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Foto: divulgação/Carlos Eboli

Coletiva | Juntas e Separadas aposta na força da amizade feminina em nova série

Produção reúne diferentes histórias de mulheres que enfrentam relações, frustrações e desafios contemporâneos

A nova série Juntas e Separadas foi apresentada à imprensa em coletiva realizada pelo Globoplay, reunindo elenco e equipe criativa para falar sobre os temas centrais da produção. A trama acompanha a trajetória de um quarteto de amigas que compartilham experiências sobre relacionamentos, carreira, desejos e frustrações, tendo a amizade como ponto de apoio em meio aos desafios da vida adulta.

Durante o encontro, a atriz Sheron Menezzes destacou o tom leve e sincero das conversas entre as personagens, que remetem às trocas que muitas mulheres têm no cotidiano com suas amigas. Para ela, essa identificação é um dos pontos fortes da série. “O ponto positivo é essa mistura de conversa de bar com papo calcinha, falando sobre os homens, relacionamentos, desejos, frustrações; acho que é nisso que me identifico, porque sou assim com as minhas amigas. E espero muito que as mulheres assistam e consigam perceber que às vezes o fardo está difícil, mas se elas dividirem com outras mulheres, que estão passando pelas mesmas questões, umas podem ajudar as outras”, disse.

Outro aspecto destacado na coletiva foi o protagonismo feminino dentro da narrativa. Segundo a atriz e roteirista Débora Lamm, a série propõe uma mudança importante na forma como histórias de mulheres costumam ser apresentadas na dramaturgia. “Eu acho que tanto no mundo quanto na dramaturgia, estamos sempre acostumadas a ver o homem como sujeito da narrativa; o homem sempre conduzindo as histórias. Mesmo quando têm mulheres em cena, elas estão falando sobre eles, sentindo falta deles.”

Para ela, a diferença da produção está justamente em colocar as personagens no centro da ação. “E eu vejo nessa série que, de fato, elas são o sujeito da ação, elas são o centro dessa história, as verdadeiras protagonistas. Porque isso é muito sutil, às vezes vemos mulheres como protagonistas, mas quem está sempre no centro da narrativa é a falta do homem, a frustração que o homem fez a mulher passar, e nessa série não. Aqui elas são as condutoras absolutas dessa história, esse é o ponto mais positivo”, afirmou.

Foto: divulgação/Laura Campanella

A atriz Natália Lage também ressaltou a diversidade de experiências representadas na série e o caráter de acolhimento que marca a relação entre as personagens. Para ela, a história dialoga diretamente com discussões atuais sobre o papel da mulher na sociedade. “Eu acho que tem muitos pontos positivos, principalmente a diversidade dessas mulheres e a maneira como elas se amparam. Uma coisa que a Thalita (Rebouças) falou ontem: ‘em tempos tão áridos, não deixa de ser uma homenagem às mulheres.’”

A artista destacou ainda que a narrativa evidencia imperfeições e vulnerabilidades, aproximando as personagens da realidade do público. “Nós temos muitos buracos e defeitos, mas somos legais, estamos querendo nos colocar, discutir, estar junto, uma amparando a outra e acho que a série traz essa amplitude do universo feminino, cada uma com a sua questão. Pessoalmente, também fico muito feliz por esse trabalho estar acontecendo agora, nesse momento, as coisas estarem sendo ditas e discutidas.”

A atriz Luciana Paes completou a reflexão destacando que a série também aborda novas formas de compreender o poder feminino. Segundo ela, as personagens representam mulheres que começam a ocupar espaços de influência na sociedade, mas sem abrir mão da sensibilidade e da coletividade.

“Essas mulheres são um pouquinho mais velhas que a gente, estão alcançando lugares de poder, de movimentação na sociedade, mas sem perder a ternura. Que lugar é esse do poder feminino? Nós ainda não sabemos direito, ainda estamos construindo esse modelo. Porque, muitas vezes, uma mulher se apropria da maneira poderosa de ser aos olhos masculinos. E uma das coisas mais interessantes dessa série é poder entender o poder do feminino; não copiar modelos masculinos, e sim criar coletivos super capazes.”

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Texto revisado por Angela Maziero Santana 

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