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Foto: divulgação/Laura Campanella

Emergência 53 estreia no streaming com drama médico intenso e surpreendente

A série Emergência 53 chegou nesta quinta-feira ao streaming como uma grande promessa de sucesso para a ficção nacional. 

 

Produzida pela Conspiração Filmes, exibida pelo Globoplay desde quinta-feira (20) e já premiada no Festival de Berlim, Emergência 53 aposta em uma fórmula de sucesso de alta performance: conflitos, adrenalina, drama humano e ação com foco total em situações de emergência envolvendo equipes de pré-atendimento em unidades de emergência móvel, mergulhando de cabeça na realidade do Brasil periférico.

A série, focada nos atendimentos de urgência que começam ainda na rua e dentro da cabine da ambulância, promete despertar o interesse do público pelo ambiente médico fora do hospital. A obra mostra a realidade da rotina caótica e intensa não só de médicos, mas também de enfermeiros e condutores. 

Na produção, acompanhamos oito protagonistas, que se desdobram para salvar vidas enquanto lidam com os próprios conflitos pessoais. 

Para o diretor Cláudio Torres, um dos criadores da trama, a série volta novamente o olhar para a saúde pública ao narrar a rotina dos socorristas nas ruas: “Emergência 53 é uma série voltada para a ação, para o conflito interno, para o universo de pessoas que compõem um time, uma família, um exército para salvar gente na rua“, definiu ele em coletiva de imprensa.

A equipe de criação também conta com o médico e roteirista Márcio Maranhão e com o diretor Andrucha Waddington. Eles ressaltam que essa proposta de mostrar a rotina dos socorristas nunca havia sido apresentada com foco na realidade do Brasil. “É uma série inédita que vai ao chamado das pessoas. Não é mais o paciente que chega ao hospital, quando se abre a porta da ambulância ou aparece na emergencia“, afirmou Andrucha. 

O espectador verá a ação para salvar vidas em situações adversas e de calamidade, como vítimas de desastres naturais ou eletrocutadas pela queda de um poste, por exemplo. “Nossa fonte de inspiração é a vida real, essa foi nossa diretriz de linguagem, tentar fazer um produto brasileiro baseado no que a gente vê todos os dias no Rio de Janeiro.

Foto: divulgação/Laura Campanella

No centro de tudo está a Doutora Irene Costa, vivida por Yara de Novaes, idealizadora e chefe de equipe. Ela enxerga a medicina como parte de uma missão de vida. “Durante o decorrer da série, a Irene vai precisar fazer algumas coisas que vão descumprir alguns protocolos desse sistema de saúde. No entanto, se precisar descumprir protocolos para salvar uma vida, ela vai fazer isso“, destacou a atriz.

Foto: divulgação/Laura Campanella

Ao lado de Irene, estará a médica Glória (Heloísa Jorge), criada na favela da Maré, no Rio de Janeiro. Ela venceu diversas adversidades para se formar em medicina e atua na defesa do atendimento comunitário. “A minha personagem escolhe a profissão como ferramenta de transformação. Ela busca fazer justiça com as próprias mãos por conta de vivências do passado“, contou Heloísa. 

Foto: divulgação/Laura Campanella

Fechando o núcleo médico está o doutor Pedro (Emílio Dantas), um cirurgião-geral que carrega uma rotina pessoal bastante complexa. Acostumado a lidar com o controle no dia a dia, ele precisa, ao mesmo tempo, se controlar, pois tem um transtorno bipolar que nega existir, oscilando entre picos de euforia e momentos de depressão, vivendo um conflito interno consigo mesmo.

Pedro encontra na unidade 53 a oportunidade de recomeçar e exercer sua vocação nas ruas. “Ao longo da temporada, a gente trata essa disparidade entre o gênio que ele é e a dificuldade que ele tem de aceitar a própria condição“, comentou o ator. 

Emílio também destacou o texto elaborado da trama e o quanto o serviço de saúde pode destruir uma pessoa que se dedica para aquilo: “O que me chamou atenção foi que  o texto já é muito bem elaborado logo no início, muito certeiro, então não precisou de muitas coisas a mais do que estava sendo proposto. E a dinâmica do serviço de atendimento já é, em si, bastante insana. É um lugar de paixão, de orgulho, mas também um lugar que destrói uma pessoa quando ela se doa muito para aquilo.” 

Foto: divulgação/Laura Campanella

Além dos médicos, os criadores esperam que a série promova um mergulho mais realista e de valorização do trabalho dos socorristas e de toda a equipe por trás dos atendimentos. “A saúde pública é um patrimônio coletivo, um bem comum, um pacto civilizatório do Brasil. Ninguém tem o que a gente tem”, defendeu Márcio Maranhão.

O ator Jaffar Bambirra dá vida a Vandam, um dos condutores da unidade 53. Fissurado por velocidade desde criança, ele herdou da convivência com o pai criminoso o desejo por ação, mas busca construir uma trajetória correta e diferente da do genitor, encontrando na unidade a oportunidade de aplicar seu talento para salvar vidas de forma humana e dedicada.

Ele é um cara fissurado por direção, algo que aprendeu com o pai, mas não quer seguir o mesmo destino dele. O Vandam vai acabar caindo em uma furada por conta do pai, que é um criminoso“, adiantou o ator. 

Jaffar passou por aulas de condução especializada e noções de atendimento de emergência para dar veracidade às manobras arriscadas e ao cotidiano da profissão. “Fomos até a uma unidade do SAMU para aprender com os condutores. É uma função que não é só dirigir, o motorista também é socorrista. Tive que aprender a tirar uma maca da ambulância, além de tirar habilitação para dirigir veículos de grande porte“, destacou ele. 

Foto: divulgação/Laura Campanella

Ao lado de Vandam está Duda (Ana Hikari), que também é condutora de uma das ambulâncias da unidade 53. Apaixonada por velocidade e com profundo conhecimento em mecânica herdado do pai, Duda é uma jovem batalhadora e cheia de garra e dedicação. Ela se desdobra em uma jornada dupla entre os resgates nas ruas e a produção de conteúdo adulto na internet. 

O Vandam ajuda ela a criar esses conteúdos para ajudar a pagar uma grande dívida que ela tem, gravei muitas cenas sentindo adrenalina lá no alto. É um desafio divertido, além de dirigir com câmeras em volta, é preciso entregar emoção, falar o texto, manter a concentração na emergência e no que está na parte de trás do veiculo“, afirmou Ana. 

Inspirada no atendimento de urgência móvel, Emergência 53 foca na ação dos socorristas nas ruas. O SMU é o serviço fictício de urgência que integra a unidade 53, comandada por Irene (Yara de Novaes), onde a enfermeira novata Manuela (Valentina Herszage) começa a trabalhar. A jovem terá seus limites testados ao vivenciar a realidade e a adrenalina voraz e intensa dos atendimentos ao lado de Glória (Heloisa Jorge) e Pedro (Emílio Dantas), além da equipe formada pelos enfermeiros Vanessa (Raquel Villar) e Átila (William Nascimento) e pelos motoristas Duda (Ana Hikari) e Vandam (Jaffar Bambirra). 

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Texto revisado por Sabrina Borges de Moura e Maria Fernanda Constantini

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