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Demi Lovato
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Finally 29 e a ficha que cai: como a cultura pop ainda romantiza relações entre homens mais velhos e meninas novas

A música de Demi Lovato virou trend anos depois do lançamento e escancarou um padrão que a mídia normaliza há décadas

“Petal on the vine / Too young to drink wine”. É com essa metáfora delicada e ao mesmo tempo brutal que Demi abre a música 29, lançada em 2022. Ela canta como quem sangra em cima de um palco. A imagem da flor ainda presa ao caule, não pronta para ser colhida, combina com a denúncia: ela era nova demais para tudo aquilo, inclusive para beber. Ainda assim, foi envolvida por um homem de 29 anos enquanto tinha apenas 17.

Durante muito tempo, a música passou despercebida pelo grande público. Foi apenas em 2025, com a trend viral no TikTok, que ela explodiu de verdade. E não como um hit dançante de verão, mas como um grito coletivo. Centenas de milhares de mulheres começaram a usar o áudio para contar suas próprias histórias de relações com homens mais velhos. Relações que, na época, pareciam intensas e únicas, mas que hoje são vistas com clareza: desequilibradas, desconfortáveis, às vezes perigosas.

Demi não usa metáforas para suavizar. Ela é direta, quase cruel, porque precisa ser. “Too young to drink wine / Just five years of bleeders, student and a teacher” é como ela define o que viveu e escancara o papel social que a cercava: uma garota em formação, ainda descobrindo quem era, colocada no lugar de aluna de alguém mais velho e experiente. A diferença de idade entre eles era só a ponta do iceberg. O verdadeiro problema era o desequilíbrio de poder, maturidade e controle.

Quanto mais a gente ouve 29, mais fica claro que não era só sobre ela. Era sobre todas. Sobre o que foi vendido como romance e, na verdade, era um roteiro escrito por alguém que sabia muito bem o que estava fazendo. Um roteiro que a cultura pop repetiu tantas vezes, em tantas formas, que a gente aprendeu a aceitar e, pior, a desejar.

O impacto da música ultrapassa o campo pessoal. Ela se transforma em documento, denúncia e alerta. É arte feita não para confortar, mas para chacoalhar. Quando Demi canta “finally 29”, ela está dizendo que só agora, com maturidade, entende o que viveu. E isso, por si só, já diz muito sobre como o tempo nos revela verdades que estavam escondidas sob a maquiagem do amor romântico.

A estética do abuso: quando a imagem romântica camufla uma relação perigosa e deixa tudo parecer inofensivo demais

É preciso entender que esses romances não são apenas erros de roteiro ou deslizes narrativos. Eles são parte de uma construção cultural muito bem estabelecida, uma estética do amor problemático, com luz suave, trilha sonora melancólica e diálogos intensos. E é exatamente por isso que eles se tornam tão perigosos: o abuso se disfarça de emoção, e a violência aparece editada como paixão.

A série Euphoria (2019) é um dos exemplos mais comentados dos últimos anos. Embora seja elogiada pela sua fotografia, atuações e complexidade, ela frequentemente romantiza relacionamentos abusivos. Nate Jacobs, personagem de Jacob Elordi, é um caso emblemático: um jovem com distúrbios emocionais, que manipula e ameaça Jules, uma adolescente trans. Apesar disso, ele virou o crush de uma geração.

A reação do público a personagens como Nate é alarmante. Parte do fandom o defende com unhas e dentes, ignorando a toxicidade de seus atos. Isso revela como o carisma, a beleza e o drama podem camuflar comportamentos abusivos. Em vez de vermos um predador emocional, enxergamos um anti-herói. O resultado é o mesmo: normalização da violência.

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Em The Summer I Turned Pretty (2022), a personagem Belly está no meio de um triângulo amoroso com dois irmãos mais velhos. O roteiro tenta ser sensível, mas escorrega ao tratar o interesse deles por ela como algo aceitável. A série transforma a puberdade da menina em fetiche visual, enquanto disfarça essa escolha com fotografia ensolarada e falas delicadas.

