Categorias
Cultura Livros Notícias

Vila Isabel anuncia enredo inspirado em Torto Arado para 2027

Escola levará à Sapucaí temas como resistência quilombola e religiosidade afro-brasileira, presentes na obra de Itamar Vieira Junior

A Unidos de Vila Isabel revelou o enredo que apresentará no Carnaval de 2027. A escola carioca vai levar para a Marquês de Sapucaí uma adaptação de Torto Arado (2019), obra de Itamar Vieira Junior que se tornou um dos maiores sucessos recentes da literatura brasileira.

Com o título Torto Arado – Sobre a Terra Há de Viver Sempre o Mais Forte, o desfile será desenvolvido pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, ao lado do pesquisador Vinícius Natal. A proposta é transportar para a avenida temas centrais do romance, como a disputa por terra, a resistência da população negra e as tradições culturais do interior da Bahia.

Além da luta quilombola, o desfile também deve destacar o Jarê, religião de matriz africana presente na Chapada Diamantina e elemento importante dentro da narrativa criada por Itamar Vieira Junior. Segundo a equipe da escola, a ideia não é reproduzir o livro de forma literal, mas construir uma interpretação carnavalesca inspirada no universo da obra.

Publicado em 2019, Torto Arado conquistou leitores dentro e fora do Brasil e acumula importantes reconhecimentos literários, entre eles os prêmios Jabuti, Oceanos e LeYa. O romance também ultrapassou a marca de 1 milhão de exemplares vendidos, consolidando Itamar Vieira Junior como um dos principais nomes da literatura brasileira contemporânea.

O enredo foi anunciado em 13 de maio, data que marca a abolição da escravidão no Brasil, reforçando a conexão da obra com temas como resistência e memória da população negra. 

Foto: reprodução/GQ – Globo

Ansiosos para ver essa adaptação na avenida? Compartilhem com a gente através das nossas redes sociais – Instagram, Facebook e X – e, se vocês gostam de trocar experiências literárias, juntem-se ao Clube do Livro do Entretê!

 

Leia também: Unidos da Tijuca anuncia enredo baseado em A Cabeça do Santo

 

Texto revisado por Kalylle Isse

Categorias
Música Notícias

Jonas Brothers lançam podcast e prometem revelar os bastidores mais caóticos da fama

Trio estreia o Hey Jonas! com conversas sem filtro, histórias de família, convidados especiais e muito caos entre irmãos

Os fãs dos Jonas Brothers ganharam mais uma novidade para acompanhar de perto a rotina dos irmãos mais famosos do pop-rock. Nesta terça-feira (19), Kevin, Joe e Nick anunciaram oficialmente o lançamento do podcast Hey Jonas!, produzido em parceria com a iHeartMedia e a divisão iHeartPodcasts.

O programa já estreou com um episódio introdutório de 13 minutos, enquanto o primeiro episódio completo chega às plataformas nesta quarta-feira (20). A proposta? Abrir as portas da vida pessoal e profissional do trio de maneira muito mais espontânea e sem filtros.

Segundo a descrição oficial, o podcast vai oferecer aos fãs “um olhar de dentro sobre o caos, as risadas e os momentos reais da irmandade”, trazendo conversas sinceras sobre família, bastidores de turnês, histórias pessoais e situações que o público normalmente não vê.

Além dos três irmãos no comando, o Hey Jonas! também terá convidados especiais frequentes, incluindo familiares, amigos próximos e pessoas que acompanham a trajetória da banda há anos.

E a interação com os fãs promete ser um diferencial. O grupo revelou uma hotline exclusiva 1-84-HEY-JONAS para que o público envie perguntas diretamente aos artistas. A produção ainda confirmou episódios bônus, conteúdos exclusivos e bastidores inéditos ao longo da temporada.

