Cultura e entretenimento num só lugar!

Crítica | O Diabo Veste Prada 2 é o exemplo perfeito de como uma continuação deve ser

A sequência é exatamente tudo aquilo que os fãs queriam e um pouco mais

Quase duas décadas depois do lançamento do primeiro filme, O Diabo Veste Prada 2 traz de volta para os cinemas os personagens que marcaram gerações e impactaram a cultura pop dos anos 2000. A continuação reapresenta nas telonas o universo da moda e das redações editoriais, agora redefinidos pelas transformações ao longo dos últimos 20 anos. 

Explorando os avanços tecnológicos e sociais dentro do jornalismo, a sequência mostra a transição do impresso para o digital e todas as novas dinâmicas que envolvem números, métricas, cliques e publicidades. Inserida no cenário glamouroso do mundo da moda, a trama apresenta a mesma Andy (Anne Hathaway), para além das roupas melhores: agora como uma jornalista premiada e reconhecida por seus feitos.

Confira o trailer:

 

Com posicionamento firme e fiel às suas verdades, Andy faz um discurso potente sobre a importância do trabalho jornalístico, após receber uma mensagem de texto comunicando sua demissão durante uma premiação. Depois de ter sua fala viralizada, ela é convidada para trabalhar novamente na Runway, ao lado de Miranda Priestly (Meryl Streep), como editora de matérias especiais da revista, que enfrenta dificuldades diante de acusações que comprometem sua reputação e, consequentemente, a de Miranda. É nesse cenário que a protagonista entra em ação para reestruturar não só os conteúdos e credibilidade do veículo, como também para zelar por tudo que ele representa.

De uma forma agradável e nada forçada, as referências ao primeiro filme estão impecavelmente encaixadas na narrativa da segunda parte do clássico moderno, que carrega uma dose extra de reflexões sobre as escolhas feitas na vida adulta e suas consequências no cotidiano. O bom humor e a leveza utilizados para tratar assuntos sensíveis se destacam como pontos altos do longa, permitindo que questões complexas sobre trabalho e a correria do dia-a-dia sejam naturalmente assimiladas pelo público. 

Foto: divulgação/Disney Plus

Acompanhar a rotina da Runway e suas mudanças é um verdadeiro presente para os fãs da duologia. Entre os corredores da redação, a maior e mais notável transformação, com certeza, é a de Miranda. Enquanto no primeiro filme a personagem mantinha sua postura gélida, autoritária e indiferente, no segundo, conhecemos uma Miranda mais humanizada e leve, sem perder sua acidez natural. Tudo sobre a chefe incisiva é redesenhado e apresentado para o público como uma evolução, assim ajudando na construção da ideia de que a mulher mais temida de uma empresa também é uma vítima do corporativismo. Andy e Emily (Emily Blunt) também demonstram amadurecimento, mas ainda é evidente a busca pela validação e aceitação de Miranda em seus respectivos trabalhos. 

Entre referências icônicas, memórias saudosas e a criação de novos momentos que farão parte do imaginário do público, O Diabo Veste Prada 2 vai muito além da nostalgia, supera expectativas e se destaca em um cenário de crise criativa em Hollywood. A obra conseguiu trazer de volta tudo aquilo que o espectador já conhecia e amava, mas com um frescor da modernidade e críticas ainda mais acentuadas e necessárias. 

O filme fará sua estreia nos cinemas em 30 de abril e vale muito a pena ser assistido.

 

Pretende assistir? Conta pra gente nas redes sociais do Entretê – Insta, Facebook e X – e aproveite para nos seguir e ficar por dentro das novidades do mundo do entretenimento.

Leia também: O Diabo Veste Prada 2: tudo sobre o filme do ano 

 

Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

plugins premium WordPress

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao utilizar nossos serviços, você concorda com tal monitoramento. Acesse nossa política de privacidade atualizada e nossos termos de uso e qualquer dúvida fique à vontade para nos perguntar!