Entrevista | Lucas Pretti lança o aguardado EP Roda

Lançado pela Ditto Music e produzido pela Head Media, Roda, primeiro EP de Lucas Pretti, traz cinco faixas, incluindo Não Quero Mais e Gosto de Você, singles lançados nos últimos dois meses

Lucas Pretti lançou hoje (27) o seu EP de estreia, Roda, com cinco músicas compostas por ele. Além de Não Quero Mais e Gosto de Você, o EP traz as inéditas A Gente Ainda Vai, Roda e Você Me Deixa e segue a linha temporal do início ao fim de um relacionamento amoroso. Diante dessa grande etapa em sua carreira, o cantor concedeu entrevista ao Entretetizei, que você pode conferir na íntegra no final dessa matéria. 

Divulgação: Leo Bicalho

De acordo com Lucas, em nota da assessoria, “O EP Roda é totalmente sobre relacionamentos. A Gente Ainda Vai é sobre um relacionamento que ainda vai acontecer; Gosto de Você fala sobre quando o casal já se conhece e se gosta, mas não se assumiram ainda; Você Me deixa é sobre um relacionamento aberto e as complicações disso; Roda fala sobre uma relação vai e volta; e o EP finaliza com Não Quero Mais que é uma superação amorosa. O EP pode ser interpretado como vários relacionamentos diferentes ou até mesmo como uma linha contínua, as várias fases de uma mesma relação.”

(Imagem: Reprodução)

Já em relação ao processo de composição das músicas, Lucas disse: “Algumas faixas eu escrevi em outubro do ano passado, há um ano, e a mais recente foi escrita em agosto deste ano. Foi um EP construído ao longo de um período de incertezas, coronavírus… Quando comecei a escrever, não sabia qual formato ele tomaria, qual tema eu queria abordar neste trabalho. Acho que a quarentena, período em que escrevi a maior parte das músicas, me inspirou a escrever sobre um assunto que não muda e é eterno, que é relacionamentos amorosos. Independente de pandemia ou não, todos têm muitos relacionamentos durante a vida e vão passar por isso. É algo com o qual as pessoas vão se identificar facilmente. Eu não queria fazer várias músicas de amor, até porque eu já tenho no meu repertório várias músicas com este tema. Para mim, o amor puro apaixonado não abrange todos os tipos de amor e relacionamento que as pessoas têm, não é uma realidade e sim uma fantasia. Por isso, eu quis incluir um pouquinho de algumas facetas e possibilidades do amor dentro de um relacionamento neste trabalho e estou muito feliz com o resultado”, concluiu.

O trabalho não apenas está sendo distribuído pela Ditto Music, como também foi produzido e mixado pela Head Media, um dos principais estúdios de produção musical do Brasil, responsável por trabalhos dos cantores Vitão, Day, Carol Biazin, entre outros.

Show com Vitão

Em agosto, Lucas Pretti abriu um dos mais recentes shows drive-in do cantor Vitão, conhecido pelas músicas Café e Flores, colaboração com Luísa Sonza. Esta foi a primeira vez de Lucas na cidade de Maceió, onde foi muito bem acolhido pelo público e fãs. Muito legal, né?

Confira abaixo o anúncio que Lucas fez do show, no qual ele canta um trechinho da música Embrasa, do Vitão.

A faixa Roda também está sendo lançada hoje

Além do EP, a faixa homônima também está sendo lançada como single e vem acompanhada de um videoclipe dirigido por Leo Ferraz, da Head Video, braço audiovisual da Head Media.

 

Conhecendo melhor Lucas Pretti

Lucas Pretti é um cantor de 18 anos que iniciou sua carreira em maio do ano passado, quando lançou seu primeiro single, Fica Comigo, após ser descoberto por um produtor musical por acaso. Isso aconteceu porque Lucas havia escrito sua primeira música em um passeio de barco com os amigos, sem nenhuma pretensão. No entanto, eles perceberam seu potencial, bem como o produtor, e estavam certos: o clipe de seu primeiro single atingiu mais de 322 mil visualizações orgânicas no YouTube

Divulgação: Leo Bicalho

Logo após o sucesso do primeiro single, foram lançados outros três: Pode Ser, Me Faz de Bobo e Drowning, que também foram compostos pelo artista e evidenciam o seu gosto musical eclético, que vai do pop ao EDM, passando por reggaeton e bossa nova, e seu estilo de compor – mesclando pop e surf music.

Com isso, Lucas vem crescendo exponencialmente nas plataformas digitais: com mais de 188 mil ouvintes mensais no Spotify e mais de 1,7 milhão de views em seu canal oficial do YouTube, as músicas do cantor aparecem em diversas playlists. Podemos destacar as faixas Um Dia Inteiro, single lançado em dezembro de 2019 em parceria com o DJ DUX, que já alcançou mais de 2,2 milhões de streams no Spotify; e Sem Querer, lançada este ano, que já foi ouvida mais de 253 mil vezes na plataforma.

Para ouvir o mais novo EP e outros trabalhos de Lucas Pretti, acesse sua conta no Spotify clicando aqui.