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A série A Teacher (2020) vai na contramão. Nela, Claire, uma professora, inicia um relacionamento com Eric, seu aluno do ensino médio. A narrativa expõe o processo de sedução, a manipulação, o trauma emocional e o silêncio social que recai sobre o garoto. É desconfortável, é realista e, justamente por isso, é essencial. A obra mostra que o abuso pode vir em diferentes formas e precisa ser chamado pelo nome.

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Esses exemplos deixam claro: não é só sobre diferença de idade. É sobre o que o poder — emocional, social, profissional — pode fazer quando está nas mãos erradas. E o quanto a mídia ainda tem dificuldade em nomear as coisas pelo nome: abuso é abuso, mesmo que venha com beijo na chuva e trilha do The xx.

Billie Eilish, Olivia Rodrigo e Jennette McCurdy: quando as artistas quebram o ciclo do silêncio e viram a mesa

Demi Lovato não foi a única a transformar a dor em arte. Outras artistas também têm se posicionado de maneira firme ao expor o desequilíbrio de poder em relações com homens mais velhos. A música tem sido uma ferramenta poderosa de reconhecimento, denúncia e até de cura coletiva. É por meio de versos cantados que muitas jovens têm conseguido identificar abusos que antes pareciam apenas histórias mal resolvidas.

A Billie Eilish, por exemplo, deu várias entrevistas entre 2021 e 2024 nas quais falou abertamente sobre seus relacionamentos com homens mais velhos. A música Your Power (2021) é uma das mais emblemáticas nesse sentido. Com uma melodia suave e letra precisa, ela critica a forma como homens usam sua influência para moldar, controlar e apagar a individualidade de meninas mais novas. O verso “Try not to abuse your power / I know we didn’t choose to change” é um lembrete sutil, mas devastador, do quanto o abuso emocional pode ser disfarçado de carinho.

Já a Olivia Rodrigo trouxe à tona o tema em Vampire (2023), uma das músicas mais viscerais de sua carreira. Ali, ela canta sobre um homem que se alimentava da sua juventude, que a esvaziava emocionalmente e depois a deixava para trás. Fãs especularam que a faixa era sobre o relacionamento com Zack Bia, com quem ela teria se envolvido quando tinha 19 anos e ele, 26. A metáfora do vampiro é perfeita para esse tipo de dinâmica: ele permanece imutável, enquanto a menina envelhece  e carrega o trauma, a culpa, a vergonha.

A atriz e escritora Jennette McCurdy foi ainda mais direta. Em seu livro de memórias I’m Glad My Mom Died (2022), ela relata como foi sexualizada, manipulada emocionalmente e explorada desde muito jovem, inclusive com o incentivo da própria mãe. Jennette dá nomes aos mecanismos da indústria, expõe as pressões dos bastidores e mostra como esses abusos são sistêmicos, não exceções. Ela tira o foco do indivíduo e aponta para a estrutura.

Demi Lovato
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O que une essas artistas é a coragem de romper com o silêncio social que tantas vezes foi imposto. Em vez de seguirem o conselho típico — “supera e segue em frente” — elas falam, cantam, escrevem. Elas escolhem quebrar um ciclo que beneficia apenas os agressores. E, ao fazer isso, criam um espaço seguro onde outras mulheres podem se ver, se reconhecer e, finalmente, se libertar.

Essas músicas, livros e entrevistas não são apenas expressões pessoais. Elas cumprem uma função coletiva e política. Dizer em voz alta o que tantas meninas viveram em silêncio é um ato de resistência. É mostrar que a cultura pop pode ser parte do problema, mas também da solução. E é nesse ponto que a arte se transforma: de espetáculo para ferramenta de conscientização.