O lançamento do podcast acontece em um momento especialmente movimentado para os Jonas Brothers. O trio está atualmente envolvido na produção de Camp Rock 3, novo capítulo da franquia da Disney que marcou uma geração. Além de produzirem o filme, Kevin, Joe e Nick também retornarão aos papéis dos irmãos Gray.

Ainda não há confirmação oficial sobre a participação de Demi Lovato no elenco, mas a artista já foi anunciada como produtora do projeto, o que aumentou ainda mais as expectativas dos fãs.

Paralelamente, os Jonas Brothers seguem na estrada com a turnê do álbum Greetings From Your Hometown, lançado no ano passado e que alcançou o Top 10 da Billboard 200. As próximas apresentações da banda incluem uma residência especial de cinco noites no Dolby Live, em Las Vegas.

Com o novo podcast, os irmãos expandem ainda mais sua presença fora dos palcos e apostam em um formato cada vez mais popular entre artistas: o contato direto e intimista com os fãs. E, pelo visto, o caos dos Jonas Brothers está só começando.

Quem vai acompanhar o podcast dos irmãos? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade do mundo do entretenimento!

Leia também: SWIMSIDE transforma São Paulo em ponto de encontro do ARMY com experiência imersiva inspirada no universo de ARIRANG

 

Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

Categorias
Cultura Cultura pop Entretenimento Notícias Novelas

Icônica: de Faxineira a Fashionista estreia com disputas e romance nos bastidores do mundo da moda

Aline Dias, Victor Sparapane, Anaju Dorigon e Gabb estreiam a trama que acaba de chegar ao streaming

O Globoplay estreou nesta última terça (19) mais um drama vertical: Icônica: de Faxineira a Fashionista, produzida e idealizada pela Formata, com roteiro assinado por Gustavo Reiz e direção de Roberta Richards. Com capítulos curtos, ritmo ágil e uma estética pop contemporânea voltada ao universo da moda, a trama tem inspiração declarada em O Diabo Veste Prada, mas a própria diretora faz questão de demarcar o território da produção: “Eu só usei essa referência como ponto de partida, procurei deixar uma coisa bem moderna. É a minha quarta novela vertical e eu estou amando. O consumo vertical veio para crescer”, afirmou Roberta em coletiva de imprensa realizada na segunda (18). 

A protagonista

Foto: divulgação/Ricardo Bufolin

No centro da trama está Jussara Jéssica da Silva, vivida por Aline Dias. Criativa e talentosa, ela trabalha como faxineira, mas tem o dom de transformar peças simples em roupas repletas de personalidade. Esse talento, até então restrito ao cotidiano, ganha outro rumo quando ela entra por acaso no universo de uma grande grife. 

A virada acontece durante um evento da marca Icônica. Jussara é confundida com uma modelo e acaba chamando a atenção de Giovani Barreto, CEO da empresa interpretado por Victor Sparapane. O encontro abre portas para a protagonista e dá início a uma conexão imediata entre os dois, a espontaneidade e a simplicidade dela logo despertam a admiração dele. 

Para a atriz Aline Dias, a personagem carrega o apelo de quem recebe uma chance inesperada de mudar de vida: “Jussara tem a oportunidade de transformar seu sonho em realidade. E ainda viver um romance“, resumiu Aline em entrevista à imprensa.  A atriz também comentou o reencontro com Sparapane, com quem havia trabalhado em Malhação (2016). “É um formato diferente, uma linguagem diferente, que se aproxima muito do público. E a Malhação tinha essa linguagem também, que muita gente assistia“.

Sobre sua experiência no formato vertical, ela acrescentou: “Hoje, esse formato está ganhando cada vez mais espaço. A gente tem essa nova linguagem sem perder a emoção, sem perder o humor. E as pessoas se identificam muito com as histórias, então foi muito importante reencontrar esses amigos no set, a nossa troca foi muito boa“.

