Série sobre autobiografia do autor foi revelada durante a Flip e promete surpreender
Uma das histórias fundamentais da literatura brasileira da segunda metade do século 20, Feliz Ano Velho – a autobiografia de Marcelo Rubens Paiva, publicada em 1982 –, vai ganhar nova adaptação para as telonas pela Netflix. A produção é da Amaia e da O2 Filmes. O anúncio foi feito durante a Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), da qual a Netflix é patrocinadora.
“Feliz Ano Velho já virou peça, musical, ópera e agora, finalmente, essa obra tão importante para a cultura brasileira será levada ao streaming“, disse Marcelo Rubens Paiva. “Estou muito empolgado por ver mais um casamento entre a literatura e o audiovisual brasileiro que leva nossas histórias das páginas às telas”, acrescentou ele.
Pioneiro na forma e no conteúdo, Feliz Ano Velho é um romance autobiográfico sobre o acidente que deixou o autor tetraplégico aos 20 anos. Em tom confessional e linguagem coloquial, Paiva surpreende ao abordar uma passagem dramática de sua vida em relatos irônicos, rompendo com os estereótipos ao tratar uma deficiência com leveza e abordando também temas universais da juventude e do início da vida adulta.

“A partir de um relato extremamente pessoal, Feliz Ano Velho consegue chegar ao tema de o que significa ser jovem. Talvez por isso tenha gerado uma conexão emocional tão forte com toda uma geração de leitores“, diz Haná Vaisman, diretora de Séries de Ficção da Netflix. “Nesta adaptação, queremos que quem já conhece a história se emocione ao vê-la nas telas, e novas gerações de fãs se apaixonem“.
As gravações ainda não foram iniciadas e a série ainda não possui uma data de estreia. “Adaptar Feliz Ano Velho para o audiovisual é também uma forma de dialogar com a trajetória de Marcelo, com a coragem que ele teve de transformar uma experiência pessoal em literatura universal. Há histórias que a gente produz, e há histórias que a gente sente que precisa contar“, afirma Diane Maia, da AMAIA. “Esta é uma história que marcou várias gerações, e produzi-la agora é uma honra e um prazer enorme“, diz Andrea Barata Ribeiro, da O2 Filmes.
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Texto revisado por Sabrina Borges de Moura










