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Livro Entre Mundos será adaptado em série de suspense sobrenatural ambientada na periferia de São Paulo

A produção da adaptação nacional muda o protagonista, atualiza o cenário e aposta em representatividade ao misturar terror, tecnologia e drama social

Foi aqui que pediram mais uma adaptação? O livro Entre Mundos, escrito por Pedro Ivo e Rodrigo de Oliveira, vai ganhar uma adaptação para as telas, e com mudanças significativas. A série, que tem criação e argumento assinados por Eddie Coelho, Pedro Ivo e Luis Navarro, será um suspense sobrenatural com forte carga dramática, ambientado na periferia de São Paulo. O roteiro fica por conta de Pedro Ivo, Casey Frost e Travis Silvers, com Luis Navarro também assinando como produtor executivo.

Uma das principais alterações na adaptação está no protagonista: no livro, ele se chama Rubens. Já na série, o personagem central é André Machado, um jovem negro de 22 anos, apaixonado por tecnologia, morador de um conjunto habitacional e filho de um ex-catador de lixo que se tornou dono de um centro de reciclagem. André será interpretado por Jean Paulo Campos.

A trama acompanha o protagonista e seus amigos às vésperas da maior feira de inovação de São Paulo, onde apresentarão um celular 100% modular e sustentável, voltado para comunidades de baixa renda. Mas tudo dá errado: o aparelho falha e o pai de André morre em um acidente a caminho do evento. Dias depois, ao tentar consertar o protótipo usando peças de um celular antigo do pai, André faz uma descoberta assustadora: o chip do aparelho permite que ele ouça vozes do além.

Entre Mundos
Foto: reprodução/amazon

O que começa com uma ligação da vizinha falecida, Jéssica, vira o ponto de partida para uma sequência de casos sobrenaturais. Ao lado dos amigos Eliseu (Wesley Guimarães), Tânia (Larissa Bocchino), Santhiago (Allan Jeon) e Daniel (Filipe Bragança), André transforma o celular em um canal digital onde os mortos pedem ajuda para resolver assuntos inacabados. Mas a invenção chama a atenção de criminosos, da polícia e de um executivo inescrupuloso, Isaac (Raphael Logam), que vê no aparelho uma ameaça aos segredos que tenta esconder.

Com episódios de 30 minutos, Entre Mundos combina um formato procedural ( com um novo caso sobrenatural por capítulo) com um arco contínuo que envolve corrupção, espiritualidade e conflitos de poder. A série também mergulha em dilemas íntimos dos personagens, como o luto, a ancestralidade, o racismo estrutural e a desigualdade social.

Ainda sem previsão de estreia, Entre Mundos se diferencia por trazer uma estética periférica autêntica, protagonismo negro e jovens criadores brasileiros por trás e na frente das câmeras. Uma história onde os maiores perigos não vêm só dos fantasmas, e sim dos vivos.

 

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Leia também: Maria e o Cangaço: conheça mais sobre a série brasileira

 

Texto revisado por Cristiane Amarante @cris_tiane_rj

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Música Notícias

Paramore lança edição deluxe de All We Know Is Falling

Projeto em comemoração aos 20 anos do álbum de estreia da banda inclui EP nunca antes lançado digitalmente, The Summer Tic EP

Há 20 anos o Paramore assinava seu primeiro contrato com uma grande gravadora e lançava, para felicidade de muitos, seu álbum de estreia All We Know Is Falling. Para comemorar esse marco em grande estilo, a banda lançou na última semana uma edição deluxe do álbum, que inclui a aguardada versão digital do The Summer Tic EP.

O EP, originalmente lançado em 2006, era uma coleção de músicas disponível apenas em CD. Agora, os fãs podem ouvir o álbum de estreia junto com o EP em um único lançamento digital deluxe.

Depois que All We Know Is Falling colocou o Paramore no mapa, o grande avanço da banda veio com Riot!, de 2007, impulsionado pelo sucesso do single Misery Business, certificado seis vezes platina, que rendeu à banda diversas indicações a prêmios. Em 2009, Brand New Eyes consolidou seu lugar no cenário do rock. 

O álbum autointitulado de 2013 marcou o auge comercial e de crítica da banda, com o single platina Ain’t It Fun, que rendeu ao Paramore seu primeiro GRAMMY de Melhor Canção de Rock em 2015 e novas indicações, como Melhor Álbum de Rock

Já o álbum After Laughter, de 2017, apresentou um som mais polido e influenciado pelo pop, que continuou recebendo elogios, especialmente com o single de destaque Hard Times. E após um longo hiato, em 2023, eles retornaram com This Is Why.

Quando o Paramore anunciou que estava gravando novamente em janeiro de 2022, a resposta dos fãs ao redor do mundo foi imediata. Desde que a banda — vencedora do GRAMMY e certificada multi-platina pela RIAA — lançou seu último álbum, e enquanto Hayley Williams divulgava dois álbuns solo, aclamadíssimos pela crítica e pelos fãs, diga-se de passagem, o Paramore se tornou mais popular do que nunca. 

Nos últimos anos, a influência e popularidade da banda cresceu ainda mais, à medida que a era do streaming os impulsionou organicamente a se tornarem uma das maiores e mais culturalmente relevantes bandas de rock do mundo. Em sua trajetória de 20 anos, a banda passou de jovens outsiders a verdadeiros ícones da cultura pop, inspirando uma nova geração de talentos musicais.

Foto: reprodução/Instagram/Paramore

Seu lançamento mais recente, This Is Why, é o álbum mais aclamado pela crítica até hoje, e a faixa-título rendeu à banda seu primeiro #1 nas rádios alternativas dos EUA, além de ter sido eleita Música Mais Quente do Ano pelos ouvintes da BBC Radio One, no Reino Unido. 

O disco alcançou posições no Top 10 em diversos países, incluindo o #1 na Austrália e no Reino Unido, e estreou em #2 na Billboard 200. O grupo venceu dois prêmios GRAMMY por Melhor Canção Alternativa com This Is Why e Melhor Álbum de Rock — a primeira vitória de uma banda liderada por uma mulher na história da categoria. This Is Why foi listado como um dos melhores álbuns de 2023 por diversos veículos de mídia, incluindo Rolling Stone, Billboard, Stereogum e outros.

Em dezembro de 2024, o Paramore anunciou que havia cumprido seu contrato com a Atlantic Records, assinado quando os membros ainda eram menores de idade, marcando o início de uma nova era independente para a banda.

