Dia: 18 de junho de 2026
Romance acompanha a jornada de uma chef de cozinha que redescobre sua força através do afeto e da culinária
Em Como Navegar o Abismo, Paula Gicovate explora a vida de Nara, uma chef de cozinha que enfrenta dificuldades após a perda de sua mãe. Aqui, ela traz uma narrativa que envolve luto e reconstrução.
Enquanto absorve e tenta entender o que aconteceu, a protagonista encara os deveres familiares ao mesmo tempo em que encontra a herança emocional de três gerações de mulheres. Assim, com a morte da mãe, Nara deixa a vida que construiu no Rio de Janeiro e retorna a Fontana, sua cidade natal.
A trama se desenvolve a partir do questionamento: “Quando uma versão de nós morre junto com alguém que amamos, quem nos tornamos?”
Ao acompanhar o encontro entre Nara e sua avó, assim como as diferentes formas de passar pelo luto, a autora mostra uma narrativa sobre reinvenção e explora outros pontos como a maternidade sob uma perspectiva realista, em que o amor se junta ao fardo.
Mesmo diante de tamanho sofrimento, a personagem decide tentar se reencontrar na dedicação ao que mais ama: cozinhar. Os sabores afetivos agem aqui como um caminho para que ela não sucumba ao vazio.
O livro de Paula Gicovate será lançado em 29 de junho de 2026, pela editora Record. Haverá também um evento de lançamento na quinta-feira, 18 de junho, às 19h, na Janela Livraria Jardim Botânico (Rio de Janeiro), com bate-papo da autora com Ana Lima Cecílio e sessão de autógrafos.
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Texto revisado por Luana Chicol
Dos primeiros imigrantes que chegaram ao Porto de Santos em 1908 aos milhões de brasileiros apaixonados por animes, mangás, gastronomia e tradições japonesas, a trajetória da comunidade japonesa no país é uma das mais fascinantes da nossa história
No dia 18 de junho de 2026, o Brasil celebra 118 anos de uma história que atravessou oceanos, enfrentou desafios e ajudou a transformar profundamente a identidade cultural do país. Foi nessa data, em 1908, que o navio Kasato Maru atracou no Porto de Santos trazendo os primeiros imigrantes japoneses que chegaram oficialmente ao Brasil. O que começou como uma busca por trabalho e melhores condições de vida acabaria se tornando uma das mais importantes histórias de imigração do mundo.
Mais de um século depois, o Brasil abriga a maior comunidade de descendentes de japoneses fora do Japão. Estima-se que cerca de 2 milhões de nikkeis vivam no país, resultado de uma trajetória construída por gerações que contribuíram para diferentes áreas da sociedade brasileira. A influência dessa comunidade pode ser observada na agricultura, na gastronomia, nas artes, na educação e até mesmo no entretenimento consumido diariamente por milhões de pessoas.
Para muitos brasileiros, o primeiro contato com o Japão aconteceu muito antes de uma primeira viagem internacional ou de uma aula de história. Foi assistindo a Dragon Ball (1986) nas manhãs da televisão aberta, acompanhando as aventuras de Naruto (2002), emocionando-se com Os Cavaleiros do Zodíaco (1986) ou mergulhando nos universos criados por obras como Sailor Moon (1991), One Piece (1997) e, mais recentemente, Demon Slayer (2018) e Jujutsu Kaisen (2020). Para outros, a aproximação veio através da gastronomia, dos festivais culturais, das artes marciais ou das ruas movimentadas da Liberdade, em São Paulo.
Por trás dessa conexão existe uma história centenária construída por homens, mulheres e crianças que deixaram tudo para trás em busca de uma nova oportunidade. Uma trajetória marcada por adaptação, dificuldades, crescimento e pela construção de uma identidade que hoje faz parte da própria história brasileira.
Como Brasil e Japão cruzaram seus destinos e deram início a uma das maiores histórias de imigração do mundo
No início do século XX, Brasil e Japão viviam momentos decisivos de suas histórias. Embora estivessem separados por milhares de quilômetros e realidades completamente diferentes, os dois países acabariam encontrando interesses em comum que mudariam seus destinos.
O Japão atravessava um intenso processo de modernização durante a Era Meiji, período iniciado em 1868 que promoveu profundas transformações políticas, econômicas e sociais. A industrialização avançava rapidamente, a população crescia e a vida nas áreas rurais se tornava cada vez mais difícil para milhares de famílias. A escassez de terras cultiváveis e as dificuldades econômicas levaram o governo japonês a incentivar a emigração como uma alternativa para parte da população.

Enquanto isso, o Brasil enfrentava um desafio diferente. A economia cafeeira seguia em expansão e demandava cada vez mais trabalhadores para manter a produção. Após a abolição da escravatura, em 1888, os fazendeiros passaram a depender da imigração para suprir a falta de mão de obra. Durante alguns anos, italianos formaram a maior parcela desses trabalhadores, mas a redução da imigração subsidiada da Itália no início dos anos 1900 obrigou o governo brasileiro a buscar novas alternativas.
Foi nesse contexto que surgiram as negociações entre Brasil e Japão. Antes mesmo da assinatura dos acordos migratórios, o deputado japonês Tadashi Nemoto visitou diferentes regiões brasileiras para avaliar as condições oferecidas aos futuros imigrantes. O relatório produzido após a viagem foi favorável e ajudou a abrir caminho para o início da imigração japonesa em larga escala.
Para muitos daqueles que se candidataram à viagem, o Brasil era praticamente um território desconhecido. A expectativa era trabalhar durante alguns anos, economizar dinheiro e retornar ao Japão em melhores condições financeiras. Poucos imaginavam que acabariam construindo famílias, cidades e comunidades inteiras do outro lado do mundo.
Kasato Maru: a viagem que mudou para sempre a história do Brasil
Em 28 de abril de 1908, o Kasato Maru deixou o porto de Kobe carregando 781 passageiros rumo ao Brasil. A bordo estavam famílias inteiras, agricultores, trabalhadores rurais e pessoas que apostaram em uma oportunidade de recomeço. Durante 52 dias, eles atravessaram oceanos sem saber exatamente o que encontrariam quando chegassem ao destino final.

O desembarque aconteceu em 18 de junho de 1908, no Porto de Santos, data que se tornaria um marco na história da imigração japonesa. Após a chegada, os passageiros foram encaminhados para a Hospedaria dos Imigrantes do Brás, em São Paulo, e posteriormente distribuídos para fazendas de café do interior paulista.
A realidade encontrada era muito diferente daquela apresentada durante o recrutamento. As condições de trabalho eram duras, o idioma dificultava a comunicação, os hábitos alimentares eram completamente diferentes e a adaptação ao clima brasileiro exigia um esforço constante. Muitos imigrantes enfrentaram frustrações logo nos primeiros meses e passaram a procurar alternativas fora das fazendas onde haviam sido contratados.

