Cultura e entretenimento num só lugar!

Foto: divulgação/Manequim Filmes

Crítica | O Rei da Internet transforma a ascensão de um hacker brasileiro em um retrato intenso sobre ambição e excesso

Estrelado por João Guilherme, longa inspirado em fatos reais mistura crimes virtuais e juventude em uma narrativa acelerada sobre fama e poder

Com direção de Fabrício Bittar, O Rei da Internet aposta em uma história que saiu diretamente dos primórdios da internet brasileira para construir um drama policial ágil, estilizado e carregado de excessos. Inspirado na trajetória real de Daniel Nascimento, um dos hackers mais conhecidos do país, o filme acompanha a ascensão meteórica de um adolescente que transforma talento em dinheiro e influência antes mesmo de completar 17 anos.

João Guilherme entrega uma das performances mais maduras da carreira ao interpretar Daniel com uma inquietação constante. O ator consegue equilibrar o fascínio da juventude diante do dinheiro fácil com a sensação permanente de perigo que cerca o personagem. Em muitos momentos, o filme funciona justamente por essa dualidade: ao mesmo tempo que seduz pelo universo da ostentação, nunca deixa de mostrar o vazio e a tensão por trás daquela vida acelerada.

Visualmente, o longa abraça uma estética energética e caótica que combina com o universo digital e clandestino que retrata. A direção utiliza montagem rápida, narração em off e uma atmosfera quase febril para mergulhar o espectador naquele início dos anos 2000, período em que a internet ainda parecia um território sem controle. Em alguns momentos, porém, o excesso de explicações acaba tirando parte da força dramática da narrativa, deixando pouco espaço para o público interpretar sozinho os conflitos do protagonista.

Foto: divulgação/Manequim Filmes

Outro ponto interessante é como o filme conversa diretamente com a cultura da fama instantânea. Mesmo ambientado anos atrás, O Rei da Internet soa extremamente atual ao mostrar um jovem seduzido pela necessidade de reconhecimento, status e validação. O hacker retratado no filme não busca apenas dinheiro: ele quer ser visto e admirado. E é justamente aí que o longa encontra seu comentário mais forte sobre comportamento, ego e exposição.

Ainda que siga alguns caminhos previsíveis do gênero policial, o longa consegue se destacar pelo ritmo, pelo tema pouco explorado no cinema brasileiro e pelo esforço em transformar uma história real em entretenimento acessível ao grande público. O resultado é um filme que mistura tensão, nostalgia e crítica social em uma narrativa que fala tanto sobre crimes digitais quanto sobre uma geração inteira fascinada pela ideia de sucesso rápido a qualquer custo.

A estreia do filme será no dia 14 de maio. Ansiosas para assistir? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!

Leia também: Cinebiografia de Zeca Pagodinho inicia as filmagens no Rio de Janeiro

Texto revisado por Alexia Friedmann

plugins premium WordPress

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao utilizar nossos serviços, você concorda com tal monitoramento. Acesse nossa política de privacidade atualizada e nossos termos de uso e qualquer dúvida fique à vontade para nos perguntar!