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Foto: divulgação/Criolo, Dino d'Santiago e Amaro Freitas

O Som Entre Nós: Criolo, Amaro Freitas e Dino d’Santiago lançam documentário

O lançamento já está disponível nas plataformas de streaming

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Foto: divulgação/Criolo, Dino d’Santiago e Amaro Freitas

O encontro artístico entre Criolo, Amaro Freitas e Dino d’Santiago agora ganha um novo capítulo com o lançamento do documentário O Som Entre Nós, curta-metragem dirigido por Helder Frutera e Cisma que amplia o universo criado no álbum para além do estúdio e se apresenta como uma obra audiovisual sobre música, memória e circulação cultural no Atlântico Negro.

Mais do que um registro de bastidores, o filme acompanha a história e a trajetória de cada artista, revelando como diferentes vivências, territórios e linguagens se encontram na construção de uma música atravessada pela ancestralidade e pertencimento.

Entre registros de ensaios, jam sessions em estúdio e momentos de troca íntima entre os músicos, o documentário constrói uma narrativa sensível sobre o encontro entre Brasil, Cabo Verde e Portugal. Dino d’Santiago cantando Petit Pays, de Cesária Évora, amplia a profundidade afetiva criada no trabalho cinematográfico e conecta ainda mais o projeto às memórias cabo-verdianas e a força da música lusófona.

Ao longo do curta, o público acompanha não apenas o processo criativo do álbum, mas também os afetos e referências que sustentam a colaboração até os dias atuais.

Os três artistas vêm de pólos diferentes. Criolo é um dos maiores nomes do Hip-Hop nacional, se destaca nas periferias de São Paulo por uma poética de resistência, potência cultural e processo de constante reinvenção. Amaro Freitas, por sua vez, é um dos pianistas mais inovadores no cenário brasileiro do jazz, mostrando que o clássico e o ousado combinam, sim. Já Dino d’Santiago mistura ritmos e estilos musicais tradicionais de Cabo Verde junto com Hip-Hop, R & B e afro-house.

Lançamento
Foto: divulgação/Criolo, Dino d’Santiago e Amaro Freitas

“Eu acredito que esse documentário seja sobre a beleza da arte africana, da diáspora africana e de suas diferentes manifestações ao redor do mundo. Quando pensamos em um artista de Cabo Verde, português com ascendência cabo-verdiana, da primeira geração a nascer em Portugal e um rapper revolucionário do Grajaú, que sou eu, é um encontro que só foi possível porque existe a arte, que nos conecta com a nossa humanidade e nos mostra o que é necessário para a vida e do quão bela é a existência”, comenta Amaro. “Essa manifestação afro-brasileira e afro-lusitana nos mostra que a conexão vem através do tambor. Quando se juntam três pessoas que vêm de realidades sofridas e desiguais, é impossível não ter nada para dizer”, completa.

Para Criolo, é uma oportunidade única que celebra a amizade entre os artistas: “Ele celebra uma amizade, o tempo, a presença e a música, nos abraçando a cada instante. É um trabalho que se torna especial porque quebramos um pouco a lógica dos encontros que estão visando transformar a música em um produto. Ela é o caminho e o resultado de uma amizade, porque nós nos entendemos e estávamos passando por situações complicadas. Então sabíamos que os encontros iam nos fazer bem. Quando nos vemos, fica tudo mais leve. É uma honra e uma felicidade poder viver tudo com Amaro, esse artista genial, e com Dino, uma das vozes mais incríveis que eu já escutei em toda a minha vida”.

Dino também celebrou o encontro mostrado no documentário: “Eu ainda não estou em mim, tal foi o impacto do que senti no âmago da minha existência! Sinto que o que realmente nos uniu e a energia primordial que fez com que este encontro se materializasse está aqui espelhado e eternizado pelo vosso olhar e acima de tudo pela sensibilidade. Quando o filme terminou, fiquei com aquela sensação de que queria fazer parte da vida daqueles 3 pretos, sonhados numa travessia transatlântica. Este filme cura-me e sei que vai curar muita gente desta nossa constelação umbilical Africana, moldada na língua Portuguesa. Agora é levar esta história para todos os cantos do Mundo, em festivais de cinema, e sinto que ainda conseguiremos adicionar no futuro, os frutos que virão na hora da colheita. Gratidão a tod@s que tornaram este momento possível”.

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Texto revisado por Angela Maziero Santana

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