O ator e cantor fala sobre seu novo personagem, o Fabiano, e relembra papéis antigos em uma conversa exclusiva com o Entretetizei
Com uma voz aveludada e um sorriso galanteador, Cláudio Lins sempre soube mostrar a que veio. Com mais de 30 anos de carreira e um vasto currículo teatral, o ator e cantor topou participar de mais uma empreitada: ser um dos protagonistas do musical Chatô e os Diários Associados — 100 Anos de uma Paixão.
Em uma conversa exclusiva com o Entretetizei, Cláudio Lins conta como o personagem chegou em suas mãos, o seu amor infinito pela música e a vontade de voltar a fazer televisão. Confira:
Entretetizei: Você é um ator muito versátil. O que o Fabiano tem de diferente dos outros papéis que você já fez?
Cláudio Lins: Por acaso, o Fabiano tem algumas semelhanças com Bruno, personagem da minha primeira novela, História de Amor, que está reprisando agora. Os dois são românticos e um pouco ingênuos. Mas com o Fabiano, posso me arriscar um pouco mais na comédia, coisa que raramente tenho chance de fazer.
E: O que te chamou mais atenção em Chatô e os Diários Associados e que o fez aceitar o papel?
C: Pra começar, o desejo de trabalhar com o diretor Tadeu Aguiar e o dramaturgo Eduardo Bakr. Além de amigos de longa data, sou admirador dos seus trabalhos. E contar uma história brasileira, em um musical recheado de canções incríveis do nosso cancioneiro, é das coisas que mais me dá prazer. Me orgulho de ser um ator do teatro musical brasileiro.

E: Além de atuar, também canta lindamente. Com ambos os pais cantores, não é difícil de se imaginar que houve incentivo em casa. Mas quando foi que você realmente aceitou abraçar o seu lado cantor?
C: Canto desde que me lembro por gente. Ainda criança, já participava de coros infantis, e estreei nos palcos aos 11 anos, em um musical. Além disso, estudei canto, piano, harmonia e improvisação. Mesmo seguindo com a carreira de ator, nunca deixei de lado a carreira de cantor e compositor. Tanto que ano passado lancei um single, Diz a Verdade.
E: Nos últimos tempos, você tem se dedicado muito mais ao teatro, pensa em voltar à TV?
C: Penso sempre! Mas voltar à TV depende muito mais de um convite do que da minha vontade. De qualquer maneira, venho do teatro, e dele nunca vou me afastar.
E: Tem algo que ainda não tenha feito artisticamente, mas que sonha em fazer?
C: Ainda tenho muitos projetos na gaveta… e queria fazer mais cinema.
E: Qual conselho você daria para quem sonha em seguir uma carreira como a sua?
C: Primeiro, saber que não é uma vida fácil e glamourosa como parece. Tem que entender que ser artista não é ser famoso, é ser um meio para arte acontecer. Mas que, entendido isso, pode-se também buscar a fama, pois ela te ajuda a viver do ofício. E que se ela não vier, saber que ser artista pode acontecer de várias outras formas.
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Texto revisado por Larissa Suellen









