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Especial | Novelas brasileiras que fizeram sucesso na Turquia

Antes das dizis conquistarem o público brasileiro, as novelas do Brasil já eram exibidas na Turquia

Por Mariana Chagas e Débora Lima

Muitas dizis turcas conquistaram o público do Brasil, mas você sabia que novelas brasileiras também são um sucesso na Turquia? Desde as mais antigas, como Escrava Isaura (1976), até fenômenos recentes, como a adaptação de Avenida Brasil (2012), diversas produções brasileiras passaram na televisão turca e marcaram gerações.

Essa troca não acontece à toa. O Brasil é reconhecido mundialmente pelas suas novelas, consolidando-se como um dos principais países exportadores do gênero. Só a história de Nina (Débora Falabella) e sua madrasta Carminha (Adriana Esteves) foi vendida para mais de 140 países. 

Os números mostram o potencial que os roteiristas brasileiros têm de construir narrativas envolventes que encantam em todos os cantos do mundo. Essas novelas, inclusive, já chegaram a grandes premiações internacionais. Caminho das Índias (2009) é um exemplo: escrita por Glória Perez, a obra venceu o Emmy Internacional 2009 na categoria de Melhor Telenovela.

Novelas brasileiras entre as principais na Turquia

A novela Escrava Isaura, exibida pela TV Globo, é uma das produções brasileiras que mais marcou o público turco. O romance de 1976, traduzido como Köle Isaura, foi ao ar na TRT e ganhou enorme popularidade no país, tornando-se a telenovela mais querida na Turquia entre 1985 e 1986.

Cena de Escrava Isaura
Foto: reprodução/ Globoplay

Protagonizada por Lucélia Santos e Rubens de Falco, a trama, que foi vendida para mais de 80 países, acompanha Isaura em sua luta pela liberdade e pelo amor. As músicas-tema da novela se popularizaram na Turquia durante o período. Uma reportagem turca afirma que um dos motivos da fama de músicas latinas no país são as melodias e ritmos parecidos com o estilo mediterrâneo.

Outro sucesso da TV Globo é Por Amor, exibida entre 1997 e 1998. A novela chegou à Turquia com o título Her Şey Sevgi İçin (tradução livre: Tudo por Amor), além de ser transmitida em mais de 70 países. Protagonizada por Regina Duarte e Gabriela Duarte, as duas também interpretaram mãe e filha na trama.

Cena de Por Amor
Foto: reprodução/Globo

Sinhá Moça (2006), traduzida como Küçük Hanım, e A Sucessora (1978), conhecida na Turquia como Unutulmayan Kadın, constam na lista de séries estrangeiras exibidas pela TRT no país, mostrando como as décadas de 80 e 90 foram marcadas pela exibição das obras brasileiras nas televisões turcas.

Cena de Sinhá Moça
Foto: reprodução/Globo
Cena de A Sucessora
Foto: reprodução/Globo
Artistas turcos falam de novelas brasileiras

A fama das novelas do Brasil é tanta que diversos atores turcos queridinhos pelo público já confessaram ter assistido a essas produções enquanto cresciam. 

Um exemplo é Can Yaman, famoso por interpretar Ferit Aslan em Dolunay (2017) e Can Divit em A Sonhadora (Erkenci Kuş, 2018). O artista comentou, em sua vinda para o Brasil, que assistia às novelas brasileiras ao lado de sua avó enquanto passava as férias escolares em Bodrum, no sudoeste da Turquia.

As novelas brasileiras sempre passaram muito na Turquia. Nasci e cresci assistindo. Nessa época, todas as mulheres eram obcecadas pelas novelas brasileiras”, declarou o artista na coletiva de imprensa para o lançamento de El Turco (2025).

Can Yaman no Brasil
Foto: reprodução/Nathan Pancote/Globoplay

Demet Özdemir, outro nome de destaque do audiovisual turco, também afirmou ter memórias de crescer assistindo a essas produções. A atriz acredita que esse sucesso se dá porque brasileiros e turcos são parecidos em muitos aspectos.

Em entrevista à CNN Brasil, Demet contou que teve contato com programas brasileiros ainda na infância e relembrou o impacto dessas produções em sua formação cultural. “Eu ainda me lembro de alguns programas de TV brasileiros que cresci assistindo. Mesmo que possam haver diferenças culturais, somos muito próximos”, afirmou a atriz.

