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Foto: reprodução/ Instagram @thesandmanofficial

Resenha | The Sandman – O fim do Senhor dos Sonhos como o conhecemos

Entre despedidas e mudanças inevitáveis, o futuro do Sonhar permanece incerto, marcado por tensão, melancolia e reviravoltas dolorosas

[Contém spoiler]

Você sonhou na noite passada ou teve um pesadelo?

Saiba que, ao dormir, há um mundo de possibilidades: aventuras a viver, pessoas a conhecer e um lugar repleto de magia. Um reino misterioso, governado pelo Senhor dos Sonhos… talvez você já o tenha visitado.

Sandman está de volta com sua aguardada segunda temporada, dividida em duas partes. A série mais uma vez nos conduz a um universo denso e poético, onde sonhos, tragédias e dramas familiares se entrelaçam com perfeição. Baseada nos quadrinhos de Neil Gaiman, publicados pela Vertigo em 1989, a produção segue nos presenteando com uma narrativa profunda e visualmente cativante — desta vez, mergulhando ainda mais fundo nas feridas emocionais de Morpheus.

Foto: reprodução/ Instagram @thesandmanofficial

Logo nos primeiros episódios, percebemos que o aprisionamento de Morpheus na temporada anterior não passou em vão. Há mudanças sutis — e outras nem tanto — em sua forma de encarar o mundo desperto e próprias responsabilidades. 

Durante uma reunião familiar, acompanhamos o confronto entre os Perpétuos, em especial o embate entre Sonho e Desejo. Com sua língua afiada, Desejo lança verdades incômodas, daquelas que muitos pensam, mas poucos têm coragem de dizer. A cena evidencia que, mesmo entre famílias tão distintas, os desentendimentos são comuns e, acima de tudo, humanos.

Entre os irmãos, é Morte quem assume a voz da razão, trazendo reflexões  que forçam o Senhor dos Sonhos a olhar para si mesmo. Em um desses momentos, Sonho encara um antigo erro: seu romance com Nada, a primeira rainha de seu povo. Um amor intenso e impossível, que terminou em tragédia. Pela dor causada ao desafiar regras e destinos, Nada foi condenada ao inferno por dez mil anos — um castigo imposto por Morpheus, movido pelo egoísmo e pelo orgulho. 

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Agora, arrependido após seu longo cativeiro, o Rei dos Sonhos recebe de Lúcifer a chave do Inferno. A entrega acontece de forma inesperadamente pacífica: o Reino está vazio, os demônios foram libertados e Lúcifer está pronto para partir.

Com a chave em mãos, Morpheus se vê diante de uma responsabilidade imensa. O objeto sagrado atrai convidados de diferentes reinos e dimensões, transformando-se em um banquete repleto de interesses e ameaças veladas. Após longas conversas e ponderações, a chave acaba retornando às mãos do próprio Criador, em um desfecho surpreendentemente.

É também neste momento que conhecemos Delírio, a irmã caçula de Morpheus. Frequentemente ignorada pelos irmãos, ela embarca com Sonho em uma jornada em busca de Destruição, o primogênito que decidiu abandonar seu posto. Essa busca, porém, cobra um preço alto: todos que se aproximam de Delírio e Sonho acabam enfrentando destinos trágicos, já que Destruição não deseja ser encontrado.

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Durante a jornada, Morpheus reencontra seu filho, Orfeu, em um encontro de partir o coração. A relação entre pai e filho é marcada pelo distanciamento, pela dor e por lembranças não resolvidas. Apesar de ausente, Sonho sempre observou Orfeu à distância e agora carrega o peso de uma promessa: conceder ao filho a dádiva da morte, encerrando sua imortalidade. 

 

Ao lado da ilha onde estava Orfeu, Morpheus finalmente encontra Destruição, que reafirma sua decisão de não retornar. Ainda assim, deixa conselhos valiosos e oferece um presente a Delírio: um cachorro falante.

Essa primeira parte da segunda temporada deixa claro o quanto Morpheus mudou desde o início da série. O encontro com Nada, a busca pelo irmão perdido e, principalmente, a despedida do filho revelam um lado mais humano do Rei dos Sonhos. Pela primeira vez, vemos lágrimas em seus olhos. Pela primeira vez, ele lava as mãos ensanguentadas e se permite sentir a dor. É uma cena de agonia e beleza profundas, capaz de tocar até os corações mais céticos.

A segunda parte da série entrega uma narrativa intensa, marcada por tensão constante e uma melancolia crescente. Desde o primeiro episódio, paira a dúvida sobre o destino de Morpheus: seria possível que o Senhor dos Sonhos, tão poderoso, encontrasse seu fim? 

À medida que a morte se aproxima, Morpheus tenta, em vão, mudar o curso dos acontecimentos. Busca ajuda junto às Bondosas, mas ouve que as leis não podem ser quebradas. Nem mesmo seus pais, criadores das regras, estão dispostos a intervir — uma revelação que, ainda assim, permite ao público vislumbrar um pouco mais da origem do personagem.

Foto: reprodução/ Instagram @thesandmanofficial

O ponto de virada chega com a nomeação de Daniel, a criança concebida no Sonhar, como novo Senhor dos Sonhos. Antes de assumir, porém, ele é sequestrado, e sua mãe, ressentida com Morpheus, recorre às Bondosas com um pedido que não pode ser negado. O desfecho marca a despedida definitiva de Morpheus, acompanhado por sua irmã Morte, em uma cena de forte carga poética.

O funeral reúne figuras marcantes, incluindo seus irmãos eternos. Até Destruição, que havia se afastado, retorna brevemente para encontrar o sucessor e partir sem assistir à cerimônia. No final, a imagem de uma mãe abraçando o filho sela o encerramento dessa jornada. 

Ao final da primeira temporada, poucos poderiam imaginar o que a segunda revelaria. Dividida em duas partes, cada episódio foi permeado por incerteza e tensão crescentes. A morte de Morpheus e a ascensão de Daniel ao trono do Sonhar trouxeram não apenas surpresa, mas também uma profunda decepção para aqueles que acreditavam que o todo-poderoso Senhor dos Sonhos encontraria uma saída para o seu destino. Após essa reviravolta trágica, o encerramento da temporada deixou no ar a dúvida: The Sandman ainda merece figurar entre as séries favoritas de muitos espectadores?

E aí, ficou com vontade de assistir a nova temporada de Sandman? Conte para a gente e siga o Entretê nas redes sociais — Instagram, Facebook e X — para ficar por dentro de outras notícias do mundo do entretenimento.

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Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

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