 

E você, já ouviu a versão deluxe de All We Know Is Falling? Conta pra gente qual sua faixa favorita lá nas redes do Entretê Facebook, Instagram e X — e nos siga para não perder as atualizações sobre os lançamentos do mundo da música.

Leia também: Confira o novo single de Lola Young, d£aler

 

Texto revisado por Angela Maziero Santana

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Cultura Latina Cultura pop Notícias Séries

Confira a lista de séries leves e divertidas para maratonar no streaming

A seleção inclui títulos favoritos do público e produções nacionais recém-lançadas

Tem séries clássicas de Hollywood? Sim. Temas envolventes? Claro. Novas produções nacionais que acabaram de sair do forno? Pode ter certeza!  De grandes temporadas até episódios curtos, o streaming oferece séries perfeitas para maratonar. Sempre com um toque de humor e a leveza que uma boa maratona de seriados pede!

Para quem gosta de séries leves, divertidas e com narrativas envolventes, o  Disney+ reúne opções ideais — que vão de tramas adolescentes a aventuras divertidas e emocionantes. Por isso, o Entretê preparou uma lista com 11 títulos imperdíveis da plataforma, e você confere abaixo:

Jogo Cruzado (2025)
Disney+ séries
Imagem: Divulgação/Disney+

A maior estrela do futebol nacional, Matheus Reis (José Loreto), vê sua brilhante carreira sair de campo quando descobre um terrível problema cardíaco que o obriga a pendurar as chuteiras antes da hora. É em meio a essa transição de estrela para ex-jogador que Reis encontra Elisa (Carol Castro), uma jornalista veterana que, há anos, espera um lugar na bancada do programa Jogo Cruzado, do canal Antena Sport, e que também é seu maior desafeto.

O encontro dos dois é marcado pelo programa esportivo, onde terão que dividir os microfones e comentários. É nas intrigas e barracos entre os dois que a herdeira do canal, Suzana (Luciana Paes), aposta para salvar a audiência, mesmo que isso custe a credibilidade de Elisa e todas as amizades de Matheus.

Meu Querido Zelador (2022-2024)
Disney+ séries
Imagem: Divulgação/Disney+

A comédia dramática narra, em um misto de ironia e humor, as aventuras de Eliseo (Guillermo Francella), o zelador de um prédio de alto padrão, que, por trás das estruturas do consórcio que o emprega, faz uso e abuso de seu poder de vigilância e interferência. Lá ele vive, trabalha e absorve cada detalhe da vida de seus habitantes. Mas, sob sua aparência prestativa e obsequiosa, ele esconde um talento para manipulá-los.

Ele sabe tudo sobre seus vizinhos: nomes, horários, empregos, laços, fraquezas, gostos. Com essa vantagem sobre suas “vítimas”, ele desenha estratégias de influência sobre cada um e consegue calcular, com precisão, como eles vão reagir aos seus estímulos. Dependendo de seus caprichos, seu humor ou sua necessidade de defender o trabalho a todo custo, ele é capaz de causar danos amplos, mas também age com  justiça e protege aqueles que considera mais fracos.

Amor da Minha Vida (2024)
Disney+ séries
Imagem: Divulgação/Disney+

A primeira série de comédia romântica Star Originals no Brasil, Amor da Minha Vida é uma viagem sexy e bem-humorada pelos encontros e desencontros da relação de Bia (Bruna Marquezine) e Victor (Sérgio Malheiros), amigos inseparáveis que ainda não sabem que são o amor da vida um do outro. Enquanto seguem lado a lado, confidentes de seus sonhos e segredos, Bia e Victor vivem outras paixões e dividem juntos uma jornada de amadurecimento e conexão.

Modern Family (2009-2019)
Disney+ séries
Imagem: Divulgação/Disney+

A série de comédia norte-americana acompanha o dia a dia de três famílias ligadas entre si: Jay Pritchett (Ed O’Neill), um homem mais velho casado com a colombiana Gloria (Sofía Vergara), que tem um filho do primeiro casamento; sua filha Claire (Julie Bowen), casada com Phil (Ty Burrell) e mãe de três filhos; e seu filho Mitchell (Jesse Tyler), que vive com o marido Cameron (Eric Stonestreet) e juntos adotam uma menina. Modern Family retrata, com muito humor e emoção, os desafios e as situações cotidianas dessas famílias modernas, abordando temas como paternidade, diversidade e relacionamentos.

How To Be a Carioca (2023)
Disney+ séries
Imagem: Divulgação/Disney+

How To Be a Carioca conta a história de Irene da Argentina (Verónica Llinás), Matthias da Alemanha (Peter Ketnath), Nabil da Síria (Ahmad Kontar), Laila de Israel (Swell Ariel Or) e Karima de Angola (Heloísa Jorge) visitando o Rio de Janeiro por diferentes motivos. Cada um a seu modo, eles vivenciam a beleza e o caos da cidade maravilhosa.

Eles conhecem um sujeito especial que os ajuda a resolver os problemas de um jeitinho único: esse cara é Francisco (Seu Jorge), um carioca por excelência. No processo, se desfazem de preconceitos, se abrem para novas culturas, adotam perspectivas diferentes e ajudam a cidade a ser mais inclusiva e menos desigual.

Modernos de Meia Idade (2025)
Disney+ séries
Imagem: Divulgação/Disney+

O seriado acompanha três melhores amigos — homens gays de meia-idade — que decidem se aposentar juntos em Palm Springs após um acidente trágico. Na sitcom, inspirada em Golden Girls (1985), Bunny Schneiderman (Nathan Lane), um empresário de sucesso com um pé na aposentadoria e problemas de autoestima, vive em Palm Springs, na Califórnia, com sua mãe Sybil (Linda Lavin). Um dia, uma morte acidental em seu grupo de amigos abala as estruturas de todos e Bunny incentiva seus dois melhores amigos a se mudarem com ele para que possam desfrutar da aposentadoria juntos.