A vilã

Foto: divulgação/Ricardo Bufolin

A entrada de Jussara nesse mundinho espinhoso da moda, não será nada fácil. Pietra Monerat, interpretada por Anaju Dorigon, é a estilista principal da marca e namorada de Giovani. A aproximação entre o empresário e a protagonista vai colocar a vilã de olhos bem abertos e unhas bem afiadas. Ambiciosa e determinada a manter seu espaço, ela enxerga a protagonista como uma ameaça dentro e fora da empresa. Anaju comemorou seu convite para o papel e adiantou que Pietra não será apenas mais uma vilã boba e caricata: “Eu amo fazer vilã! Pietra tem uma moral bem questionável, então ela não vai apenas desafiar o sonho de Jussara, mas também questionar os seus próprios sonhos“, adiantou ela. 

A atriz ainda fez uma comparação afetiva entre suas duas primeiras vezes no audiovisual: a sensação de estar em um set de filmagens e estrear na Malhação Sonhos (2014) e agora a sua estreia no formato de microdramas: “É muito gostoso de identificar, a gente experimentando pela primeira vez sensações diferentes, jeitos diferentes do que a gente vê nas novelas horizontais que automaticamente remete àqueles primeiros momentos e dias de Malhação. A gente estava entendendo ainda como as coisas funcionavam. Eu acho muito bonito que a gente teve essa experiência de algo de uma primeira vez ser tão grande como é a Malhação nas nossas vidas, reviver isso décadas depois“, relembrou.

Em meio a disputas criativas, sabotagens e jogos de poder, surge ainda a misteriosa Pitonisa Fashion, interpretada por Gabb. Diretora criativa da Icônica e uma verdadeira lenda da moda, ela reconhece em Jussara um talento raro e decide ajudá-la a trilhar seu caminho no universo fashion.

O protagonista masculino

Foto: divulgação/Ricardo Bufolin

Para Victor Sparapane, intérprete do empresário galã da trama, o papel de protagonista da obra representa uma etapa significativa de uma trajetória que também começou em Malhação: “Eu acredito que, começando pela Malhação, são fases diferentes. Eu tenho muito orgulho do Victor daquela época, porque ele foi realmente um guerreiro, que passou por muita coisa para estar aqui hoje. Fico muito feliz por toda essa trajetória, por todos esses encontros mágicos que foram acontecendo“, afirmou ele.

O formato que chegou para ficar

Foto: divulgação/Ricardo Bufolin

Os microdramas verticais são uma forma potente e inovadora de contar histórias, com tramas dinâmicas projetadas para o celular e para o consumo rápido. Esse formato já tem bastante força no mercado atual com cada vez mais produtos e autores novos. O gênero nasceu na China por volta de 2018, logo após o lançamento do TikTok e ganhou escala  durante a pandemia de Covid-19, tornando-se um fenômeno econômico sem precedentes. Somente em 2024, o setor movimentou cerca de 7 bilhões no país, o que não é pouca coisa, superando, inclusive, a bilheteria total do cinema chinês no mesmo período, segundo a Associação Chinesa de Serviços de Netcasting. Foram mais de 30 mil títulos produzidos em um único ano no país, sucesso total!

