Após 35 anos, clássico de Katsuhiro Otomo retorna às telonas brasileiras com uma nova versão
Um dos maiores clássicos da animação japonesa está de volta aos cinemas. AKIRA, dirigido por Katsuhiro Otomo, ganha uma versão remasterizada em 4K e retorna às telonas brasileiras nesta quinta (27), 35 anos após sua estreia oficial no Brasil. A distribuição é da Sato Company.
Lançado originalmente em 1988, o longa se tornou uma das obras mais importantes da animação mundial e ajudou a consolidar os animes entre o público ocidental. Agora, a remasterização oferece aos fãs a oportunidade de reencontrar a produção, enquanto apresenta o clássico a uma nova geração.

Um clássico que marcou os animes
Mais do que uma produção de sucesso, AKIRA se tornou uma referência para a animação japonesa. A obra influenciou diferentes produções ao longo das décadas e ajudou a abrir espaço para histórias mais complexas dentro do universo dos animes.
O impacto do filme pode ser percebido em obras como Neon Genesis Evangelion, Ghost in the Shell e Demon Slayer, que carregam diferentes referências ao legado deixado pela produção de Otomo.
Para quem nunca assistiu ao longa, o relançamento também funciona como uma oportunidade de conhecer uma das obras responsáveis por transformar a percepção do público sobre as animações japonesas.

4K deixa a produção ainda mais impressionante
Um dos principais motivos para conferir AKIRA nos cinemas é justamente a experiência visual. A nova versão remasterizada em 4K recupera detalhes da animação e valoriza a construção de Neo-Tóquio, cidade futurista onde a história se passa.
As paisagens repletas de luzes, cores e elementos tecnológicos se destacam na tela grande. As cenas de perseguição e ação também ganham mais vida com a qualidade da remasterização, mostrando a grandiosidade de uma animação produzida originalmente há quase quatro décadas.
Uma viagem pelo universo cyberpunk
A estética cyberpunk é outro elemento que tornou AKIRA tão marcante. Em uma Neo-Tóquio reconstruída após uma explosão que desencadeou a Terceira Guerra Mundial, a população convive com gangues, conflitos políticos, forças militares e experimentos secretos.
Nesse cenário, tecnologia e caos se misturam enquanto a história acompanha o surgimento de poderes capazes de colocar toda a cidade em risco. A combinação entre ficção científica, distopia e ação cria uma atmosfera que continua atual mesmo décadas após o lançamento.

Uma história que vai além da ação
Apesar de ser lembrado pelas cenas de ação e pela estética futurista, AKIRA apresenta uma narrativa que explora temas como poder, controle, identidade e os limites da humanidade.
A trama acompanha Kaneda e Tetsuo, dois jovens envolvidos em uma conspiração governamental após Tetsuo desenvolver habilidades extraordinárias. O conflito entre amigos rapidamente ganha grandes proporções e coloca em risco o futuro de Neo-Tóquio.
Essa complexidade explorada por Otomo é um dos fatores que ajudaram a quebrar a ideia de que animações são destinadas apenas ao público infantil.
O legado de AKIRA continua presente
Quase 40 anos depois de seu lançamento original, a influência de AKIRA ainda pode ser vista em diferentes produções da cultura pop. Filmes, séries e jogos incorporaram elementos visuais e narrativos popularizados pelo anime.
Entre os exemplos está Stranger Things, que apresenta referências relacionadas aos poderes psíquicos e aos experimentos secretos realizados pelo governo. Produções como Matrix, Poder Sem Limites e Looper: Assassinos do Futuro também são associadas à influência estética e temática deixada pelo clássico japonês.
Seja para conhecer o clássico pela primeira vez ou matar a saudade de Neo-Tóquio, o retorno de AKIRA aos cinemas promete ser uma experiência especial para os fãs de animação japonesa.
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Texto revisado por: Ludimila Rodrigues











