Drama psicológico queer, o longa é criação do ator, que também assina o roteiro e assume o protagonismo
Gabriel Coppola, ator e roteirista, anuncia o primeiro filme autoral de sua carreira: Olhos em Mim, um drama psicológico queer que mergulha nas complexidades do desejo reprimido e da identidade.
Com previsão de lançamento para os circuitos de festivais de 2026, Coppola define esse crescimento na carreira como “intenso, mas profundamente gratificante, pois, apesar dos desafios de transformar uma ideia em filme, tem sido quase terapêutico estar envolvido em cada detalhe, desde a concepção inicial até a escolha da equipe”. Além de criar, roteirizar e produzir, o ator também será um dos protagonistas do longa.

Nascido em São Paulo, Gabriel Coppola se mudou para os Estados Unidos aos 13 anos e estudou artes cênicas em Los Angeles. Durante a pandemia, ficou conhecido pelo seu canal no YouTube, que acumulou mais de 10 milhões de visualizações. Mas a atuação sempre falou mais alto, e foi então que decidiu focar totalmente na carreira artística.
Coppola é conhecido por seus trabalhos em curta-metragens que foram selecionados para festivais internacionais, como Atrás de Você (2023), mas também esteve presente em projetos de streaming, por exemplo, Além do Guarda-Roupa (2023), da plataforma HBO Max.
Sobre Olhos em Mim
Na obra, Coppola busca explorar as violências não ditas e os silêncios que se acumulam quando o desejo entra em conflito com a identidade. O filme narra a história de Rafael, que, vivendo um relacionamento estável, é confrontado por uma vontade inesperada, que desestabiliza suas certezas.
“Queria fazer um filme que provocasse silêncio. Que ficasse com você depois dos créditos. Olhos em Mim é sobre tudo aquilo que a gente guarda por medo, por vergonha ou por amor”, explicou Coppola.
Para este novo passo na carreira, Gabriel destaca que a produção é sobre um lugar que conhece bem: o espaço entre a culpa e o desejo, entre o que mostramos para o mundo e aquilo que tentamos esconder até de nós mesmos.

Coppola também revela que a parte mais desafiadora em seu crescimento foi compreender sua atração por ambos os gêneros e não saber o que fazer com esse sentimento. Acreditava que sentir-se desse jeito era errado, até entender e aprender a amar sem culpa. “Esse filme é a minha forma de dizer isso. É sobre o que a gente reprime… até explodir”, completa.
Para o elenco, Coppola afirma que, por ser um filme internacional, os protagonistas serão de diferentes países, trazendo uma potência especialmente única, com trajetórias muito diferentes, enriquecendo a história.
Outros projetos
O ator, que está dedicado ao cinema independente, também conta sobre essa nova faceta: “é onde eu me sinto mais vivo como artista”, revela.
Além de Olhos em Mim, ele confirma outro trabalho. “Tenho um outro projeto independente que é muito especial e que vou poder voltar para contar em breve. Gosto de estar cercado de outros artistas, colaborando de forma verdadeira para contar histórias que mexem com a gente, que incomodam, que provocam. E é justamente isso que estou buscando como ator”, finaliza o artista.
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Texto revisado por Ketlen Saraiva










