionado por Louis, que participou da composição.
End of the Day, Never Enough, Olivia, Temporary Fix e Wolves trazem ritmos e melodias animados, mostrando que o tom divertido da boyband não ficou no passado.
O disco também conta com canções mais lentas, como a balada If I Could Fly – que destaca muito bem as vozes dos integrantes, separadas e juntas –, Long Way Down, uma letra que recorda o passado e fala sobre a dificuldade em perdoar alguém, interpretada por fãs como uma mensagem à Zayn, Love You Goodbye e I Want to Write You a Song. Essas músicas diminuem um pouco o ritmo e dão espaço para a carga mais emotiva do disco.
Walking in the Wind, A.M. e History mostram bem o porquê do disco ser uma carta de despedida.
We had some good times, didn’t we?
Nós tivemos uns bons momentos, não tivemos?
We had some good tricks up our sleeve
Nós tivemos alguns bons truques na manga
Goodbyes are bitter-sweet
Despedidas são agridoce
But it’s not the end, I’ll see your face again
Mas não é o fim, verei seu rosto novamente
History foi o último single do álbum, com um clipe cheio de registros significativos, incluindo a trajetória no The X Factor, reality responsável pela formação do grupo, as passagens por diferentes países e os momentos de troca entre os membros, com cenas que mostram também Zayn. O vídeo, e o álbum em si, formam uma carta de amor aos fãs e um até logo por parte da banda.
Em 2016, os integrantes iniciaram oficialmente o hiatus e logo engataram nas respectivas carreiras solo, com cores diferentes da tão conhecida One Direction e com uma liberdade artística maior.
Harry Styles lançou em 2017 o primeiro álbum de estúdio solo, com influências do rock britânico. Hoje, tem uma das carreiras mais consolidadas entre os integrantes da banda e carrega três Grammys Awards, incluindo na categoria de Álbum do Ano, com Harry’s House (2022), seu terceiro disco.
Com sonoridade para o lado folk, Niall Horan escolheu a calma This Town para dar o pontapé inicial na carreira solo. Desde então, o cantor lançou os álbuns Flicker (2017), Heartbreak Weather (2020) e The Show (2023).
Em meio a questões e perdas pessoais, Louis Tomlinson lançou Just Hold On dias após a morte de sua mãe por leucemia. A canção é uma colaboração com Steve Aoki e carrega uma mensagem de força em meio a dificuldades e turbulências. Tomlinson tem dois álbuns de estúdio, Walls (2020) e Faith In The Future (2023), e recentemente anunciou o terceiro disco How Did I Get Here, previsto para janeiro de 2026.
Liam Payne também embarcou em uma carreira solo e debutou com Strip That Down em 2017. Em 2019, lançou o primeiro álbum, intitulado LP1. O cantor faleceu aos 31 anos, em outubro de 2024 na Argentina, após cair da varanda de seu quarto de hotel.
Em entrevista à Rolling Stone UK neste ano, Louis chegou a falar que, antes do falecimento de Liam, pensava sobre a possibilidade de uma reunião da banda, mas, afirmou que, “agora, ficaria realmente surpreso se isso acontecesse”.
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Texto revisado por Alexia Friedmann