As dificuldades foram tão grandes que parte dos trabalhadores abandonou os contratos pouco tempo depois da chegada. Ainda assim, diversas famílias decidiram permanecer no país e buscar novos caminhos. Aos poucos, começaram a adquirir pequenas propriedades rurais, organizar associações e construir as primeiras comunidades japonesas em território brasileiro.
Nos anos seguintes, novas embarcações continuaram a chegar ao Brasil. Em 1910, o Ryojun Maru trouxe mais de 900 imigrantes, fortalecendo um fluxo migratório que cresceria significativamente nas décadas seguintes. O projeto temporário imaginado por muitos dos pioneiros começava a dar lugar a uma nova realidade: a construção de uma vida definitiva em solo brasileiro.
A chegada do Kasato Maru marcou apenas o início de uma trajetória que se expandiria para muito além das lavouras de café. Nas décadas seguintes, os imigrantes japoneses participariam do desenvolvimento de cidades, transformariam práticas agrícolas e ajudariam a construir uma das comunidades mais influentes da história da imigração no Brasil.
Dos cafezais ao protagonismo no campo: como os imigrantes japoneses contribuíram para transformar a agricultura brasileira
Se os primeiros anos da imigração japonesa foram marcados pelas dificuldades enfrentadas nas fazendas de café, as décadas seguintes mostrariam que a presença dessa comunidade teria impacto muito maior na agricultura brasileira. Aos poucos, muitas famílias deixaram as grandes propriedades e passaram a investir em pequenos lotes de terra, iniciando uma nova etapa de autonomia e desenvolvimento.
Ao longo das décadas de 1910, 1920 e 1930, comunidades japonesas se estabeleceram principalmente no interior de São Paulo e no norte do Paraná. Nessas regiões, passaram a atuar no cultivo de frutas, hortaliças, arroz, chá, algodão e flores, contribuindo para a diversificação da produção agrícola brasileira. Em muitos casos, agricultores japoneses introduziram técnicas de cultivo e formas de organização que ajudaram a aumentar a produtividade e aproveitar melhor áreas antes consideradas pouco favoráveis para determinadas culturas.

O cultivo do caqui, da mexerica ponkan e de diferentes variedades de uva ganhou força graças ao trabalho dessas comunidades. Em diversas cidades do interior paulista, a presença japonesa passou a fazer parte da identidade local, influenciando não apenas a economia, mas também a cultura e a formação dessas regiões.
Bastos é um dos exemplos mais conhecidos dessa trajetória. Fundada em uma área que recebeu grande número de imigrantes japoneses, a cidade se tornou uma das principais produtoras de ovos do país, atividade que continua sendo uma de suas marcas até hoje. Já no Pará, agricultores japoneses tiveram papel importante no desenvolvimento do cultivo da pimenta-do-reino, que durante décadas foi uma das culturas mais relevantes para a economia local.

Outro marco desse período foi a fundação da Cooperativa Agrícola de Cotia, em 1926. Criada por agricultores japoneses, a cooperativa se transformou em uma das maiores organizações agrícolas do Brasil ao longo do século XX. Seu crescimento ajudou milhares de produtores rurais e se tornou um exemplo da importância do cooperativismo para o desenvolvimento econômico de diversas regiões.
A expansão dessas atividades fez com que a comunidade japonesa deixasse de ser associada exclusivamente ao trabalho nas fazendas de café. Ao longo das décadas, agricultores e empreendedores japoneses passaram a ocupar papel importante na produção de alimentos, no abastecimento das cidades e no fortalecimento da agricultura brasileira.
Quando a guerra atravessou oceanos: perseguições, restrições e os desafios enfrentados pela comunidade japonesa no Brasil
Entre as décadas de 1920 e 1930, a imigração japonesa viveu seu período de maior crescimento. Escolas, jornais, associações culturais e cooperativas foram criados em diferentes regiões do país, fortalecendo os laços entre os imigrantes e ajudando a preservar aspectos da cultura japonesa em território brasileiro. Essa trajetória sofreu uma interrupção brusca com a Segunda Guerra Mundial.
Quando o Brasil rompeu relações diplomáticas com o Japão e posteriormente se juntou aos Aliados, a comunidade japonesa passou a enfrentar uma série de restrições impostas pelo governo brasileiro. Assim como aconteceu com comunidades alemãs e italianas, os japoneses passaram a ser vistos com desconfiança pelas autoridades.
O uso do idioma japonês em espaços públicos foi proibido. Escolas foram fechadas, jornais deixaram de circular e diversas associações tiveram suas atividades suspensas. Em algumas regiões, famílias foram obrigadas a deixar áreas consideradas estratégicas para a segurança nacional. A circulação de informações também foi fortemente limitada, dificultando o contato dos imigrantes com notícias vindas do Japão.

Para milhares de famílias, aquele período foi marcado pelo isolamento e pela insegurança. Pessoas que viviam no Brasil há décadas passaram a enfrentar dificuldades para manter tradições culturais que faziam parte de sua rotina. Muitas atividades precisaram ser realizadas de forma discreta, dentro das próprias casas e comunidades.
O fim da guerra trouxe novos desafios. A dificuldade de acesso a informações confiáveis durante o conflito gerou divisões dentro da própria comunidade japonesa. Um dos episódios mais delicados desse período foi a atuação da Shindo Renmei, organização formada por imigrantes que não acreditavam na rendição do Japão ao final da guerra.

A organização passou a perseguir membros da comunidade que reconheciam a derrota japonesa, gerando conflitos que deixaram marcas profundas na história da imigração japonesa no Brasil. O tema ainda é tratado com cautela por muitos descendentes, mas representa um capítulo importante para compreender a complexidade das experiências vividas pela comunidade naquele período.
Apesar das dificuldades, a cultura japonesa continuou sendo preservada. Com o fim das restrições, associações voltaram a funcionar, festivais foram retomados e a comunidade iniciou um novo processo de reorganização. O período pós-guerra marcaria o início de uma nova fase, em que os filhos e netos dos primeiros imigrantes passariam a ocupar espaços cada vez mais diversos na sociedade brasileira.
Da lavoura às universidades: a geração que ampliou a presença nikkei na sociedade brasileira
A partir da década de 1950, a comunidade japonesa começou a viver uma transformação significativa. Se a primeira geração ficou conhecida principalmente pela atuação na agricultura, as gerações seguintes passaram a ocupar espaços em áreas cada vez mais variadas.
O acesso à educação ganhou destaque dentro de muitas famílias de imigrantes. Em um período marcado pela reconstrução da comunidade após a guerra, o investimento nos estudos passou a ser visto como uma forma de ampliar oportunidades e garantir maior estabilidade para as novas gerações.
Nas décadas seguintes, descendentes de japoneses passaram a se destacar em áreas como medicina, engenharia, direito, pesquisa científica, educação, administração pública e empreendedorismo. Esse movimento acompanhou um processo mais amplo de urbanização, que levou muitas famílias a deixarem áreas rurais e buscarem oportunidades nas grandes cidades.