Only Murders in the Building (2021-2024)
Disney+ séries
Imagem: Divulgação/Disney+

O seriado conta a história de três estranhos que compartilham uma obsessão pelo gênero true crime e que, de repente, se veem envolvidos em um crime na vida real. Quando uma morte horrível ocorre dentro de seu exclusivo prédio de apartamentos no Upper West Side, o trio — formado por Mabel (Selena Gomez), Charles (Steve Martin) e Oliver (Martin Short) — começa a suspeitar de assassinato e usa seu conhecimento de true crime para investigar o caso. Mas não demora para que o trio perceba que um assassino pode estar vivendo entre eles e que, portanto, estão em perigo. Agora, eles vão ter de correr para decifrar as pistas e descobrir a verdade, antes que seja tarde demais.

Ugly Betty (2006-2009)
Disney+ séries
Imagem: Divulgação/Disney+

A produção conta a história de Betty Suarez (America Ferrera), uma moça inteligente, durona e persistente, mas também sensível e carinhosa, que espera que essas habilidades a ajudem a conseguir um emprego na editora Meade. O fato de ela não ser particularmente atraente a impede de ser inicialmente contratada pela grande referência em moda, a revista Mode. Mas há uma briga interna na revista, com executivos famintos por poder, competindo pelo domínio.

Na esperança de controlar a situação, o editor dá a seu filho inexperiente, Daniel (Eric Mabius), o cargo de editor-chefe. Ele contrata Betty como assistente do filho depois de pegá-lo em uma posição comprometedora com a secretária em seu primeiro dia no cargo. Após um começo difícil, no qual Daniel tenta forçar Betty a pedir demissão ao tratá-la muito mal, ele percebe o valor da auxiliar, e os dois se juntam para formar uma equipe eficaz.

Abbott Elementary (2021-2024)
Disney+ séries
Imagem: Divulgação/Disney+

Abbott Elementary é muito mais do que uma escola na Filadélfia. A série de comédia acompanha um grupo de professores dedicados e apaixonados e uma diretora altamente despreparada, navegando pelo sistema de escolas públicas americanas. Apesar de todas as dificuldades, eles estão determinados a ajudar seus alunos a sucederem, e, embora esses incríveis servidores públicos possam estar em menor número e sem recursos, eles amam o que fazem — mesmo não amando a atitude do distrito escolar em relação à educação das crianças.

New Girl (2011-2018)
Disney+ séries
Imagem: Divulgação/Disney+

Depois de uma separação difícil, Jess Day (Zooey Deschanel) precisa de um outro lugar para viver. Uma busca on-line faz com que ela encontre um ótimo loft e três caras solteiros que ela nunca viu antes: Nick (Jake Johnson), um antigo aluno de direito que agora é bartender, é o mais sério e o mais desiludido; Schmidt (Max Greenfield), um jovem profissional que tem orgulho de seu abdômen; e Winston (Lamorne Morris), um ex-atleta super competitivo que não sabe mais o que fazer.

Para completar o grupo, chega também a melhor amiga de infância de Jess, Cece, uma modelo sem expressão. Ao longo das temporadas, os cinco se dão conta de que precisam um do outro mais do que pensavam e terminam formando uma família disfuncional, charmosa e estranhamente funcional.

Desperate Housewives (2004-2011)
Disney+ séries
Imagem: Divulgação/Disney+

A série Desperate Housewives dá as boas-vindas à aparentemente perfeita Wisteria Lane. À primeira vista, é só mais uma tranquila rua do subúrbio americano, com cercas brancas e casas impecáveis. Mas basta olhar um pouco mais de perto para que as rachaduras comecem a aparecer.

Mary Alice (Brenda Strong), até pouco tempo uma das moradoras da rua, tira a própria vida de forma inesperada. Agora, narrando sua história do além, ela revela os segredos mais íntimos de suas amigas e vizinhas: Bree (Marcia Cross), Edie (Nicollette Sheridan), Gabrielle (Eva Longoria), Lynette (Felicity Huffman) e Susan (Teri Hatcher). Nada é exatamente o que parece em Wisteria Lane.

 

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Leia também: Confira as séries e filmes que chegam ao streaming em agosto

 

Texto revisado por Ketlen Saraiva

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Cultura turca Notícias Séries

Leyla e Çift Kişilik Oda: saiba a previsão do final das dizis na TV turca

Entenda o motivo dos últimos episódios das duas séries ainda não terem ido ao ar e quando devem ser transmitidos

Situação complicada na diziland! Nas últimas semanas, duas dizis transmitidas pela emissora de TV NOW não tiveram seus capítulos exibidos, sendo Leyla: Hayat… Aşk… Adalet… (2024) e Çift Kişilik Oda (tradução livre: Quarto Duplo, 2025). Com mais de um episódio faltando para a conclusão de ambas as produções, o fato se deu pela baixa receita publicitária e estes devem ser exibidos apenas no fim de agosto.

O motivo

Devido às últimas audiências mais baixas, as séries produzidas pela Ay Yapım e MF Yapım, respectivamente, não conseguiram arrecadar um valor suficiente em publicidade para cobrir os seus custos de produção, o que causou os adiamentos ao longo do último mês. Assim, mesmo tendo sido lançados trailers com as datas dos novos episódios, Leyla foi exibida pela última vez em 22 de junho e Çift Kişilik Oda em 3 de julho.

Foto final das dizis.
Foto: divulgação/NOW
A reação da audiência

Tal situação causou descontentamento nas redes sociais, uma vez que o público das duas dizis desejam assistir a conclusão das temporadas. Além disso, o fato do episódio 7 de Çift Kişilik Oda ter ido ao ar na MBC4 da Arábia Saudita, antes de ser exibido na Turquia, também foi motivo de reclamações na internet.

Leyla, protagonizada por Cemre Baysel (Leyla) e Gonca Vuslateri (Nur), está programada para terminar no 40º episódio, restando ainda três episódios para serem exibidos. Já Çift Kişilik Oda, com os atores Devrim Özkan (Nil) e Ulaş Tuna Astepe (Kaan), tem ainda os episódios 7 e 8 para irem ao ar. Vale destacar que as gravações já foram finalizadas.

Foto final das dizis.
Foto: divulgação/NOW
Situação das produções turcas

O atraso das exibições mostra a situação atual das produções turcas. Como estas dependem das audiências e receitas publicitárias, isso tem gerado uma onda de cancelamentos ao longo dos últimos anos, já que a crise econômica no país fez com que os custos para gravar os episódios ficassem muito altos. 

