Trazendo uma nova fase para a saga, o quarto filme marcou os fãs com cenas épicas e muitas emoções. Relembre momentos marcantes e curiosidades cheias de nostalgia
Lançado em 18 de novembro de 2005, um dos filmes mais aclamados da saga do nosso querido bruxo, Harry Potter e o Cálice de Fogo, completa 20 anos em 2025. Dirigido por Mike Newell, o quarto longa da franquia trouxe um tom mais sombrio, apresentando o Torneio Tribruxo, a ascensão de Lord Voldemort e um dos momentos mais emocionantes da série de filmes: a trágica morte de Cedrico Diggory.
Mike Newell, que já havia sido cotado para dirigir Harry Potter e a Pedra Filosofal (2001), primeiro longa da franquia, assumiu a direção da história apenas no quarto filme, justamente onde tudo fica mais complexo, comandando a adaptação do livro de J.K. Rowling que mais precisou de efeitos visuais e dublês até então.
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“O Lorde das Trevas voltou!”
Depois de uma grande mudança com a chegada de Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (2004), onde Harry (Daniel Radcliffe), Rony (Rupert Grint) e Hermione (Emma Watson) passam de crianças para adolescentes e começam a enxergar as dificuldades que terão que enfrentar dali em diante, o Cálice de Fogo concretiza essa ideia ao público.
Diferente dos filmes anteriores, esse já não começa na casa dos tios de Harry, e sim em um pesadelo, onde o bruxo percebe que Lord Voldemort (Ralph Fiennes) tem planos sombrios sendo executados por seus seguidores. É aqui que entramos em uma nova fase da vida não apenas de Harry mas de toda Hogwarts, seja com o Torneio Tribruxo, que mostra novas interações, cada vez mais maduras, entre os alunos, ou com os acontecimentos que se sucedem após o início do torneio.
O quarto filme ditou o tom que seguiria até o último longa da franquia. Agora ir para a escola já não era somente um sinal de diversão e um desejo de ver os amigos para Harry. Ele também passa a enfrentar a perda de pessoas, escolhas difíceis, embates e traições, tudo isso enquanto tenta ajudar aqueles com quem se importa.

“Harry Potter! O menino que sobreviveu… venha morrer!”
Até então os filmes da saga tinham classificação livre ou para maiores de 10 anos, mas o quarto filme foi o primeiro a ter uma classificação indicativa mais alta, de 12 anos, já mostrando que momentos obscuros e violentos chegariam a Hogwarts. Confira outras curiosidades da produção:
- A cena em que Harry mergulha no lago negro durante a segunda tarefa do Torneio Tribruxo foi gravada em um tanque com mais de seis metros de profundidade. Daniel Radcliffe passou cerca de seis meses treinando mergulho para filmar as cenas sem o uso de dublês (por própria insistência do ator).
- A banda As Esquisitonas (The Weird Sisters), que toca no baile, tem membros da banda de rock Pulp e Radiohead na vida real.
- A dança do Baile de Inverno se tornou um desafio para o elenco, os atores principais tiveram que ensaiar por semanas para as cenas de dança. Rupert Grint (Rony) admitiu em uma entrevista que ficou tão nervoso que evitava os ensaios sempre que possível. Já Emma Watson (Hermione) se dedicou tanto que impressionou os coreógrafos – surpreendendo um total de zero pessoas.

