Projeto brasileiro que une fandom, BTS e pesquisa acadêmica retorna em 20 de junho com painéis reformulados e novas iniciativas
O BTS não é apenas um fenômeno musical. Ao longo dos anos, o grupo também se tornou tema de pesquisas, debates e estudos sobre cultura, comunicação, comportamento e sociedade. No Brasil, uma das iniciativas mais conhecidas por promover essas discussões está prestes a retornar.
Após dois anos de hiato, o B-ARMYs Acadêmicas (BAA) anunciou seu retorno oficial para o dia 20 de junho. Criado em 2020 por fãs e pesquisadores, o projeto surgiu com a proposta de aproximar o universo acadêmico do fandom, incentivando análises e reflexões sobre o BTS, a cultura coreana e os impactos da Hallyu, a chamada onda coreana.
Atualmente, o coletivo reúne cerca de 40 integrantes de diferentes regiões do país, entre pesquisadores, professores, psicólogos, historiadores, artistas, comunicadores e profissionais do audiovisual. Apesar das diferentes áreas de atuação, todos compartilham algo em comum: a paixão pelo BTS e o interesse em compreender os fenômenos culturais que cercam o grupo.
Para marcar esse retorno, o BAA adotou o conceito de “redebut”, termo bastante conhecido entre fãs de K-pop e utilizado quando artistas iniciam uma nova fase de suas carreiras. No caso da associação, a expressão representa não apenas a retomada das atividades, mas também uma renovação da identidade visual, da estrutura interna e dos projetos que serão desenvolvidos a partir de agora.
Desde sua criação, o grupo se dedicou à produção e divulgação de artigos, análises, ensaios e conteúdos que buscam tornar o conhecimento acadêmico mais acessível ao público. A iniciativa também ganhou destaque por aproximar fãs de discussões que normalmente permanecem restritas ao ambiente universitário.
Ao longo dos últimos anos, o projeto participou de diferentes eventos e atividades acadêmicas. Entre os destaques está a publicação do livro Who’s the King?: Uma Coletânea de Análises da Mixtape D-2, obra dedicada ao trabalho de Agust D, alter ego de SUGA. O livro reúne análises sobre as músicas e videoclipes presentes na mixtape, explorando diferentes perspectivas sobre a produção artística do integrante do BTS.

O grupo também marcou presença em semanas acadêmicas, palestras e iniciativas educacionais promovidas por instituições como a Universidade de Brasília, Faculdade Maringá e UNINTA. Além disso, participou de conteúdos e entrevistas para veículos como CNN Brasil e Reuters, ampliando o alcance das discussões para além dos espaços acadêmicos.
A nova fase chega acompanhada da reformulação dos tradicionais painéis responsáveis pela produção de conteúdo da associação. Entre eles estão o Painel Arte, dedicado a experiências e reflexões artísticas inspiradas pelo BTS; o Painel Cobertura, responsável pela newsletter do projeto; o Painel Como Fazer, voltado à divulgação de metodologias e práticas acadêmicas; o Painel Olhar, focado em reportagens e análises aprofundadas; o Painel Prateleira, que explora obras literárias relacionadas ao BTS e ao contexto coreano; o Painel Reticências, dedicado a temas como saúde mental e comportamento; e o Painel Visual, voltado para análises de produções audiovisuais.
Outro projeto que seguirá ativo é o podcast 2 Cool 4 Academy, criado para transformar debates acadêmicos sobre BTS e Hallyu em conversas acessíveis para diferentes públicos.
Como parte do redebut, o BAA também retomará suas atividades nas redes sociais com uma nova identidade visual e conteúdos exclusivos. Enquanto isso, o site oficial da associação passa por atualizações e melhorias que devem acompanhar os próximos lançamentos.
Entre artigos, podcasts, análises e projetos especiais, o B-ARMYs Acadêmicas retorna com a proposta de seguir explorando as diferentes conexões entre BTS, cultura coreana e sociedade, aproximando cada vez mais o fandom do universo da pesquisa.
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Texto revisado por Angela Maziero Santana