Os roteiros finalizados antes do previsto e os adiamentos dos episódios já gravados geram, então, uma insatisfação no público, que fica na expectativa pelo que não foi exibido. Resta à audiência aguardar se a decisão da emissora irá se manter e os últimos episódios irão ao ar no fim do próximo mês ou se buscarão uma outra alternativa, como exibi-los apenas online, para não deixar os projetos sem finalização.

Foto Leyla.
Foto: divulgação/NOW

 

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Leia mais: Hasret Rüzgârı: os protagonistas da nova dizi diária já foram escolhidos

 

Texto revisado por Larissa Couto

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Eventos Livros

Flip recebe casa literária com 30 autores, homenagens e lançamentos inéditos

Com entrada gratuita, espaço reúne mesas de debate, lançamentos de livros inéditos, oficina com Marcelino Freire e transmissões ao vivo entre os dias 31 de julho e 3 de agosto

Foto: reprodução/Editora Record

Durante a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), uma das casas mais movimentadas do circuito alternativo celebra sua quarta edição com uma programação intensa e gratuita. De quinta a domingo, o espaço vai reunir 30 autores em 15 mesas, além de uma oficina literária comandada por Marcelino Freire e a transmissão ao vivo do Clube de Leitura Prioli & Karnal.

Recém-eleita para a Academia Brasileira de Letras, Ana Maria Gonçalves é uma das homenageadas da edição e participa de uma conversa no sábado (2), às 19h, com a editora Lívia Vianna sobre seu clássico Um Defeito de Cor (2006), que ultrapassou 180 mil exemplares vendidos.

A autora receberá o Prêmio Recordista de Prata, concedido pela editora Record à escritores que superam a marca de cem mil cópias vendidas com um único título. O economista Eduardo Moreira também será premiado pela mesma honraria com Desigualdade e Caminhos Para Uma Sociedade Mais Justa (2019) (Ed. Civilização Brasileira), que alcançou este marco de vendas.

A casa também será palco para o lançamento de duas obras inéditas: Não sei se é bom, mas é teu (Ed. Record), novo livro de Maria Ribeiro, e Eu Escreve (Ed. Record), uma coletânea de autoficção organizada por Natalia Timerman e Gabriela Aguerre, com 23 autores. Os livros serão autografados logo após as mesas com as participações dos autores.

Entre os destaques da programação estão as participações de Conceição Evaristo, que conversa com Yasmin Santos; Gabriela Prioli e Leandro Karnal, debatendo a obra de Gabriel García Márquez; além de mesas com Bruna Beber, Bethânia Pires Amaro e Marcela Ceribelli sobre Miranda July; e Natalia Timerman ao lado de outros autores da coletânea Eu Escreve, discutindo os caminhos da autoficção.

Oficina literária com Marcelino Freire

Foto: reprodução/B_arco

Vencedor dos prêmios Jabuti e Machado de Assis, o escritor Marcelino Freire ministrará uma oficina gratuita nos dias 31 de julho e 1 de agosto, das 9h às 11h30. Voltada para autores ainda não publicados, a atividade selecionou 15 participantes por meio de envio prévio de textos. Reconhecido também por seu trabalho como mentor, Freire é o responsável por orientar vozes da nova geração, como Aline Bei, Mariana Salomão Carrara e Bethânia Pires Amaro.

Programação completa

Quinta-feira, 31/07

12h – Memórias literárias — Mirian Goldenberg e Cecilia Madonna Young | Mediação: Simone Magno

14h – Narrativas epistolares — Elisama Santos e Stefano Volp | Mediação: Lívia Vianna

16h – Os dilemas da autoficção — Natalia Timerman e autores da coletânea Eu escreve | Mediação: Simone Magno

18h – Essa voz insubmissa — Yasmin Santos conversa com Conceição Evaristo

Sexta-feira, 01/08

12h – Em busca da verdade — Neige Sinno | Mediação: Mariana Delfini

13h30 – Aula aberta: o complexo de vira-lata — Marcia Tiburi

14h30 – As festas da brasilidade como reinvenção da vida — Luiz Antonio Simas

Sábado, 02/08

10h – Literatura queer — Marcelino Freire, James Green e Alexandre Rabelo | Mediação: Beatriz Veloso

11h30 – A odisseia dos narradores contemporâneos — André de Leones e Pedro Guerra | Mediação: Henrique Rodrigues

13h – Ultimamente têm passado muitos anos — Maria Ribeiro conversa com Dani Arrais

14h30 – Tudo o que eu queria falar sobre Miranda July — Bruna Beber, Bethânia Pires Amaro e Marcela Ceribelli | Mediação: Lívia Vianna

16h – García Márquez e outros autores para ler em conjunto — Gabriela Prioli e Leandro Karnal | Mediação: Cassiano Elek Machado

17h30 – África-América — Nei Lopes, Cidinha da Silva e Ynaê Lopes dos Santos | Mediação: Simone Magno

19h – Um defeito de cor, o livro do século — Ana Maria Gonçalves | Mediação: Lívia Vianna

Domingo, 03/08

19h – Clube Prioli & Karnal: O que nos faz bons ou maus? — Com transmissão ao vivo aberta ao público.

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Leia também: O tempo dos escritores: vozes que atravessam gerações

Texto revisado por Simone Tesser @simone_alleotti

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Cultura asiática Música Notícias

Opinião | A americanização do K-pop não começou com o BTS

Antes de apontar o dedo pro grupo que mais fez o K-pop explodir no mundo, talvez seja hora de olhar com mais calma pra história, e entender que cantar em inglês nunca foi o problema

Se tem uma discussão que sempre volta nos fandoms de K-pop é essa: “o grupo tal se vendeu, viraram americanos demais, o BTS começou com isso.” E pronto, temos o cenário perfeito pra mais uma fan war (guerra de fãs) na internet. A confusão gira em torno de um tema que, de tanto ser repetido, já virou quase clichê: a americanização do K-pop.

Para sermos honestos , essa história toda está sendo contada de um jeito meio impreciso. Porque, se tem uma coisa que quem acompanha o K-pop há mais tempo sabe, é que o uso do inglês nas músicas, nos clipes e até nos nomes de grupo sempre esteve ali. Desde os anos 2000, as empresas coreanas já estavam de olho no mercado internacional, principalmente no americano. A diferença é que, naquela época, ninguém estava prestando tanta atenção. E agora que estão, virou motivo para procurar um culpado.