O impacto já é global. Segundo a Media Partners Asia, o mercado mundial de microdramas deve gerar mais de 25 bilhões de doláres em receita anual até 2030. No Brasil,  o formato chegou com força a partir de 2022 e ganhou marco simbólico em 2024, quando o dramalhão chinês Me Leva Para Casa viralizou no Tiktok e no Kwai. A primeira dramaturgia vertical brasileira de expressão, A Vida Secreta do Meu Marido Bilionário, pela plataforma ReelShort, tornou-se um dos maiores fenômenos de audiência digital entre 2024 e 2025. Em novembro daquele mesmo ano, a Globo entrou oficialmente no mercado vertical com Tudo Por Uma Nova Chance. Icônica é mais um passo dessa aposta crescente da plataforma Globoplay. O formato já chega a movimentar mais de 40 milhões de investimentos no país e aqueceu o mercado de produções independentes. Em março de 2026, a Endemol Shine Brasil e A Fábrica, ambas da Banijay Américas, anunciaram parceria justamente voltada para a produção de microdramas verticais, movimento que só tende a crescer cada vez mais no mundo todo. Para o autor Gustavo Reiz, o processo criativo dessas narrativas é o maior desafio: “Esse é o maior desafio da novela vertical, condensar emoções em capítulos curtos. Muitas vezes eu escrevo a novela inteira e reescrevo depois, pra ver o quão sucinto eu consigo ser para condensar a minha história”. Ele também aponta um aprendizado técnico específico: “Existe um reaprender técnico, que você precisa pensar muito no meio e não só no conteúdo. Essa é a diferença principal para telenovela tradicional”, acrescentou o autor. 

Além de mergulhar nos bastidores do mundo da moda, o drama vertical também aposta em temas como pertencimento, relações familiares e autenticidade. O elenco ainda conta com Manuela Duarte, Osvaldo Novais, Filipe Fonseca, Bruno Fagundes, Roseli Ferreira e Andreá Santana. 

 E aí, gostou de saber mais sobre essa trama? Pretende assistir?  Conta para gente nas redes sociais do Entretê! Nos siga no X, no Facebook e no Instagram e não perca as novidades.

Leia também: Novelas Verticais: Entenda o novo formato de produção que está fazendo sucesso entre telespectadores do mundo inteiro

Uma Babá Milionária: Novelinha estreia e aposta em romance e reviravoltas

Texto revisado por Angela Maziero Santana 

Categorias
Música Notícias

Jorja Smith lança o single What’s Done Is Done

Lançamento da cantora britânica explora temas de aceitação e encerramento e antecipa a vinda para o Brasil 

Jorja Smith está de volta com o lançamento de What’s Done Is Done, single que marca o início de uma nova fase em sua trajetória musical. A letra da faixa inédita explora a aceitação do encerramento do ciclo de um relacionamento. A música aborda a importância de estabelecer limites, recuperar o controle e aceitar situações irreversíveis.

Cantora britânica Jorja Smith
Foto: divulgação/HQ Music

Produzida pelo produtor londrino P2J, a música combina percussões sutis e elementos eletrônicos atmosféricos a uma interpretação vocal potente, característica da cantora. 

Além de estar disponível em todas as plataformas digitais, o lançamento também ganhou um videoclipe dirigido por KC Locke, colaborador de longa data de Jorja. Ambientado em uma festa, o clipe explora a dinâmica de uma noite entre amigos, abordando o conflito entre lidar com sentimentos e se permitir viver o presente. A produção conta ainda com a presença de amigos, colaboradores e familiares da artista.

Assista ao videoclipe:

O lançamento antecipa a vinda da artista ao Brasil, programada para novembro deste ano. Jorja Smith está confirmada como atração nos festivais Rock the Mountain e Afropunk Bahia, além de realizar uma apresentação solo na cidade de São Paulo no dia 30 de outubro.

Gostou do novo single de Jorja Smith? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!

 

Leia também: WOODZ retorna ao Brasil para show em julho

 

Texto revisado por Alexia Friedmann

 

Categorias
Entretenimento Eventos Música Notícias

Tudo que você precisa saber sobre O Maior Encontro do Samba

Zeca Pagodinho, Alcione e Jorge Aragão saem em turnê pelo Brasil

A turnê O Maior Encontro do Samba – que vai reunir ícones do gênero no Brasil, como Alcione, Zeca Pagodinho e Jorge Aragão –, começa na capital carioca no dia 6 de junho, no Maracanã. Depois, o trio dos grandes nomes da música brasileira vai para São Paulo, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte e Salvador.