São Paulo se consolidou como o principal centro da comunidade japonesa no Brasil. A cidade passou a concentrar instituições culturais, associações, escolas e empresas ligadas à comunidade nikkei, fortalecendo ainda mais sua presença na vida econômica e cultural do país.
Ao mesmo tempo, uma nova geração passou a construir identidades que conciliavam referências japonesas e brasileiras. Filhos e netos dos primeiros imigrantes cresceram falando português, estudando em escolas brasileiras e participando ativamente da sociedade, sem romper completamente os laços com as tradições familiares.
Esse processo ajudou a ampliar a visibilidade da comunidade japonesa em diferentes setores. Médicos, pesquisadores, artistas, professores, empresários e políticos descendentes de japoneses passaram a ocupar posições de destaque e a contribuir para a construção da sociedade brasileira em múltiplas áreas.
Ao final da segunda metade do século XX, a presença nikkei já podia ser observada muito além das regiões agrícolas onde a imigração havia começado. A comunidade estava inserida em diferentes espaços da vida brasileira e se preparava para viver novas transformações nas décadas seguintes.
Liberdade: como um bairro paulistano se tornou o principal símbolo da cultura japonesa no Brasil
Falar sobre a presença japonesa no Brasil é, inevitavelmente, falar sobre a Liberdade. Localizado na região central de São Paulo, o bairro se transformou ao longo do século XX em um dos principais pontos de encontro da comunidade japonesa e, posteriormente, em uma das maiores referências da cultura asiática fora da Ásia.
A história da Liberdade, no entanto, começou muito antes da chegada dos imigrantes japoneses. A região possui raízes ligadas ao período colonial e guarda memórias importantes da população negra paulistana. Foi apenas nas primeiras décadas do século XX que o bairro começou a receber um número crescente de japoneses atraídos pela proximidade com o centro da cidade e pelos aluguéis mais acessíveis.

Com o passar dos anos, surgiram pensões, mercearias, restaurantes, escolas e pequenos comércios administrados por imigrantes. O bairro passou a funcionar como uma rede de apoio para recém-chegados e como um espaço de convivência para famílias que buscavam manter vivas tradições culturais trazidas do Japão.
A partir da segunda metade do século XX, a Liberdade consolidou sua imagem como principal polo da cultura japonesa no Brasil. Restaurantes especializados, mercados de produtos importados, livrarias, lojas tradicionais e eventos culturais passaram a atrair visitantes de diferentes regiões do país. Com o tempo, o bairro também recebeu forte influência de outras comunidades asiáticas, especialmente a chinesa e a coreana, tornando-se um espaço que reflete parte da diversidade cultural do continente asiático.
Hoje, a Liberdade é um dos destinos turísticos mais visitados da cidade de São Paulo. Suas famosas lanternas orientais se tornaram um dos cartões-postais da capital paulista, enquanto a tradicional feira de rua reúne milhares de pessoas todos os finais de semana. Entre apresentações culturais, barracas gastronômicas e lojas especializadas, o bairro segue sendo um dos lugares mais importantes para compreender a influência asiática na formação da cidade.
Um dos espaços mais importantes da região é o Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil, mantido pela Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social, o Bunkyo. O local reúne milhares de documentos, fotografias, jornais, objetos pessoais e registros históricos que ajudam a contar a trajetória da imigração japonesa desde a chegada do Kasato Maru até os dias atuais.
O museu também ajuda a preservar histórias que muitas vezes não aparecem nos livros escolares. Através de relatos de famílias, registros de comunidades e documentos históricos, o espaço apresenta diferentes perspectivas sobre a experiência dos imigrantes japoneses e seus descendentes no Brasil. Para muitos visitantes, trata-se de uma oportunidade de compreender como a história da imigração japonesa está diretamente ligada à formação da sociedade brasileira.
Quando os descendentes fizeram o caminho de volta: o fenômeno dekassegui e uma nova ponte entre Brasil e Japão
Se durante boa parte do século XX o fluxo migratório aconteceu do Japão para o Brasil, as décadas finais daquele mesmo século testemunharam um movimento na direção oposta.
A partir dos anos 1980, milhares de descendentes de japoneses começaram a viajar para o Japão em busca de oportunidades de trabalho. O fenômeno ficou conhecido como dekassegui, termo utilizado para se referir a pessoas que deixam suas cidades ou países de origem para trabalhar temporariamente em outro local.

O contexto econômico ajudou a impulsionar esse movimento. Enquanto o Brasil enfrentava dificuldades econômicas e períodos de instabilidade, o Japão vivia uma forte demanda por trabalhadores em setores industriais. Mudanças na legislação japonesa facilitaram a entrada de descendentes de japoneses, permitindo que muitos brasileiros viajassem para trabalhar em fábricas e empresas espalhadas pelo país.
Para muitas famílias, a experiência era vista como uma oportunidade de melhorar a condição financeira e retornar ao Brasil após alguns anos. Na prática, as trajetórias foram bastante diversas. Alguns permaneceram no Japão apenas pelo período planejado, enquanto outros construíram novas vidas, formaram famílias e passaram décadas vivendo no país.
O fenômeno dekassegui criou uma situação inédita na história das relações entre Brasil e Japão. Pela primeira vez, um número expressivo de brasileiros descendentes de japoneses passava a vivenciar o cotidiano da terra de seus antepassados. Muitos chegaram ao país esperando encontrar um sentimento imediato de pertencimento, mas descobriram uma realidade mais complexa.
Embora compartilhassem ascendência japonesa, grande parte desses brasileiros havia crescido em um contexto cultural completamente diferente. Questões relacionadas ao idioma, à adaptação social e à identidade passaram a fazer parte da experiência de milhares de famílias. Surgiu, então, uma geração que passou a transitar entre dois países e duas culturas de forma cada vez mais intensa.
Ao mesmo tempo, a presença brasileira no Japão ajudou a fortalecer os laços entre os dois países. Escolas brasileiras foram criadas em território japonês, jornais em português passaram a circular e comunidades inteiras se formaram em cidades com grande concentração de trabalhadores brasileiros. A culinária, a música e até mesmo o futebol brasileiro ganharam espaço em diversas regiões do Japão.
Esse intercâmbio cultural também influenciou o Brasil. Muitos descendentes retornaram trazendo novas perspectivas sobre sua própria herança cultural, ampliando o interesse por aspectos da sociedade japonesa e fortalecendo iniciativas voltadas para a preservação da memória da imigração.
Mais de um século depois da chegada do Kasato Maru, a relação entre Brasil e Japão continua sendo marcada por trocas constantes. O fenômeno dekassegui demonstrou que a história da imigração japonesa não pode ser compreendida apenas como um movimento de chegada. Ela também inclui retornos, reencontros e novas formas de conexão que seguem aproximando os dois países até hoje.
De Dragon Ball a Demon Slayer: como a cultura pop japonesa conquistou gerações de brasileiros
Embora a imigração japonesa tenha deixado contribuições importantes na agricultura, na educação, na ciência e em diversas outras áreas, foi através do entretenimento que muitos brasileiros passaram a criar uma conexão direta com o Japão. Nas últimas décadas, animes, mangás, videogames, música e produções audiovisuais japonesas se tornaram parte do cotidiano de milhões de pessoas, ampliando ainda mais os laços culturais entre os dois países.
A presença dos animes na televisão brasileira começou ainda na segunda metade do século XX, mas foi durante as décadas de 1990 e 2000 que o fenômeno alcançou uma dimensão inédita. Produções como Os Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball, Pokémon (1996), Yu Yu Hakusho (1990), Sailor Moon, Digimon (1997) e Inuyasha (1996) conquistaram uma geração inteira de espectadores e ajudaram a popularizar referências da cultura japonesa entre crianças e adolescentes.
O sucesso dessas obras não se limitava à ação ou aos personagens carismáticos. Muitos animes apresentavam formas de narrativa diferentes das produções ocidentais, explorando temas como amizade, responsabilidade, amadurecimento, perda, perseverança e trabalho em equipe. Ao mesmo tempo, elementos da cultura japonesa passaram a despertar a curiosidade do público brasileiro, que buscava entender melhor os costumes, a gastronomia, a história e as tradições presentes nessas histórias.
Com a expansão da internet e, posteriormente, das plataformas de streaming, o acesso à cultura pop japonesa se tornou ainda mais amplo. Mangás passaram a ocupar espaço de destaque nas livrarias brasileiras, novas séries chegaram simultaneamente ao público internacional e comunidades de fãs se fortaleceram em todas as regiões do país.
Eventos especializados também desempenharam papel importante nesse processo. O Anime Friends, criado em 2003, se consolidou como um dos maiores eventos de cultura pop asiática da América Latina, reunindo fãs de animes, mangás, cosplay, música e entretenimento japonês. Nos últimos anos, grandes convenções passaram a incluir cada vez mais atrações ligadas à cultura japonesa, refletindo o crescimento constante desse público.