É aí que o BTS entra, ou melhor, é aí que jogam o BTS. Desde que eles lançaram Dynamite, vieram acusações de que o grupo estaria abrindo mão da cultura coreana para agradar o público ocidental. Só que, se olharmos com cuidado, vemos que não é bem assim. A verdade é que a tal americanização do K-pop começou muito antes do Bangtan. E o que a gente precisa discutir não é quem começou isso, mas sim o que está em jogo quando a indústria deixa de se expressar como quer, pra se encaixar no que o Ocidente espera dela.

O inglês no K-pop é antigo e sempre foi parte da estratégia (mesmo quando ninguém estava prestando atenção)

Vamos tirar o elefante da sala: o inglês no K-pop não é novidade, nem nunca foi um bicho de sete cabeças. Desde a primeira geração, e com força total a partir da segunda, palavras e frases em inglês sempre apareceram nas músicas, principalmente nos refrões. Ouvíamos versos como “baby, I love you, no no no, you got me”, e por aí vai. Não era só por estilo, era pra grudar na cabeça, para facilitar para o público de fora, para parecer moderno. E, vamos combinar, funcionava.

Mas não era só isso. Desde o começo dos anos 2000, as empresas já tinham um plano muito claro: fazer o K-pop atravessar as fronteiras da Coreia. BoA, por exemplo, é um caso clássico. Ela foi treinada pra cantar em japonês e inglês, debutou no Japão, fez álbum nos EUA e chegou a participar de programas norte-americanos antes de 2010. Tudo isso bem antes de alguém sequer imaginar um Butter ou Ice Cream. Já naquela época, a SM Entertainment sabia que, para ganhar espaço no Ocidente, precisaria entrar pelo idioma, e não só pela estética.

As Wonder Girls seguiram essa linha também. Com Nobody, elas foram o primeiro grupo de K-pop a entrar na Billboard Hot 100. Em inglês. E até fizeram um filme teen pra Nickelodeon nos EUA. E sabe o que é mais curioso? Ninguém falou que elas estavam se vendendo naquela época. Por quê? Porque o K-pop ainda estava em modo tentativa. Ainda era exótico. Ainda era bonitinho pros olhos ocidentais. E quando é assim, ninguém cobra nada.

Já com a chegada de grupos da terceira geração, como BLACKPINK, EXO e GOT7, a coisa começou a ficar mais ousada. As empresas entenderam que não dava mais pra depender só do mercado coreano, e nem só do japonês. Era hora de olhar alto. Por isso, o BLACKPINK já nasceu bilíngue, com clipes pensados para viralizar no YouTube e colaborações gringas desde cedo. Ice Cream com Selena Gomez? Em inglês, claro. Mas você vai dizer que elas começaram isso? Claro que não.

Então quando o BTS lança algumas músicas em inglês e o mundo cai em cima como se fosse culpa deles… é meio injusto, né? O que eles fizeram foi colocar o K-pop no centro do palco. E, quando isso acontece, tudo vira símbolo, inclusive as decisões que outros grupos já tomavam há muito tempo.

O BTS não começou a cantar em inglês, eles só estavam visíveis demais pra passar despercebidos

Agora que a gente já combateu a ideia de que o inglês chegou ontem no K-pop, vamos falar do ponto mais polêmico: o BTS. Porque sim, Dynamite foi o primeiro hit 100% em inglês deles. Sim, foi um estouro. E sim, foi o primeiro número 1 de um grupo coreano na Billboard Hot 100. Mas daí a dizer que eles começaram a americanizar o K-pop… é uma ideia completamente errada.

Vamos com calma. O BTS tem uma das discografias mais consistentes e coreanas do K-pop moderno. Músicas como N.O, Dope, Spring Day e até Daechwita (do Agust D) mergulham em temas super locais: pressão escolar, desigualdade, história, luto, juventude coreana, e por aí vai. Eles sempre foram um grupo que misturou crítica social com pop, e fizeram isso cantando majoritariamente em coreano. Ou seja, o DNA deles nunca foi ocidental.

Acontece que, quando se alcança o topo, qualquer passo vira um manifesto. Dynamite nasceu no auge da pandemia, como uma resposta leve e otimista num momento globalmente difícil. Era pra ser acessível, e foi. A música pegou até quem nunca tinha ouvido falar em BTS. E aí começou a caça às bruxas: viraram pop americano, estão se vendendo, cadê o coreano? Como se três músicas em inglês fossem mais relevantes que quase uma década de discografia em coreano. Vamos combinar, não é.

A verdade é que o BTS virou símbolo de um movimento que já existia, só que eles chegaram longe demais. Incomodaram demais. Saíram do nicho e entraram na conversa global com força. E o mundo, inclusive parte do próprio fandom de K-pop, não estava preparado para ver um grupo asiático quebrando recordes sem pedir licença. A crítica que fazem ao BTS hoje diz mais sobre o incômodo com o sucesso deles do que sobre o que eles realmente fazem.

E pra piorar, tem grupo debutando já com estrutura ocidental, música feita por produtor americano, MV com cara de comercial da Nike, line distribution que favorece quem fala inglês fluente… e ninguém fala nada. Mas o BTS lançou Butter e o povo ficou ofendido como se tivessem rasgado a bandeira da Coreia. Vai entender.

A americanização vai muito além da língua, e é aí que o papo fica sério

Cantar em inglês é só a pontinha do iceberg. A real americanização do K-pop está na estética, na lógica de consumo, no formato de carreira.  No jeito como alguns grupos são montados desde o início já pensando em agradar o mercado americano, com line-ups multiculturais, treinos focados no inglês e conceitos cada vez mais genéricos para caber em qualquer playlist global.

Quer ver um exemplo? A gente começa a ver mais e mais grupos com músicas feitas inteiramente por produtores dos EUA, com batidas recicladas do pop de rádio, clipes filmados em estúdios ocidentais, roupas de grife sem contexto cultural, e coreografias que parecem feitas mais pra viralizar no TikTok do que pra contar uma história. Aquelas intros cinematográficas que faziam a gente pirar nos MVs coreanos? Estão virando exceção.

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♬ Cupid – Twin Ver. (FIFTY FIFTY) (Sped Up Version) – FIFTY FIFTY

E aí entra um ponto delicado: o protagonismo dentro dos próprios grupos. Muitos idols que falam inglês fluente começam a ganhar mais linhas, mais destaque nos teasers, mais tempo de tela em entrevistas. Não é à toa, é estratégia. Mas a consequência disso é que, aos poucos, a experiência de ser fã de K-pop começa a ser moldada pela lógica de consumo americana. A gente para de olhar pro grupo como um todo e começa a ver só o representante internacional. E, convenhamos, isso não tem nada a ver com o espírito original do K-pop.