A romantização não é acidental: por que a indústria se beneficia desses roteiros e o que isso diz sobre o olhar masculino dominante

O chamado male gaze (ou olhar masculino), conceito desenvolvido pela teórica Laura Mulvey, ajuda a entender por que narrativas sobre homens mais velhos e meninas jovens se repetem com tanta frequência na cultura pop. Esse olhar cria histórias a partir da perspectiva masculina, muitas vezes ignorando o ponto de vista das personagens femininas. A trama gira em torno do desejo dele, das fantasias dele, do que ele projeta nela, enquanto ela é desenhada como um objeto estético.

Quando um roteirista homem escreve um romance entre um homem de 30 e uma menina de 17, raramente pensa nas consequências reais dessa história. O que importa é a narrativa de controle e o encantamento da juventude. A garota é construída como alguém pura, inocente, moldável. E isso não é coincidência: é uma fantasia que atravessa décadas de cinema e literatura.

Nos anos 1990, por exemplo, filmes como O Profissional (1994) colocaram meninas como Natalie Portman, aos 12 anos, em tramas altamente sexualizadas. Sua personagem, Mathilda, se apaixona por um assassino de aluguel de quase 40 anos. Embora o filme tente negar qualquer conotação sexual entre os dois, a tensão está ali, construída na câmera, no figurino, na trilha sonora. E isso já basta para provocar um impacto duradouro no imaginário coletivo.

Demi Lovato
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O problema não está apenas no conteúdo. Está na forma como ele é filmado, narrado, recebido. Quando vemos uma menina sendo desejada por um homem mais velho sob uma trilha triste e um pôr do sol dramático, aprendemos que aquilo é romance e não violação de limites. A estética suaviza a gravidade e, com isso, perpetua a normalização da desigualdade.

Existe também uma crença social antiga e perigosa de que “meninas amadurecem mais rápido” e que “meninos demoram para crescer”. Essa ideia serve como justificativa para relações onde homens mais velhos se envolvem com meninas que mal completaram o ensino médio. Na prática, isso apenas reforça a ideia de que a responsabilidade recai sobre elas… e nunca sobre eles.

A indústria cultural se beneficia dessa fantasia porque ela vende bem. Filmes, séries e livros que exploram esse tipo de relação geram polêmica, engajamento e, às vezes, até prestígio artístico. Mas esse lucro vem à custa da reprodução do trauma. Enquanto os homens envolvidos seguem com suas carreiras intactas, as meninas reais — e as que se identificam com as personagens — ficam com as marcas invisíveis.

A culpa nunca foi dela: por que a sociedade responsabiliza meninas por relações que foram arquitetadas por adultos

Um dos mecanismos mais cruéis da romantização dessas relações é o modo como a culpa quase sempre recai sobre a garota. Em vez de perguntar por que um homem de 25 anos está interessado em uma menina de 15, a sociedade questiona: “Mas o que ela estava vestindo?” ou “Ela também queria, né?”. A responsabilidade é distorcida, invertida e colocada sobre quem tinha menos poder, menos maturidade e menos escolha.

Na música 29, Demi Lovato canta: “I see you’re quite the collector / Yeah, you’re twelve years her elder / Maybe now it doesn’t matter / But I know fucking better now”. Aqui, ela não fala só da sua história, mas de um padrão comportamental. Esse tipo de homem não busca mulheres de sua idade, porque com elas ele não teria o mesmo controle emocional. Ele coleciona meninas novas, inexperientes, que ainda não sabem dizer “não”.

A cultura pop reforça essa lógica quando retrata a menina como sedutora precoce ou intensa demais. Quando ela sofre, é chamada de dramática. Quando denuncia, dizem que está exagerando. Quando desabafa, pedem para deixar o passado pra trás. O silêncio é sempre a saída mais confortável para o público, para os produtores, para os homens que não querem ser responsabilizados.

Muitas garotas, ao crescerem, acham que não têm o direito de se sentir mal. Acreditam que foram elas que toparam, que provocaram, que confundiram. E isso é uma armadilha cruel, porque invalida o trauma e perpetua o isolamento emocional. O abusador raramente é confrontado. Ele simplesmente amadurece e segue em frente. Ela é quem fica lidando com os escombros.