Can Yaman e Demet Özdemir juntos em A Sonhadora
Foto: divulgação/Gold Film/Star TV

Conhecida por protagonizar produções como Táticas do Amor (Ask Taktikleri, 2022), da Netflix, e Meu Lar, Meu Destino (Dogdugun Ev Kaderindir, 2019), a artista também destacou que o sucesso das dizis ao redor do mundo está ligado à identificação emocional do público com as histórias, independentemente da origem. 

Acho que o segredo é ser capaz de testemunhar histórias e personagens dos quais você pode se sentir próximo, não importa de quão longe eles sejam”, declarou.

Avenida Brasil é adaptada para versão turca

A força de Avenida Brasil continua atravessando fronteiras mais de uma década após seu sucesso na televisão brasileira. A novela, um dos maiores fenômenos da teledramaturgia nacional, ganhou uma versão turca que foi ao ar em 2025 no canal turco NOW, nomeada de Leyla: Hayat… Aşk… Adalet… (no Brasil: Leyla – Sombras do Passado).

Cena de Avenida Brasil
Foto: reprodução/Globo

A Globoplay trouxe a dizi para o seu catálogo em novembro do ano passado, e a produção também passou a integrar a programação do canal Globoplay Novelas em 15 de dezembro.

A trama acompanha Leyla (Cemre Baysel), personagem equivalente à Nina da versão brasileira, que retorna anos depois em busca de vingança contra Nur (Gonca Vuslateri), figura inspirada na icônica Carminha. 

Cena de Leyla
Foto: reprodução/dizilah

Com 127 episódios, a produção turca mantém a essência dramática de Avenida Brasil, apostando em reviravoltas intensas, conflitos familiares e uma jornada de vingança. Já o elenco conta com nomes famosos no país, como Cemre Baysel, Alperen Duymaz e Gonca Vuslateri. 

A adaptação reforça o alcance internacional do formato criado no Brasil, além de evidenciar o crescimento de produções turcas nos streamings brasileiros, fortalecendo o intercâmbio entre as duas indústrias audiovisuais – e dando origem a boas histórias que conquistam o mundo inteiro.

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Leia também: Novelas verticais: entenda o novo formato de produção que está fazendo sucesso entre telespectadores do mundo inteiro

 

Texto revisado por Angela Maziero Santana 

 

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Música Notícias

NMIXX anuncia novo álbum Heavy Serenade e lança clipe da música Crescendo

O quinto EP do grupo feminino de k-pop está previsto para 11 de maio e o videoclipe de Crescendo já está disponível nas plataformas digitais

Início de uma nova era! O girl group sul-coreano NMIXX anunciou seu quinto EP, o mini álbum Heavy Serenade. O projeto será lançado no dia 11 de maio de 2026 e é composto por seis faixas que marcam o início de uma nova fase na trajetória musical do grupo formado pela SQU4D, uma sub-gravadora da JYP Entertainment. 

Guiado pelo conceito de um amor crescente, o álbum explora a ideia de descobrir o significado desse sentimento que cresce e se fortalece por meio das conexões. E a faixa-título Heavy Serenade promete reforçar o conceito central do álbum ao transmitir uma mensagem de amor profundo e inabalável. 

Foto: reprodução/Instagram @nmixx_official

A partir desse universo conceitual, o resultado é um produto de emoções intensas e de narrativa que equilibra força e sensibilidade, com as famosas “serenatas”, uma das características marcantes do som desse grupo de k-pop. 

Como parte da divulgação do seu comeback, o NMIXX vem revelando uma série de conteúdos desde o dia 21 de abril, incluindo o trailer do álbum e a tracklist que ampliam a experiência imersiva do Heavy Serenade.

Assista o trailer do álbum:

Agora, os fãs já conseguem ter um primeiro contato com a direção sonora e visual do mini-álbum por meio do lançamento do novo videoclipe de Crescendo, uma faixa de pré-lançamento do EP.

Assista ao videoclipe de Crescendo:

A narrativa do projeto fala sobre a “MIXXTOPIA”, um espaço que reflete a realidade, mas que ao mesmo tempo existe como um vazio em constante transformação. E, é nesse cenário que as integrantes Lily, Haewon, Sullyoon, Bae, Jiwoo e Kyujin constroem uma narrativa sobre amor em um mundo em construção.

Confira a tracklist completa:

Crescendo

Heavy Serenade

IDESERVEIT

Different Girl

Superior

LOUD

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Leia também: Ariana Grande anuncia o novo álbum Petal  

 

Texto revisado por Angela Maziero Santana

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Crítica Cultura pop Notícias

Crítica | O Diabo Veste Prada 2 é o exemplo perfeito de como uma continuação deve ser

A sequência é exatamente tudo aquilo que os fãs queriam e um pouco mais

Quase duas décadas depois do lançamento do primeiro filme, O Diabo Veste Prada 2 traz de volta para os cinemas os personagens que marcaram gerações e impactaram a cultura pop dos anos 2000. A continuação reapresenta nas telonas o universo da moda e das redações editoriais, agora redefinidos pelas transformações ao longo dos últimos 20 anos. 

Explorando os avanços tecnológicos e sociais dentro do jornalismo, a sequência mostra a transição do impresso para o digital e todas as novas dinâmicas que envolvem números, métricas, cliques e publicidades. Inserida no cenário glamouroso do mundo da moda, a trama apresenta a mesma Andy (Anne Hathaway), para além das roupas melhores: agora como uma jornalista premiada e reconhecida por seus feitos.

Confira o trailer:

 

Com posicionamento firme e fiel às suas verdades, Andy faz um discurso potente sobre a importância do trabalho jornalístico, após receber uma mensagem de texto comunicando sua demissão durante uma premiação. Depois de ter sua fala viralizada, ela é convidada para trabalhar novamente na Runway, ao lado de Miranda Priestly (Meryl Streep), como editora de matérias especiais da revista, que enfrenta dificuldades diante de acusações que comprometem sua reputação e, consequentemente, a de Miranda. É nesse cenário que a protagonista entra em ação para reestruturar não só os conteúdos e credibilidade do veículo, como também para zelar por tudo que ele representa.

De uma forma agradável e nada forçada, as referências ao primeiro filme estão impecavelmente encaixadas na narrativa da segunda parte do clássico moderno, que carrega uma dose extra de reflexões sobre as escolhas feitas na vida adulta e suas consequências no cotidiano. O bom humor e a leveza utilizados para tratar assuntos sensíveis se destacam como pontos altos do longa, permitindo que questões complexas sobre trabalho e a correria do dia-a-dia sejam naturalmente assimiladas pelo público. 

Foto: divulgação/Disney Plus

Acompanhar a rotina da Runway e suas mudanças é um verdadeiro presente para os fãs da duologia. Entre os corredores da redação, a maior e mais notável transformação, com certeza, é a de Miranda. Enquanto no primeiro filme a personagem mantinha sua postura gélida, autoritária e indiferente, no segundo, conhecemos uma Miranda mais humanizada e leve, sem perder sua acidez natural. Tudo sobre a chefe incisiva é redesenhado e apresentado para o público como uma evolução, assim ajudando na construção da ideia de que a mulher mais temida de uma empresa também é uma vítima do corporativismo. Andy e Emily (Emily Blunt) também demonstram amadurecimento, mas ainda é evidente a busca pela validação e aceitação de Miranda em seus respectivos trabalhos. 

Entre referências icônicas, memórias saudosas e a criação de novos momentos que farão parte do imaginário do público, O Diabo Veste Prada 2 vai muito além da nostalgia, supera expectativas e se destaca em um cenário de crise criativa em Hollywood. A obra conseguiu trazer de volta tudo aquilo que o espectador já conhecia e amava, mas com um frescor da modernidade e críticas ainda mais acentuadas e necessárias. 

O filme fará sua estreia nos cinemas em 30 de abril e vale muito a pena ser assistido.

 

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Leia também: O Diabo Veste Prada 2: tudo sobre o filme do ano 

 

Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

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Livros

Entre o amor e a guerra, romance aborda dilemas em meio ao conflito

Autor constrói um romance intenso sobre escolhas, sobrevivência e fragilidade humana em meio ao caos da Segunda Guerra Mundial

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Cinema Entretenimento Notícias

As Dez Vantagens de Morrer Depois de Você ganha cartaz oficial

Com Any Gabrielly e Giulia Be, o longa baseado no livro de Fernanda de Castro Lima ganha cartaz

Dirigido por Diego Freitas e baseado no livro homônimo de Fernanda de Castro Lima, o filme é produzido por Marcio Fraccaroli, André Fraccaroli, Veronica Stumpf e o roteiro é assinado por Freitas ao lado de Rod Azevedo, a produção foi feita pela Paris Entretenimento e distribuição pela Paris Filmes.

Foto: divulgação/Paris Filmes/Amanda Aguiar

As Dez Vantagens de Morrer Depois de Você conta a história da amizade entre Gabi (Any Gabrielly) – que está estreando nos cinemas –, e Julia, interpretada por Giulia Be. As duas são amigas de infância inseparáveis, mas com personalidades completamente opostas. Gabi é tímida, reservada e tem medo de sair de sua zona de conforto. Enquanto isso, Julia é extrovertida, carismática e vive intensamente todas as suas experiências.