A influência japonesa também pode ser percebida no mercado editorial, na indústria de games, na produção de conteúdo digital e até mesmo na forma como novas gerações consomem entretenimento. Títulos como Attack on Titan (2013), Jujutsu Kaisen, Spy x Family (2019) e Demon Slayer continuam atraindo milhões de fãs em todo o mundo, incluindo o Brasil.
Para muitos jovens da Geração Z, a cultura japonesa já não é percebida como algo distante ou exótico. Ela faz parte do cotidiano, das referências culturais e das comunidades construídas em torno de interesses compartilhados. Essa aproximação ajudou a criar uma relação que vai além do consumo de produtos culturais, despertando interesse pelo idioma, pela história e por diferentes aspectos da sociedade japonesa.
Os nomes que ajudaram a construir o legado japonês no Brasil
A história da imigração japonesa no Brasil também pode ser contada através das trajetórias de pessoas que deixaram contribuições importantes em diferentes áreas da sociedade. Ao longo de mais de um século, descendentes de japoneses se destacaram nas artes, na literatura, no esporte, na política, na ciência e na gastronomia, ajudando a ampliar a visibilidade da comunidade nikkei no país.
Nas artes, poucos nomes possuem um legado tão expressivo quanto o de Tomie Ohtake. Nascida em Kyoto e radicada no Brasil desde a década de 1930, ela se tornou uma das artistas mais importantes da história da arte brasileira. Suas esculturas monumentais e pinturas abstratas podem ser encontradas em museus, espaços públicos e importantes instituições culturais do país.

Outro destaque é Manabu Mabe, que chegou ao Brasil ainda criança e se tornou um dos principais nomes do abstracionismo brasileiro. Sua obra conquistou reconhecimento nacional e internacional, contribuindo para ampliar a presença de artistas nipo-brasileiros no cenário cultural.

Na literatura, Ryoki Inoue se tornou conhecido por uma produção impressionante que ultrapassa mil obras publicadas, conquistando reconhecimento como um dos autores mais prolíficos do mundo.

No esporte, a influência japonesa pode ser observada especialmente através das artes marciais. O judô, introduzido por imigrantes japoneses, se tornou uma das modalidades mais vitoriosas da história olímpica brasileira. Atletas como Aurélio Miguel e Rogério Sampaio ajudaram a consolidar essa tradição e inspiraram novas gerações de esportistas.
A gastronomia também ocupa um papel importante nessa trajetória. O sushi, o sashimi, o lámen, o tempurá e diversos outros pratos deixaram de ser especialidades consumidas apenas pela comunidade japonesa e passaram a fazer parte do cotidiano de milhões de brasileiros. Restaurantes especializados podem ser encontrados em praticamente todas as regiões do país, demonstrando como essa influência ultrapassou fronteiras culturais e geracionais.
Representatividade, identidade e os desafios da comunidade asiático-brasileira na atualidade
Ao longo das últimas décadas, a presença de pessoas amarelas na televisão, na publicidade, no jornalismo, no audiovisual e no mercado de influência tornou-se mais visível do que em períodos anteriores. Criadores de conteúdo, artistas, jornalistas, apresentadores e influenciadores passaram a ocupar espaços que historicamente contavam com pouca participação asiático-brasileira.
Apesar desses avanços, integrantes da comunidade e pesquisadores apontam que a representatividade ainda está distante de refletir toda a diversidade existente dentro das populações asiáticas no Brasil. Segundo dados do Censo 2022 do IBGE, cerca de 850 mil pessoas se autodeclararam amarelas, o equivalente a aproximadamente 0,4% da população brasileira. Embora o dado não contemple toda a complexidade das diásporas asiáticas presentes no país, ele ajuda a dimensionar a presença desse grupo na sociedade brasileira.
Outro tema recorrente nos debates atuais envolve a forma como pessoas asiáticas são retratadas nos meios de comunicação. Ao longo da história, personagens e figuras públicas de ascendência asiática frequentemente foram associados a estereótipos, representações simplificadas ou visões exotificadas de suas identidades. Embora parte dessas representações venha sendo questionada nos últimos anos, muitos desafios ainda permanecem.
Questões relacionadas à fetichização, à associação automática com determinados comportamentos ou habilidades e à limitação de papéis no audiovisual continuam sendo discutidas por integrantes da comunidade asiático-brasileira. O debate atual não envolve apenas ampliar a presença de pessoas amarelas nos espaços de visibilidade, mas também garantir representações mais diversas, humanas e conectadas às diferentes experiências existentes dentro dessas comunidades.
Ao mesmo tempo, uma nova geração de criadores de conteúdo, artistas e profissionais contribuem para ampliar essas discussões, compartilhando experiências pessoais e promovendo reflexões sobre identidade, pertencimento e representatividade. Esse movimento ajuda a construir narrativas mais plurais e a combater visões reduzidas sobre o que significa ser asiático ou descendente de asiáticos no Brasil.
118 anos depois, a história continua
Celebrar os 118 anos da imigração japonesa é lembrar a trajetória de milhares de famílias que ajudaram a construir o Brasil enquanto preservavam parte de suas tradições, memórias e referências culturais. A história iniciada com a chegada do Kasato Maru em 1908 atravessou guerras, crises econômicas, transformações sociais e mudanças geracionais que redefiniram a relação entre Brasil e Japão ao longo do último século.
Hoje, a influência japonesa pode ser observada em diferentes aspectos do cotidiano brasileiro. Ela está presente na agricultura, na gastronomia, na educação, nas artes, na ciência, no esporte e também no entretenimento consumido por milhões de pessoas. Dos festivais tradicionais realizados em diferentes cidades brasileiras aos eventos de cultura pop que reúnem milhares de fãs todos os anos, a presença japonesa continua fazendo parte da paisagem cultural do país.
A história da imigração japonesa também ajuda a compreender como diferentes comunidades contribuíram para a formação da identidade brasileira. Ela fala sobre adaptação, encontros culturais, desafios e transformações que continuam produzindo efeitos mais de um século depois da chegada dos primeiros imigrantes.

Passados 118 anos, a trajetória iniciada por 781 passageiros no Porto de Santos permanece viva. Ela pode ser encontrada nas histórias de famílias nikkeis, nos bairros que preservam tradições centenárias, nos jovens que descobrem o Japão através dos animes e mangás e nas inúmeras conexões que seguem aproximando brasileiros e japoneses. Uma história que começou com uma viagem transoceânica e que, mais de um século depois, continua fazendo parte da construção do Brasil.
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Texto revisado por Kalylle Isse
Homem-Aranha: Um Novo Dia tem estreia adiantada no Brasil e ganha novas ações especiais para os fãs
Os fãs do amigo da vizinhança já podem comemorar. O novo trailer de Homem-Aranha: Um Novo Dia foi divulgado ontem (17) durante um evento especial realizado em Amsterdã, na Holanda, com a presença dos protagonistas Tom Holland e Zendaya. A dupla participou da ação promocional ao lado da imprensa e do público presente, celebrando a nova fase do herói nos cinemas.
Além do lançamento do trailer, o estúdio também confirmou que a estreia do longa no Brasil foi antecipada para o dia 29 de julho, chegando aos cinemas um dia antes da data anunciada anteriormente.
No mesmo dia, às 10h, começou oficialmente a pré-venda mundial de ingressos para o filme, que promete movimentar os fãs do Universo Cinematográfico Marvel (MCU).
Como parte da divulgação, a produtora do filme também anunciou o lançamento do Rastreador Aranha, um site criado pelo personagem Ned Leeds – interpretado por Jacob Batalon – para reunir informações sobre o Homem-Aranha e acompanhar tudo o que acontece com o herói em Nova York.

No novo capítulo da franquia, Peter Parker enfrenta sozinho – fato celebrado por muitos fãs do herói por aproximar-se ainda mais das histórias dos quadrinhos – os desafios da vida adulta enquanto tenta equilibrar sua rotina como Homem-Aranha em um mundo que já não se lembra de sua existência.
Homem-Aranha: Um Novo Dia continua diretamente os acontecimentos de Homem-Aranha: Sem Volta para Casa (2021), quando Peter Parker precisou sacrificar sua própria identidade para salvar o multiverso por meio do feitiço lançado pelo Doutor Estranho. O roteiro é assinado por Chris McKenna e Erik Sommers, dupla responsável pelos filmes De Volta ao Lar (2017), Longe de Casa (2019) e Sem Volta para Casa (2021).

Além de Tom Holland e Zendaya, o elenco também traz de volta Jacob Batalon e Michael Mando, além das novidades Sadie Sink (Stranger Things), Tramell Tillman (Ruptura), Jon Bernthal (O Justiceiro) e Mark Ruffalo (Vingadores), os dois últimos retomando seus papéis como Justiceiro e Hulk no MCU.

A nova produção é dirigida por Destin Daniel Cretton, conhecido por produções como Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis (2021), também da Marvel, e promete explorar uma fase mais madura do herói, agora completamente sozinho.
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Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz
A nova faixa do grupo japonês traz uma atmosfera de chill pop de verão e explora os paradoxos do amor moderno
O PSYCHIC FEVER from EXILE TRIBE lançou oficialmente Pink Lemonade, segundo single de pré-lançamento do aguardado segundo álbum de estúdio, DIFFERENT, previsto para 10 de julho. A faixa já está disponível nas plataformas digitais, e você pode escutar clicando aqui.

A música transmite uma sensação doce e refrescante, combinando uma atmosfera de chill pop descontraída com uma energia que remete à leveza do verão – mas a letra vai além do clima da estação.
A canção explora as contradições dos relacionamentos modernos, especialmente o conflito entre o orgulho e a vulnerabilidade, retratando o dilema de querer se afastar de alguém e perceber que já está completamente envolvido. Uma perspectiva sincera para uma geração globalmente conectada que vive os desafios do amor contemporâneo.
Quem explica o que a faixa tem de especial é o integrante RYOGA: “Quando ouvi a música pela primeira vez, achei que fosse uma faixa muito refrescante e leve. Mas, ao prestar mais atenção na letra, percebi que ela não é apenas uma canção de amor comum. Achei interessante como as emoções de se apaixonar cada vez mais são expressas por meio da metáfora dos coquetéis. No início, o relacionamento é doce e refrescante como uma Pink Lemonade. Antes que você perceba, porém, ele se transforma em algo mais forte e do qual é impossível escapar, como uma Vodka Lemonade. Essa transição é retratada de forma muito natural e, quanto mais você ouve a música, mais viciante ela se torna.”
Para celebrar o lançamento, o grupo estreou um vídeo exclusivo de performance ao vivo gravado no Amazon Studio Tokyo em 12 de junho, destacando a dinâmica vocal impecável que se tornou uma das marcas registradas do PSYCHIC FEVER.
Os sete integrantes têm contribuições únicas na faixa, e RYOGA conta que o cuidado com isso ficou evidente durante a gravação: “Nesta música, o fluxo e a atmosfera melódica mudam significativamente de um integrante para outro. Durante a gravação, prestei muita atenção à progressão e à temperatura emocional da faixa.”
Pink Lemonade serve como prévia vibrante de DIFFERENT, que promete mostrar uma evolução artística diversificada do grupo, equilibrando hinos de alta energia com narrativas introspectivas e melodicamente ricas. O álbum é considerado o projeto mais importante do PSYCHIC FEVER em anos.
Esse momento também se reflete nos palcos. A atual turnê PSYCHIC FEVER JAPAN TOUR 2026 THE ROOTS – uma produção intimista que destaca as origens musicais e de dança dos integrantes – gerou uma demanda por ingressos acima do esperado, e o grupo anunciou uma apresentação extra em arena: um encore especial no SGC Hall Ariake, em Tóquio, no dia 8 de agosto.

DIFFERENT chega às plataformas digitais em 10 de julho e já está disponível para pré-save.
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Texto revisado por Luana Chicol
Baseado na obra de Clarice Lispector, monólogo com Tuca Moraes será apresentado nos dias 18 e 25 de junho e 2 de julho, às 19h
Uma nova experimentação. A literatura como ponto de partida para a pesquisa do teatro narrativo do teatro épico. É o que a Companhia Ensaio Aberto apresenta com Palavras, encenado por Tuca Moraes, a partir de 14 de maio, na Sala Sérgio Brito, no Armazém da Utopia. As sessões acontecem às quintas-feiras, às 19h, até 2 de julho.
Tuca Moraes se deixa conduzir pelo pulsar de palavras, frases, memórias, sentimentos, e pensamentos, acumulados uns sobre os outros, como em uma espiral. Linguagem e sentidos vão se fazendo ali à vista dos espectadores. O encontro da atriz com o público transforma o espetáculo em uma experiência única, que se completa com as intervenções de som e luz feitas pelo diretor para provocar a atriz.
O espaço cênico criado por J.C. Serroni é intimista, com capacidade para apenas 40 pessoas por sessão, iluminado por Cesar de Ramires e com figurino assinado por. Beth Filipecki e Renaldo Machado.
“É um enorme desafio se jogar no abismo de Clarice, no abismo do mundo sem nenhuma linha de vida pra te salvar. O experimento é uma enorme desconstrução e uma aposta no encontro com cada espectador. É também levar ao extremo a relação de confiança atriz/diretor. Eu me jogo. Se estiver me afundando, sei que o Luiz Fernando Lobo vai intervir. É um jogo de risco. Um jogo de verdade”, afirma Tuca.

FICHA TÉCNICA
Em cena e dramaturgia: Tuca Moraes, a partir da obra de Clarice Lispector
Direção, operação de luz e trilha: Luiz Fernando Lobo
Direção de produção: Tuca Moraes
Produção executiva: Aninha Barros
Cenografia: J.C.Serroni
Iluminação: Cesar de Ramires
Figurino: Beth Filipecki e Renaldo Machado
Programação visual: Marcos Apóstolo e Jorge Falsfein
Coordenação ciência do novo público: Clarice Tenório Barretto
Ciência do novo público: Grégori Eckert Andreza Dias, Gilberto Miranda, Maura Santiago e Thaise Oliveira
Assistente de direção: Paola de Paula
Técnica de palco, montagem e cenário: Júlia de Ohana
Produção de arte/cadeiras: Patrícia Barbeitas
Fotos e imagens, divulgação: Thiago Gouvea
Realização: Companhia Ensaio Aberto
Serviço
Dias e horário: quintas-feiras (18, 25 de junho e 2 de julho), às 19h
Ingressos: R$60 (inteira) | R$30 (meia)
Abertura da casa 1h antes do início do espetáculo
Classificação indicativa: livre
Capacidade: 40 lugares
Duração: 60 minutos
O Armazém da Utopia tem acessibilidade arquitetônica
Ingressos: www.sympla.com.br/armazemdautopia
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Texto revisado por Sabrina Borges de Moura
Descubra leituras breves e cativantes para preencher os momentos entre as partidas
A Copa do Mundo chegou e, com ela, a emoção dos jogos! Entre um intervalo e outro, que tal acalmar o coração com leituras curtinhas de até 100 páginas? Para manter o clima de torcida em alta e aproveitar os intervalos da competição, confira esta seleção de 5 contos perfeitos para ler entre os jogos.
Bia e Flávio (2021), de Suelen de Paula – 13 páginas

Destino? Bia e Flávio se encontram mais de uma vez ao longo de suas jornadas, mas isso não é suficiente para que entendam o que a vida está tentando lhes mostrar. Talvez sejam necessários novos encontros para que percebam o significado dessas coincidências.
Encontros casuais e breves, pessoas distintas prestes a descobrir o começo de uma nova história. O conto nos convida a prestar atenção aos pequenos detalhes e perceber o que o destino pode estar tentando nos contar. Perfeito para o intervalo de um jogo, os personagens cativam sem muita complexidade, deixando um gostinho de quero mais.
Cale-se para Sempre (2020), de Renata Lustosa – 53 páginas

Olívia é dona de uma empresa que organiza casamentos, mas o negócio enfrenta dificuldades financeiras há algum tempo. Quando finalmente consegue um cliente que poderia resolver seus problemas, o noivo dá em cima dela, colocando-a diante de um dilema moral absurdo: salvar sua empresa ou permitir que uma mulher se case com um traidor?
Além disso, a protagonista enfrenta questões pessoais relacionadas aos próprios relacionamentos. Depois de tomar a decisão certa, Olívia encara outros dilemas envolvendo perguntas como “o que seria o homem perfeito?” e “o que devo aceitar em um relacionamento?”.
Com uma mistura de drama, romance e aquele clima aconchegante de filme da Sessão da Tarde, o conto acompanha uma mulher independente diante de escolhas difíceis. Uma leitura envolvente e acolhedora que conquista o leitor do início ao fim.
A Garota na Prisão de Papel (2018), de Felipe Gulyas – 63 páginas

Carol pode ser vista como uma adolescente comum, com família e amigos, que está terminando o ensino médio. Porém, ela está há dias presa em sua escola por uma barreira invisível. O mais assustador é que ninguém parece perceber sua situação.
Dan surge como uma salvação: um garoto que ela conhece apenas por mensagens e que, aparentemente, sabe pelo que ela está passando. Seria ele uma ajuda? Mais um perigo? Ou a própria fonte do perigo? Além disso, ela percebe que não está sozinha nessa prisão.
O mistério ronda a história do começo ao fim. Conhecemos apenas a perspectiva da protagonista, o que aumenta ainda mais nossa curiosidade. Perfeito para quem busca mergulhar em um universo diferente, se emocionar e ter a curiosidade constantemente instigada.
Leia esse conto já sabendo que não é o que você está pensando, nunca é o que você está pensando.
A Chance de Encontrar o Amor no Metrô (2016), de Rafael Dourado – 68 páginas

Tess está tendo um dia terrível: atrasada, com o carro quebrado e sem dinheiro para um táxi. Indo para o metrô, sua sorte não melhora, e ela definitivamente vai se atrasar muito. Mas, pelo menos, conhece Adam, um cara bacana que alegra um pouco seu dia desastroso. Quando ele chega à sua estação, os dois se separam, e Adam esquece um livro com ela. Será que isso será suficiente para que eles se reencontrem?
Leve, divertida e sem grandes pretensões, a história conquista pela simplicidade. A narrativa flui com naturalidade, arrancando sorrisos e fazendo o leitor torcer pelo casal. Quando termina, fica a sensação de que gostaríamos de passar mais tempo ao lado desses personagens.
O Quarto Branco (2013), de P. Barbosa – 33 páginas

Várias pessoas entraram no quarto branco, mas nenhuma saiu. O que isso significa? Curioso, um homem que já não via sentido na vida entra no local para tentar entender o que acontece com aquelas pessoas. Ao refletir sobre o ambiente, ele percebe que elas enlouqueciam sem contato humano, sem saída e sem cores. E então surge a revelação: você só sai quando quer ficar. O tempo passa, e ele entende o verdadeiro significado dessa frase.
É um conto que depende muito dos olhos de quem lê. Ele é reflexivo, e esse é seu principal ponto: o foco está nas ideias e sentimentos despertados pela experiência. A narrativa trabalha com a subjetividade, e o quarto branco funciona como um símbolo da intensificação dos erros e problemas do protagonista, abrindo caminho para a limpeza dessa negatividade.
É um conto sobre permissão, felicidade e subjetividade. O final é confuso, mas perfeito. Afinal, o que é o quarto branco? O lugar que você mais visita em sua vida.
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Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz
Programação da segunda quinzena de junho convida o público a refletir sobre diferentes formas de viver, criar e pertencer
Inspirada nas exposições em cartaz no CCBB Rio, a programação quinzenal do CCBB Educativo – Lugar de Encontros transforma a visita ao museu em uma experiência interativa para públicos de todas as idades.
Ao longo da segunda quinzena de junho, oficinas, laboratórios e contações de histórias dialogam diretamente com mostras como Além da Fantasia – Yoshitaka Amano e Vik Muniz – A Olho Nu, aproximando o público da arte por meio da experimentação e da criatividade.
Entre os destaques estão os laboratórios Do Papel para a Pele, que convida os participantes a criar tatuagens temporárias inspiradas no universo visual de Amano; e o O Que a Luz Mostra, que explora a técnica da cianotipia – processo fotográfico que produz imagens em tons de azul –, em sintonia com a obra de Vik Muniz; e a contação de histórias O Mistério da Grande Onda, uma divertida viagem pelo universo das gravuras japonesas e da famosa obra do pintor japonês Katsushika Hokusai.
A celebração da diversidade ganha destaque na programação com atividades que promovem reflexão, acolhimento e representatividade. No dia 17 de junho, quarta-feira, às 18h, a roda de conversa E a Palavra Com reúne as artistas Julia Bernat, Kaká Guimarães Rosa e Nice Chagas para discutir como trajetórias individuais se conectam a processos coletivos de resistência, criação e preservação da memória, abordando temas como apagamento histórico, território e produção cultural.
Julia Bernat é autora do livro Minha Vó Ri, texto adaptado na peça teatral homônima encenada no CCBB do Rio no início do ano, com direção de Débora Lamm. Já Kaká Guimarães Rosa recebeu menção honrosa do Black Queen Festival pela direção do filme Desta Vez Eu Nem Chorei, e foi assistente de direção da peça Minha Vó Ri. E Nice Chagas é atriz e educadora da arte, que atua em movimentos de mulheres negras, na defesa de direitos humanos e da comunidade LGBTQIAPN+.O encontro também contará com a exibição de imagens de um projeto de lambe-lambes que ocupou as ruas da cidade em 2024.
No dia 28 de junho, domingo, data em que se celebra o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+, o Laboratório de Cianotipia convida o público a representar o amor familiar em composições visuais, transformando memórias e afetos em imagens.
A programação se encerra com a contação de histórias Minha Família é Onde Cabe Meu Amor, apresentada pela Companhia Costurando Histórias, que utiliza literatura, música e imaginação para celebrar a convivência, o respeito às diferenças e os múltiplos laços que unem as famílias contemporâneas.
Em um ambiente lúdico criado com tapetes-cenário artesanais, crianças e adultos serão convidados a mergulhar nas narrativas dos contos Rouge, o Gato Vermelho; Elmer, o Elefante Xadrez e Galo, Galo Não Me Calo. A atriz e mestre em Literatura Daniela Fossaluza, transforma os livros em experiências interativas que unem literatura, música e imaginação, celebrando a diversidade e mostrando que o amor é o que une as diferentes formas de família.
“A programação reforça a proposta do CCBB Educativo – Lugar de Encontros de promover experiências no museu voltadas para públicos de todas as idades, fortalecendo valores como inclusão, diversidade, pluralidade e convivência democrática”, afirma Daniela Chindler, responsável pela coordenação-geral do projeto.

Durante todos os outros dias, as atividades nos laboratórios e as contações de histórias dialogam com as exposições em cartaz, com a história e arquitetura do prédio que abriga o CCBB Rio, além de atividades ligadas ao patrimônio imaterial brasileiro.
ATIVIDADES PERMANENTES
VISITAS AGENDADAS
Segundas, quintas e sextas: 9h30, 10h, 14h, 15h e 18h
Quartas: 9h30, 10h e 18h
Sábados e domingos: 9h30
E-mail para contato: agendamento.rj@programaccbbeducativo.com.br
VISITA COGNITIVA
Domingos: 8h (através de agendamento)
VISITAS MEDIADAS
Ingressos disponíveis na bilheteria física e no site do CCBB Rio
Visita mediada à exposição Além da Fantasia – Yoshitaka Amano
Até 22/06/2026
Segundas, quartas, quintas e sextas: 18h
Quartas e sextas: 11h
Sábados e domingos: 12h
Visita mediada à exposição Vik Muniz – A Olho Nu
Até 07/09/2026
Segundas, quartas, quintas e sextas: 16h
Quartas e sextas: 12h
Sábados e domingos: 10h
Visitas mediadas com intérprete em Libras
Quartas: 11h
Sábados: 11h e 14h
Visita mediada Caminhos da Memória
Segundas e Quintas: 11h e 17h
LABORATÓRIO DE ARTES
Entrada gratuita por ordem de chegada
Local: Sala do CCBB Educativo, 1° andar
Sábados e feriados: 15h e 17h
Domingos: 11h, 15h e 17h
Será oferecida uma dentre as atividades abaixo por horário.
DO PAPEL PARA A PELE
Classificação: Livre
Entrada gratuita por ordem de chegada
Do Papel Para a Pele é um laboratório de tatuagens temporárias, elaborado pela educadora Maria Estrella, aprendiz de tattoo, que faz referência à exposição. Os participantes vão explorar o desenho inspirados em referências como A Grande Onda de Kanagawa e as ilustrações de Yoshitaka Amano. Depois os desenhos são transferidos para a pele como tatuagens temporárias, transformando o corpo em suporte de expressão.
IMPRIMINDO PERSONAGENS – LABORATÓRIO DE GRAVURA
Classificação indicativa: 7 anos
Entrada gratuita por ordem de chegada
Laboratório de gravura inspirado na tradição japonesa dos Ukiyo-e, técnica que influenciou importantes artistas do impressionismo europeu. Durante a experiência, os participantes criam personagens a partir de matrizes. Atividade elaborada para a exposição Além da Fantasia – Yoshitaka Amano
O QUE A LUZ MOSTRA – LABORATÓRIO DE CIANOTIPIA
Classificação indicativa: 7 anos
Entrada gratuita por ordem de chegada
Este laboratório, em diálogo com a exposição Vik Muniz – A olho nu, convida o público a experimentar o Laboratório de Cianotipia, técnica fotográfica que utiliza a luz para criar imagens. A atividade parte da investigação presente na obra do artista, que propõe novas formas de construção da imagem, a partir de materiais e processos não convencionais, oferecendo uma experiência sensível de observação e descoberta.
ERA UMA VEZ NO SÉCULO 19
Classificação indicativa: A partir de 7 anos
Entrada gratuita por ordem de chegada
Que tal imaginar novas histórias para o passado? Nesta atividade as crianças exploram fotografias do Brasil do século 19 e reinventam as narrativas de figuras negras através de projeções de imagens, dando nova vida ao passado.
ILUMINANDO HISTÓRIAS
Classificação indicativa: a partir de 6 anos
Entrada gratuita por ordem de chegada
Laboratório que oferece ao público uma experiência de criação no teatro de sombras.
LIVRO VIVO
Local: Sala do CCBB Educativo, 1° andar
Sábados, domingos e feriados: 16h
Entrada gratuita por ordem de chegada
Classificação indicativa: Livre
O Livro Vivo é uma atividade de mediação de leitura que busca compartilhar a experiência de ler um livro, incentivando o interesse de novos leitores. Inspirado nas exposições em cartaz e ações de patrimônio.
HORA DO CONTO
Local: Sala do CCBB Educativo, 1° andar
Sábados, domingos e feriados: 14h
Entrada gratuita por ordem de chegada
Classificação indicativa: Livre
Como mediar o conteúdo de uma exposição com histórias? Ao incluir histórias na programação, é sugerido ao visitante um novo olhar sobre as obras expostas. Para que a história se desenrole usa-se o faz de conta. Quando o visitante se transporta para o papel de ouvinte, ele está compactuando com a ficção. Existe melhor forma de viver experiências?
O MISTÉRIO DA GRANDE ONDA
Tempo de duração: 30 min
Classificação indicativa: Livre
A contação de histórias O Mistério da Grande Onda é um convite a uma aventura pelo mundo da arte. A personagem principal acredita ter um nariz capaz de reconhecer grandes obras, mas se surpreende ao encontrar uma imagem que ela não conhecia: a gravura A Grande Onda de Kanagawa, de Katsushika Hokusai. Intrigada, ela embarca em uma jornada até o Japão para desvendar esse mistério. A história apresenta, de forma lúdica, o universo do Ukiyo-e, um estilo artístico japonês de gravuras que retrata cenas do cotidiano, da natureza e da vida urbana, e convida as crianças a ampliar seu olhar sobre as diversas formas de se fazer arte. Elaborada para a exposição Além da Fantasia – Yoshitaka Amano.
AQUELA QUE BRILHA NO CÉU
Tempo de duração: 30 min
Classificação indicativa: Livre
Amaterasu é uma deusa solar tradicional do Japão, seu nome completo (amaterasu-o-mi-kami) significa “grande deusa que brilha no céu”. Presente no universo mítico japonês, ela é considerada a ancestral da família imperial, regente do céu, representando a luz e a pureza. Na contação da história Aquela que Brilha no Céu, o público será apresentado a famosa narrativa japonesa, na qual o isolamento da deusa e seu mergulho no mundo da escuridão é atravessado por um espelho – que pode trazer a luz de volta ao mundo. Elaborada para a exposição Além da Fantasia – Yoshitaka Amano.
HANA SAKA JIII – O VELHO QUE FAZ FLORESCER
Tempo de duração: 30 min
Classificação indicativa: Livre
Inspirada na exposição Além da Fantasia – Yoshitaka Amano, a nova contação traz uma história de tradição japonesa. A narração acompanha a história de um bondoso casal de idosos e de seu cãozinho Shiro, que encontram um tesouro inesperado. Na casa ao lado, porém, vive um casal invejoso que faz de tudo para conseguir essa riqueza. Elaborada para a exposição Além da Fantasia – Yoshitaka Amano.
HISTÓRIAS QUE CABEM NA PALMA DA MÃO
Tempo de duração: 30 min
Classificação indicativa: Livre
A contação Histórias que Cabem na Palma da Mão se inspira em duas narrativas da tradição oral japonesa para mergulhar em um universo onde pequenos gestos têm grandes efeitos. Omusubi Kororin – Os Bolinhos de Arroz Rolantes apresenta a história de um senhor simples que, ao dividir o pouco que tem, encontra um mundo mágico cheio de ratinhos dançantes, propondo uma reflexão sobre generosidade e escolhas. Issun Boshi, o Samurai do Tamanho de uma Polegada, traz um pequeno herói que enfrenta o mundo com uma coragem gigante. História elaborada para a exposição Além da Fantasia – Yoshitaka Amano.
URASHIMA TARÔ – A JORNADA ALÉM DO TEMPO
Tempo de duração: 30 min
Classificação indicativa: Livre
A contação do clássico conto japonês Urashima Tarō ganha uma nova dimensão ao ser apresentada como um jogo de escolhas, transformando espectadores de todas as idades em participantes ativos da história. Aqui, o destino do personagem está nas mãos do público. A contação narra a trajetória de um jovem bondoso, que vive uma experiência extraordinária, mas repleta de desafios. O jovem conhece um reino mágico no fundo do mar, onde tudo parece perfeito e o tempo não segue as mesmas regras do mundo real. Ao retornar, percebe que as coisas na superfície não estão como imaginava. Aos poucos, a história revela que toda escolha carrega consequências e, junto com Tarō, o público é convidado a descobrir cada uma delas. Elaborada para a exposição Além da Fantasia – Yoshitaka Amano.
HERMES – O MENINA QUE TINHA ASAS NOS PÉS
Tempo de duração: 30 min
Classificação indicativa: Livre
A atividade elaborada para apresentar a arquitetura do prédio para visitantes do Transtorno do Espectro Autista contempla diferentes formas de percepção e mobilidade, utilizando recursos táteis e visuais para narrar a história do deus Hermes. Durante o percurso, colunas evocam a arquitetura do CCBB, enquanto os objetos têm a textura de travesseiros e podem ser abraçados e manipulados. Hermes surge com suas sandálias aladas, e Zeus aparece entre trovões e nuvens. O público é convidado a cuidar das ovelhas e caminhar com os educadores pelos passos de Hermes até o fim da história, numa experiência coletiva e inclusiva.
HISTÓRIAS DA MINHA TERRA
Tempo de duração: 30 min
Classificação indicativa: 5 anos
Quantos de nós não somos filhos e filhas, netos e netas de homens e mulheres que deixaram sua terra natal para tentar a sorte em outras regiões? Este espetáculo narra uma história real ocorrida no Sudeste do Pará, quando as primeiras famílias de migrantes chegaram à região que depois viria a se chamar Canaã dos Carajás. Em uma sala de aula multisseriada, a professora Aparecida dá aulas quando invade a sala um boi enfurecido! Em cena o ator Antônio Valladares diverte crianças de todas as idades com sua experiência na palhaçaria. O cenário de papel-cartão, outra surpresa, foi desenhado pela educadora Marianne Chamarelli.
PEQUENOS EXPLORADORES
Local: Biblioteca Banco do Brasil, 5° andar
Sábados e feriados: 11h
Entrada gratuita por ordem de chegada
Classificação indicativa: 3 a 6 anos
Crianças e seus acompanhantes serão convidados a conhecerem o prédio e a história do CCBB de um modo diferente. Para estimular essa vivência, preparamos um roteiro onde cada espaço visitado guarda um segredo. A viagem começa no quinto andar, onde os participantes buscam na biblioteca uma importante pista que permite acessarem orientações para outras etapas sucessivas, envolvendo bilhetes, baús e mapas, numa verdadeira caça aos segredos do CCBB.
PEQUENAS MÃOS
Local: Sala do CCBB Educativo, 1° andar
Sábados e feriados: 13h
Entrada gratuita por ordem de chegada
Classificação indicativa: 3 a 7 anos
Duração: 30-40 minutos
O Quarto de Luiza
Agora é noite / E você deve estar dormindo de barriga para baixo / Com seu pijama de bolinhas / E nem desconfia / Que eu encontrei / Dentro do seu nome, as palavras Luz e Lua (…) Inspirada na poesia Pequena Luiza, de Daniela Chindler, as crianças pequenas vão manipular objetos e brincar com luz e sombra.
PEQUENÍSSIMAS MÃOS
Local: Sala do CCBB Educativo, 1° andar
Domingos: 13h
Entrada gratuita por ordem de chegada
Classificação indicativa: 2 a 3 anos
Duração: 25 minutos
Entre Notas e Bichos
Projeção de imagens, música, contação de histórias e máscaras nesta atividade que apresenta, para as crianças pequeninas, os animais da fauna brasileira, que estão desenhados nas nossas notas de dinheiro.
Sobre o CCBB Educativo – Lugar de Encontros
O CCBB Educativo – Lugar de Encontros parte da ideia de que o conhecimento é construído coletivamente, por meio da convivência, da escuta, do diálogo e da troca de experiências. Mais do que apresentar conteúdos, o programa busca criar espaços de encontros entre pessoas, saberes e diferentes formas de expressão, utilizando a arte e a cultura como ferramentas de reflexão e sensibilização.
Voltado para públicos diversos, promove o acesso estético, artístico e cultural à programação do CCBB, estimulando a participação ativa, o pensamento crítico e a produção compartilhada de conhecimento, sempre pautados pelos valores da democracia, da pluralidade de ideias, da inclusão e do respeito às diferenças.
CCBB Educativo – Lugar de Encontros é realizado pela Davar Projetos Culturais e oferece visitas mediadas, laboratório de artes, contação de histórias, mediação de leitura, vivências para crianças pequenas, encontro com professores e apresentações em datas comemorativas. As atividades são inteiramente gratuitas e voltadas para todos os públicos, em um programa de arte-educação patrocinado pelo Banco do Brasil.
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Texto revisado por Crystal Ribeiro