O espetáculo, com direção artística de Leninha Brandão, é uma realização da 30e, maior companhia brasileira de entretenimento ao vivo, com o Itaú Live, plataforma proprietária de música do Itaú Unibanco. 

O samba sempre foi sobre encontro, afeto e histórias compartilhadas. Colocar Zeca Pagodinho, Alcione e Jorge Aragão juntos no palco é materializar tudo isso em um espetáculo único”, afirma Carol Pascoal, vice-presidente de Marketing e Comunicação da 30e. Segundo a representante da companhia, o projeto materializa o que a 30e acredita: experiências que conectam pessoas, respeitam a trajetória dos artistas e celebram a cultura brasileira em sua forma mais autêntica.

Já Rodrigo Montesano, Superintendente de Experiências e Conexões de Marcas do Itaú, afirma que O Maior Encontro do Samba celebra este ritmo em sua forma mais genuína ao representar um momento único da música brasileira, reunindo artistas que atravessam gerações e fazem parte da memória afetiva do país. 

Zeca Pagodinho
Foto: reprodução/Instagram @encontro.samba
Sobre os cantores

Quem é brasileiro, cresceu escutando samba. E quem cresceu escutando samba, cresceu ao som de Alcione, Zeca Pagodinho e Jorge Aragão.

Uma das maiores artistas do samba, Alcione, popularmente conhecida como Marrom, é voz de grandes clássicos brasileiros. São mais de 50 anos de carreira que consolidaram hits como Você me Vira a Cabeça, A Loba e Não Deixe o Samba Morrer.

Zeca Pagodinho, outro dono de clássicos, começou a fazer sucesso na década de 80 e, desde então, mudou o cenário musical brasileiro. É ele quem canta Deixa a Vida me Levar, Verdade e outras canções que, quando tocam, é impossível não cantar junto.

Foto: reprodução/Instagram @encontro.samba

Jorge Aragão, grande compositor brasileiro, também tem um repertório repleto de hinos. Ele escreveu Malandro e Vou Festejar, eternizadas na voz de Elza Soares e Beth Carvalho, entre muitas obras marcantes da música brasileira. 

Participações especiais

Além dos cantores, os shows terão a presença de participações especiais. Grandes nomes do samba e da música popular brasileira estarão ao lado dos três no palco, como Martinho da Vila, que participa da estreia no Rio de Janeiro. 

Já Seu Jorge é o convidado da apresentação agendada para o dia 19 de setembro, na Arena BRB Mané Garrincha, em Brasília. E, em 7 de novembro, o show da Arena da Baixada, em Curitiba, terá Alexandre Pires e Martinho da Vila na line.

No dia 14 de novembro, no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, a participação especial é do célebre cantor de samba Péricles. A apresentação do dia 28 de novembro, no Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, terá Gilberto Gil como convidado. 

Foto: reprodução/Instagram @encontro.samba

No encerramento da turnê, que acontece dia 19 de dezembro, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em Salvador, Martinho da Vila volta a dividir o palco com seus colegas de samba.

Um trio de sucesso

Juntos, Zeca Pagodinho, Alcione e Jorge Aragão somam mais de 150 anos de carreira e um repertório que se tornou trilha sonora de uma nação. Zeca Pagodinho é sinônimo de espontaneidade, encontro e boas conversas. “Se fosse sozinho, eu não faria”, afirmou o cantor sobre a turnê. 

Já Alcione representa força, autenticidade e presença – daquelas que não pedem licença para brilhar. Encontrar essa galera aqui é festa. Vai ser um show que vai dar prazer”, comenta a eterna Marrom. 

Jorge Aragão é o poeta elegante, de sorriso largo e de versos que atravessam o tempo. “Vai ser uma felicidade. Nos encontrarmos é cotidiano; aqui é amizade mesmo. Temos muito trabalho pela frente, mas, se pudesse, mais do que cantar, ficaria mais admirando os dois”, diz o artista, expressando a sensação de ter no palco os amigos (e também ídolos) de longa data. 

