Séries de investigação seguem entre as produções de maior sucesso nos streamings
Quando falamos sobre séries de investigação, sejam policiais, de bandidos, de máfia ou centradas na busca por justiça, logo lembramos de produções que fazem muito sucesso nos streamings atuais. Um exemplo é Brooklyn Nine-Nine (2013), uma série com oito temporadas, é difícil encontrar alguém que nunca tenha ouvido falar da série. Além do humor, ela envolve investigação e, ao longo das temporadas, cria um vínculo afetivo com o público, que acaba se apegando aos personagens e ao ambiente da delegacia.
A construção dos personagens é um dos elementos que sustentam a popularidade dessas séries. Investigadores, advogados, peritos ou jornalistas ganham camadas ao longo das temporadas, revelando fragilidades, motivações, traumas e evoluções pessoais. O público não acompanha apenas crimes sendo resolvidos, mas também jornadas individuais. Esse vínculo emocional transforma cada episódio em algo mais do que um simples enigma, torna a história humana, próxima e envolvente.
Outro exemplo são as produções relacionadas à S.W.A.T., que trazem menos comédia, mas muita ação, aventura e claro, investigações. Já The Rookie (2018) combina elementos de investigação policial com reflexões filosóficas sobre a vida, as escolhas e os diferentes caminhos que seguimos. A série também explora relações entre personagens e até interações com o corpo de bombeiros, que, embora não seja o foco principal, aparece em situações relevantes para a narrativa e para a sociedade, mesmo que de forma ficcional.

Mesmo quando ambientadas em outros séculos, essas produções trazem a busca pela verdade, o desejo de fazer justiça, de revelar culpados e de proteger vítimas. É o caso de As Leis de Lidia Poët (2023), que não se concentra apenas na investigação policial, mas também no trabalho jurídico e na luta de pessoas para que a verdade venha à tona. Podemos citar também as diferentes versões de Sherlock Holmes, das mais clássicas às mais modernas, e até mesmo personagens como Enola Holmes (2020), com Millie Bobby Brown, no papel principal, que se tornaram muito populares. Apesar das semelhanças entre as narrativas, sempre há algo novo, seja um personagem, uma história, ou até mesmo a trilha sonora.
Muitas dessas grandes narrativas de investigação são ficcionais, mas nem todas. Algumas são baseadas em fatos reais, seja em documentários ou em dramatizações de acontecimentos marcantes, como o filme Isabela: O Caso Nardoni (2023). Ou seja, ao longo dos anos, a quantidade de produções sobre investigação só aumenta. Isso acontece porque o público gosta desse universo que mistura aventura, suspense, comédia e, às vezes, até romance. Não chega a ser terror, mas algumas histórias criam um clima mais tenso e envolvente.
Além disso, muitos casos apresentados fazem refletir sobre situações que existem no mundo real, algumas tão próximas do nosso cotidiano que nem imaginamos que poderiam acontecer conosco. Outras parecem impossíveis, mas a ficção as utiliza como forma de provocar questionamentos sobre a sociedade em que vivemos.

Ao apresentar dilemas éticos, falhas institucionais, desigualdades e conflitos humanos, essas obras dialogam com questões que fazem parte da vida real. Isso cria uma ponte entre ficção e realidade, despertando interesse não apenas pela solução do caso, mas também pelo contexto em que ele acontece. Assim, o gênero se torna uma forma de reflexão sobre o mundo contemporâneo.
Segundo o site TUPI, um estudo da USP divulgado em 2023 indica que consumir conteúdos de crimes e investigação ativa áreas do cérebro ligadas à resolução de problemas e à empatia. Ao seguir as investigações, o público decifra pistas e cria hipóteses, exercitando suas habilidades cognitivas.
Mesmo assistindo de casa, o espectador se sente parte do processo, acompanhando a construção do caso, observando detalhes e tentando prever o próximo passo dos personagens. Criando especulações, se emocionando, em alguns casos já sabendo quem é o possível culpado ou se decepcionando no final. Esse envolvimento cria uma experiência imersiva que prende a atenção do início ao fim, fazendo com que cada episódio funcione como um pequeno desafio intelectual, são muitos os fatores que influenciam o consumo frequente desses conteúdos.

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Texto revisado por Larissa Couto