Esse tipo de narrativa não é apenas errada, ela é perigosa. Quando normalizamos o desconforto, ensinamos as meninas a duvidar do próprio instinto. Quando dizemos que “ela parecia mais velha”, estamos autorizando adultos a cruzarem fronteiras que deveriam ser inegociáveis. É preciso lembrar: idade não é só um número, é uma diferença concreta de poder, experiência e autonomia.

Reverter esse processo começa com um novo olhar. Um olhar que não se baseia em “o que ela fez”, mas sim em quem tinha responsabilidade naquela situação. Um olhar que diz: se ela tinha 15, então ela não deveria estar ali, ponto. Porque o mundo adulto tem o dever de proteger, não de seduzir, testar ou se aproveitar.

O que acontece quando o público começa a questionar: da trend no TikTok ao início de uma mudança no roteiro

O sucesso da trend de 29 no TikTok, em 2025, marcou um momento de virada cultural. De repente, milhares de pessoas começaram a contar suas histórias. Vídeos com frases como “eu com 15 / ele com 22” ou “eu achava que era especial / agora vejo que era só vulnerável” inundaram as redes. E o que parecia ser apenas uma trend virou um movimento de revisão coletiva.

Esse tipo de reação mostra que o público não é passivo. Quando a audiência muda o olhar, o roteiro também começa a mudar. Não é coincidência que, após o sucesso da música, algumas plataformas começaram a reclassificar conteúdos, reavaliar roteiros antigos e até cancelar produções com tramas que romantizavam relacionamentos questionáveis. A pressão popular se transformou em impacto real. E esse caso não acontece só com mulheres, muitos homens sofrem com isso também!

@naoalcantarag_

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♬ 29 – Demi Lovato

É nessa hora que obras antes vistas como inofensivas são revisitadas com outros olhos. Quem assiste Pretty Little Liars hoje com mais maturidade, se pergunta: como um professor adulto pode ser retratado como o grande amor da vida de uma aluna adolescente? E mais: como isso foi consumido por milhões de adolescentes sem despertar questionamentos?

Essa mudança de olhar é política. É quando o público decide que não vai mais engolir narrativas problemáticas como se fossem contos de fadas. Quando o público começa a dizer “isso me incomoda”, os produtores têm que ouvir. Porque sem plateia, não há espetáculo. E a nova geração de espectadores está mais consciente, mais crítica e mais disposta a debater.

Produções como A Teacher, documentários como Secrets of Playboy (2022) e Surviving R. Kelly (2019) mostram que há espaço para narrativas que encaram o abuso de frente. Essas histórias não suavizam, não romantizam. Elas provocam incômodo e esse incômodo é necessário. Ele é o sinal de que algo está mudando, mesmo que ainda lentamente.

Essa virada cultural não é sobre censura. É sobre consciência. Não se trata de apagar o passado, mas de enxergá-lo com mais clareza. Questionar o que assistimos, ouvimos e lemos é uma forma de educação coletiva. É o público dizendo: queremos histórias diferentes, queremos outras verdades, queremos menos silêncios e mais vozes.

Quando a arte repara o que a indústria tentou esconder: por que 29 é uma música de justiça emocional, não de vingança

Muita gente tentou rotular 29 como uma música de vingança, uma “alfinetada” de ex-namorada. Mas ela é muito mais do que isso. É uma narrativa de justiça emocional, construída com dor, maturidade e lucidez. Não se trata de atacar alguém do passado, mas de nomear o que nunca foi nomeado, de recuperar o próprio lugar na história e de avisar outras meninas antes que seja tarde.

O verso “Finally 29 / 17 would never cross my mind” é uma virada de chave poderosa. Aos 17, Demi acreditava estar vivendo algo intenso, único, verdadeiro. Aos 29, ela percebe que jamais teria se envolvido com alguém daquela idade. E esse contraste é devastador. Ele mostra como a diferença de idade, que parecia inofensiva, era na verdade um mecanismo de controle e apagamento.