Personalidades distintas, mas complementares, que fazem com que o público se sinta próximo de cada um. “Vamos apresentar quem somos. Estamos felizes de poder agregar isso à nossa história”, finaliza Aragão.

Qual a sua música favorita dos sambistas? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!

 

Leia também: Unidos da Tijuca anuncia enredo baseado em A Cabeça do Santo

 

Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

 

Categorias
Comportamento Cultura Especiais Música

Especial | Conheça a carreira de Mc Luanna

De 44 a IRREFREÁVEL: relembre os trabalhos da artista

 

Se você acompanha a cena do hip hop nacional, provavelmente já ouviu esse nome. Ou, melhor ainda, seu bordão clássico: “é 44, vida”. MC Luanna é um dos principais nomes da atual geração do rap e conquistou uma legião de fãs com suas rimas complexas: frases fortes, mas sensíveis. Delicadas e, ao mesmo tempo, certeiras. 

Ela tem uma vastidão que não cabe em um só projeto. É por isso que cada trabalho novo de Luanna nos apresenta um pouco mais das diversas facetas, emoções e pensamentos da rapper – e da mulher por trás dela.

Em março, a artista lançou seu segundo e mais novo álbum, Irrefreável. Depois de Sexto Sentido, um vulnerável e profundo disco que chegou aos streamings em 2024, a nova mixtape surge para deixar uma coisa clara: MC Luanna é sentimental, mas não é fraca. 

Nascida em Ubaitaba, na Bahia, se mudou com a família para São Paulo e começou a construir sua carreira em Osasco. Desde o lançamento de sua primeira música, Kit Rosa, em 2020, muita coisa aconteceu: ela subiu em palcos de grandes festivais, como o Lollapalooza, e trabalhou ao lado de outros artistas renomados – Combate, com Tasha e Tracie, e Meio Pá, com Veigh, são alguns exemplos. 

Vem conhecer mais da artista e de alguns de seus trabalhos mais marcantes!

Maldita (2022)
Foto: reprodução/Spotify

Em junho de 2022, MC Luanna lançou seu primeiro EP. Em pleno mês dos namorados, a rapper não hesitou em cantar sobre relacionamentos reais e as dificuldades que envolvem o amor romântico.

Com um flow envolvente e uma rima direta, ela se coloca como o eu lírico que, mesmo sendo fiel e se entregando aos relacionamentos, sabe enxergar a hora de ir embora e a importância de impor limites.

De onde eu vim, a expressão ‘maldita’ sempre foi usada como forma de ofender qualquer mulher que peitasse um homem. E, enquanto mulher preta, dentro dos relacionamentos, muitas vezes nós precisamos bater no peito e colocar as nossas dores em primeiro lugar, e isso deixa muito homem com raiva, afirmou MC Luanna sobre o projeto, em entrevista ao portal Trace.

44 (2022)
Foto: reprodução/Spotify

O álbum de estreia da Luanna não poderia ter outro nome. Intitulado 44, seu número da sorte, e na capa uma foto de sua versão pequena, o disco que nos apresenta a MC: quem ela é, quem ela quer ser e quem ela será.

Foi aqui que tivemos o primeiro gostinho do que a artista viria a conquistar, graças à sua essência honesta e postura firme. Em 44, Lu apresenta suas diversas formas: romântica, desiludida, brava, triste. 

Me ensinaram engolir o choro

Nessas eu quase me afoguei

Cresci na mentira e achando bonito

Querer ser alguém que eu nem sei 

Se eu seria fã

No fim, Luanna estava começando a se tornar a artista que não apenas ela, mas milhares de brasileiros, também seriam fãs.

Fração ¾ (2023)
Foto: reprodução/Spotify

Lançado em 2023, o EP colaborativo Fração ¾ foi produzido com Mello Santana e Greezy. Ambos foram produtores das quatro faixas, cuidando da captação e mixagem das músicas cantadas por Luanna.

