Entre hits, colaborações e novos talentos, a música latina definiu o ritmo do ano
A não ser que você tenha passado o ano inteiro consumindo apenas artistas norte-americanos, é impossível não ter percebido que 2025 foi definitivamente o ano da música latina, seja ela brasileira, porto-riquenha, colombiana e mexicana.
Do urbano ao pop alternativo, o ano foi dominado por vozes latinas: de fenômenos internacionais a nomes brasileiros que conquistaram espaço, impacto e colocaram a cultura latina no centro das conversas.
Mas será que você realmente acompanhou o destaque desses artistas? Talvez a música de alguns tenha até tocado na sua playlist o ano inteiro sem você perceber quem estava por trás. A seguir, reunimos alguns dos nomes que definiram o ano e que chegaram tão longe que conquistaram espaço até no GRAMMY Latino 2025.
Carol Biazin

No pop BR, 2025 também teve nome e sobrenome: Carol Biazin. Dona dos hits TE AMO SEM CULPA e Amor Traumatizado, a artista entregou com No Escuro, Quem É Você? um dos álbuns mais emocionantes do ano. O projeto, dividido em duas partes, explora uma jornada de autoconhecimento, primeiro na incerteza, depois na tentativa de entender quem se é depois da dor.
O disco é marcado por uma narrativa sincera, crua e profundamente geracional. Biazin mergulha em temas como insegurança, identidade, reencontro e liberdade emocional. Te Amo Sem Culpa, que se tornou um manifesto para muitos fãs, especialmente LGBTQIAPN+, simboliza esse momento da carreira: uma música sobre amar sem pedir desculpas, sem medo e sem a culpa que a sociedade insiste em impor.
Com estética forte, vocais cada vez mais marcantes e composições que conversam diretamente com quem vive intensamente, Carol Biazin se consolidou como uma das artistas mais potentes dessa fase do pop brasileiro e do movimento latino como um todo.
Bad Bunny

Vencedor do GRAMMY Latino 2025 nas categorias Álbum do Ano e Melhor Álbum de Música Urbana, DeBÍ TiRAR MáS FOToS marca um momento especial na carreira de Bad Bunny: é um projeto que celebra Porto Rico em cada detalhe. Predominantemente em espanhol, o disco abraça sonoridades que fazem parte da identidade porto-riquenha passando por salsa, jíbaro, reggaeton, plena e nuances da música urbana que o artista ajudou a popularizar no mundo.
A divulgação do álbum também chamou atenção. Em um vídeo publicado no Instagram, Benito apresentou a reflexão de um senhor que lamenta não ter registrado bons momentos da vida: deveria ter tirado mais fotos, vivido mais e amado mais. A mensagem resume o espírito do álbum: um convite para valorizar memórias, afetos e raízes enquanto ainda há tempo.
Entre os destaques, está BAILE INoLVIDABLE, faixa que se tornou um dos grandes sucessos do ano.
Karol G

Quando falamos de potência latina, é impossível não citar quem deixou o ano ainda mais tropical: Karol G. A colombiana lançou Tropicoqueta, um álbum que funciona como uma verdadeira carta de amor aos ritmos latinos.
Ela descreve o projeto como uma viagem sonora que queria compartilhar há muito tempo, já que sempre demonstrou sua paixão por gêneros como salsa, merengue, bachata e reggaeton.
O título que pode soar curioso à primeira vista nasceu da junção de tropical com coqueta. Para Karol, coqueta representa uma mulher charmosa, segura de si e cheia de presença. A mistura dos dois conceitos resultou no nome perfeito para traduzir o universo vibrante, colorido e caloroso que ela quis explorar neste trabalho.
Entre os destaques, Si Antes Te Hubiera Conocido levou o GRAMMY Latino de Canção do Ano. A faixa explora a saudade e a especulação sobre um amor que nunca aconteceu porque a pessoa em questão já está comprometida. Com seu estilo emotivo e direto, Karol G canta sobre possibilidades perdidas e o famoso e se?, entregando uma das músicas mais marcantes do ano.
Marina Sena

Eu sei que você ouviu Nuna Ilha em vários vídeos esse ano. Marina Sena, dona desse sucesso e do álbum Coisas Naturais, solidificou sua presença no pop alternativo nacional com uma estética autoral, sensual e cheia de identidade. Em 2025, a artista ampliou ainda mais seu alcance com músicas que misturam pop, MPB, ritmos tropicais e uma assinatura vocal inconfundível.
Marina se tornou um dos nomes mais comentados do ano pela capacidade de transformar vivências pessoais em narrativas que conversam com toda uma geração. Seus lançamentos entregam produções ousadas, letras que equilibram vulnerabilidade e atitude e uma estética visual que sempre viraliza seja pelo frescor pop, seja pela originalidade.
Transitando entre o mainstream e o alternativo, ela reforça o poder do pop brasileiro dentro da cena latina, levando sua personalidade única para playlists, festivais e novos públicos.
Paloma Morphy