A pacata história sofre uma mudança quando Julia sofre um acidente de carro e, antes de morrer, escreve dez cartas para Gabi, deixando desafios que a incentivam a experimentar o novo e se abrir para a vida.

Todas as atividades incentivam Gabi a enfrentar seus medos, vencer sua timidez e se reconectar com ela mesma, entendendo melhor o luto e a importância do perdão. Para que isso aconteça, ela conta com a ajuda de sua nova colega, Lorena, interpretada por Pamela Germano.

Foto: divulgação/Paris Filmes

Sheron Menezzes assume o papel de Márcia, mãe de Gabi, preocupada com o futuro dela e do pai, André (Paulo Lessa), focado em fazê-la se sentir melhor no momento difícil.

O elenco ainda conta com Regiane Alves, interpretando a mãe de Julia, Lili. Léo Jaime, que vive Toninho, um senhor que acaba virando amigo de Gabi durante seus desafios. Como não poderia faltar para uma jovem, Michel Joelsas e Daniel Rangel vivem dois interesses amorosos da protagonista.

A estreia está marcada para o dia 13 de agosto de 2026 nos cinemas brasileiros.

Ficou curioso para ver os desafios de Gabi? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!

 

Leia também: Entre perdas e recomeços: a força do protagonismo femino em Uma Questão de Química

 

Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

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Cultura Cultura pop Destaques Entretenimento Eventos Moda Notícias

Met Gala 2026: saiba mais sobre o tema

A edição deste ano aposta em um tema mais aberto e conceitual, que aproxima moda e arte e amplia as possibilidades de interpretação no tapete vermelho

A cerimônia de abertura do Met Gala acontece na próxima semana (4), no Metropolitan Museum of Art, em Nova York, e segue a tradição de ser na primeira segunda-feira do mês de maio, marcando o início de uma edição voltada à moda e arte.

O tema é diferente todos os anos, tanto para a exibição quanto para o baile. Sempre em harmonia, o código de vestimenta do tapete vermelho é inspirado na exposição do ano, funcionando como uma tradução visual do conceito curatorial. Em 2026, o tema escolhido é Costume Art (A Moda como Arte), com código de vestimenta definido como “Fashion Is Art” (Moda é Arte).

A proposta da mostra parte da ideia de aproximar os dois mundos a partir de um elemento em comum: o corpo. A curadoria reúne peças do acervo do museu e estabelece diálogos com pinturas, esculturas e fotografias, mostrando como o corpo vestido ou representado carrega significados culturais ao longo do tempo.

A partir do acervo do Museu, a exposição propõe que a moda seja vista dentro do mesmo campo das artes visuais, destacando como o corpo atravessa diferentes períodos, estilos e formas de representação. 

Esse conceito orienta diretamente o dress code. O “Fashion Is Art” abre espaço para interpretações variadas, com foco em construções visuais que tratam a silhueta e o organismo como suporte.A expectativa é de figurinos que dialoguem com movimentos artísticos, explorando formas, volumes e referências que vão além do vestuário tradicional.

Na prática, isso tende a resultar em um tapete vermelho mais conceitual, com produções que podem se aproximar de esculturas ou composições visuais. Como o tema não é literal, a leitura depende da interpretação de cada convidado, o que costuma ampliar a diversidade estética do evento.

Na edição anterior, realizada em 2025, o tema foi Superfine: Tailoring Black Style (Superfino: Alfaiataria do Estilo Negro), com código de vestimenta “Tailored for You” (Sob medida para você), voltado à alfaiataria e à construção de identidade a partir do vestuário.

A mudança para 2026 indica um deslocamento para uma abordagem mais conceitual, menos centrada em códigos específicos e mais aberta à interpretação visual.

Entre os anfitriões do Met Gala estão Beyoncé, Nicole Kidman e Venus Williams, ao lado de Anna Wintour, que tradicionalmente lidera o evento. A escolha reforça o caráter multidisciplinar da edição e acompanha a proposta de aproximar diferentes áreas dentro de um mesmo conceito.

Quais as suas expectativas para os figurinos das celebridades no tapete vermelho de 2026? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!!

