O single marca um novo momento da carreira da artista, refletindo sua maturidade artística e a paz em seus processos criativos
A mineira Laura Rogalli acaba de estrear o novo single, Quase Um Mistério, pelo selo Base Company. A canção, que acompanha uma era mais madura da cantora, fala sobre um sentimento de plenitude ao lado de alguém que ama, como se, por um momento, não existisse nada além.
A composição da artista surgiu em colaboração com o amigo e compositor Vítor Motta. A inspiração para a letra veio de uma experiência pessoal e marcante: após um pedido de casamento em Fernando de Noronha.
Ouça o single:
Na sonoridade da canção, ela reflete a euforia, combinando elementos pulsantes com melodias marcantes e ao mesmo tempo com elementos melódicos. O beat, o baixo e a voz são os elementos com mais evidência e os riffs de guitarra e synth complementam a sonoridade.
Acompanhando o single, Laura lança um visualizer que complementa a canção. Dirigido pela própria cantora em parceria com Raylla Mendes e Malik Turin, o vídeo apresenta imagens da artista em uma praia, transmitindo a sensação de observação e contemplação de um amor.
Em entrevista exclusiva ao Entretetizei, a artista revela detalhes deste novo trabalho, da nova era musical e fala mais sobre os novos passos da carreira. Confira agora o bate-papo:
Entretetizei: Como está sendo ver Quase Um Mistério já disponível nas plataformas digitais? É um single que marca um novo momento da carreira, conta um pouco sobre esse sentimento de estreia de uma nova era?
Laura Rogalli: Lançar uma música é sempre uma sensação de ver um filho nascer. Lembrar de todos os processos, desde a primeira ideia até a versão final, e agora entregar isso pro mundo é muito gratificante. Agora ela não é mais minha, ela é de quem quiser fazer dela um momento, um sentimento e tudo mais que uma música pode significar pra alguém.
E: A música fala sobre ter uma plenitude ao lado de alguém que ama. Qual a sua esperança de que essa mensagem ressoe com o público, especialmente em um mundo que muitas vezes parece carente de sentimentos positivos?
L: Eu acho que além de um sentimento positivo, essa música fala sobre viver verdadeiramente um momento como se não existisse nada além. Hoje em dia a gente tá sempre fazendo mil coisas ao mesmo tempo, são os olhos na tela do celular, os ouvidos numa conversa que muitas vezes a gente nem tá prestando atenção, a mente presa em tantas obrigações que temos que cumprir. Então, eu espero que essa música nos lembre de apreciar os momentos lindos e únicos da vida, verdadeiramente.

E: De que forma a experiência de ser pedida em casamento em Fernando de Noronha influenciou não apenas a letra, mas também a sua perspectiva sobre o amor e a vida, e como isso se reflete em sua arte?
L: Acredito que alma e arte estão inevitavelmente conectadas. Hoje eu me sinto de alma leve, genuinamente feliz e completa nas minhas escolhas. A minha arte, em específico essa música, só traduz todo esse sentimento bom.
E: Você disse que espera que as pessoas sintam a leveza e os sentimentos bons que você quis trazer com essa música. Qual foi a reação mais emocionante ou inesperada que você já teve em relação à sua música até o momento? Teve algo marcante?
L: Acho que não teve nada tão inesperado até então, o que eu senti mais foi que como eu sempre passei uma imagem mais “pesada”, sempre usei roupas mais escuras, recebi comentários sobre essa parte mais visual do vestido claro do clipe, dos braços abertos, dessa vibe mais leve que as pessoas não estavam muito acostumadas a ver em mim.
E: O visualizer foi um trabalho a três mãos. Como foi dividir esse trabalho entre você, Raylla Mendes e Malik Turin?
L: Foi muito natural, eu já tinha a ideia de gravar o vídeo numa praia, então chamei a Raylla pra me ajudar a pensar nas cenas e referências, o Malik é meu amigo de anos, toca guitarra na minha banda, então eu sabia que me sentiria muito à vontade com ele. Ali na hora acabaram surgindo outras ideias e foi tudo muito leve e divertido de fazer.
Assista ao visualizer:
E: Qual a importância do visual para a sua música e como você acredita que o visualizer de Quase Um Mistério completa a faixa?
L: Acho que quando a gente consegue combinar áudio e vídeo a mensagem sempre é mais forte e clara. Todos os trabalhos que lancei eu sempre me esforcei pra ter um vídeo, por mais simples que fosse, mas que as pessoas pudessem ter essa referência visual daquilo que eu quis passar com a música.
E: Quais os próximos passos da carreira? O que vem por aí?
L: Eu tenho mais dois singles já gravados que pretendo lançar ainda este ano. E agora tenho focado minhas energias em produzir um álbum completo, mais denso. Ando sentindo a necessidade de abordar temas que nunca abordei, falar sobre coisas que nunca contei, e viver a experiência que só uma obra completa te dá. Quem sabe no próximo ano. Sem expectativas.
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Texto revisado por Alexia Friedmann