Representando o México, Paloma Morphy, 25 anos, foi a vencedora de Melhor Artista Revelação no GRAMMY Latino 2025. A cantora nasceu na Cidade do México e sempre teve ligação com a música, mas chegou a desistir temporariamente do sonho e seguiu para o Direito. O destino mudou quando seus covers publicados nas redes começaram a repercutir e, em 2022, ela estreou oficialmente com La Idiota Soy Yo.
De lá para cá, Paloma conquistou o público com um indie-pop delicado e cheio de identidade, além de uma presença luminosa que rapidamente chamou atenção. Seu primeiro álbum, Au, consolidou essa fase.
Um dos momentos mais marcantes da artista é La mexicana, música em que transforma a frustração com a violência de gênero em um diálogo afetivo com seu país. Na canção, ela canta como se falasse com alguém que ama profundamente, questionando: Por que você não me ama como eu te amo? Um pedido por mudança e um lembrete da força da arte como denúncia e afeto.
Maria Becerra

Da Argentina para o mundo, Maria Becerra consolidou ainda mais sua posição como uma das maiores vozes da música latina atual. Em 2025, a artista viveu um ano de forte expansão, combinando hits solo, colaborações internacionais e uma presença constante nos charts. Com seu pop urbano energético e melodias que viralizam com facilidade, Maria mostrou que segue no comando da nova geração latina.
A cantora se destacou pela versatilidade: transita entre baladas emocionais, reggaeton, pop acelerado e sonoridades mais experimentais sem perder a identidade. Seus lançamentos deste ano reforçaram o que o público já sabe, Maria é uma hitmaker nata, capaz de transformar qualquer refrão em tendência. Além disso, sua presença em grandes festivais e premiações ajudou a consolidar seu alcance global.
Com autenticidade, carisma e uma estética visual marcante, ela mostra por que é considerada uma das artistas latinas que realmente definiram o ano. Recentemente ela lançou o álbum QUIMEIRA. Segundo ela, “a quimera simboliza algo inatingível, um sonho que não pode ser alcançado. É por isso que este álbum nasceu de algo que não pôde ser concretizado.”
João Gomes

Entre as vozes brasileiras que marcaram o ano, João Gomes reafirmou sua força como um dos maiores nomes do piseiro contemporâneo. Em 2025, o artista deu um passo importante ao lançar Dominguinho, álbum colaborativo ao lado de Jota.pê e Mestrinho, um projeto que celebra a musicalidade nordestina em sua forma mais autêntica.
A obra, que homenageia Dominguinhos e toda a tradição do forró, rendeu ao trio o prêmio de Melhor Álbum de Músicas de Raízes em Língua Portuguesa no GRAMMY Latino 2025, consolidando João como um representante essencial da música brasileira dentro do cenário latino.
Com sua combinação única de romantismo, ritmo acelerado e aquele charme regional que sempre conquista, João Gomes dominou playlists, rádios e trends ao longo de 2025. Suas músicas, que transitam entre piseiro, forró e sertanejo moderno, mantêm uma identidade profundamente nordestina mas com apelo que ultrapassa fronteiras.
Dominguinho também reforçou o quanto João consegue unir tradição e contemporaneidade, mostrando que a música de raiz continua viva, potente e pronta para dialogar com novas gerações.
No panorama geral, os artistas brasileiros tiveram um protagonismo notável em 2025, inclusive no GRAMMY Latino. Do pop ao alternativo, passando pelo piseiro, pelo forró, pelo agronejo, pela MPB tropical e até pelas fusões com ritmos urbanos latinos, o Brasil mostrou por que segue como uma das forças mais criativas da música latina.
Nomes como Liniker, um dos grandes destaques do pop alternativo; Ana Castela, que continuou dominando o agronejo; e a dupla Chitãozinho & Xororó, vencedores do Melhor Álbum de Música Sertaneja, reforçaram a diversidade e a potência da cena nacional. Em um ano de tantas vozes marcantes, o país reafirmou sua capacidade de inovar, emocionar e ocupar cada vez mais espaço na música latina contemporânea.
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Texto revisado por Simone Tesser










