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Foto: divulgação/assessoria: Lucas Souza

Curta-metragem com Alice Braga, Vitória Régia imagina um Brasil extremo para debater direitos territoriais, crise climática e democracia

Produção faz parte da campanha A Resposta Somos Nós, do movimento indígena, e estreia dia 14 de abril

da por povos indígenas e comunidades quilombolas – herdeiros de uma luta ancestral que sempre batalhou contra o fim do mundo – para defender o território e o futuro. Em meio ao caos, uma jornalista (Alice Braga) se aventura profundamente no território, determinada a contar essa história para o mundo. Mais do que uma obra de ficção, Vitória Régia é um manifesto político, no qual o movimento indígena brasileiro assume o protagonismo na linha de frente das batalhas climáticas globais.

Pedro Inoue, diretor criativo e produtor executivo do curta, enaltece o papel de destaque dado aos indígenas para a concepção da história: “Eles são os verdadeiros super-heróis do nosso tempo: falam com árvores, montanhas e rios. Alguém da gente sabe fazer isso? Se tem alguém que precisa da nossa atenção, apoio e respeito, são eles que estão na primeira linha da batalha para salvar as florestas, os rios, e o futuro. E fazem isso há mais de 500 anos: Se tem alguém que sabe sobre o fim do mundo, são eles”.

Foto: divulgação/assessoria: Lucas Souza

Para Alice Braga, fazer parte da obra foi mais do que uma decisão profissional, foi uma parceria inevitável movida por seus ideais: “O desejo de usar a ficção para ampliar uma escuta que já existe e ajudar essas vozes a chegarem mais longe. Os povos indígenas, enquanto guardiões da floresta, são também os guardiões do futuro. Então fazer esse filme foi colocar meu trabalho a serviço de algo que eu acredito e me mobiliza profundamente”.

Toya Manchineri, coordenador-geral da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), ressalta que a ambientação é uma peça central da história. “No filme, a Amazônia não é pano de fundo, é território vivo, em disputa, onde democracia, soberania e futuro climático se tornam inseparáveis. A partir disso, o filme coloca uma pergunta central: quem decide o destino de territórios estratégicos, e a serviço de quais interesses? E quais são as consequências dessas decisões no longo prazo?”, questiona.

Dinamam Tuxá, coordenador-executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), conta que o filme explicita tensões vividas pelos povos indígenas que já existem na realidade e que condensam projetos opostos no país. “De um lado, a lógica da exploração predatória, acelerada e orientada pelo lucro imediato. Do outro, a defesa de ecossistemas que regulam o clima e sustentam a vida. O que está em disputa não é apenas território. É poder, é soberania e é o lugar do Brasil no mundo. É um filme sobre escolhas”, ressalta. “Um lembrete de que democracias não são garantias permanentes – e de que territórios não são mercadorias”.

Dinamam enfatiza que o curta nasceu com o objetivo de dar visibilidade às pautas territoriais, sociais e climáticas que os povos indígenas têm defendido continuamente ao longo do tempo. “É nesse contexto que, no Acampamento Terra Livre (ATL) deste ano, afirmamos: ‘nosso futuro não está à venda’. Porque nossos territórios, nossos corpos e a natureza, da qual fazemos parte, não podem ser comprados.”

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Texto revisado por Angela Maziero Santana

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