O mais engraçado é que, quando isso acontece com grupos da quarta geração, quase ninguém reclama. Mas quando o BTS ou o BLACKPINK lançam algo em inglês, vira assunto global. Como se eles fossem obrigados a segurar a cultura inteira sozinhos. É injusto, é seletivo e, no fundo, é uma baita hipocrisia. A indústria inteira já estava nesse caminho, o BTS só teve mais holofote.

Quando o amor vira exigência: o fandom internacional e a linha tênue entre apoio e apagamento

Se tem uma coisa que o K-pop ensina pra gente desde cedo é que fandom move montanhas. E olha que move mesmo: organiza mutirão de stream, dá presente caro em nome de idol, paga billboard em Nova York no aniversário do bias… Mas também pressiona, exige, cobra. Às vezes, até demais.

Entre os fãs internacionais, esse amor todo ao K-pop vem com um detalhe importante: nem todo mundo está disposto  a consumir cultura coreana como ela é. É comum ver comentários do tipo “essa música é ótima, mas queria que fosse em inglês”, ou “amei o clipe, mas não entendi nada do que eles estão dizendo”, ou pior: “essa música não vai hitar no Ocidente”. Como se o único parâmetro de sucesso fosse agradar os algoritmos da Billboard e do Spotify.

Amar K-pop não é sobre fazer ele virar algo fácil de digerir pra você. É sobre respeitar a cultura que é apresentada ali, mesmo que ela venha em outro idioma, com outros códigos, com outras prioridades. E se você só consegue curtir quando o grupo canta em inglês, talvez o problema não seja a língua. Talvez o problema seja a sua vontade de se ver espelhado o tempo todo.

Isso se reflete também nas preferências dentro dos grupos. A gente vê um padrão bem claro: idols que falam inglês ganham mais destaque, mais falas, mais foco em entrevistas. E isso até influencia o line distribution (a divisão de linhas de uma música). Quem fala bem inglês vira o rosto internacional do grupo. O problema? Às vezes isso não tem nada a ver com talento ou presença, tem a ver com adaptabilidade.

E esse padrão vai moldando toda uma lógica de consumo. A galera começa a querer músicas mais curtas, com refrão repetitivo, letra fácil, batida que encaixa em trend do TikTok. E os grupos, claro, respondem a isso. Porque no fim do dia, a indústria precisa vender. Mas aí você percebe que a pressão por acessibilidade está apagando justamente o que fez o K-pop ser tão único: a ousadia, os conceitos elaborados, os visuais carregados de referência, as letras que falavam da Coreia pra Coreia, e que, mesmo assim, tocavam a gente.

E, sinceramente? Isso é bem mais preocupante do que uma música em inglês. Porque o inglês, quando é usado como ponte, é maravilhoso. O problema é quando ele vira filtro, e a gente só aceita o que passa por ele.

A lógica do pop americano virou meta, e não devia

Em algum momento dos últimos anos, o K-pop parou de tentar criar o próprio caminho e começou a se encaixar nas fórmulas já prontas da indústria americana. E, olha, até entendo o porquê. A grana está lá. A visibilidade está lá. Os números de streaming, os palcos gigantes, os prêmios… tudo isso atrai. Mas  fica a pergunta: a que custo?

Hoje, é comum ver grupos lançando músicas com refrão em inglês, batida pop igualzinha à do top10 do Spotify e clipe genérico com coreografia em estúdio branco. Você assiste e pensa: isso podia ser qualquer grupo. E isso é um problema. Porque o K-pop sempre foi sinônimo de identidade. De storytelling. De estética pensada em cada detalhe. Quando isso some, o que sobra? Só performance? Só número?

As empresas coreanas, claro, estão por trás dessa guinada. Muitas já estão  debutando grupos com foco total em Los Angeles. Training bilíngue, line-up multicultural, até collab com artista americano antes mesmo do debut. Não é mais uma questão de quando chegar lá fora, agora é como fazer sucesso lá antes de crescer na Coreia.

E não é que isso seja errado. O problema é que, quando o K-pop começa a medir seu próprio valor pelo número de plays fora da Ásia, ele perde a referência. Começa a esquecer que o sucesso global veio justamente porque era diferente, não apesar de ser diferente.

Vamos lembrar que o BTS lotou estádio nos EUA cantando em coreano. O BLACKPINK fez show no Coachella com setlist bilíngue, mas com base nas músicas originais, coreanas. O EXO tinha uma fanbase global gigantesca com quase tudo em coreano e chinês. Ou seja, o mundo já provou que consegue consumir K-pop do jeito que ele é. Não precisa virar mais um produto com cara de pop americano dos anos 2010.

E talvez o mais triste seja ver alguns grupos incríveis sendo tratados como menores porque não têm faixa em inglês ou parceria com artista gringo. Como se só o que sai dos EUA tivesse peso. É aí que a gente percebe que o problema não é cantar em inglês. O problema é precisar demais da aprovação do Ocidente.

Grupos que resistem, reinventam e seguem coreanos até o osso, e são incríveis justamente por isso

No meio de toda essa movimentação  agradar o mercado ocidental, tem uma galera que continua fazendo K-pop com K maiúsculo. Que canta em coreano, que não se molda ao algoritmo do TikTok, que não troca conceito profundo por fácil acesso. E o mais incrível?  Todo mundo está indo muito bem, obrigado.

Vamos começar pela IU, porque se tem alguém que não precisa se dobrar à tendência nenhuma, é ela. A mulher é um fenômeno. Com mais de dez anos de carreira, ela faz álbuns que contam histórias, clipes com significado, letras que falam sobre solidão, morte, amadurecimento, amor e dor, tudo com um tom muito, muito coreano. E mesmo sem cantar uma palavra em inglês (tirando um refrão ou outro de leve), ela é respeitadíssima fora da Coreia. Porque o talento fala mais alto que o idioma.

Outro exemplo que dá gosto de ver é o Stray Kids. Eles têm uma identidade sonora própria, produzem praticamente tudo, e não têm medo de ser intensos, barulhentos, diferentes. Claro, lançam versões em inglês às vezes, mas o coreano continua sendo o centro de tudo. E sabe o que acontece? Fandom gigante, turnês mundiais, top 1 na Billboard 200. Tudo isso sem deixar a essência coreana no banco de trás.

