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Foto: divulgação/Ariana Grande

Crítica | Com Petal, Ariana Grande nos lembra que, assim como ela, flores também murcham

Oitavo álbum de estúdio da cantora aposta em um tom intimista, mas repete fórmulas já conhecidas e não convence

A cantora Ariana Grande lançou seu oitavo álbum de estúdio, Petal, na última sexta-feira (31), e arrancou reações diversas de fãs e admiradores. Com o lead single Hate That I Made You Love Me, a vocalista traz a premissa de um projeto mais intimista, com um tom agudo e composições pessoais, porém a entrega não é nada diferente do que já vínhamos recebendo anteriormente.

Dona de uma marca pessoal muito bem posicionada no mercado, Ariana vai contra a própria imagem que construiu para si já na capa do álbum: no lugar do clássico rabo de cavalo alto e cheio, a cantora aparece de cabelos soltos e esvoaçantes, sugerindo aos fãs uma nova faceta.

Vista como a princesa do pop, Ariana tem uma vasta discografia carismática e contagiante. Não à toa, seus hits se tornaram atemporais. Mas Petal vai na contramão do caminho que a cantora construiu: é esquecível e entediante. As composições, escritas quase inteiramente com um único colaborador, o produtor sueco Ilya Salmanzadeh, não trazem nenhuma novidade sobre a vida pessoal conturbada de Grande. É na construção das faixas que fica evidente o quão esse projeto joga no seguro o tempo todo.

Foto: divulgação/Ariana Grande

A temática do álbum é a mesma iniciada em Eternal Sunshine, lançado em 2024: relações tóxicas protagonizadas por Ariana em vocais angelicais e suaves, quase um paradoxo. O que começa com uma premissa interessante e complexa morre antes mesmo de tomar forma.

Todo o trabalho parece uma junção de descartes acumulados pela cantora ao longo da carreira. Mesmo com uma vida recheada de polêmicas, o álbum ainda permite que os fãs consigam se sentir próximos de Ariana, já que as letras não dizem nada que eles já não saibam. É como se a vocalista imponente que ela já foi um dia tivesse sido substituída por uma versão pacificadora e tranquila, mesmo ao tratar de temas delicados.

O ponto alto é exatamente aquilo que nos faz querer ouvir o álbum: o lead single. Ele é catchy, mesmo sem batidas fortes ou extensões vocais marcantes. Ao longo do trabalho há momentos em que a cantora parece acordar, como em Like I Do, mas uma ou outra despertada não são suficientes para tirá-la de um sono intenso.

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Texto revisado por Crystal Ribeiro

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