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Foto: divulgação/Estevam Avellar

Tudo que você precisa saber sobre A Nobreza do Amor, a nova novela das 6

Com protagonismo negro, trama sobre poder e tragédia promete inovar e chamar a atenção dos telespectadores

Substituta de Êta Mundo Melhor!, a novela A Nobreza do Amor estreou na última segunda (16), na faixa das 18h da TV Globo, prometendo ação, reviravoltas e muita intensidade em seus capítulos, em uma superprodução digna de cinema e com um grande elenco! 

A trama, que é ambientada nos 1920, atravessa continentes e se passa entre o reino de Batanga e a cidade de Barro Preto, no Rio Grande do Norte, ambos locais fictícios, em um período marcado por intensas transformações sociais e políticas. 

A história principal se desenvolve a partir da princesa africana Alika (Duda Santos), obrigada a deixar o seu reino após um golpe de Estado. Criada e escrita por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elísio Lopes Jr., com direção artística de Gustavo Fernández e produção de Andrea Kelly, a novela aposta em uma narrativa densa e envolvente. Duda Santos e Ronald Sotto dão vida aos protagonistas centrais da trama.

Eixo Central
Foto: divulgação/Estevam Avellar

Futura Rainha de Batanga, a princesa Alika se vê obrigada a fugir para o Brasil após um golpe de Estado do primeiro-ministro Jendal (Lázaro Ramos). Prometida em casamento a ele, que, até então, era o homem de confiança do rei, os caminhos tomam uma outra direção quando a herdeira do trono se recusa a casar com Jendal e cumprir seu acordo.

Ativa nos negócios do reino, Alika participa ativamente das decisões econômicas do país, que envolvem a exploração do tungstênio, metal que sustenta a economia local. A princesa convence seu pai a firmar um acordo com os turcos, representados por Paxâ Solimann (Marco Ricca) e Omar (Rodrigo Simas), seu filho, que acaba se apaixonando por Alika.

A situação desperta a fúria de Jendal, pois o vilão tinha um acordo com os ingleses, Mr. Campbell (Michel Blois) e Mr. Jones (João Pedro Zappa). Não satisfeito, o vilão, então, promove um golpe de Estado com o apoio dos ingleses, trai o rei Cayman II (Welket Bungué) e toma o poder à força; obrigando a família real a fugir do país. Para salvar a vida dos pais, Alika aceita se casar com Jendal, mas já tinha um plano: o casamento é realizado, porém, não chega a ser consumado.

O Romance e os desafios
Foto: divulgação/Estevam Avellar

Na tentativa de escapar da perseguição, Alika e sua mãe, a rainha Niara (Erika Januza), atravessam o Atlântico em busca de abrigo no Brasil. Já no interior do Rio Grande do Norte, na fictícia Barro Preto, onde vive Zambi, também conhecido como José (Bukassa Kabengele), irmão do rei deposto que há anos se estabeleceu no país, Alika assume a identidade de Lúcia. 

É nesse contexto que ela conhece Tonho (Richard Sotto), um jovem trabalhador do Engenho Santa Fé, maior fazenda de cana-de-açúcar da região, propriedade de Casemiro Bonafé (Cássio Gabus Mendes), um homem sensível, educado, honesto e com forte senso de justiça. 

O encanto entre a princesa destemida e o homem da terra é imediato. A química entre eles é avassaladora e intensa e o romance entre os dois se torna o fio condutor da trama – conectando o Brasil e a África, eixo central que a novela pretende explorar com profundidade cultural e emocional.  

A madrinha de Tonho, Dona Menina (Zezé Motta), uma espécie de oráculo na vida dos colonos do engenho, chega a sentir um vínculo ancestral que une os dois. A anciã enxerga que a jovem representa um elo entre Tonho e o seu passado.

Ao mesmo tempo em que Alika busca retornar para Batanga e derrubar o golpista Jendal, planejando um plano de vingança contra o rei para poder retomar ao trono, Tonho sonha em conquistar um pedaço de terra para ajudar o seu povo. O caminho não será fácil e os desafios se tornam cada vez maiores para o casal, colocando à prova seus ideais, sentimentos e destinos.

Foto: divulgação/Estevam Avellar

Em Barro Preto, eles ainda precisarão enfrentar a oposição de figuras influentes da cidade, como o casal Mirinho (Nicolas Prattes) e Virgínia(Theresa Fonseca), herdeiros de duas das famílias mais poderosas da região e dispostos a defender os seus interesses a qualquer custo. 

As investidas de Mirinho sobre Alika deixam sua namorada, a mimada Virgínia, possessa, fazendo com que ela arme diversas tramoias contra a princesa, para assim tirá-la de seu caminho, ainda que Alika não corresponda ao assédio.

A direção cuidadosa e contemplativa de Gustavo Fernández chama a atenção e promete se destacar pela qualidade visual, algo incomum para novelas da faixa das seis. A fotografia sofisticada, os enquadramentos super elaborados e as cenas que exploram a atmosfera narrativa são avassaladores e reforçam o caráter de cinema da produção!

Representatividade e protagonismo negro
Foto: divulgação/Estevam Avellar

Outra coisa que chama a atenção na trama é o destaque e a centralidade da negritude. Com protagonistas negros em posições de poder e complexidade dramática, a novela investe em ampla diversidade cultural e representação racial, ampliando o espaço de narrativas que já foram muito negligenciadas na teledramaturgia brasileira.

Foto: divulgação/Estevam Avellar

O vilão Jendal, interpretado por Lázaro Ramos, também promete agitar e movimentar a história. O papel marca o primeiro vilão do ator em novelas, após mais de 30 anos de carreira. “Eu não tinha como objetivo fazer um vilão. Por conta da urgência das nossas pautas, meu objetivo era fazer heróis, ou anti-heróis. Pessoas com humanidade, que falham. Acho que ser desafiado nesse lugar me apaixona. Eu queria mostrar o protagonismo heroico do que a gente pode ser”, contou o ator em entrevista ao Gshow.

Após protagonizar Garota do Momento, a atriz Duda Santos retorna ao horário da seis, interpretando mais uma personagem central na programação da emissora.“Quando li a sinopse de A Nobreza do Amor, falei: Não! Eu tenho que fazer essa novela, e não por um sonho meu, mas por um sonho coletivo. Essa história precisa ser contada”, afirmou a atriz, também em entrevista ao Gshow. 

Com uma história impactante que mistura romance, política, identidade, representatividade e poder, A Nobreza do Amor surge como uma aposta ambiciosa da TV Globo no horário das seis, dialogando com temas contemporâneos, ancestralidade e resistência por meio de uma história de época. 

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Leia também: Coletiva | A Nobreza do Amor apresenta trama sobre justiça, coletividade e enfrentamento das desigualdades

Texto revisado por Kalylle Isse

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