 

Leia também: Yağmur Yüksel: conheça a atriz turca

 

Texto revisado por Cristiane Amarante @cris_tiane_rj

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Cultura Entretenimento Teatro

Resenha | TINA – mais que um musical, a versão brasileira revela uma Tina Turner à altura de seu legado

TINA – Tina Turner, o musical, indicado a 12 Tony Awards faz sua estreia no Teatro Santander e conta com protagonista potente na versão brasileira 

Por Anna Mellado e Luana Chicol

O espetáculo Tina – Tina Turner, O Musical, em cartaz na cidade de São Paulo, apresenta a trajetória de uma das maiores cantoras do Pop e Rock dos anos 80. A produção, que contou com a própria Tina Turner (in memoriam) em seu desenvolvimento, revive clássicos que atravessaram gerações e vai muito além: nos leva para dentro da vida desse ícone que deixou marcas eternas na história da música – e o Entretê te conta como foi viver uma noite de sábado ao lado de Tina Turner!

Com Analu Pimenta – e Carol Roberto como alternante –, o musical já se faz empolgante: a forma como ambas incorporam Tina é impressionante. No dia em que estivemos presentes, com Analu no palco, a sensação era de que estávamos realmente vendo a grande diva em nossa frente. Certamente, a excelência na interpretação torna o espetáculo incansável, emocionante e inesquecível.

Por dentro da família Turner e do amadurecimento da pequena Tina 

O musical inicia nos contando a história de infância de Anna Mae Bullock (Tina). Ela vem de uma família negra de Brownsville, em Tennessee (EUA), cidade que foi berço de ícones do blues, incluindo Turner e Sleepy John Estes, sendo também a terra do algodão, onde Tina encontrou sustento por um bom período de sua vida. Desde cedo, a vida da menina não foi fácil: o pai era pastor e levava Anna Mae, sua mãe, e a irmã aos cultos. Lá, a mãe da pequena não aprovava a empolgação da filha, que costumava se levantar dos bancos para cantar e interpretar.

Já em casa, descobrimos que a amargura da mãe vinha de uma realidade dura: ela convivia com um marido cristão e abusivo, e Anna Mae foi gestada contra a vontade da genitora. Sendo assim, nossa futura estrela começou a vida sendo rejeitada: primeiro pela mãe, que saiu de casa e levou sua irmã mais velha, e depois pelo pai, que decidiu deixar a menina aos cuidados da avó. 

Em cena, as atrizes Aline Cunha, Renata Vilela e Vanessa Mello entregaram atuações profundas e tocantes como avó, mãe e irmã de Tina, respectivamente. Imprescindível também citar o elenco infantil, que nos fez ter empatia e sensibilidade pela história da família Bullock desde a cena 1.

Do início ao fim do musical, algo chamou muito a nossa atenção: o poder da Ancestralidade. Apesar da infância e adolescência complexas, Anna Mae nunca perdeu sua essência e sede de viver. Muito conectada com sua avó materna, a menina cresceu com uma referência de mulher batalhadora e incansável e, até o fim da vida, levou consigo a figura da avó e de sua versão criança para o seu lado. As cenas de Analu como jovem Tina e sua avó nos lembram dessa força: nos momentos mais difíceis de sua carreira, quando precisava se reconectar consigo, era a Ancestralidade que a levava de volta à vida. 

Além disso, entre a chegada de Anna Mae à cidade grande e a sua transformação em Tina Turner, o espetáculo nos apresenta uma mulher ainda muito inocente, mas apaixonada pelo canto. Em uma de suas primeiras noites na metrópole, já se destacou em um clube noturno e chamou a atenção de Ike Turner – seu primeiro marido e responsável por coroar Anna Mae como a inesquecível Tina Turner. 

Foto: reprodução/Caio Gallucci

Tudo parece brilhante, até ela se deparar com um casamento forçado e com muita violência física e psicológica. Sim, a nossa diva do pop e do rock, infelizmente, foi apresentada ao amor de forma abrupta e equivocada. Sua primeira paixão, Raymond Hill (interpretado pelo gigante Abrahão Costa), foi logo destruída pelo marido egocentrista e abusivo.

Ike e Tina – como a carreira artística da cantora foi marcada por violências

O fato de Tina ter vivido parte de sua vida adulta ao lado de um marido agressivo pode parecer absurdo – visto a sua reputação posterior como uma mulher enérgica e irreverente –, mas é muito real: quando se deparou com a fama, Tina ainda era muito menina e viu naquele homem a oportunidade de ser grande, cedendo assim, pouco a pouco, às suas vontades. Com Ike, Tina deu à luz a Ronnie Turner e ainda criou os dois filhos de outra relação dele com Lorraine Taylor: Ike Turner Jr. e Michael Turner, o que comprova o coração acolhedor de mãe que a estrela carregava consigo.