- Mais de 3.000 meninas fizeram testes para ser a Cho Chang, primeiro interesse romântico de Harry, que foi interpretada por Katie Leung. A atriz superou milhares de candidatas para o papel e revelou que sua mãe foi quem a inscreveu para a audição.
- Robert Pattinson ganhou fama mundial como Cedrico Diggory. Esse foi o primeiro personagem de maior destaque do ator, antes de conquistar o público como Edward Cullen em Crepúsculo (2008). Robert, inclusive, já declarou que foi o Cálice de Fogo que o fez perceber que queria seguir a carreira de ator.
- Após três filmes contando sua história e as maldades que já havia feito, o Cálice de Fogo foi o primeiro filme a ter uma aparição completa de Ralph Fiennes como Voldemort, que se tornou um marco no filme. Para criar o visual icônico do vilão, os produtores usaram tecnologia digital para remover o nariz do ator e torná-lo semelhante a uma serpente. Fiennes também trabalhou sua postura e forma de falar para dar um ar ainda mais assustador ao personagem.
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“Harry! Você colocou seu nome no Cálice de Fogo?”
O Torneio Tribruxo é um dos pontos principais do filme, toda a narrativa gira em torno dele, desde a adição de novos personagens como o próprio Cedrico citado anteriormente, que é um dos competidores ao lado de Harry, e também Vítor Krum (Stanislav Ianevski) e Fleur Delacour (Clémence Poésy), que chegam a Hogwarts com as escolas Beauxbatons e Durmstrang, trazendo novos momentos para a história.
E então fomos apresentados à Taça Tribruxo, a qual sabemos que tem um papel muito importante nos momentos finais do filme. Mas se analisarmos, a taça tem um papel relevante desde o momento em que é apresentada por Dumbledore (Michael Gambon), se tornando uma coadjuvante e/ou protagonista em diversos momentos, já que os gêmeos Weasley tentam cruzar a linha etária do cálice para conseguir participar do torneio, que rende um dos momentos cômicos do longa.
E para deixar a briga dos gêmeos em frente a taça mais realista, o diretor simulou uma briga com o ator Oliver Phelps (que interpretou Jorge Weasley), mas a encenação foi tão bem feita que Mike Newell acabou quebrando uma costela!
As reviravoltas causadas pelo Torneio Tribruxo são diversas: temos a briga de Rony e Harry, que acha que o amigo colocou o próprio nome no cálice e está mentindo para ele, ou as tarefas que devem ser realizadas pelos campeões, onde vemos Harry mostrar seu talento e coragem ao lutar com um dragão, salvar Rony do fundo do mar e encarar um labirinto enfeitiçado – nada muito fora do comum para quem havia derrotado um basilisco com 12 anos.
Baile de Inverno, Rabo-Córneo e o Lago Negro
A primeira tarefa do torneio colocou Harry contra um dragão gigante, onde ele precisava pegar o ovo dourado que era guardado pela criatura, que escapa e o persegue pelo castelo. O dragão foi inteiramente criado por CGI, e as cenas de voo de Harry foram filmadas com Daniel Radcliffe preso a cabos em frente a uma tela verde. No entanto, a cena do dragão destruindo partes do castelo não está no livro – ela foi adicionada para aumentar a tensão da cena (e deu muito certo).
O Baile de Inverno acontece no meio do torneio e traz um momento mais emocional para os adolescentes, que precisam convidar seus pares, dançar e se vestir a caráter (o Rony sabe bem disso). No evento vemos uma Hermione deslumbrante ao lado de Vitor Krum, Rony com ciúmes – dando a entender os primeiros sentimentos entre os dois – e Harry lidando com sua timidez.
O baile foi filmado em um set lindamente decorado, o vestido de Hermione foi especialmente desenhado para Emma Watson, e cada detalhe foi planejado para parecer um conto de fadas. A atriz revelou que estava tão nervosa para filmar sua entrada no baile que precisou repetir várias vezes a cena descendo a escada, afinal aquele foi o momento que Hermione entra em uma fase mais adulta da vida.

Já a segunda prova, onde os campeões deviam resgatar pessoas queridas das profundezas do Lago Negro, foi gravada em um enorme tanque de água. Daniel Radcliffe passou cerca de seis horas por dia debaixo d’água durante as filmagens, tendo que aprender a prender a respiração por longos períodos, tudo isso enquanto lutava contra os sereianos e salvava Rony e a irmã da Fleur, haja fôlego!
“Nada mais será como antes, não é?”
Após todos os acontecimentos finais do torneio, que levam Harry a ter seu primeiro embate com o Lorde das Trevas e ver seu amigo Cedrico morrer com o feitiço Avada Kedavra, ele volta para o castelo com o sentimento de que tudo está prestes a mudar, e que a vida de muitos bruxos corre perigo e nunca mais será a mesma.
A frase “nada mais será como antes” é dita por ele durante uma conversa com Rony e Hermione, e marca a transição da infância para um mundo mais sombrio e perigoso que todos terão que enfrentar com o retorno de Voldemort, mesmo que muitos não acreditem no relato de Harry sobre sua volta.
Esses acontecimentos marcam o começo da fase mais angustiante da saga, onde todos vivem um perigo iminente, preparando o terreno para Harry Potter e a Ordem da Fênix (2007) e o início da segunda guerra bruxa.
Harry Potter e o Cálice de Fogo é, assim como todos os filmes da franquia, um marco no cinema. Tornou-se uma das adaptações de maior sucesso da história e somente o quarto filme arrecadou aproximadamente US$ 290 milhões, sendo a terceira maior bilheteria do ano, atrás apenas de Star Wars: Episódio III – A Vingança dos Sith (2005) e As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa (2005). Mundialmente, o filme atingiu US$ 895 milhões, se tornando a maior bilheteria de 2005 e, na época, a oitava maior da história do cinema. No Brasil, o Cálice de Fogo levou mais de 1,1 milhão de espectadores aos cinemas em seu fim de semana de estreia.
Esses números mostram o impacto que o filme teve e ainda tem em uma geração que acompanhou a história do menino que sobreviveu de perto, seja apenas através dos filmes ou também dos livros. A história envolveu crianças e adolescentes, que se tornaram adultos que continuam celebrando a saga, prova disso é a reexibição dos filmes nos cinemas que também se tornou um sucesso.
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Duas décadas se passaram desde o lançamento do filme, e seu impacto continua tão forte quanto um feitiço bem lançado. Mais do que uma simples adaptação, Harry Potter e o Cálice de Fogo consolidou o universo bruxo como um fenômeno cultural, emocionando gerações de fãs e provando que a magia de Hogwarts é atemporal, e mesmo 20 anos depois ainda nos arrepiamos com o Torneio Tribruxo, nos empolgamos com o Baile de Inverno e sentimos o peso do duelo final.
Afinal, como Dumbledore nos ensinou: “Palavras são, na minha humilde opinião, nossa inesgotável fonte de magia.”
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Texto revisado por Alexia Friedmann