Ivete Clareou é o nome do projeto inédito que mergulha nas raízes da cantora e celebra o samba com alma, swing e afeto
Ivete Sangalo não para. E se depender dela, a gente também não vai conseguir ficar parado. Na última terça (17), a cantora baiana reuniu jornalistas para uma coletiva de imprensa que marcou o anúncio de uma nova era! 99 apresenta: Ivete Clareou, uma turnê inédita que promete misturar emoção, inovação e uma Ivete que a gente conhece, mas também vai redescobrir.
A estreia está marcada para o dia 25 de outubro, em São Paulo, com paradas já confirmadas em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Salvador e Porto Alegre. O projeto vai além de uma simples homenagem ao samba: é um mergulho afetivo, uma imersão guiada pela presença magnética de Ivete. É experiência, é entrega, é Ivete sendo Ivete; só que agora, em outra batida.
A conexão com o gênero vem de longe. Antes mesmo de dominar os trios elétricos, Ivete já se arriscava, aos três anos, a cantar os versos de Conto de Areia, de Clara Nunes. A artista, conhecida por ser um ícone que partiu precocemente, era uma mulher forte, que inspira o nome e o conceito do projeto, segundo Veveta. “A minha relação com o samba vem desde muito pequena”, contou.
Essa nova fase chega como um sonho que ela carregava “timidamente no coração, como memória afetiva”. Segundo Ivete, “Clareou é uma ideia para entrar inteira”. E ela está inteira mesmo.

Essência, escolhas e a Ivete que existe desde sempre
Ivete falou sobre esse projeto que vem sendo maturado com calma, com escuta. “Estou me permitindo criar a partir de outro lugar. Um lugar de mais calma, mais escuta. Não é sobre performance, é sobre presença.” E reforçou: “Já que eu vou me permitir, samba é minha prioridade”.
“Sou uma pessoa completamente despida. Acredito no bem viver. Regras com emoção é um negócio muito equivocado.”
Apesar de ser um projeto mais contido em número de apresentações, Ivete deixou claro: “A priori são cinco shows. E não é fuga. Eu faço o que eu gosto. É um momento especial da minha carreira onde eu saio para algo novo”.
Em agosto, ela gravará um projeto de samba audiovisual, mais uma surpresa para o público que decidiu iniciar a preparação recentemente. E, sim, podemos esperar convidados especiais: a cantora baiana quer trazer para o palco artistas que compartilham da música que ela tenha um bem-querer .
Ao falar sobre misturas de ritmos, a dona do hit Macetando, que conquistou o público no Carnaval de 2024 e venceu a categoria Axé & Pagodão do Ano no Prêmio Multishow do mesmo ano, lembrou que isso sempre fez parte da sua trajetória:
“A cantora de axé que eu sou foi construída a partir da democracia dentro da minha casa. Na Bahia, essas misturas são reveladoras e surpreendentes. A Bahia é um lugar democraticamente artístico. Eu, no palco, sou um pouquinho de cada coisa.”
Ela citou com carinho o Grammy Latino que ganhou em 2021 com o álbum Arraiá da Veveta, um projeto com regravações de clássicos do forró. No entanto, fez um contraponto ao afirmar que não se aventura em qualquer gênero musical:
“Eu gosto de rock, mas não poderia gravar um disco de rock. Não vou me arriscar em uma coisa que comecei a ouvir aos 18 anos. Samba eu comecei a ouvir na barriga da minha mãe.”
Defendendo a ideia de que não somos uma coisa só, que o mundo não tem uma só forma de agir, nem uma forma de ser, a artista destacou que acredita na pluralidade. E que, com a música, deve ser assim também.
Ao falar sobre o amor pela música, sobre ser cantora e a possibilidade de se aposentar dos palcos um dia, ela foi categórica:“Eu não me vejo longe dos palcos, porque não me vejo longe da música. Tenho 53 anos. Sou muito mais tempo cantora, em vida, do que não cantora. O palco virou lugar de alegria e conforto. No palco, eu não trabalho. Quando tô cantando, faço qualquer coisa, menos trabalhar. Isso tem muita potência para mim. ”.

Mulher, força e delicadeza: o que Ivete representa
No meio de tantos anúncios, Ivete também falou sobre o fato da cena do samba ser dominada majoritariamente por homens e sobre o papel da mulher na música e na vida. Disse ser inegável a necessidade de vozes femininas em um projeto feminino como esse. No entanto, a cantora deixou um recado sobre o impacto que deseja deixar no mundo:“Que eu seja exemplo de muitas mulheres; em força e em delicadeza”.
E quem acompanha a carreira dela sabe que esse equilíbrio entre intensidade e sensibilidade é uma das marcas mais potentes de Ivete. Uma artista que se reinventa, mas que nunca abandona o que é mais genuíno: sua verdade.
Vamos Sambar Gostoso, Minha Gente?
A turnê, que começa em outubro, já tem ingressos com venda marcada para 8 de julho, no site da Ingresse. E sim, anunciar com antecedência era fundamental, segundo ela, para que o público possa se organizar e viver essa experiência com tudo o que tem direito.
No vídeo que abriu essa nova fase no Instagram, Ivete chegou como quem convida para roda: “VAMOS SAMBAR GOSTOSO, MINHA GENTE?”, ao som da música Clareou.
E com um sorriso no rosto, durante a coletiva, e dando tempo ao tempo, Veveta resumiu as expectativas para o lançamento do projeto, em clima de spoiler, se limitando a dizer: “O spoiler vai ser o encontro. Vamos saber disso juntos.”
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Texto revisado por Angela Maziero Santana









