Aline Dias, Victor Sparapane, Anaju Dorigon e Gabb estreiam a trama que acaba de chegar ao streaming
O Globoplay estreou nesta última terça (19) mais um drama vertical: Icônica: de Faxineira a Fashionista, produzida e idealizada pela Formata, com roteiro assinado por Gustavo Reiz e direção de Roberta Richards. Com capítulos curtos, ritmo ágil e uma estética pop contemporânea voltada ao universo da moda, a trama tem inspiração declarada em O Diabo Veste Prada, mas a própria diretora faz questão de demarcar o território da produção: “Eu só usei essa referência como ponto de partida, procurei deixar uma coisa bem moderna. É a minha quarta novela vertical e eu estou amando. O consumo vertical veio para crescer”, afirmou Roberta em coletiva de imprensa realizada na segunda (18).
A protagonista

No centro da trama está Jussara Jéssica da Silva, vivida por Aline Dias. Criativa e talentosa, ela trabalha como faxineira, mas tem o dom de transformar peças simples em roupas repletas de personalidade. Esse talento, até então restrito ao cotidiano, ganha outro rumo quando ela entra por acaso no universo de uma grande grife.
A virada acontece durante um evento da marca Icônica. Jussara é confundida com uma modelo e acaba chamando a atenção de Giovani Barreto, CEO da empresa interpretado por Victor Sparapane. O encontro abre portas para a protagonista e dá início a uma conexão imediata entre os dois, a espontaneidade e a simplicidade dela logo despertam a admiração dele.
Para a atriz Aline Dias, a personagem carrega o apelo de quem recebe uma chance inesperada de mudar de vida: “Jussara tem a oportunidade de transformar seu sonho em realidade. E ainda viver um romance“, resumiu Aline em entrevista à imprensa. A atriz também comentou o reencontro com Sparapane, com quem havia trabalhado em Malhação (2016). “É um formato diferente, uma linguagem diferente, que se aproxima muito do público. E a Malhação tinha essa linguagem também, que muita gente assistia“.
Sobre sua experiência no formato vertical, ela acrescentou: “Hoje, esse formato está ganhando cada vez mais espaço. A gente tem essa nova linguagem sem perder a emoção, sem perder o humor. E as pessoas se identificam muito com as histórias, então foi muito importante reencontrar esses amigos no set, a nossa troca foi muito boa“.
A vilã

A entrada de Jussara nesse mundinho espinhoso da moda, não será nada fácil. Pietra Monerat, interpretada por Anaju Dorigon, é a estilista principal da marca e namorada de Giovani. A aproximação entre o empresário e a protagonista vai colocar a vilã de olhos bem abertos e unhas bem afiadas. Ambiciosa e determinada a manter seu espaço, ela enxerga a protagonista como uma ameaça dentro e fora da empresa. Anaju comemorou seu convite para o papel e adiantou que Pietra não será apenas mais uma vilã boba e caricata: “Eu amo fazer vilã! Pietra tem uma moral bem questionável, então ela não vai apenas desafiar o sonho de Jussara, mas também questionar os seus próprios sonhos“, adiantou ela.
A atriz ainda fez uma comparação afetiva entre suas duas primeiras vezes no audiovisual: a sensação de estar em um set de filmagens e estrear na Malhação Sonhos (2014) e agora a sua estreia no formato de microdramas: “É muito gostoso de identificar, a gente experimentando pela primeira vez sensações diferentes, jeitos diferentes do que a gente vê nas novelas horizontais que automaticamente remete àqueles primeiros momentos e dias de Malhação. A gente estava entendendo ainda como as coisas funcionavam. Eu acho muito bonito que a gente teve essa experiência de algo de uma primeira vez ser tão grande como é a Malhação nas nossas vidas, reviver isso décadas depois“, relembrou.
Em meio a disputas criativas, sabotagens e jogos de poder, surge ainda a misteriosa Pitonisa Fashion, interpretada por Gabb. Diretora criativa da Icônica e uma verdadeira lenda da moda, ela reconhece em Jussara um talento raro e decide ajudá-la a trilhar seu caminho no universo fashion.
O protagonista masculino

Para Victor Sparapane, intérprete do empresário galã da trama, o papel de protagonista da obra representa uma etapa significativa de uma trajetória que também começou em Malhação: “Eu acredito que, começando pela Malhação, são fases diferentes. Eu tenho muito orgulho do Victor daquela época, porque ele foi realmente um guerreiro, que passou por muita coisa para estar aqui hoje. Fico muito feliz por toda essa trajetória, por todos esses encontros mágicos que foram acontecendo“, afirmou ele.
O formato que chegou para ficar

Os microdramas verticais são uma forma potente e inovadora de contar histórias, com tramas dinâmicas projetadas para o celular e para o consumo rápido. Esse formato já tem bastante força no mercado atual com cada vez mais produtos e autores novos. O gênero nasceu na China por volta de 2018, logo após o lançamento do TikTok e ganhou escala durante a pandemia de Covid-19, tornando-se um fenômeno econômico sem precedentes. Somente em 2024, o setor movimentou cerca de 7 bilhões no país, o que não é pouca coisa, superando, inclusive, a bilheteria total do cinema chinês no mesmo período, segundo a Associação Chinesa de Serviços de Netcasting. Foram mais de 30 mil títulos produzidos em um único ano no país, sucesso total!
O impacto já é global. Segundo a Media Partners Asia, o mercado mundial de microdramas deve gerar mais de 25 bilhões de doláres em receita anual até 2030. No Brasil, o formato chegou com força a partir de 2022 e ganhou marco simbólico em 2024, quando o dramalhão chinês Me Leva Para Casa viralizou no Tiktok e no Kwai. A primeira dramaturgia vertical brasileira de expressão, A Vida Secreta do Meu Marido Bilionário, pela plataforma ReelShort, tornou-se um dos maiores fenômenos de audiência digital entre 2024 e 2025. Em novembro daquele mesmo ano, a Globo entrou oficialmente no mercado vertical com Tudo Por Uma Nova Chance. Icônica é mais um passo dessa aposta crescente da plataforma Globoplay. O formato já chega a movimentar mais de 40 milhões de investimentos no país e aqueceu o mercado de produções independentes. Em março de 2026, a Endemol Shine Brasil e A Fábrica, ambas da Banijay Américas, anunciaram parceria justamente voltada para a produção de microdramas verticais, movimento que só tende a crescer cada vez mais no mundo todo. Para o autor Gustavo Reiz, o processo criativo dessas narrativas é o maior desafio: “Esse é o maior desafio da novela vertical, condensar emoções em capítulos curtos. Muitas vezes eu escrevo a novela inteira e reescrevo depois, pra ver o quão sucinto eu consigo ser para condensar a minha história”. Ele também aponta um aprendizado técnico específico: “Existe um reaprender técnico, que você precisa pensar muito no meio e não só no conteúdo. Essa é a diferença principal para telenovela tradicional”, acrescentou o autor.
Além de mergulhar nos bastidores do mundo da moda, o drama vertical também aposta em temas como pertencimento, relações familiares e autenticidade. O elenco ainda conta com Manuela Duarte, Osvaldo Novais, Filipe Fonseca, Bruno Fagundes, Roseli Ferreira e Andreá Santana.
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Texto revisado por Angela Maziero Santana