Ainda assim, com tamanha beleza, voz, fama e apoio familiar, Ike foi capaz de ferir Tina a ponto de ela tentar contra a própria vida. O interessante é observar como, em nenhum momento, o amor abusivo foi fantasiado. Por trás de cada sucesso, havia uma Tina fortemente machucada. 

Toda a fase desse relacionamento tão conturbado foi interpretada por Analu Pimenta com muita maestria, e fez o público sentir a dor daquela mulher tão talentosa, mas com uma dor que vinha da alma. Ike não a machucava apenas fisicamente, ele feria a sua alma. Ainda bem que Tina conseguiu se libertar desse monstro e finalmente viver livre – e que cena emocionante ver a estrela conseguindo sua liberdade!

Apesar disso, o ex-marido fez da vida de Tina um verdadeiro pesadelo nos primeiros anos depois da separação. Após perder o direito às próprias músicas – inclusive as escritas por Tina, que foram a maioria –, a cantora se viu sem dinheiro para arcar com as contas básicas e cuidar dos filhos, já crescidos, mas dependentes da mãe. E foi nesse recomeço que Tina Turner brilhou, construindo um futuro gigante e com muito sucesso. 

Foto: reprodução/Andy Santana/Brazil News

Mais uma vez, Analu Pimenta nos transmitiu a força e a coragem dessa mulher tão admirável, que, mesmo sabendo que já não era tão nova, sentia-se capaz de conquistar o mundo com sua voz. A dor é o lugar onde, muitas vezes, encontramos nossa maior força e onde mais nos conectamos com nós mesmas e foi isso que a fase conturbada trouxe de lição à Turner.

O sucesso depois dos 40 – como Tina 

Não é uma surpresa que Tina teve seu grande “boom” após os 40. Com um cabelo marcante e uma voz inconfundível, sua história é uma das maiores quando falamos em superação e reinvenção. Já cansada de obedecer a ordens, ainda mais após finalmente se divorciar e se afastar de vez de Ike, a artista não queria mais cantar apenas pop: nessa nova fase, cantar rock era seu maior sonho. 

Na peça, fica muito claro que Tina estava realmente disposta a viver uma fase diferente, na qual ela escolheria o que seria melhor para si mesma: desde os arranjos musicais até o seu cabelo e os seus figurinos. A maturidade trouxe muito mais que uma repaginação em sua carreira: também trouxe coragem, determinação e a certeza de que era possível ir muito mais longe – e isso foi muito bem apresentado para o público, que já conseguia ver aquela Tina “contemporânea” pelos olhos de Analu Pimenta – que, por acaso, também faz sua primeira protagonista nos palcos, aos 40 anos.

Após a morte da mãe, em uma fase na qual sua carreira estava voltando a prosperar após a transição para um novo gênero musical, Tina poderia ter sido desestruturada novamente. Entretanto, ela consegue manter as rédeas da sua própria vida, ao confiar em sua vasta experiência de vida e aptidão para sempre reencontrar a própria voz. O ápice do musical, e um detalhe muito bem-vindo para os fãs brasileiros em especial, ocorre no show no Estádio Maracanã ao fim dos anos 80, que teve a presença de mais de 180 mil espectadores, contando também com o seu grande amor, Erwin Bach, interpretado pelo carismático Bruno Sigrist

A paixão madura entre a cantora estadunidense e o produtor alemão ocorre em um momento de crescimento em diversas frentes na vida de Turner, e foi impactante ver os resultados do recíproco na vida de uma mulher já tão poderosa. Ainda, ouvir What’s Love Got to Do with It? interpretada dentro do contexto de uma jornada de redefinição do amor na vida de uma mulher mais velha, estabeleceu novas camadas de interpretação à história.

Foto: reprodução/Andy Santana/Brazil News

Antes do início da apresentação, as cortinas que tomam o palco já apresentam o olhar hipnotizante de Tina, observando enquanto o público se acomoda nas cadeiras e desafiando-o a, quando o terceiro sinal tocar, prestar atenção e conhecer mais sobre a história da rainha do rock – a partir de sua perspectiva e em seus próprios termos. 

De forma brilhante, Analu Pimenta incorpora Tina no palco do Santander e nos transporta diretamente para um verdadeiro espetáculo de força, empoderamento e verdade em cada fala e música apresentada. O musical – ou melhor dito, o show de Tina Turner – se encerra com uma seleção de hits da cantora interpretados tão empolgadamente que a plateia não teve alternativa a não ser se levantar e dançar junto. Veja um trecho aqui.

