Descubra leituras breves e cativantes para preencher os momentos entre as partidas
A Copa do Mundo chegou e, com ela, a emoção dos jogos! Entre um intervalo e outro, que tal acalmar o coração com leituras curtinhas de até 100 páginas? Para manter o clima de torcida em alta e aproveitar os intervalos da competição, confira esta seleção de 5 contos perfeitos para ler entre os jogos.
Bia e Flávio (2021), de Suelen de Paula – 13 páginas

Destino? Bia e Flávio se encontram mais de uma vez ao longo de suas jornadas, mas isso não é suficiente para que entendam o que a vida está tentando lhes mostrar. Talvez sejam necessários novos encontros para que percebam o significado dessas coincidências.
Encontros casuais e breves, pessoas distintas prestes a descobrir o começo de uma nova história. O conto nos convida a prestar atenção aos pequenos detalhes e perceber o que o destino pode estar tentando nos contar. Perfeito para o intervalo de um jogo, os personagens cativam sem muita complexidade, deixando um gostinho de quero mais.
Cale-se para Sempre (2020), de Renata Lustosa – 53 páginas

Olívia é dona de uma empresa que organiza casamentos, mas o negócio enfrenta dificuldades financeiras há algum tempo. Quando finalmente consegue um cliente que poderia resolver seus problemas, o noivo dá em cima dela, colocando-a diante de um dilema moral absurdo: salvar sua empresa ou permitir que uma mulher se case com um traidor?
Além disso, a protagonista enfrenta questões pessoais relacionadas aos próprios relacionamentos. Depois de tomar a decisão certa, Olívia encara outros dilemas envolvendo perguntas como “o que seria o homem perfeito?” e “o que devo aceitar em um relacionamento?”.
Com uma mistura de drama, romance e aquele clima aconchegante de filme da Sessão da Tarde, o conto acompanha uma mulher independente diante de escolhas difíceis. Uma leitura envolvente e acolhedora que conquista o leitor do início ao fim.
A Garota na Prisão de Papel (2018), de Felipe Gulyas – 63 páginas

Carol pode ser vista como uma adolescente comum, com família e amigos, que está terminando o ensino médio. Porém, ela está há dias presa em sua escola por uma barreira invisível. O mais assustador é que ninguém parece perceber sua situação.
Dan surge como uma salvação: um garoto que ela conhece apenas por mensagens e que, aparentemente, sabe pelo que ela está passando. Seria ele uma ajuda? Mais um perigo? Ou a própria fonte do perigo? Além disso, ela percebe que não está sozinha nessa prisão.
O mistério ronda a história do começo ao fim. Conhecemos apenas a perspectiva da protagonista, o que aumenta ainda mais nossa curiosidade. Perfeito para quem busca mergulhar em um universo diferente, se emocionar e ter a curiosidade constantemente instigada.
Leia esse conto já sabendo que não é o que você está pensando, nunca é o que você está pensando.
A Chance de Encontrar o Amor no Metrô (2016), de Rafael Dourado – 68 páginas

Tess está tendo um dia terrível: atrasada, com o carro quebrado e sem dinheiro para um táxi. Indo para o metrô, sua sorte não melhora, e ela definitivamente vai se atrasar muito. Mas, pelo menos, conhece Adam, um cara bacana que alegra um pouco seu dia desastroso. Quando ele chega à sua estação, os dois se separam, e Adam esquece um livro com ela. Será que isso será suficiente para que eles se reencontrem?
Leve, divertida e sem grandes pretensões, a história conquista pela simplicidade. A narrativa flui com naturalidade, arrancando sorrisos e fazendo o leitor torcer pelo casal. Quando termina, fica a sensação de que gostaríamos de passar mais tempo ao lado desses personagens.
O Quarto Branco (2013), de P. Barbosa – 33 páginas

Várias pessoas entraram no quarto branco, mas nenhuma saiu. O que isso significa? Curioso, um homem que já não via sentido na vida entra no local para tentar entender o que acontece com aquelas pessoas. Ao refletir sobre o ambiente, ele percebe que elas enlouqueciam sem contato humano, sem saída e sem cores. E então surge a revelação: você só sai quando quer ficar. O tempo passa, e ele entende o verdadeiro significado dessa frase.
É um conto que depende muito dos olhos de quem lê. Ele é reflexivo, e esse é seu principal ponto: o foco está nas ideias e sentimentos despertados pela experiência. A narrativa trabalha com a subjetividade, e o quarto branco funciona como um símbolo da intensificação dos erros e problemas do protagonista, abrindo caminho para a limpeza dessa negatividade.
É um conto sobre permissão, felicidade e subjetividade. O final é confuso, mas perfeito. Afinal, o que é o quarto branco? O lugar que você mais visita em sua vida.
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Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz









