Catálogo celebra narrativas que colocam o corpo preto no centro e renovam o cenário literário
Pesquisas da Universidade de Brasília apontam que apenas 6% das obras publicadas no Brasil apresentam personagens negros, enquanto a maior parte dos escritores segue sendo branca. Nesse cenário, a Editora Euphoria reforça seu papel na mudança desse panorama ao publicar títulos que abordam amor, desejo e identidade sob perspectivas diversas.
Para ilustrar essa missão na prática, trouxemos alguns títulos do catálogo da editora que se propõem a expandir o olhar sobre o afeto, a identidade e o pertencimento por meio de protagonistas negros.
Em Skin: À Flor da Pele (2024), Kele Aomine conduz o leitor por dilemas afetivos e morais. A narrativa acompanha Alexandre e Eduardo, um casal homoafetivo que adota Gabriel, menino que muda completamente suas vidas. Anos depois, Gabriel se muda para a França para estudar balé e conhece Cauã, outro jovem brasileiro. A amizade intensa que nasce entre eles evolui, já na vida adulta, para um triângulo amoroso de desdobramentos devastadores, que questiona limites entre amor, desejo e identidade.

Já em Doce Como Sangue (2025), Dan Rodriguez mistura romance e fantasia ao narrar a relação entre Éric, um confeiteiro dedicado, e Benjamin, o novo colega de apartamento que esconde um segredo: é um vampiro. Entre a rotina da confeitaria e o encontro com o sobrenatural, o livro oferece uma leitura leve e provocativa sobre amor, autodescoberta e pertencimento.

O catálogo da Euphoria também inclui Sou Tudo o Que Você Não Precisa (2023), Desconhecido Sob Meus Olhos (2025), República 7 (2024), Meu Desfruto (2022) e Vante: Girassóis de Dante (2025), obras que exploram diferentes expressões de existência, afeto e sexualidade. Em comum, todas propõem recentrar o corpo preto e suas vivências, ampliando o olhar sobre a sociedade contemporânea.

Diante da baixa representatividade no mercado editorial, a Euphoria reafirma seu compromisso com diversidade e inclusão na literatura brasileira. Para a fundadora Nathália Brandão, o propósito da editora vai além de publicar livros: “Queremos que nossos leitores se reconheçam nas histórias que lançamos. A literatura tem o poder de reconstruir imaginários e devolver humanidade a quem, por tanto tempo, foi reduzido a estereótipos”, afirma.

Ao abrir espaço para novos autores e narrativas antes marginalizadas, a Editora Euphoria contribui para a democratização da cultura e para a formação de um novo público leitor, reforçando a importância de múltiplas vozes na construção de uma literatura brasileira mais plural e representativa.
Sobre a Editora Euphoria

A Editora Euphoria publica romances adultos LGBTQIA+, com foco exclusivo em narrativas de protagonismo queer. Muitas das obras surgem originalmente como fanfictions e ganham edição profissional pela casa editorial.
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Texto revisado por Angela Maziero Santana