 

Já garantiu o seu ingresso? Compartilhe com a gente a sua experiência no musical de Tina Turner e nos marque nas nossas redes sociais – Instagram, Facebook e X – e, se você gosta de trocar experiências literárias, junte-se ao Clube do Livro do Entretê!

 

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Texto revisado por Luana Chicol e Laura Maria

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Entretenimento Eventos Música Notícias

Ed Sheeran retorna ao Brasil em dezembro com a Loop Tour

O cantor volta ao Brasil em dezembro para uma apresentação única, que terá o show de abertura de FINNEAS

Matéria escrita por: Mayara Pereira

Na última terça (28), Ed Sheeran divulgou, por meio de suas redes sociais, que a sua turnê mundial, a Loop Tour 2026, passará pela América Latina e o Brasil não poderia ficar de fora dessa lista. O show acontecerá no dia 5 de dezembro, no Allianz Parque, em São Paulo.

Apesar da identidade visual da turnê ser predominantemente voltada para o seu projeto mais recente o álbum Play (2025) , é provável que o cantor britânico transite entre faixas de todo o seu repertório, reprisando hits como Shape Of You e Thinking Out Loud, intercalados com faixas mais recentes, como Azizam e A Little More.

Foto: reprodução/Luke Fenstemaker

No anúncio, também foi revelado que o cantor e compositor FINNEAS – que é irmão e colaborador da cantora Billie Eilish –, será o responsável pela abertura de todas as apresentações em terras latinas.

O show marcará o reencontro de Ed com os Sheerios brasileiros desde a sua participação no Rock in Rio 2024.

A venda de ingressos ocorrerá pela bilheteria Eventim, a partir do dia 4 de maio para os clientes Santander, e 6 de maio para o público geral.

SERVIÇO – SÃO PAULO

Data: 5 de dezembro de 2026 (sábado)

Local: Allianz Parque: Rua Palestra Itália, 200 – Água Branca – São Paulo, SP

Abertura dos Portões: 16h00 | Finneas: 19h30 | Ed Sheeran: 21h00

Classificação Etária: a partir de 16 anos desacompanhado. Menores de 16 anos apenas acompanhados dos pais ou responsável legal. Sujeito a alteração, conforme decisão judicial.

Limitação: 6 ingressos por CPF, limitado a 2 ingressos meia-entrada. A Eventim não se responsabiliza por compras efetuadas em canais não oficiais.

Pré-venda (*)

Pré-venda Santander

Para clientes Private e Select, começa no dia 4 de maio de 2026 (segunda-feira), às 10h. Será encerrada no dia 5 de maio de 2026 (terça-feira), às 09h59.

Para os demais clientes Santander, começa no dia 5 de maio de 2026 (terça-feira), às 10h. Será encerrada no dia 6 de maio de 2026 (quarta-feira), às 08h00.

*Os ingressos disponíveis para a pré-venda são limitados.

Venda para o público geral

Dia 6 de maio de 2026 (quarta-feira), às 10h.

Cartões válidos para a pré-venda Santander (clientes Private e Select): Santander Unique Infinite; Santander Unlimited Infinite; Decolar Santander Infinite; GOL Smiles Santander Infinite; American Express Gold Card Santander; American Express Platinum Card Santander; American Express Centurion Card Santander; Santander Unique Black; Santander Unlimited Black; Santander/AAdvantage Black.

Cartões válidos para a pré-venda Santander, demais Clientes: todos os cartões são elegíveis, exceto os de viagens.

Condições de parcelamento

Clientes Santander podem parcelar em até 9 vezes (6 vezes sem juros e, de 7 a 9 vezes, com juros).
Portadores de outros cartões podem parcelar em até 6 vezes (3 vezes sem juros e, de 4 a 6 vezes, com juros).

Setores e preços (**)

Pista Premium: R$880,00 (inteira) | R$440,00 (meia-entrada)
Pista: R$490,00 (inteira) |  R$245,00 (meia-entrada)
Cadeira Nível 1 Lateral (ASSENTOS MARCADOS): R$760,00 (inteira) | R$380,00 (meia-entrada)
Cadeira Nível 1 Central (ASSENTOS MARCADOS): R$730,00 (inteira) | R$365,00 (meia-entrada)
Cadeira Superior: R$440,00 (inteira) | R$220,00 (meia-entrada)

(**) Sujeito à disponibilidade.