Essa música não quer reabrir feridas, mas fechar com dignidade as que foram deixadas abertas por tanto tempo. Ela é um ato de reconhecimento. Um pedido de desculpas para a própria adolescente que não sabia o que sabe agora. E, ao mesmo tempo, é uma carta aberta para as meninas de hoje, dizendo: você tem o direito de desconfiar, de dizer não, de se proteger.

Existe algo profundamente curativo em ouvir uma artista pop usar sua voz, aquela mesma que antes servia à indústria, para romper com a fantasia que ajudou a vender. Quando Demi, Olivia, Billie, Jennette e tantas outras contam suas histórias, elas criam uma rede de proteção simbólica. Elas dizem em alto e bom som: não era romance. Era manipulação. Era trauma.

A música 29 não volta ao passado para se vingar. Ela volta para refazer o caminho. E talvez, com ela, outras meninas não precisem se perder no mesmo ponto. Talvez, ao ouvir essa letra, uma garota de 16 anos desconfie daquele crush de 24, e escolha outro destino. Talvez essa seja a maior vitória da arte: evitar o dano antes que ele aconteça.

E se você escutou essa música e sentiu um nó na garganta, uma lembrança esquecida, um incômodo profundo… saiba: você não está sozinha. Esse incômodo é legítimo. Ele é a prova de que agora você vê com mais clareza. Que agora, você pode se proteger e ajudar outras também. A arte serviu ao seu propósito. E isso não é pouca coisa.

Referências adicionais que valem conhecer e discutir
  • Livro
    I’m Glad My Mom DiedJennette McCurdy (2022)
    Autobiografia em que a atriz expõe os abusos emocionais, sexuais e profissionais que sofreu na infância e adolescência, tanto por parte da indústria quanto da própria mãe.
  • Documentários
    Secrets of Playboy (2022) – A&E
    Série documental que investiga os bastidores da Playboy, revelando uma cultura sistemática de abuso, exploração e silenciamento de mulheres.

    Surviving R. Kelly (2019) – Lifetime
    Minissérie documental que reúne depoimentos de vítimas e testemunhas dos abusos sexuais cometidos pelo cantor R. Kelly, e como a indústria musical acobertou esses crimes por décadas.
  • Série de TV
    A Teacher (2020) – Hulu
    Série estrelada por Kate Mara e Nick Robinson, retrata de forma crua e direta o processo de grooming e os impactos emocionais de um relacionamento entre uma professora e seu aluno adolescente.
  • Entrevistas e matérias
    Billie Eilish – Entrevistas concedidas entre 2021 e 2024 (como à Vogue, Rolling Stone e The Guardian), nas quais fala sobre experiências com homens mais velhos e o processo de entender o abuso emocional retrospectivamente.

    Olivia Rodrigo – Entrevista para a Rolling Stone (2023), em que discute as interpretações da música “Vampire” e como suas vivências pessoais com homens mais velhos inspiraram a letra. 
  • Obras clássicas discutidas criticamente
    LolitaVladimir Nabokov (1955)
    Romance que retrata o relacionamento abusivo entre um homem adulto e uma menina de 12 anos, muitas vezes mal interpretado como história de amor.

    ManhattanWoody Allen (1979)
    Filme em que um homem de 42 anos mantém um relacionamento com uma garota de 17, tratado como romântico pela narrativa.

    Call Me by Your NameLuca Guadagnino (2017)
    Longa-metragem que gerou debate por retratar um relacionamento entre um jovem de 17 anos e um homem de 24, com leitura dividida entre romance e desequilíbrio de poder. 
  • Redes sociais e cultura digital
    TikTok trend “Finally 29” (2025) – Hashtag: #Finally29
    Movimento viral onde milhares de mulheres usaram trechos da música de Demi Lovato para relatar suas experiências com relacionamentos abusivos iniciados na adolescência. 

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Texto revisado por Larissa Couto

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