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Foto: reprodução/BigHit Entertainment

Cinco anos após Life Goes On: como o BTS e o K-pop mudaram

Do impacto histórico de Life Goes On ao retorno pós-alistamento, o cenário do K-pop mudou  e revela um gênero mais amplo

Em 2020, o BTS alcançou um de seus momentos mais simbólicos com Life Goes On. A música, lançada no auge da pandemia, se tornou a primeira canção inteiramente em coreano a estrear na liderança da Billboard Hot 100.

O feito marcou um ponto de virada para o pop global e consolidou o grupo como uma das forças culturais mais influentes da década. Cinco anos depois, esse marco serve como ponto de partida para entender o que mudou no BTS, na Coreia do Sul e no K-pop desde então.

Entre 2020 e 2022, o BTS viveu um período de grande presença global. Lançamentos individuais e coletivos circulavam com força nas plataformas digitais.O grupo aparecia em premiações ocidentais e as apresentações eram acompanhadas por públicos massivos ao redor do mundo.

A partir de 2022, um novo capítulo se formou com a preparação para o serviço militar obrigatório, que fragmentou agendas e marcou o início do hiato mais longo do grupo desde a estreia.

As trajetórias individuais até o alistamento

Cada integrante seguiu um caminho próprio antes de entrar para o serviço militar. RM lançou projeto solo com forte apelo autoral e conexões com as artes visuais.

Jin apresentou um single antes de se tornar o primeiro membro a se alistar, no fim de 2022. Suga, também como Agust D, lançou álbum solo e realizou uma turnê mundial.

J-Hope investiu em um trabalho centrado no hip-hop e se apresentou em eventos importantes. Jimin lançou um projeto individual que recebeu atenção internacional.

V explorou referências mais intimistas e sonoridade suave em seu álbum solo. Jungkook lançou singles colaborativos com artistas globais e fez sua estreia solo com grande repercussão digital.

Todos esses lançamentos mostraram a diversidade artística do grupo antes da pausa obrigatória. Com os alistamentos concluídos em 2025, o BTS tem retorno previsto para 2026.

Foto: reprodução/BigHit Entertainment

O espaço aberto e quem ocupou o cenário

A ausência do BTS reorganizou o mercado. Sem seu principal expoente ativo, a quarta e quinta gerações do K-pop ganharam mais visibilidade global.

Grupos como Stray Kids, Seventeen, TXT, NewJeans, Aespa e LE SSERAFIM passaram a ocupar posições de destaque em premiações, festivais e listas de mais ouvidos em diversas plataformas.

Stray Kids se fortaleceu no mercado internacional com álbuns que estrearam de forma consistente entre os mais vendidos. Seventeen manteve alto volume de vendas físicas e turnês estáveis.

TXT ampliou sua base global com temas centrados na juventude. NewJeans se destacou pela estética minimalista e pelo forte impacto digital.

Aespa manteve seu conceito futurista e forte presença visual. LE SSERAFIM ganhou evidência com uma sonoridade mais alternativa e performances marcantes.

Esses grupos representam uma multiplicidade estética e musical que se tornou mais evidente durante o hiato do BTS. A pluralidade aumentou, e o K-pop passou a se estruturar menos em torno de um único nome e mais em torno de um ecossistema variado.

Foto: reprodução/ JYP Entertainment

A transformação do ecossistema

De 2020 a 2025, a indústria coreana também enfrentou debates importantes. Questões ligadas à saúde mental de artistas, jornadas de trabalho e pressão por desempenho passaram a ganhar mais atenção pública.

Discussões sobre masculinidade e estética foram ampliadas, influenciadas pelo impacto global de grupos que desafiam padrões tradicionais, incluindo o próprio BTS.

Na esfera social, a Coreia do Sul reforçou o papel do K-pop como parte significativa de seu soft power, especialmente em turismo e exportação de cultura.

A ausência do BTS tornou visível o quanto o K-pop já era um movimento maior que um único grupo. Ao mesmo tempo, evidenciou como o septeto ajudou a estabelecer padrões de alcance, narrativa e presença global.

O futuro com o retorno do BTS

Com todos os membros oficialmente liberados do serviço militar, o BTS se prepara para um retorno que carrega significado especial.

Não se trata apenas de uma volta musical, mas de uma reentrada em um mercado que se expandiu e se diversificou nos últimos anos. O grupo retorna para um cenário mais competitivo, mais plural e mais globalizado.

O K-pop sobreviveu à pausa. Cresceu, mudou e abriu espaço para novas vozes.

Agora, a questão é entender de que forma o BTS se recoloca dentro dessa nova fase, e como seu retorno será absorvido culturalmente por uma indústria que viveu transformações profundas desde 2020.

A vida seguiu, como cantavam cinco anos atrás. O que resta saber é como será o K-pop quando eles pisarem novamente no palco.

 

E você, como acha que o cenário do K-pop mudou nesses cinco anos? Conta pra gente o que achou! Siga o Entretetizei nas redes sociais – Facebook, Instagram e X – e não perca as novidades do mundo do entretenimento.

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Texto revisado por Kaylanne Faustino

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