Bilheteria Oficial

ALLIANZ PARQUE – BILHETERIA B (na abertura da pré-venda e na abertura da venda geral)

Endereço: Av. Francisco Matarazzo, 1705 (Portão B), Água Branca – São Paulo, SP

Funcionamento: de terça à sábado, das 10h às 17h. Fechado aos feriados, emenda de feriados, dias de jogos ou em dias de eventos de outras empresas.

ALLIANZ PARQUE – BILHETERIA A (demais dias)

Endereço: Rua Palestra Itália, 200 (Portão A), Perdizes – São Paulo, SP

Funcionamento: de terça à sábado, das 10h às 17h. Fechado aos feriados, emenda de feriados, dias de jogos ou em dias de eventos de outras empresas.

Meia-entrada e ingressos promocionais

Confira aqui as leis de meia-entrada, identificando quem tem direito ao benefício e os documentos
comprobatórios.

E você, vai marcar presença na Loop Tour? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!

Leia também: Ed Sheeran lança álbum Play e clipe de Camera, estrelado por Phoebe Dynevor 

Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

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Livros Notícias

A Casa das Bonecas, ficção científica de Olivia Gatwood, chega à Editora Record

Trama disseca os limites da inteligência artificial e o poder da amizade feminina

Misturando ficção científica e crítica ao avanço das inteligências artificiais, Olivia Gatwood transforma inquietações contemporâneas em literatura em A Casa das Bonecas. Em sua obra de estreia, agora lançada no Brasil pela Editora Record, a autora explora o sentimento pessimista em relação à ascensão do Vale do Silício e à propagação em massa das inteligências artificiais.

Em 2024, o livro foi eleito como o melhor do ano pelas revistas Time e Vogue.

Qual a história de A Casa das Bonecas?
A casa das bonecas
Foto: divulgação/Editora Record

Há dez anos, a jovem Mitty, de 28 anos, (sobre)vive com Bethel, uma idosa de 79 anos, em uma casinha caindo aos pedaços à beira-mar, na Califórnia. Longe da mãe e Mitty, ela se vê presa ao passado, apegada a coisas antigas e a um segredo que a fez fugir, em uma cidade tomada pelo avanço tecnológico e ricaços do setor.

Na casa de vidro, apelidada de casa das bonecas por Mitty e Bethel, chegam novos moradores: o casal Lena e Sebastian, um milionário do ramo de tecnologia que vem tomando Santa Cruz como uma praga. Agora vizinhos das duas mulheres, o casal divide a bondade rotineira e o desafio de puxar conversa fiada com elas.

Depois de conhecer as vizinhas, Lena, que, à primeira vista, aparenta ser perfeita, passa a questionar as lacunas de sua memória e a monotonia da vida. É convivendo com Mitty e Bethel – seus passados, suas memórias, seus segredos e seus erros – que Lena entende que há algo de errado em sua vida e questiona: o que aquelas paredes de vidro escondem?

Ao mesmo tempo, no fim do verão, um engenheiro de tecnologia – que Sebastian conhecia – é sequestrado e morto por quatro dos seus próprios estagiários. O boato que corre na cidade é de que o crime tenha sido motivado pela descoberta de um projeto que tornava a IA consciente. Um robô criado pelo engenheiro estava se tornando uma pessoa.

A Casa das bonecas
Foto: divulgação/Editora Record

Nessa ficção de estreia de Olivia Gatwood, a vida de cada um desses personagens esconde um segredo. A autora explora como o amor pode ir mais além do que o algoritmo. Em uma sociedade dominada por fome de poder e avanços tecnológicos, A Casa das Bonecas é a prova de que a nossa verdadeira humanidade ainda não pode ser copiada. 

Sobre a autora
Olivia Gatwood
Foto: reprodução/Penguin Random House

Olivia Gatwood é roteirista e autora de duas coletâneas de poesia, New American Best Friend e Life of the Party. Ela foi reconhecida internacionalmente por seus poemas, suas oficinas de escrita e seu trabalho como educadora de prevenção e recuperação pós-agressão sexual em conformidade com a Title IX

Suas performances foram exibidas na HBO, MTV, VH1, BBC, entre outros. Seus poemas foram publicados em veículos como Party Magazine, The Lambda Literary Review e The Missouri Review, entre outros.

Gatwood cresceu em Albuquerque, Novo México, e hoje mora na Califórnia. A Casa das Bonecas é seu primeiro romance

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Texto revisado por Laura Maria Fernandes de Carvalho

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