O mesmo vale pro SEVENTEEN, que está  há anos entregando conceito, performance, e uma das melhores sinergias de grupo da indústria. Eles fazem músicas que falam sobre juventude, insegurança, amor (e amor próprio, principalmente). E fazem isso com arranjos coreanos, clipes coreanos, jeitinho coreano. E tem funcionado lindamente.

A gente também não pode esquecer do EXO, que mesmo com os anos passando e membros em caminhos diferentes, ainda carrega uma estética extremamente coreana, especialmente nos vocais e nos clipes mais recentes. E mesmo quando eles ousam, ainda parece EXO. Isso é uma marca registrada. Isso é manter uma identidade. E os fãs, mesmo os internacionais, continuam abraçando com força.

E sabe o que todos esses nomes têm em comum? Eles provaram que é possível ser global sem perder a alma. Que a língua coreana não é uma barreira, é um portal. Que você pode, sim, fazer K-pop que chegue em todo mundo, mas que ainda carregue o cheiro do arroz quente, o som da cidade noturna de Seul, a intensidade das emoções do dia a dia coreano. E isso, desculpa, o pop ocidental nunca vai conseguir copiar.

O que vem agora? Entre a globalização e o apagamento, o K-pop precisa lembrar de onde veio

Chegamos naquele ponto em que tudo parece uma encruzilhada: seguir se adaptando pro Ocidente ou parar e olhar pro espelho. A verdade é que não tem resposta simples. A globalização não é uma vilã. Ela abriu portas, criou pontes, fez o mundo inteiro ouvir um idioma que antes era invisível nas paradas de sucesso. O K-pop foi longe, e isso é incrível. Mas o problema começa quando a adaptação vira renúncia. Quando o caminho pra fora é feito apagando os rastros que levaram até ali.

O que a gente está vendo hoje não é só uma mudança de idioma. É uma mudança de lógica, de valores, de ritmo de produção. É o K-pop tentando se encaixar em regras que não foram feitas pra ele, e, às vezes, deixando de ser ele mesmo no processo. E, sinceramente? A Coreia não precisa disso. A cultura coreana, com todas as suas camadas, seus sons, sua língua, seus dramas e suas glórias, é o que fez o K-pop ser único.

E é por isso que essa conversa precisa sair da superfície. Não dá pra resumir a americanização a cantar em inglês. Também não dá pra responsabilizar  um único grupo, muito menos do BTS, que foi justamente quem abriu caminho com o coreano, com crítica social, com coragem de fazer o diferente. Colocar o peso da mudança só neles é esquecer tudo que veio antes… e tudo que veio junto.

Mais do que nunca, o fandom também precisa fazer parte dessa reflexão. Porque, vamos combinar: a gente não pode cobrar originalidade das empresas enquanto só valoriza o que é mais fácil de consumir. Não dá pra pedir conteúdo profundo e, ao mesmo tempo, ignorar um clipe inteiro porque não entendemos a letra. O K-pop é uma experiência completa, e ela começa quando nos permitimos sair da nossa zona de conforto.

No fim das contas, o caminho talvez não seja resistir com todas as forças nem se adaptar sem pensar. Talvez seja encontrar o meio-termo: aquele ponto em que o K-pop pode usar o inglês como ponte, mas sem deixar a cultura cair no abismo. Aquele ponto em que grupos podem alcançar o mundo inteiro sem precisar parecer com o mundo inteiro.

Porque, no fim, o que fez a gente se apaixonar pelo K-pop nunca foi a língua.

 

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Texto revisado por Alexia Friedmann e Karollyne de Lima

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Música Notícias

Marisa Monte anuncia turnê com orquestra sinfônica para o final do ano

A cantora fará seis shows ao lado de sua banda e mais 55 músicos regidos pelo maestro André Bachur

Marisa Monte anunciou no último domingo (27) sua nova turnê, Phonica, um projeto que promete unir o popular e o erudito para interpretar melodias clássicas e fazer o público viver uma experiência transcendental. Viajando da capital mineira até as terras gaúchas a partir de outubro deste ano, a cantora fará seis shows em seis cidades brasileiras, acompanhada de sua banda e uma orquestra sinfônica com regência do maestro André Bachur, que já esteve à frente de formações como a Orquestra Sinfônica da USP (OSUSP).

“Ao longo dos anos, tive algumas chances de cantar com orquestras, tanto no Brasil quanto no exterior. Foram experiências extraordinárias, emocionantes e inesquecíveis. A interação entre os músicos no palco, a complexidade dos arranjos e a combinação de técnica com a emoção fizeram desses concertos experiências verdadeiramente mágicas. Para a série especial de seis shows da [turnê] Phonica, em parceria com o maestro André Bachur, que me acompanhou no concerto de comemoração dos 90 anos da USP, selecionamos músicos virtuosos das melhores orquestras do país. Junto com minha banda, unimos o popular ao erudito para interpretar clássicos, criando mais uma experiência transcendental”, contou Marisa Monte.

Entre arenas e parques, a artista se apresenta em seis capitais do Brasil, iniciando sua jornada em Belo Horizonte (18/10, no Parque Ecológico da Pampulha), passando por sua terra natal, o Rio de Janeiro (1/11, na Brava Arena Jockey), fazendo parada em São Paulo (8/11, no Parque Ibirapuera), partindo em seguida para Curitiba (15/11, na Pedreira Paulo Leminski) e na sequência para Brasília (29/11, no Gramado do Eixo Cultural Ibero-Americano). A compositora finaliza a turnê Phonica em Porto Alegre no mês de dezembro, com data única no Parque Harmonia (dia 6).

Foto: divulgação/Leo Aversa

“É uma imensa alegria poder participar deste projeto e estar no palco novamente com essa grande artista que admiro desde sempre. O encontro entre Marisa e a Orquestra Sinfônica promete, mais uma vez, uma energia arrebatadora, repleta de ritmos, cores e nuances musicais. Tenho certeza de que será uma experiência marcante, tanto para quem estiver no palco quanto para quem estiver na plateia. Levar esse espetáculo tão especial a diferentes cidades do Brasil é um verdadeiro privilégio — e acredito que cada apresentação será única, emocionante e inesquecível para todos nós, disse o maestro André Bachur.

