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Foto: divulgação/Disney

Do livro à tela, Springsteen: Salve-me do Desconhecido

Inspirado em um best-seller e movido por uma paixão genuína, o novo longa estrelado por Jeremy Allen White traz uma cinebiografia intensa e profundamente humana

 

Em Springsteen: Salve-me do Desconhecido, o público é convidado a mergulhar na mente criativa de um dos músicos mais amados e respeitados das últimas cinco décadas. Estrelado por Jeremy Allen White, o filme se concentra em um período decisivo na vida de Bruce Springsteen: o momento em que o lendário artista de Nova Jersey concebeu e gravou Nebraska, um dos álbuns mais enigmáticos, despojados e essenciais de sua carreira.

Sob a direção de Scott Cooper, o longa se propõe a revisitar essa fase de introspecção e ruptura na trajetória de Springsteen. “No fundo, essa é a história de uma alma desamparada que encontra redenção através da música. Bruce vinha do enorme sucesso de The River e, de fora, tudo parecia perfeito. Mas, por dentro, ele estava silenciosamente desmoronando, vivendo uma espécie de vertigem emocional, a sensação de que a vida que havia construído já não cabia no peso que carregava”, explica o diretor.

Foto: divulgação/Disney

A narrativa constrói um retrato honesto, cru e profundamente emocional de uma jornada espiritual e artística. O filme representa o ponto culminante de um processo que nasceu das páginas de um best-seller e ganhou corpo e alma através da colaboração de uma equipe inspirada.

Springsteen: Salve-me do Desconhecido foi inspirado no livro Livra-me do Nada (em inglês, Deliver Me From Nowhere), do escritor Warren Zanes, publicado em 2023 e rapidamente alçado à lista dos best-sellers. A obra chamou a atenção dos produtores Eric Robinson e Ellen Goldsmith-Vein, que enxergaram na jornada emocional de Bruce Springsteen, marcada pela depressão, pelo peso da fama e pelos conflitos com o pai, uma poderosa história a ser contada no cinema.

Ambientado entre 1981 e 1982, o filme retrata o período em que Springsteen, exausto após a turnê de The River, se isolou em Colts Neck, Nova Jersey, para enfrentar seus fantasmas e reinventar sua arte. Nesse retiro criativo, surgiram as canções sombrias e poéticas de Nebraska, inspiradas por referências como Flannery O’Connor, Terrence Malick e o duo punk Suicide. Fiel ao espírito do livro, o longa transforma esse mergulho solitário em uma cinebiografia íntima, que busca revelar o homem por trás do mito.

Foto: divulgação/Disney

Os produtores escolheram Scott Cooper para dirigir o filme por sua capacidade de explorar emoções humanas com autenticidade. Fã de Bruce Springsteen e do álbum Nebraska, Cooper assumiu o projeto como algo pessoal, dedicando-o à memória do pai, falecido um dia antes das filmagens.

Para que Springsteen: Salve-me do Desconhecido saísse do papel, era indispensável o aval do próprio Bruce Springsteen, conhecido por recusar diversas propostas de adaptação sobre sua vida. O sim tão aguardado veio graças a Scott Cooper, cineasta que o músico admirava e com quem estabeleceu uma conexão imediata em seu primeiro encontro, em Nova Jersey.

Springsteen explica: “Eu já conhecia o trabalho de Scott, Coração Louco mostrou que ele sabia integrar música e narrativa, e Tudo por Justiça revelou sua sensibilidade para retratar a vida da classe trabalhadora. Seus filmes têm uma crueza que me atrai, lembrando o cinema dos anos 70. Além disso, ele não queria fazer uma cinebiografia tradicional, mas um drama de personagens com a música como força vital. Pareceu-me a pessoa certa para contar essa história.

Essa sintonia entre o músico e o diretor permeou toda a produção. Springsteen e seu empresário, Jon Landau, participaram ativamente do processo criativo, contribuindo com o roteiro, o design de produção, a escolha do elenco e os ensaios com Jeremy Allen White

 

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Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

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