Quem é fã da MC sabe que, se tem algo que ela faz muito bem, é funk. Lu mostra seu lado mais +18 em canções agitadas, ousadas e altamente viciantes – impossível não ficar com “roça na peça” na cabeça depois de ouvir o EP.

A estética escolar da arte de divulgação faz sentido: Luanna vem para dar uma aula de como ser uma artista completa. Com apenas quatro títulos, o projeto explora desde o lado mais ousado da cantora até momentos de reflexões, como é o caso de Entre Fã e Luanna.

Existe uma identidade

Eu nunca vou perder

Nunca perder por ser verdade

Vai confiar no processo

Cê sabe não se apavora

Trabalha tranquilo amigo

Que vai chegar a sua hora

Sexto Sentido (2024)
Foto: reprodução/Spotify

Para quem quer entender bem a Luanna por trás das músicas que falam mal de homem e motivam a gente a ser mais poderosa, Sexto Sentido é uma verdadeira carta aberta que escancara os lados vulneráveis e sensíveis da artista.

Seguindo sua intuição, Lu chegou até aqui. E é sobre essa conexão com a própria voz – a voz que une seu medo e sua coragem para guiar os caminhos e as decisões da sua vida – que a MC escreveu Sexto Sentido. “Era mil escolhas e a intuição gritava”, canta Luanna na primeira faixa. E que bom que sua intuição cantou tão alto para que ela pudesse, enfim, viver de música.  

Um dos principais questionamentos trazidos no álbum é “o que você devolve para cultura?”. Lu acredita que o papel do artista é conseguir, com sua música, devolver um impacto positivo para a cena e para o público.

Irrefreável (2026)
Foto: reprodução/Spotify

Irrefreável é, por definição, “aquilo que não pode ser refreado, contido ou impedido; incontrolável”, e é assim que MC Luanna aparece em seu mais recente trabalho. Um novo lado, mais determinado e sem medo de dizer o que pensa, chega no disco que foi lançado em março de 2026.

Eu fiz sexto sentido mais tranquila e voltei no ócio”, canta Luanna na faixa MPG. É que, nessa obra, MC Luanna entende que mulher adulta faz assim: foca na carreira, cuida de si mesma e não deita para um homem que te apaga.

Suas rimas, cada vez mais maduras, mostram o avanço técnico da cantora. O talento sempre existiu, mas Luanna reforça suas habilidades e potencial a cada projeto que entrega. São frases que, quando você escuta, dá vontade de parar, respirar fundo e continuar com uma nova visão de mundo. Ela fala o que precisa ser dito, sem enrolação ou bajulação. 

Eu sou irrefreável memo

Sabe o que significa?

Que ninguém mais me controla

Nessa nem em outra vida

Desde a capa, assinada por Emerson Rosa, com fotografia de Fernanda Opitacio, até os clipes e as dez faixas, MC Luanna está mais forte e segura de si do que nunca. 

Qual sua música favorita da MC Luanna? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!

 

Leia também: Sabotage 50 — homenagem aos 50 anos do maestro do hip-hop nacional

 

Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

 

Categorias
Crítica Entretenimento Novelas

Crítica | O final controverso de Três Graças

A novela das nove chegou ao fim e os acontecimentos renderam muitas reações dos fãs

 

[Contém spoiler]

O final da novela das nove da TV Globo trouxe o fechamento de ciclos importantes, mas também a abertura de espaços para novas histórias da trama. Entre finais felizes, redenções mal feitas e conquistas a história chegou ao fim com gostinho agridoce.

A trama desde o início prometeu contar a história de mulheres empoderadas e que enfrentam sozinhas diversos desafios, como a maternidade solo. No final, tivemos homens com redenções mal explicadas e nada merecidas.