Entrevista com o Entretetizei

Diante do lançamento de seu primeiro EP, Lucas Pretti concedeu uma entrevista ao Entretetizei, na qual pudemos conhecer melhor suas inspirações e opiniões que deram origem a esse trabalho. Veja o que ele nos contou:

Quais foram as suas maiores inspirações estéticas e musicais para esse EP?

Desde o começo eu sabia que eu queria que esse EP fosse bem diferente das outras músicas que eu tinha lançado; quase todas – ou todas – tinham um violão, então eu falei: “Nesse EP eu não quero violão de jeito nenhum, tipo: onde tiver que ter violão vai ter guitarra, onde tiver que ter… Sei lá, tudo que fosse mais orgânico eu meio que troquei por sintetizador e, enfim, eu peguei muita referência do The Weeknd, da Dua Lipa, do Justin Bieber… Coisas mais do exterior. Eu saí catando um monte de música e álbum nas minhas playlists do Spotify, juntando, vendo o que dava certo, qual som de guitarra com qual vibe, enfim, foi super divertido. Esteticamente, eu comecei querendo muito uma vibe anos 80 e aí depois eu fui meio que mudando isso, mas eu acho que é muito focado nessa pegada… Não é vintage, mas é… Ai, não consigo pensar, corta! (Risos)

Como é o seu processo criativo para a composição de uma música?

Meu processo criativo para uma música depende muito de música pra música. Em geral, eu tenho vários pedaços de música, frases, coisas que eu já escrevi e melodias, tudo gravado no meu celular, e aí é quando eu falo assim “Putz, estou precisando escrever uma música!” que eu sento e vou juntando, como se fosse um quebra-cabeça. O que estiver faltando eu componho ou pego, tipo, uma frase e escrevo o resto da música inteira em cima dela, mas pra algumas músicas nesse EP foi assim, outras foram, tipo, eu via alguma coisa, uma série ou um filme, me inspirei na hora porque eu tava em quarentena e sentei e escrevi a música rapidão, então varia muito.

Ainda falando sobre o amor apaixonado, você disse que ele “não é uma realidade, e sim uma fantasia”. Quando você está compondo uma música, você procura ser realista ou fantasiar sobre o amor? 

Eu acho que o amor tipo “Ai, meu Deus, o amor apaixonado” ele pode até existir, mas ele não é a única coisa e mesmo dentro de um relacionamento existem várias fases e vários sentimentos, então eu acho que, quando eu estou compondo, óbvio que é divertido se perder nessa ilusão, porque, afinal, é arte, então não tem que ter essa realidade. Pode ser uma forma de escape para muitas pessoas ou de… ah, de só curtir, deixar a imaginação fluir, mas eu geralmente gosto de capturar um pouco da realidade. Eu acho que isso que é bom em música, é quando a gente consegue se relacionar, então, acho que se eu escrever música só sobre o amor perfeito, isso exclui a maioria dos relacionamentos (risos), então é sempre bom poder falar sobre coisas que as pessoas estão vivendo.

Na sua opinião, existe como não fantasiar na hora de compor?

Acho que não. Acho que por mais que você tente se manter super realista e prático, acho que só o fato de estar compondo já é uma fantasia, porque você tá tentando botar coisas abstratas e cotidianas em sentimentos e palavras que ficam bonitas e que rimam, então, assim, só de rimar e só de estar numa melodia, já vira uma fantasia. Então, acho que não.

Dizem que compositores precisam sair e viver a vida pra buscar inspirações para suas músicas. Como tem sido compor nesse período de pandemia?

Bom, no começo, eu concordava muito com isso. Inclusive, no começo da pandemia eu meio que surtei, porque eu passei uns 3 meses sem conseguir escrever nada, eu sentava na frente do meu violão e não conseguia pensar em inspiração nenhuma, mas, depois eu vi que não, eu dei um jeito. Eu acho que a gente acha inspiração em outras coisas. Além da vida de viver no momento, né, tem o passado, tem esperança pro futuro, tem situações que a gente ouve de outras pessoas, tem filme, tem livro, tem série. Eu acho que tem muita coisa que dá pra inspirar sem ser sua própria vida naquele momento, então eu não sei se eu concordo mais com isso.

Se você fosse descrever o seu EP e o seu trabalho no geral para quem não te conhece, o que você diria?

Eu acho que eu descreveria como “a mente de um garoto de 18 anos com influências diversas de todo tipo e todo âmbito da música nacional e internacional, todas comprimidas, pra tentar externalizar os sentimentos diversos de uma pessoa e conectar com várias outras”. Então é meio que, não sei, eu tento fazer música que deixe as pessoas felizes e que elas possam se relacionar, que sejam histórias que elas falem “Putz, sou eu e fulano” ou “Nossa, já vivi isso” ou “Ai, minha amiga tá vivendo isso agora”, tipo, eu quero que elas achem aquela música parecida com a vida delas.

Ouça o EP Roda em todas as plataformas digitais clicando aqui.

 

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