Além de ser acompanhada por 55 musicistas escolhidos especialmente para o projeto, sobe também ao palco a banda de Marisa formada por Dadi Carvalho (violão e guitarra), pelo baterista Pupilo, Alberto Continentino no baixo, e Pedrinho da Serrinha com seu charme no cavaquinho e percussão. 

“Marisa Monte é uma das artistas mais importantes da música brasileira e que vem atravessando gerações com a mesma força, sensibilidade e relevância. Produzir seus shows ao lado de uma orquestra, em parques e lugares que carregam memória e beleza, é mais do que realizar um espetáculo: é construir experiências que tocam profundamente quem assiste e quem faz. Além de ser uma grande celebração de sua carreira e obra, essa turnê foi construída para promover o encontro entre gerações, histórias e afetos”, afirmou Maitê Quartucci, head artístico nacional da T4F.

As vendas serão realizadas pelo site da Tickets for Fun. Maiores informações em breve. Phonica – Marisa Monte & Orquestra Ao Vivo tem patrocínio da Shell.

 

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Leia também: Confira as séries e filmes que chegam ao streaming em agosto

 

Texto revisado por Gabriela Fachin @gabrieladfachin

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Entrevistas Música Notícias

Entrevista | Laura Rogalli conta sobre o recente single Quase Um Mistério

O single marca um novo momento da carreira da artista, refletindo sua maturidade artística e a paz em seus processos criativos

A mineira Laura Rogalli acaba de estrear o novo single, Quase Um Mistério, pelo selo Base Company. A canção, que acompanha uma era mais madura da cantora, fala sobre um sentimento de plenitude ao lado de alguém que ama, como se, por um momento, não existisse nada além. 

A composição da artista surgiu em colaboração com o amigo e compositor Vítor Motta. A inspiração para a letra veio de uma experiência pessoal e marcante: após um pedido de casamento em Fernando de Noronha. 

Ouça o single: 

Na sonoridade da canção, ela reflete a euforia, combinando elementos pulsantes com melodias marcantes e ao mesmo tempo com elementos melódicos. O beat, o baixo e a voz são os elementos com mais evidência e os riffs de guitarra e synth complementam a sonoridade.

Acompanhando o single, Laura lança um visualizer que complementa a canção. Dirigido pela própria cantora em parceria com Raylla Mendes e Malik Turin, o vídeo apresenta imagens da artista em uma praia, transmitindo a sensação de observação e contemplação de um amor. 

Em entrevista exclusiva ao Entretetizei, a artista revela detalhes deste novo trabalho, da nova era musical e fala mais sobre os novos passos da carreira. Confira agora o bate-papo: 

Entretetizei: Como está sendo ver Quase Um Mistério já disponível nas plataformas digitais? É um single que marca um novo momento da carreira, conta um pouco sobre esse sentimento de estreia de uma nova era? 

Laura Rogalli: Lançar uma música é sempre uma sensação de ver um filho nascer. Lembrar de todos os processos, desde a primeira ideia até a versão final, e agora entregar isso pro mundo é muito gratificante. Agora ela não é mais minha, ela é de quem quiser fazer dela um momento, um sentimento e tudo mais que uma música pode significar pra alguém. 

E: A música fala sobre ter uma plenitude ao lado de alguém que ama. Qual a sua esperança de que essa mensagem ressoe com o público, especialmente em um mundo que muitas vezes parece carente de sentimentos positivos?

L: Eu acho que além de um sentimento positivo, essa música fala sobre viver verdadeiramente um momento como se não existisse nada além. Hoje em dia a gente tá sempre fazendo mil coisas ao mesmo tempo, são os olhos na tela do celular, os ouvidos numa conversa que muitas vezes a gente nem tá prestando atenção, a mente presa em tantas obrigações que temos que cumprir. Então, eu espero que essa música nos lembre de apreciar os momentos lindos e únicos da vida, verdadeiramente.  

Foto: reprodução/Raylla Mendes

E: De que forma a experiência de ser pedida em casamento em Fernando de Noronha influenciou não apenas a letra, mas também a sua perspectiva sobre o amor e a vida, e como isso se reflete em sua arte?

L: Acredito que alma e arte estão inevitavelmente conectadas. Hoje eu me sinto de alma leve, genuinamente feliz e completa nas minhas escolhas. A minha arte, em específico essa música, só traduz todo esse sentimento bom. 

E: Você disse que espera que as pessoas sintam a leveza e os sentimentos bons que você quis trazer com essa música. Qual foi a reação mais emocionante ou inesperada que você já teve em relação à sua música até o momento? Teve algo marcante?

L: Acho que não teve nada tão inesperado até então, o que eu senti mais foi que como eu sempre passei uma imagem mais “pesada”, sempre usei roupas mais escuras, recebi comentários sobre essa parte mais visual do vestido claro do clipe, dos braços abertos, dessa vibe mais leve que as pessoas não estavam muito acostumadas a ver em mim. 

E: O visualizer foi um trabalho a três mãos. Como foi dividir esse trabalho entre você, Raylla Mendes e Malik Turin?

L: Foi muito natural, eu já tinha a ideia de gravar o vídeo numa praia, então chamei a Raylla pra me ajudar a pensar nas cenas e referências, o Malik é meu amigo de anos, toca guitarra na minha banda, então eu sabia que me sentiria muito à vontade com ele. Ali na hora acabaram surgindo outras ideias e foi tudo muito leve e divertido de fazer. 

Assista ao visualizer: 

E: Qual a importância do visual para a sua música e como você acredita que o visualizer de Quase Um Mistério completa a faixa?

L: Acho que quando a gente consegue combinar áudio e vídeo a mensagem sempre é mais forte e clara. Todos os trabalhos que lancei eu sempre me esforcei pra ter um vídeo, por mais simples que fosse, mas que as pessoas pudessem ter essa referência visual daquilo que eu quis passar com a música.  

E: Quais os próximos passos da carreira? O que vem por aí?

L: Eu tenho mais dois singles já gravados que pretendo lançar ainda este ano. E agora tenho focado minhas energias em produzir um álbum completo, mais denso. Ando sentindo a necessidade de abordar temas que nunca abordei, falar sobre coisas que nunca contei, e viver a experiência que só uma obra completa te dá. Quem sabe no próximo ano. Sem expectativas.

 

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Texto revisado por Alexia Friedmann

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