A autora e roteirista Flávia Lins e Silva, criadora da série Diário de Pilar, comemora a estreia do primeiro live-action de sua personagem nos cinemas e reforça o que sempre esteve no centro da obra: o despertar da curiosidade, a empatia e o amor pelo mundo das crianças
A história infantil O Diário de Pilar, que há anos conquista pequenos leitores pelo Brasil, chegou às telonas nesta quinta-feira (15). Adaptando o segundo livro a ser publicado, o filme acompanha Pilar e seus amigos em uma aventura pela Amazônia, na tentativa de salvar a floresta do desmatamento.
Em entrevista ao Entretetizei, a criadora Flávia e o diretor Rodrigo comentaram os bastidores da produção, a responsabilidade de adaptar uma personagem tão querida e a importância de oferecer às crianças brasileiras histórias nas quais elas possam se reconhecer.
Uma personagem que nasceu para apresentar o mundo
Desde o início, Pilar foi pensada como uma ponte entre as crianças e as diferentes culturas do planeta.
“Quando eu criei a Pilar, imaginei isso mesmo: trazer o mundo para as crianças, o diferente, as outras culturas e outras comidas”.

E essa jornada está longe de acabar. Flávia revelou que ainda sonha em levar a personagem para novos destinos, como Portugal e Nova Zelândia, e deixou um recado animador para os fãs: “Acho que não vou parar. Até velhinha, vou estar escrevendo sobre a Pilar”.
O cuidado por trás das câmeras
No cinema, a essência da história também passa pelo elenco infantil. Rodrigo contou que o processo de escolha das crianças foi cuidadoso e emocional. A atriz que interpreta Pilar chegou na reta final dos testes e conquistou todo mundo: “Ela furou a fila. Quando fez o teste, não tinha como não ser ela. Ela é a Pilar”.
Para fortalecer os laços entre os protagonistas, a produção promoveu encontros virtuais e presenciais, além de uma imersão nos cenários do filme. O resultado foi uma conexão real que transparece na tela. “No final, eles se tornaram amigos de verdade. É uma mistura de ficção com a realidade”, ele afirmou.

Levar a criança a sério é o ponto de partida
Com quase três décadas dedicadas à literatura e ao audiovisual infantil, Flávia reforça que escrever para crianças exige sensibilidade e respeito: “A criança é curiosa, inteligente e interessada. Tem mil perguntas para o mundo”.
A adaptação para o cinema, segundo ela, foi desafiadora e afetiva ao mesmo tempo. “Sempre que eu escrevo, me sinto viajando junto com a Pilar. E ouvir que as crianças querem ler mais, viajar mais e descobrir mais… isso não tem preço”, Flávia afirmou.
Uma aventura brasileira para crianças brasileiras
Rodrigo explicou que o filme foi pensado como uma grande aventura com identidade nacional: “Cresci assistindo a aventuras estrangeiras. A gente precisava contar uma história nossa, com crianças falando português, vivendo aventuras no nosso quintal”.
O cuidado com a mensagem ambiental também foi essencial. A proposta era emocionar sem soar didático demais, permitindo que a reflexão surgisse naturalmente dentro da narrativa.
Amazônia, pertencimento e encantamento
Além da aventura, o filme também carrega um convite poderoso: olhar com mais carinho para a natureza e para o Brasil. “Espero que todo mundo saia do cinema com vontade de conhecer a Amazônia, cuidar da floresta e estar mais perto da natureza”, afirmou Flávia.

Rodrigo destacou ainda a força da experiência coletiva no cinema ao relembrar sessões em que as crianças interagiam com o filme como se estivessem vivendo a aventura junto com os personagens.
Quando a história ultrapassa a tela
Mais do que entretenimento, Pilar chega aos cinemas como uma celebração da imaginação, da identidade brasileira e do poder das histórias que acompanham a infância por toda a vida.
O filme já está disponível nos cinemas brasileiros, e o convite está feito: embarcar nessa jornada, se emocionar e, como diria a própria personagem, “bora embora para os cinemas”.
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Texto revisado por Sabrina Borges de Moura