Foto: divulgação/Gshow

O personagem Joaquim (Marcos Palmeira) foi ausente na sua vida familiar durante toda a novela, mas acabou com uma chance de entrar na igreja no casamento de sua filha, que ele nunca reconheceu ou chamou dessa maneira.

Ainda falando de redenções, as duas piores de toda a novela foram Raul (Paulo Mendes) e Leonardo (Pedro Novaes). Um deles vendeu a própria filha, mas quando resolveu entrar na vida da família de Joelly (Alana Cabral) foi como se ele nunca tivesse cometido tal crime, fez discursos sobre paternidade e foi eleito pai do ano por não ter abandonado a filha, o mínimo que poderia fazer. Enquanto isso, Leonardo não pagou pelos seus crimes, ajudou o pai nos esquemas de remédios falsos e mudou de ideia apenas para ter sua amada de volta, mas acabou saindo como um revolucionário contra Santiago Ferette (Murilo Benício).

No lado amoroso da novela, tivemos casais sendo feitos e desfeitos em um piscar de olhos. Consuelo (Viviane Araújo) e Misael (Belo), tiveram diversas cenas tentando fazer com que o público aceitasse o casal e muitos minutos de tela foram gastos para isso. No final, houve um discurso sobre deixar o passado para trás e a musa fugiu, deixando seu amado confuso e também o público, que tinha começado a aceitar esse amor.

Foto: divulgação/TV Globo

O amor também esteve no ar para Leonardo e Viviane (Gabriela Loran), ignorando todos os crimes do galã que prejudicaram o trabalho de sua amada e também todos os seus comentários transfóbicos, eles se casaram em uma linda cerimônia de casamento que claramente não era para ser sobre eles.

Lorena (Alanis Guillen) e Juquinha (Gabriela Medvedovsky) também aproveitaram seu amor na reta final da novela. Após diversos capítulos construindo o sentimento da forma mais natural e amorosa, o final delas foi atrelado ao casal Viviane e Leonardo, Vileo. Compartilharam o casamento, decorado nas cores lésbicas, com o casal hétero que aconteceu sem muitas explicações ou superação dos preconceitos e crimes.

O amado casal Loquinha, Lorena e Juquinha, acabou a novela esperando dois bebês ao mesmo tempo, o delas e o de Vileo. Assim, descobrimos que boas histórias lésbicas dependem de pessoas da comunidade para serem escritas. O corpo de uma personagem sáfica foi usado sem necessidade para gerar um filho que não é delas, mesmo havendo a possibilidade de uma adoção responsável, mais do que necessária considerando as tramas sobre compras de bebês mostradas.

Foto: divulgação/Gshow

Para redimir os casais corridos, tivemos um casamento bonito para Paluce, Paulinho (Rômulo Estrela) e Gerluce (Sophie Charlotte). Devido aos acontecimentos, a cerimônia foi corrida, mas foi um momento deles. Pela primeira vez a personagem teve um homem que pegou na sua mão e abraçou todas as suas peculiaridades.

Os vilões da novela colheram as consequências de seus atos. Samira (Fernanda Vasconcellos) acabou sozinha e sem visitas na prisão, mesmo tendo uma família. Ferette continuou doente e também solitário, apenas delirando com seus inimigos, sem nenhuma chance de redenção após seus crimes e o estrago que suas ações fizeram com sua família.

Com um lindo encerramento, tivemos a quebra de uma quarta parede: Arminda (Grazi Massafera) deu ao público o que ele queria e fez a história voltar ao começo de tudo, a obsessão da personagem pelas Três Graças e o sumiço delas.

O que você achou desse final? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!

 

Leia também: Entrevista | Entre palcos e câmeras: a força e os caminhos de Lorrana Mousinho

 

Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

plugins premium WordPress

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao utilizar nossos serviços, você concorda com tal monitoramento. Acesse nossa política de privacidade atualizada e nossos termos de uso e qualquer dúvida fique à vontade para nos perguntar!